Traje e Praxe

Os praxantes vão e vem... as universidades ficam!

Pois, mas aos caloiros, a primeira impressão que têm de uma universidade é aquela lhes é dada pelos praxantes.
No fundo, imagina que acontece um episódio de abuso qualquer numa universidade qualquer. Por muito que se tente contornar, a imagem dessa universidade, vai ficar um pouco manchada.
 
O que é que ser extrovertido tem a ver com isso?

Também não brincavas quando eras puto?

A praxe é das melhores coisas para a integraçaõ das pessoas... quem me dera voltar 10 anos atrás!

Acaba por ter sempre a ver....


Na minha faculdade, Praxe não tem rigorosamente NADA a ver com integração.....mas mesmo NADA !

Porque aqueles que praxaram, nunca mais os vi :sh)
 
Ainda hoje assisti a uma das coisas que acho mais belas e interessantes das lides académicas. A Serenata. Fui à Serenata à Cidade de Braga organizada e interpretada pela Tuna Universitária de Braga e devo dizer que foi muito bonito. Pena a fraca afluência, mas deu para ver alguns tricórnios no ar em vez das comuns palmas! Gostei sobretudo dos espanhóis turistas que por lá passavam e ficaram deliciados com aquelas trovas ao luar. Até pediam para tirarmos fotos com eles e tudo! [:cool:]

Serenata serenata é esta :)

http://www.youtube.com/watch?v=iOcyxkmKo2g

O resto são fitas!
 
Sim, mas é preciso saber separar!


E nem precisei de tentar saber separar, bastou-me separar, simplesmente. Se vou escolher uma universidade pela praxe ser boa ou má, já sou automaticamente virada para a praxe...

Com isso pretendo dizer também que não é isso que me vai ensinar a ter orgulho pelo curso ou pela instituição porque a priori não vou bêbada, hipnotizada nem de arma apontada à cabeça inscrever-me no curso... vou porque felizmente ganhei dinheiro para pagar o meu curso, coisa de que me orgulho e não me inscrevia se não quisesse. Na minha família então, já sou "psicologicamente praxada", porque não ligam a tradições nem heranças "porque no tempo do bisavô era assim"... na minha família é "és maior e vacinada, faz o que bem quiseres e responsabiliza-te que eu não te prometo herança nenhuma nem terrenos em Trás-os-Montes".

Cabe a cada um saber discernir, não só "porque há uns milénios era assim".
Para começar, há épocas festivas na Europa em que o comércio fica fechado e em Macau, minha terra, abrem até mais tarde.

É questão do peso da tradição...
Num país onde até alguns pais sonham com os seus filhos na praxe, na tuna e trajados, muitos vão achar a praxe natural...

Mais uma vez, o que digo não passa de paleio, porque felizmente aprendi a escrever... LOL...
 
E nem precisei de tentar saber separar, bastou-me separar, simplesmente. Se vou escolher uma universidade pela praxe ser boa ou má, já sou automaticamente virada para a praxe...

Com isso pretendo dizer também que não é isso que me vai ensinar a ter orgulho pelo curso ou pela instituição porque a priori não vou bêbada, hipnotizada nem de arma apontada à cabeça inscrever-me no curso... vou porque felizmente ganhei dinheiro para pagar o meu curso, coisa de que me orgulho e não me inscrevia se não quisesse. Na minha família então, já sou "psicologicamente praxada", porque não ligam a tradições nem heranças "porque no tempo do bisavô era assim"... na minha família é "és maior e vacinada, faz o que bem quiseres e responsabiliza-te que eu não te prometo herança nenhuma nem terrenos em Trás-os-Montes".

Cabe a cada um saber discernir, não só "porque há uns milénios era assim".
Para começar, há épocas festivas na Europa em que o comércio fica fechado e em Macau, minha terra, abrem até mais tarde.

É questão do peso da tradição...
Num país onde até alguns pais sonham com os seus filhos na praxe, na tuna e trajados, muitos vão achar a praxe natural...

Mais uma vez, o que digo não passa de paleio, porque felizmente aprendi a escrever... LOL...
No fim disto tudo pergunto.

Foste ou não praxada? Gostaste ou não?

É que sinceramente deu-me um nó na cabeça...
 
Eu nunca gostei de traje e muito menos praxes..

E então quando foi estudar, ai de quem se aproximasse de mim.. lançava um olhar que os putos iam logo pastar.. Claro que foi estudar mais tarde, e se mesmo antes não gostava menos já "velho"

Acho que é mais desculpas para estupidez e excessos, em vez de uma praxe digna e de boa recepção.. Brincadeiras saudaveis, etc..
Mesmo na tropa, a praxe foi sempre em bom ambiente, com umas piadas e brincadeiras simples, e em convivio. E eu que esperava bem pior.

Mas pronto, como tudo, cada um tem a sua vontade e gosto!

eu adorava o tempo da queima e afins, lol, pois estava em casa (o que para quem trabalhava e tinha familia era importante) e isso sim, era o melhor da queima.. :)
 
No fim disto tudo pergunto.

Foste ou não praxada? Gostaste ou não?

É que sinceramente deu-me um nó na cabeça...


Não fui... nunca me vou considerar anti-praxe, mas sim anti-ser-mais-uma-num-grupo... desde há anos que sou do tipo pessoa que quando anda tudo de preto eu apareço de laranja... xD
Talvez anti-praxe tenha sido consequência disso, no meu caso... enfim, manias.
 
cada um faz o que quer e bem entende, está no uso da sua liberdade e desde que não interfira com a dos outros por mim tudo bem. Dito isto,

A praxe só por si nunca me disse muito. Não que seja anti-praxe, antes pelo contrário, mas o meu curso, por ser deslocado da parte antiga da universidade perdeu muita da tradição. Por isso e também por ser um curso especialmente trabalhoso e que exigia muito do nosso tempo livre.

Agora o espírito académico, isso é outra conversa, e a meu ver não tem só a ver com praxe. Tudo o que rodeia o ser-se estudante: o curso, as noitadas, os amigos, os desconhecidos, a festa, as alegrias e tristezas, o traje, os novos colegas todos os anos, o pessoal que desaparece, ... tanta coisa que é inigualável!

Compreendo que muitos dos que escrevem neste tópico nem façam a mínima ideia daquilo de que falo. Já estive em festas académicas um pouco por todo o país e realmente ao pé do que se vive em Coimbra são autênticas anedotas (na melhor das hipóteses, festivais de música bem organizados), isso não é nada e compreendo que haja muitos estudantes que não se identifiquem com tal ambiente.

Os meus anos de estudante são dos que mais me orgulho na minha vida (ainda curta e certo...) e sinto-me muito feliz por ter podido vivê-los nas condições em que o fiz.

Resumindo: se tiverem hipótese, não hesitem, venham estudar para Coimbra. Se já tiraram o curso, paciência, mas tentem perceber que o conceito de praxe não é igual a espírito académico, e esse sim, vale a pena vivê-lo o mais possível!
 
Serenata serenata é esta :)

http://www.youtube.com/watch?v=iOcyxkmKo2g

O resto são fitas!

Honestamente não vejo em quê as festas de Coimbra são melhores que as de cá. São gostos. E eu nem gosto das quantidades enormes de gente em Coimbra nem a presunção dos conimbricenses em relação às suas festas. (Sem ofensa, mas já irrita)

E já agora, em Braga, é Enterro da Gata, já desde o Liceu Nacional Sá de Miranda, ainda antes do Salazar [:cool:]
 
Alguém me disse um dia destes:

"Uma pessoa de longe aqui da nossa praxe disse «Ainda bem que existe a praxe, porque doutra forma, entre casa e faculdade, não conheceria ninguém!», por isso a praxe não tem só coisas más."

"Na praxe aprendes a ter orgulho no teu curso e na tua faculdade. Lá porque estás a pagar o teu curso não quer dizer que gostes do teu curso."

Mais uma vez digo que não sou nem fui nem me considero anti-praxe, sou eu que por mais que tente não vou em qualquer tipo de pressão de grupo, e isso sei que não existe só na praxe, até porque de todos os tipos de pressão de grupo, a da praxe é a que mais me passa ao lado. Mas acrescento que essa pessoa que me disse isso, em tempos foi meu namorado e supostamente conhece-me bem.

Não sei o que dizer...

Apesar de tudo garanto que a praxe não é má de todo a meu ver, se esta responder às necessidades de alguém que realmente quer actividades em grupo grande... mas há quem esteja bem com as amizades que já tem.
Também acrescento que se essa pessoa não faria muitas amizades sem ser da praxe, HAVENDO PRAXE e não participando nela, porque os restantes estariam provavelmente com o horário preenchido pela praxe, logicamente. Não existindo a praxe, essa questão nem se colocava. Nesse caso, e focando na vontade dessa pessoa conhecer muita gente, é claro que foi bonito entrar na praxe, não digo o contrário.

A parte de alguém trabalhar para pagar o curso de que gosta em especial em relação a qualquer outro, no estabelecimento de ensino onde sempre quis entrar porque de facto gosta (senão não escolhia e metia-se num sítio qualquer onde bem calhasse e, com um pouco menos de entusiasmo, se nem prosseguia com os estudos), visto já ter sido tirada dum curso pela mãe, e ter visto que a única forma de realizar o sonho seria arranjar trabalho e pagar... ouvir tal resposta seria muito... mas muito mau. Não tinha nada que aprender com ninguém a gostar. Gosto desde que escolhi, gosto cada vez mais à medida que vou estudando, e nem digo porquê porque não interessa a mais ninguém. Foi mau ao ponto de nem haver comentário possível. Tal constatação não era para aí chamada... ninguém, mas mesmo ninguém merece: nem praxados, nem praxantes, nem anti-praxe, nem padre, nem pastor, nem madre, nem budista, nem japonês, nem neo-zelandês (...)...

Mas esta... deixo ao vosso critério!!
 
Desenterro isto para perguntar aos especialistas na praxe acadêmica Coimbrã 2 questões:
- Quem já tem uma licenciatura feita na UC e entra agora numa segunda licenciatura na mesma UC é o quê, do ponto de vista da hierarquia da praxe?
- Quanto custa agora uma pasta académica em pele, aproximadamente? Não sei o que fiz à minha... Já lá vão quase 20 anos...

Obrigado!
 
Desenterro isto para perguntar aos especialistas na praxe acadêmica Coimbrã 2 questões:
- Quem já tem uma licenciatura feita na UC e entra agora numa segunda licenciatura na mesma UC é o quê, do ponto de vista da hierarquia da praxe?
- Quanto custa agora uma pasta académica em pele, aproximadamente? Não sei o que fiz à minha... Já lá vão quase 20 anos...

Obrigado!

Já lá vai um tempo, mas a Net é nossa amiga [;)]

Hierarquia da PRAXE, em escala ascendente é a seguinte:

I – BICHO - pertencem à categoria de bichos:

Os estudantes do ensino secundário ou equivalente, de Coimbra.

II – PARAQUEDISTA - pertencem à categoria de paraqu
edistas aqueles que:
Foram colocados numa das Faculdades da Universidade de Coimbra e ainda não efectuaram a respectiva matrícula.

III – CALOIRO NACIONAL - pertencem à categoria de c
aloiro nacional:
Os estudantes do 1º ciclo de cursos na Universidade de Coimbra que estejam matriculados pela primeira vez e sem que antes se tenham matriculado em qualquer estabelecimento de ensino superior, português ou estrangeiro.

IV – CALOIRO ESTRANGEIRO - pertencem à categoria de caloiro estrangeiro:
Os estudantes que tendo estado matriculados num estabelecimento de ensino superior, português ou estrangeiro, estejam matriculados na Universidade de Coimbra pela primeira vez.

VI – NOVATO - Pertence à categoria de Novato:

O estudante que se matricula pela primeira vez no 2 º ciclo e não tenha nenhuma matrícula no 1º ciclo na Universidade de Coimbra, durante o primeiro período de praxe.

V – CALOIRO(A) PASTRANO(A) - pertencem à categoria de caloiros(as) pastranos(as):
Os estudantes com uma matrícula na Universidade de Coimbra, no espaço de tempo entre o início do Cortejo da Queima das Fitas e a realização da 2ª matrícula.

VII - SEMI-PUTO - pertencem à categoria de semi-puto aqueles que:

a) Sendo estudantes do 1º ciclo de cursos de três anos, tenham duas matrículas, mas apenas durante o primeiro período de PRAXE.
b) Sendo estudantes do 1º ciclo de cursos com quatro anos, tenham duas matrículas.

VIII- PUTO - pertencem à categoria de Puto:
a) Os que, sendo estudantes do 1º ciclo de cursos de três anos, tenham duas matrículas, mas apenas durante o segundo, terceiro e quarto períodos de PRAXE.
b) Todos os que, sendo estudantes do 1º ciclo de cursos com quatro anos, tenham três matrículas.

IX- CANDEEIRO - pertencem à categoria de Candeeiro:
a) Todos os que, sendo estudantes do 1º ciclo de cursos de três anos, tenham três matrículas.
b) Todos os que, sendo estudantes do 1º ciclo de cursos com quatro anos, tenham quatro matrículas.

X - CANDEEIRO GRELADO - pertencem à categoria de Candeeiro grelado:
a) Os estudantes que, preenchendo os requisitos da alínea anterior, ou um número superior de matrículas, tenham posto grelo em cerimónia de imposição de insígnias ou cortejo da latada, no início do ano lectivo.
b) Só poderão pôr grelo, os que estiverem em condições de terminar o 1º ciclo nesse ano lectivo.

XI- CANDEEIRO FITADO - pertencem à categoria de Candeeiro fitado:
Os estudantes que, preenchendo os requisitos da alínea anterior, tenham posto fitas no dia do cortejoda Queima das Fitas.

XII- DUPLO CANDEEIRO – pertencem à categoria de Duplo Candeeiro:
Os que, tendo sido Candeeiro no ano lectivo anterior, não usaram insígnias pessoais.

XV– BACHAREL - pertencem à categoria de Bacharel:
Os que, tendo um numero de matriculas superior aos anos do 1º ciclo do curso e que tenham usado insígnias pessoais.

XIII – BOLOGNEZ – pertencem à categoria de Bolognez:
Os que estão matriculados pela primeira vez no 2º ciclo, ressalvando a condição de Novato.

XIV – MARQUEZ – pertencem à categoria de Marquez:
a) Os que, por terem sido caloiros estrangeiros ou Novatos, não podem passar à categoria de veteranos;
b) Os que, tendo duas matriculas no 2º ciclo, não estão em condições de terminar o mesmo;

XVI - VETERANO - pertencem à categoria de veterano:
a) Os que estando matriculados no 2º ciclo, foram caloiros nacionais, tenham usado grelo durante três dias, seguidos ou não,e tenham um número de matrículas igual ou superior ao número total de anos do seu 1º e 2º ciclo.
b) Apenas podem ascender à categoria de Veteranos os que tiverem usado insígnias pessoais na Universidade de Coimbra.

XVII - DUX-VETERANORUM - tem a categoria de Dux-Veteranorum:
O que, sendo veterano à mais de um ano, tiver sido eleito como tal em Conselho de Veteranos.

(http://www.forumcoimbra.com/codigopraxe2007.pdf)

Quanto à pasta, não posso ajudar. Liga para "A Toga", "O Traje", etc
 
Obrigado, DocJra, mas salvo melhor entendimento, não me parece que o teu post responda à minha pergunta. É que eu já tinha lido esta informação na Wikipédia e fiquei na mesma...
 
realmente, o novo código da praxe é uma confusão (gerada por bolonha...)

Na minha opinião, se foste veterano (andaste mais tempo que os anos do curso) continuas a ser veterano.
Se foste quintanista, continuas a ser quintanista.

Acho que é assim.
O teu grau anterior ninguém te pode tirar.
Além disso, podes andar com a capa sem o traje.

Penso que será por aí... a malta nova que lá anda quase ninguém conhece o antigo código da praxe (e poucos devem conhecer o novo) e abusam um bocado.

Há uns dias estava no Fórum Aveiro na fila do Mac e ouvi uma conversa sobre a praxe de Coimbra do casal atrás de mim (estudantes ~20anos) que era de bradar aos céus... tanta desinformação!

Boa sorte nos estudos.
 
Desenterro isto para perguntar aos especialistas na praxe acadêmica Coimbrã 2 questões:
- Quem já tem uma licenciatura feita na UC e entra agora numa segunda licenciatura na mesma UC é o quê, do ponto de vista da hierarquia da praxe?
- Quanto custa agora uma pasta académica em pele, aproximadamente? Não sei o que fiz à minha... Já lá vão quase 20 anos...

Obrigado!

Desculpem lá fazer citações a mim próprio, mas é só para ver se aparece por aqui alguém que me possa esclarecer!
 
Desenterro isto para perguntar aos especialistas na praxe acadêmica Coimbrã 2 questões:
- Quem já tem uma licenciatura feita na UC e entra agora numa segunda licenciatura na mesma UC é o quê, do ponto de vista da hierarquia da praxe?
- Quanto custa agora uma pasta académica em pele, aproximadamente? Não sei o que fiz à minha... Já lá vão quase 20 anos...

Obrigado!

Masoquista!
 
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