Traje e Praxe

Been there, done that. [:D]


Levem tudo na desportiva, nada de fanatismos. Usei o traje antes da julgamento pra fazer umas serenatas com os colegas. [:)]
 
Pois é estou a ver que estás no primeiro ano e já dominas isso tudo, se calhar eu li outros livros embora a mim me faça espécie porque até comprei alguns livros antigos sobre as praxes e tradições coimbrãs em Alfarrabistas.
Como diria um professor falecido que tive:
-"antes as pessoas vinham para aprender, mas hoje já sabem tudo."
- "Um bocadito de Humildade não fazia mal a ninguém! "
Existem más praxes e boas praxes existem pessoas boas e pessoas más.
Tenho um grande amigo que foi anti-praxe mas ninguém o exclui por isso, agora ele sempre respeitou quem o fazia.
E viver numa residência onde algumas praxes eram fazer camas, lavar loiça, para aprender claro! Os caloiros que iam fazer as camas por vezes por descuido deixavam cair nessas ditas camas açucar ou farinha entre os lençóis dos "doutores".
Havia quem gostasse de roubar um ou os dois lençóis da cama bonita mas ou lhes tirasse os paus da cama e eles tinham de dormir em cima do colchão no chão.
Claro que nos outro dia sofríamos as consequências.
Quando alguém era recrutado para ir limpar o quarto, enchia os sapatos dos "doutores" com espuma da barba.
Só os veteranos é que podiam praxar sem capa então a malta roubava-lhes a capa e tantas outras histórias . . .

Estar no primeiro ano não tem nada a ver, porque a maior parte dos doutores não vão ler sobre história da praxe, obviamente :sh)

Mas a sério que não consigo compreender o que se aprende na praxe. Eu ainda fui praxado durante alguns dias (na minha faculdade a praxe também dura até Novembro), claro que não ia dizer mal da praxe sem ter experimentado. E humildade? da parte de quem? dos caloiros que se submetem a fazer esforços, que depois têm que ir ao hospital por causa das dores (aconteceu a uma colega minha, este ano); dos praxantes, que nem se deram ao trabalho de nos mostrar a faculdade no princípio do ano, como tinham garantido à reitoria que iam fazer?(só passado uns 2 ou 3 dias, houve uma rapariga que se lembrou de o fazer)

Mas como eu disse, havia brincadeiras engraçadas, mas geralmente eram feitas pelos que menos praxam.

Eu não tenho nada contra a existência da praxe, simplesmente não gostei, por isso saí. Acho parvo, mas se há pessoas que gostam, acho bem que continuem a ir.
 
Pessoal desculpem o que vou dizer, não levem a mal, embora nunca tenha ido para a Universidade, acho as praxes uma coisa tão estúpida mas tão estúpida... :( :sh)

É mesmo só a minha opinião, vale o que vale...


Do que eu já vi, a mim paece-me uma cambada de meninos mimados aos gritos ( apenas relato o que vi ) e que sinceramente me deu a volta ao estomago... Se fosse comigo tinham era levado com qualquer coisa na mona e iam praxar o crl [:)]
Só me ocorria o pensamento que aqueles meninos na tropa me iriam fazer rir e muito... [;)]

Acho que há coisas muito giras que se podem fazer, mas tambem acho que respeito não fica mal a ninguem e mitas das vezes vai para lá disso...
 
Sou anti-praxe ... nos meus tempos, nunca fui praxado nem sequer me tentaram praxar porque deixei logo o aviso ao 1º que me apareceu , se alguem me toca-se corria o risco de ir parar ao douro ...
No entanto nunca tive qualquer problema na faculdade ... os meus melhores amigos foram lá feitos , tive uma vida académica 6 estrelas...
 
Sou anti-praxe ... nos meus tempos, nunca fui praxado nem sequer me tentaram praxar porque deixei logo o aviso ao 1º que me apareceu , se alguem me toca-se corria o risco de ir parar ao douro ...
No entanto nunca tive qualquer problema na faculdade ... os meus melhores amigos foram lá feitos , tive uma vida académica 6 estrelas...

X2

Recusei a praxe. Só fui praxado no primeiro dia na Universidade Moderna do Porto porque não pude escapar dos ditos doutores.

Depois na Universidade Fernando Pessoa nunca houve grande confusão e apenas me arreganharam com ameaças de "se sais do portão esquece ir a festas" mas nas universidades estatais era diferente, para pior.


No ISEP por exemplo quem não era praxado ficava mesmo muito mal visto. Na altura lembro-me de ver a minha ex-namorada (estudou no ISEP) a comer uma banana que saia das calças de um colega (parecia mesmo um bóbó [:D]) ou toda escachada e a ser obrigada a dizer "pronta e aberta para o xor doutor!!!" [:)]

Quem não quer ser monge não lhe veste a batina por isso... quem quer ser praxado que seja mas quem não quer não seja discriminado ou tido como mocotó pois infelizmente essa é a mentalidade reinante.
 
Eu fui praxado e praxei, junto com os meus colegas, mas foram praxes uteis, do tipo, havia obras na univ e pusemos uns caloiros a acartar tijolos e baldes de massa.
De outra vez, havia umas mudanças, pusemos uns caloiros a ajudar os homens das mudanças. A ajudar as senhoras das limpezas, nos corredores da univ...enfim não eram praxes estupidas....

Só praxei no meu 2º e no 3º anos, depois tinha mais com que ocupar o meu tempo.
 
Esta história das regras do traje e da praxe é como as regras do jogo do berlinde, cada um faz como mais lhe convém.


Se se preocupassem mais era em estudar de modo a que no fim saiam da universidade engenheiros e doutores capazes de serem melhores que aqueles que saem das universidades estrangeiras é que devia ser.

O que precisamos é de engenheiros e doutores com capacidade técnica e inteligência para resolver os problemas que surgem na sociedade, não é códigos de praxe nem de trajes nem de tretas dessas.
 
X2

Recusei a praxe. Só fui praxado no primeiro dia na Universidade Moderna do Porto porque não pude escapar dos ditos doutores.

Depois na Universidade Fernando Pessoa nunca houve grande confusão e apenas me arreganharam com ameaças de "se sais do portão esquece ir a festas" mas nas universidades estatais era diferente, para pior.


No ISEP por exemplo quem não era praxado ficava mesmo muito mal visto. Na altura lembro-me de ver a minha ex-namorada (estudou no ISEP) a comer uma banana que saia das calças de um colega (parecia mesmo um bóbó [:D]) ou toda escachada e a ser obrigada a dizer "pronta e aberta para o xor doutor!!!" [:)]

Quem não quer ser monge não lhe veste a batina por isso... quem quer ser praxado que seja mas quem não quer não seja discriminado ou tido como mocotó pois infelizmente essa é a mentalidade reinante.

Pelo andar da carruagem no meu curso (Eng. Informática),no ISEP,com a diminuição que existe de ano para ano no número de alunos a serem praxados,deixa de haver praxe...

Mas que aqui no ISEP a praxe roça o exagero,posso confirmar...até porque sai de lá,para não ter de andar à pancadaria com um veterano,por uma brincadeira menos "engraçada"...
 
Com o começo das praxes nas universidades e a implementação de um Código de Traje na minha escola, surge uma questão: o uso de traje deverá ser vetado a quem não foi praxado ou todos são livres de o usar?

Este assunto foi discutido no final do ano lectivo 2006/2007 entre alguns colegas. Uma antiga colega de curso não foi a tribunal de praxe e apareceu trajada à mesma. Parece que não deram muita importancia a isso. Mas uma colega que entrou com essa moça estava indignada, porque se nao aceitou uma parte da Praxe não tinha nada de andar trajada por ser bonito, o que era para uns tinha de ser para outros. Nessa altura não havia código de Praxe, e foi-lhe dito isso, mas ela disse que era uma questão de consciencia. Este ano meteram um Código de Traje e essa regra está lá escrita.
Não sei se foi dito alguma coisa a essa colega, mas as opinioes dividem-se.

A todos os estudantes universitários, aceitariam ver alguém que não sofreu o mesmo que voces na praxe, vestir o mesmo traje?




Confesso que não aprecio debates, sempre fui alguém reservada, e tal como as cordas se tocam pelas pontas, nunca apreciei qualquer tipo de extremismo, faz com que os extremos se tornem pura e simplesmente iguais e tangentes. Mas se for uma questão de pura e simplesmente desabafar o que sinto ou desacorrentar uma série de pensamentos, eu escrevo aqui então o que penso.
Parece que o ser humano é um ser que tanto pode pensar pela sua cabeça, como pode ser facilmente programado apenas pelas próprias palavras possam que têm algum tipo de "peso" sobre si. A teoria é que o traje, de alguma forma, através de alguém ou alguma tradição, foi associado à praxe.

Podemos aí fazer a nossa escolha: entre questionar, e deixar-se levar (sem ser necessariamente no sentido triste de deixar-se manipular, mas no sentido de não duvidar e não tentar fazer brainstorming em torno da teoria "imposta"). Depende bastante do peso que a própria palavra "tradição" tem sobre as pessoas... se é um dogma inquestionável ou se é apenas mais um pensamento que pode ser questionado, duvidado e até alterado com o passar dos tempos.

Na dimensão social, já temos que conhecer os objectivos que temos e ser firmes (digo eu)... porque se alguém quer trajar sem conhecer tudo o que a tradição impõe no uso do traje, essa pessoa terá que ver se realmente se importa com a tradição e se esta pesa na sua vida e nos seus princípios morais. Há quem seja controverso e goste, e tenha o objectivo de ultrapassar certos limites, e fique simplesmente contente e orgulhoso de o fazer ("Sou arrogante, yup, it's my pride and joy!"). Há também quem não seja praxado oficialmente e a todo o custo tente conhecer toda a gente, as suas posições e suas categorias, acabando por se integrar; para mim, essa pessoa é uma alma praxada, e cumprir o resto da tradição é consequência. Há também quem não seja contra a praxe mas contra o "ser mais um", e que a praxe pode não ser uma coisa que nos torna directamente "mais um", mas para alguém a praxe pode ter essa componente de fazer de alguém mais um nome de praxe, mais um código de barras... esse tipo de pessoa pode não ser anti-praxe, mas sim ser anti-aquilo-aonde-a-praxe-também-pode-levar. E dentro do mundo da praxe há sempre quem esteja dentro mas não seja dentro: isso pode revelar-se na rebelião dentro da praxe, ou no não saber praxar mais tarde, pois no seu íntimo sabe que esse não é o seu meio.

Só posso dizer que, a meu ver, muita coisa que fazemos ou deixamos de fazer é devido ao peso da tradição que foi "programada" no nosso sangue. A quem tiver mesmo compromisso com a tradição: força nisso.
A quem não considerou isso: considere analisar se quer mesmo ser condicionado pela tradição, questionar-se, questionar a tradição, e depois tomar uma decisão. Há tradições impostas por seres humanos que, se virmos bem, eram pessoas iguais a tantas outras que podiam (ou não) estar erradas.
A quem for totalmente despido de pudores: é como eu. Cuidado é com os limites. Tenha fé acima de tudo.

Mais uma vez, só digo isto porque penso demais e gosto de usar o cérebro, levar mais tempo a tomar decisões acertadas sobre a minha vida. Deverá a tradição ser a causa? Ou a consequência?

Desculpem o testamento... posso apreciar pouco debates e discussões, mas até gosto de filosofar e escrever.

P.S.: Eu se quisesse, trajava como bem entendesse (não quer dizer que o faça, porque até agora nem pensei nisso e a Queima 2008 aproxima-se), já que pessoalmente tou fora do mundo da praxe... palavra essa não me diz nada. Nem tradição nem meia tradição. Niente. Zilch. (Totally nihilist!). E não me posso considerar anti-praxe, porque não se pode ser anti-algo-que-para-mim-passa-ao-lado. Não é nada que me movimente. Se isso se tratar de vaidade ou orgulho pessoal... que o seja então.
 
Também devo dizer que, se for considerado orgulho pessoal ou vaidade, ou satisfação de motivos pessoais, motivos não me faltam:

-Muito provavelmente serei a única na família a fazer um curso superior cá em Portugal. Sendo macaense, vivendo cá só eu e a minha mãe, e tendo em conta que os meus primos mais velhos (comparo-me com os membros da família que sejam da mesma geração que eu, portanto) fizeram os seus cursos universitários apenas no Canadá e em Inglaterra, minha irmã idem, e que os meus primos mais pequeninos foram postos a estudar chinês, dificilmente mais alguém da minha família fará um curso superior cá em Portugal.

Se quisesse mesmo, trajava à MiaTheFaerie (ao meu gosto pessoal, portanto), sem o peso da tradição em cima de mim.
 
Pessoal desculpem o que vou dizer, não levem a mal, embora nunca tenha ido para a Universidade, acho as praxes uma coisa tão estúpida mas tão estúpida... :( :sh)

É mesmo só a minha opinião, vale o que vale...

Eu também não acho piada nenhuma ás praxes, já passei por elas e não me fizeram nada de especial porque nem lhes dei hipóteses....
 
Fg.. Na tropa cada um anda como quer?? Essas regras sao pra "garantir igualdade entre todos os estudantes...

Isso era há 50 anos atrás, onde pela roupa que cada um vestia, se via logo se era rico ou não.....

Agora já não se vê se é rico ou não pela roupa que veste, e já não é preciso traje pra nada...

Quanto ao poder ou não usar traje no 1º ano, bem, é como os 120kmh no AE.
 
No dia das inscrições, os Veteranos "obrigavam" a ir á WC e vestir as calças do avesso. Ok até aqui tudo bem, apanharam-me bem disposto..lol.

Não fiz nada mais do que pediram, até porque também não pediram muito mais, e mesmo que pedissem.....


Uma Veterana deu-me uma folha com algumas assinaturas, era um abaixo assinado para um candidato qualquer a presidente da AEstudantes. Ela disse que eu tinha que ir passando aquilo por várias pessoas. A primeira pessoa foi um caixote do Lixo.

Não tenho paciência para praxes, nem para festas de caloiros, nem para Associações de estudantes... só quero é sair de lá com o canudo e de resto não me chateiem.. lol
 
Como já tinha dito num destes tópicos....

Não é o habito que faz o monge...[;)]

Até podem usar o traje no secundário que não faz de vocês estudantes universitários...

Há inclusive universidades em que o acto de usar traje devia ser considerado vergonhoso, tal a reputação e qualidade que ostentam as referidas instituições....

O traje era em tempos idos o UNIFORME dos alunos, e não estava associado ao ritual praxistico...

Quanto ao seu actual uso, pretende-se sobretudo coerência.
Se são anti praxe, então por coerência não praxem nem pratiquem rituais e tradições praxisticas...

Pior do que ser apanhado em "fraude" é sentir-se uma fraude!
A praxe e tradições académicas não se impoem, vivem-se e adere-se a elas de espontânea vontade...

Se querem, óptimo ,bem vindos á verdadeira vida académica, se não querem, então tenham a decência, honestidade, e a coerência de renunciara tudo aquilo que a praxe literal representa...
 
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