Traje e Praxe

Pintelhiçes......
Achei engraçado na TVi aquela reportagem onde o gajo que tirou o canudo e estava desempregado e colocou nas despesas dos estudos o traje e a viagem de finalistas...... luxos. Eu não tive viagem (o dinheiro foi para o carro que muito jeito me deu) e o meu traje foi a compra de uma capa e o resto foi um fato preto.....
P.S - na FLUL era só gajas....[br:)] [br:)] e alguns borboletas[:D] e não existiam grandes praxes.
 
Confesso que não aprecio debates, sempre fui alguém reservada, e tal como as cordas se tocam pelas pontas, nunca apreciei qualquer tipo de extremismo, faz com que os extremos se tornem pura e simplesmente iguais e tangentes. Mas se for uma questão de pura e simplesmente desabafar o que sinto ou desacorrentar uma série de pensamentos, eu escrevo aqui então o que penso.
Parece que o ser humano é um ser que tanto pode pensar pela sua cabeça, como pode ser facilmente programado apenas pelas próprias palavras possam que têm algum tipo de "peso" sobre si. A teoria é que o traje, de alguma forma, através de alguém ou alguma tradição, foi associado à praxe.

Podemos aí fazer a nossa escolha: entre questionar, e deixar-se levar (sem ser necessariamente no sentido triste de deixar-se manipular, mas no sentido de não duvidar e não tentar fazer brainstorming em torno da teoria "imposta"). Depende bastante do peso que a própria palavra "tradição" tem sobre as pessoas... se é um dogma inquestionável ou se é apenas mais um pensamento que pode ser questionado, duvidado e até alterado com o passar dos tempos.

Na dimensão social, já temos que conhecer os objectivos que temos e ser firmes (digo eu)... porque se alguém quer trajar sem conhecer tudo o que a tradição impõe no uso do traje, essa pessoa terá que ver se realmente se importa com a tradição e se esta pesa na sua vida e nos seus princípios morais. Há quem seja controverso e goste, e tenha o objectivo de ultrapassar certos limites, e fique simplesmente contente e orgulhoso de o fazer ("Sou arrogante, yup, it's my pride and joy!"). Há também quem não seja praxado oficialmente e a todo o custo tente conhecer toda a gente, as suas posições e suas categorias, acabando por se integrar; para mim, essa pessoa é uma alma praxada, e cumprir o resto da tradição é consequência. Há também quem não seja contra a praxe mas contra o "ser mais um", e que a praxe pode não ser uma coisa que nos torna directamente "mais um", mas para alguém a praxe pode ter essa componente de fazer de alguém mais um nome de praxe, mais um código de barras... esse tipo de pessoa pode não ser anti-praxe, mas sim ser anti-aquilo-aonde-a-praxe-também-pode-levar. E dentro do mundo da praxe há sempre quem esteja dentro mas não seja dentro: isso pode revelar-se na rebelião dentro da praxe, ou no não saber praxar mais tarde, pois no seu íntimo sabe que esse não é o seu meio.

Só posso dizer que, a meu ver, muita coisa que fazemos ou deixamos de fazer é devido ao peso da tradição que foi "programada" no nosso sangue. A quem tiver mesmo compromisso com a tradição: força nisso.
A quem não considerou isso: considere analisar se quer mesmo ser condicionado pela tradição, questionar-se, questionar a tradição, e depois tomar uma decisão. Há tradições impostas por seres humanos que, se virmos bem, eram pessoas iguais a tantas outras que podiam (ou não) estar erradas.
A quem for totalmente despido de pudores: é como eu. Cuidado é com os limites. Tenha fé acima de tudo.

Mais uma vez, só digo isto porque penso demais e gosto de usar o cérebro, levar mais tempo a tomar decisões acertadas sobre a minha vida. Deverá a tradição ser a causa? Ou a consequência?

Desculpem o testamento... posso apreciar pouco debates e discussões, mas até gosto de filosofar e escrever.

P.S.: Eu se quisesse, trajava como bem entendesse (não quer dizer que o faça, porque até agora nem pensei nisso e a Queima 2008 aproxima-se), já que pessoalmente tou fora do mundo da praxe... palavra essa não me diz nada. Nem tradição nem meia tradição. Niente. Zilch. (Totally nihilist!). E não me posso considerar anti-praxe, porque não se pode ser anti-algo-que-para-mim-passa-ao-lado. Não é nada que me movimente. Se isso se tratar de vaidade ou orgulho pessoal... que o seja então.


Hum. aposto que estás a tirar Psicologia não[;)]
 
Pintelhiçes......
Achei engraçado na TVi aquela reportagem onde o gajo que tirou o canudo e estava desempregado e colocou nas despesas dos estudos o traje e a viagem de finalistas...... luxos. Eu não tive viagem (o dinheiro foi para o carro que muito jeito me deu) e o meu traje foi a compra de uma capa e o resto foi um fato preto.....
P.S - na FLUL era só gajas....[br:)] [br:)] e alguns borboletas[:D] e não existiam grandes praxes.

Em qual grupo te inseres ???[;)] [;)]
Calma estou a brincar, é da hora e o sono já aperta.

No meu tempo de estudante fui praxado e pouco praxei nos anos seguintes, fui praxado de livre vontade, não haviam praxes dignas desse nome, eram brincadeiras e nunca vi ninguém recusar-se a fazer o que quer que seja, também já conhecia alguns "doutores" que faziam a praxe, pertenci á TEV e á direcção da Associação de Estudantes e regulavam-se todas as praxes, se algum "doutor" quisesse abusar era logo chamado á atenção, o meu ano de caloiro foi sem duvida o melhor dos meus anos universitários, hoje guardo uma certa saudade desse tempo.
 
Depende das praxes, se fosse uma praxe em que eu não concordasse fazer não o faria, nem que eles se revoltassem todos.. gostava de ver quem e iria obrigar, no entanto se fosse algo decente, que não houvesse faltas de respeito, na boa, nem me importo!

Aos que não são praxados, o uso do traje deve de ser autorizado, afinal ninguém manda nele, mas não deve praxar!
 
Como os doutores envolvidos em tal ocorrência infrigiram de forma grave várias normas do código da praxe (isto para além de actos com alguma brutalidade inadmissíveis), todos tiveram "penas" bastante duras: alguns foram declarados caloiros durante o corrente ano lectivo e outros foram suspensos do exercício da praxe durante algum tempo.

Ui, duríssimas! Nem devem conseguir dormir à noite com essas penas....
 
Na minha escola só podia trajar quem tivesse sido praxado e tivesse sido batizado e ido a tribunal de praxe.

E se nao fosse assim e trajasse? batiam lhe? expulsavam no?

A mim nao me praxaram e bem k ameacaram, mas qd chegava a hora do encosto...desencostavam. Era mais treta que tomates ( sorry pelo linguarejo )
Quem quiser praxar e ser praxado tudo bem. Eu nao quis ser nem praxar! Mas ver uns tipos a abusar dos caloiros irritava me. E normalmente eram sempre os cromos os mais "machoes" que gritavam mais. Deve haver aí qq coisa pra psicologia explicar.
Mas cada um como cada qual!
 
enquanto academista, nunca achei utilidade à praxe, porque por e simplesmente, a maioria dos praxadores não sabe o que ela representa. Acaba por servir mais para que tipos recalcados, recalquem os outros!
Fui praxado 1 ou 2 vezes, mas tb nunca fui um académico boémio, de modo que nem traje quis comprar. Queima das fitas não pus lá os pés (excepto serenatas), nem mesmo quando tive livre-trânsito de membro da AE. São opções! Agora, acho que o traje faz parte integrante da praxe (basta ver o siginficado de praxe). Para mim, quem não quer assumir a parte "desagradável" da praxe, não deve gozar dos beneficios desta, inclusivé, envergar o simbolo maior da praxe académica - o traje[;)]
 
Com o começo das praxes nas universidades e a implementação de um Código de Traje na minha escola, surge uma questão: o uso de traje deverá ser vetado a quem não foi praxado ou todos são livres de o usar?

A todos os estudantes universitários, aceitariam ver alguém que não sofreu o mesmo que voces na praxe, vestir o mesmo traje?

Bem, não me podia passar mais ao lado o que os outros fazem. Fui praxado e usei traje quando assim o entendi. Sei o significado que tinha para mim e porque o fazia.

Não me aquece nem arrefece que outros o usem só porque é bonito ou não sendo praxados. Numa altura em que qualquer instituto ou escola do meio da serra, tem queima, traje e sei lá mais o quê vale de muito andar com esses problemas todos.
 
Sou anti-praxe! Nunca fui praxado e nunca praxei! [;)]
Mas usei o traje e todos os alunos universitários têm o direito de usar!
Na altura que andei na faculdade (EST em Setúbal), todos poderiam usar o traje mesmo sem serem praxados. Não podiam era praxar porque não tinham sido praxados.
Praxar alguém é só mais um motivo para mostrarem o quão "engraçadinhos" são, e usar o traje é mostrar que têm orgulho em serem estudantes universitários.
 
Sou anti-praxe! Nunca fui praxado e nunca praxei! [;)]
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Praxar alguém é só mais um motivo para mostrarem o quão "engraçadinhos" são, e usar o traje é mostrar que têm orgulho em serem estudantes universitários.

está visto que não sabes o que a praxe pode (e deve) ser. talvez por isso te devesses abster dessas generalizações grosseiras.
 
No meu tempo, a praxe funcionava +/- assim: durante uma tarde os caloiros eram praxados e ao fim da tarde, quando pensavam que iam ser dispensados, eram convidados para jantar em nossa casa, à borla claro e não tinham que cozinhar. Eramos nós que faziamos a comida para eles. Muitos ficavam surpreendidos, mas contentes. Depois do jantar, quem queria ia para casa, ou podia vir connosco para a night. Além de melhorar a integração de quem por vezes estava a centenas de km's de casa, nasceram assim algumas boas amizades...

Penso que esse dever ser o espírito que deve acompanhar a praxe. Infelizmente não é o que acontece numa boa parte dos casos.
 
No meu tempo, a praxe funcionava +/- assim: durante uma tarde os caloiros eram praxados e ao fim da tarde, quando pensavam que iam ser dispensados, eram convidados para jantar em nossa casa, à borla claro e não tinham que cozinhar. Eramos nós que faziamos a comida para eles. Muitos ficavam surpreendidos, mas contentes. Depois do jantar, quem queria ia para casa, ou podia vir connosco para a night. Além de melhorar a integração de quem por vezes estava a centenas de km's de casa, nasceram assim algumas boas amizades...

Penso que esse dever ser o espírito que deve acompanhar a praxe. Infelizmente não é o que acontece numa boa parte dos casos.

Hoje em dia é mais andarem a rebolar no chão de manhã e à tarde fazem um rally pelas tascas todas que houverem perto da faculdade, para verem qual deles é capaz de beber mais. [:vm)]
 
Hoje em dia é mais andarem a rebolar no chão de manhã e à tarde fazem um rally pelas tascas todas que houverem perto da faculdade, para verem qual deles é capaz de beber mais. [:vm)]


Engraçado foi numa situação semelhante que hoje tenho um GRANDE AMIGO, que conheci na faculdade, até aos dias de hoje é das pessoas que muito me apoiou e vice-versa até hoje.
Nota: e fui praxado por ele.
 
O que a praxe pode ser, é tudo aquilo que não é.


Existem bons e maus praxantes como em tudo na vida, e devido a esses tem-se uma má imagem do que a praxe representa, nestes casos quem "falha" é a Associação de Estudantes (ou TEV, caso exista) que tem que estar presente nas praxes para "acalmar" os mais excessivos.
 
Existem bons e maus praxantes como em tudo na vida, e devido a esses tem-se uma má imagem do que a praxe representa, nestes casos quem "falha" é a Associação de Estudantes (ou TEV, caso exista) que tem que estar presente nas praxes para "acalmar" os mais excessivos.
Para mim, digam o que disserem, a praxe hoje em dia nada tem que ver com os verdadeiros valores e propósitos para que foi criada.

A partir daqui, tudo o que se diga para desculpar os praxantes ou a praxe, comigo não cola.[;)]
 
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