Trabalhar em Consultoria

Em Portugal, qual a(s) melhor(es) consultoras para se trabalhar? Tanto a nível de progressão profissional como ambiente de trabalho, etc

Nenhuma é boa.

Mais concretamente consultora de quê? Informática? Gestão? Financeira? Consultora é para fazer curriculo (3 a 5 anos) e saltar fora. Gestão será McKinsey e BCG. Financeira é preferivel a banca de investimento (BESI, etc.). Informática talvez uma Accenture e afins.

Seja como for, praticamente todas as empresas pagam melhor que as consultoras (excepto as de topo) e tens de trabalhar muito menos horas.
 
Nenhuma é boa.

Mais concretamente consultora de quê? Informática? Gestão? Financeira? Consultora é para fazer curriculo (3 a 5 anos) e saltar fora. Gestão será McKinsey e BCG. Financeira é preferivel a banca de investimento (BESI, etc.). Informática talvez uma Accenture e afins.

Seja como for, praticamente todas as empresas pagam melhor que as consultoras (excepto as de topo) e tens de trabalhar muito menos horas.


Basicamente é isto.

Mas pelos relatos de colegas, as consultoras que o pessoal até fala melhor(ou menos mal...) são a Novabase e PwC, o resto nem por isso (A AGAP2 também é pouco criticada... mas tão sempre a reclamar do salario baixo.)

De qualquer maneira, é preciso de ir mentalizado que é para trabalhar até às 20h, até mais tarde, eventualmente fins de semana e se houver porcaria é para ficar lá a fazer noitadas.

O fixe das consultoras é que dá currículo, eu queria ter ficado os 3-5anos, mas só aguentei 8 meses. E quando se quer mudar de consultoras para não consultoras, é muito facil responder à pergunta porquê que quer mudar de trabalho "tão cedo".

Ainda me lembro de um colega, senior, que tinha orgulho de ter trabalhado no dia que foi pai... argh... ou de outro que já fazia piadas sobre o facto de a filha dele ser sempre a ultima a sair da creche.

Não é facil conseguir emprego em não consultoras, mas a procura vale e muito a recompensa.

Espero que não se note muito que fiquei traumatizado com aquele trabalho [:D]
 
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Nenhuma é boa.

Mais concretamente consultora de quê? Informática? Gestão? Financeira? Consultora é para fazer curriculo (3 a 5 anos) e saltar fora. Gestão será McKinsey e BCG. Financeira é preferivel a banca de investimento (BESI, etc.). Informática talvez uma Accenture e afins.

Seja como for, praticamente todas as empresas pagam melhor que as consEnterprise/Corporate performance Managementultoras (excepto as de topo) e tens de trabalhar muito menos horas.

Neste momento, face ao curso (licenciatura em admin e finanças) que tirei, provavelmente iniciava-me na área financeira. Mas ainda não me encontro bem por dentro do assunto. Consegues explicar em traços breves quais as diferenças entre a àrea de gestão e a àrea financeira (o que se faz concretamente) ?

A ideia é mesmo aprender e ganhar bagagem (estaleca). 2 ou 3 anitos e saltar fora.

O que acham das àreas ligadas à tecnologia, Enterprise/Corporate performance Management?
 
Basicamente é isto.

Mas pelos relatos de colegas, as consultoras que o pessoal até fala melhor(ou menos mal...) são a Novabase e PwC, o resto nem por isso (A AGAP2 também é pouco criticada... mas tão sempre a reclamar do salario baixo.)

De qualquer maneira, é preciso de ir mentalizado que é para trabalhar até às 20h, até mais tarde, eventualmente fins de semana e se houver porcaria é para ficar lá a fazer noitadas.

O fixe das consultoras é que dá currículo, eu queria ter ficado os 3-5anos, mas só aguentei 8 meses. E quando se quer mudar de consultoras para não consultoras, é muito facil responder à pergunta porquê que quer mudar de trabalho "tão cedo".

Ainda me lembro de um colega, senior, que tinha orgulho de ter trabalhado no dia que foi pai... argh... ou de outro que já fazia piadas sobre o facto de a filha dele ser sempre a ultima a sair da creche.

Não é facil conseguir emprego em não consultoras, mas a procura vale e muito a recompensa.

Espero que não se note muito que fiquei traumatizado com aquele trabalho [:D]

Discordo. Depende das tuas qualificações. Pela minha experiência, qualificações académicas valem perto de zero quando procuras emprego, mas ficarias surpreendido com o quão dificil é para uma empresa conseguir arranjar/contratar um gajo com 5 anos de experiência profissional numa boa empresa num bom cargo com bons conhecimentos técnicos, mesmo em tempos de crise.
 
Neste momento, face ao curso (licenciatura em admin e finanças) que tirei, provavelmente iniciava-me na área financeira. Mas ainda não me encontro bem por dentro do assunto. Consegues explicar em traços breves quais as diferenças entre a àrea de gestão e a àrea financeira (o que se faz concretamente) ?

A ideia é mesmo aprender e ganhar bagagem (estaleca). 2 ou 3 anitos e saltar fora.

O que acham das àreas ligadas à tecnologia, Enterprise/Corporate performance Management?

Para mim carreira em finanças é em banca de investimento, private banking, hedges funds, corporate finance e pouco mais. Para carreira em área financeira tens de ter mestrado em finanças pela Nova, Católica, ISCTE, ISEG ou FEP e com média muito boa (superior a 16), posteriormente tirar um MBA e complementar com certificação CFA. Tudo o resto resume-se a ir para controller financeiro numa empresa ou pior, trabalhar numa sucursal de um banco.

Edit: tu és recém-licenciado em admin e finanças e não sabes a diferença entre gestão e finanças? :confused: Uma é estratégia pura e a outra é matemática. A partir daí tudo depende do ramo onde a empresa opera.
 
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Para mim carreira em finanças é em banca de investimento, private banking, hedges funds, corporate finance e pouco mais. Para carreira em área financeira tens de ter mestrado em finanças pela Nova, Católica, ISCTE, ISEG ou FEP e com média muito boa (superior a 16), posteriormente tirar um MBA e complementar com certificação CFA. Tudo o resto resume-se a ir para controller financeiro numa empresa ou pior, trabalhar numa sucursal de um banco.

Edit: tu és recém-licenciado em admin e finanças e não sabes a diferença entre gestão e finanças? :confused: Uma é estratégia pura e a outra é matemática. A partir daí tudo depende do ramo onde a empresa opera.


Mas tu sempre conseguiste arranjar nessa área ou continuas na engenharia?
O que é que aconteceu depois de concluíres o mestrado? Tivestes propostas? Boas más?
 
Discordo. Depende das tuas qualificações. Pela minha experiência, qualificações académicas valem perto de zero quando procuras emprego, mas ficarias surpreendido com o quão dificil é para uma empresa conseguir arranjar/contratar um gajo com 5 anos de experiência profissional numa boa empresa num bom cargo com bons conhecimentos técnicos, mesmo em tempos de crise.


Concordo contigo.
Devo me ter explicado mal, eu estava a referir a recem licenciados ou pessoas com pouca experiência, entrar directamente em empresas grandes, nao consultoras, daquelas com horários decentes e afins ( estou a evitar dar exemplos de propósito ) é complicado, normalmente contratam menos e preferem o tal pessoal com experiência, que é difícil de encontrar muitas vezes.
 
Mas tu sempre conseguiste arranjar nessa área ou continuas na engenharia?
O que é que aconteceu depois de concluíres o mestrado? Tivestes propostas? Boas más?

Ainda antes de acabar o curso estive 6 meses na Accenture (gestão estratégica). Depois vi que aquilo era exploração pura e dura. Dali fui para a Sonaecom, depois Nokia-Siemens e actualmente estou a ponderar uma proposta da EDP renovaveis (todas estas ultimas na área da engenharia).
As conclusões que tiro são as seguintes:

Consultoras - fácil de ser admitido. É carne para canhão e salários baixos no início. Ao fim de meia duzia d'anos a aprendizagem adquirida é imensa e há muita margem de progressão na carreira e os salários tendem a subir consideravelmente e abrem-se muitas portas. Não é qualquer um que aguenta meia duzia d'anos sem qualquer vida social a trabalhar 10/11 horas por dia e alguns fins-de-semana incluídos.

Grandes empresas nacionais (PSI20) - Mais dificil de ser admitido. Salários altos, carga horária "normal" (+/- 40h semanais), média/baixa progressão na carreira. É um bom tacho se uma pessoa for minímamente competente.

Grandes multinacionais - Mais dificil de ser admitido que numa consulta, mas mais fácil do que numa empresa do PSI20. Salários baixos (estas empresas só estão em Portugal por causa dos salários baixos, pois todos os restantes custos operacionais - electricidade, impostos e burocraciais - são mais elevados do que no resto da Europa), carga horária "normal" (+/- 40h semanais), baixa/nula progressão na carreira (as boas oportunidades ficam sempre nas filiais estrangeiras, tais como cargos de I&D, gestão de projectos, etc., sendo que em Portugal tipicamente ficam alocados os cargos que exigem menos qualificação profissional pós-licenciatura e especializados). Vive-se com o medo constante de a empresa de relocalizar para o estrangeiro a qualquer momento para poupar custos.


Esta é a minha visão pessoal. Apenas tenho 5 anos de experiência profissional, mas já passei por todos estes sectores. Certamente que outros terão outras opiniões.
 
Ainda antes de acabar o curso estive 6 meses na Accenture (gestão estratégica). Depois vi que aquilo era exploração pura e dura. Dali fui para a Sonaecom, depois Nokia-Siemens e actualmente estou a ponderar uma proposta da EDP renovaveis (todas estas ultimas na área da engenharia).
As conclusões que tiro são as seguintes:

Consultoras - fácil de ser admitido. É carne para canhão e salários baixos no início. Ao fim de meia duzia d'anos a aprendizagem adquirida é imensa e há muita margem de progressão na carreira e os salários tendem a subir consideravelmente e abrem-se muitas portas. Não é qualquer um que aguenta meia duzia d'anos sem qualquer vida social a trabalhar 10/11 horas por dia e alguns fins-de-semana incluídos.

Grandes empresas nacionais (PSI20) - Mais dificil de ser admitido. Salários altos, carga horária "normal" (+/- 40h semanais), média/baixa progressão na carreira. É um bom tacho se uma pessoa for minímamente competente.

Grandes multinacionais - Mais dificil de ser admitido que numa consulta, mas mais fácil do que numa empresa do PSI20. Salários baixos (estas empresas só estão em Portugal por causa dos salários baixos, pois todos os restantes custos operacionais - electricidade, impostos e burocraciais - são mais elevados do que no resto da Europa), carga horária "normal" (+/- 40h semanais), baixa/nula progressão na carreira (as boas oportunidades ficam sempre nas filiais estrangeiras, tais como cargos de I&D, gestão de projectos, etc., sendo que em Portugal tipicamente ficam alocados os cargos que exigem menos qualificação profissional pós-licenciatura e especializados). Vive-se com o medo constante de a empresa de relocalizar para o estrangeiro a qualquer momento para poupar custos.


Esta é a minha visão pessoal. Apenas tenho 5 anos de experiência profissional, mas já passei por todos estes sectores. Certamente que outros terão outras opiniões.

parece-me que tens já uma boa perspectiva da coisa diferente da que tinhas há alguns anos ( se bem me lembro).

Mas eu tinha ideia que querias mesmo mudar para área financeira e a minha questão ia neste sentido: porque não o fizeste? Por causa dos horários/ incompatibilidade com vida familiar? €? falta de vocação?
 
Ainda antes de acabar o curso estive 6 meses na Accenture (gestão estratégica). Depois vi que aquilo era exploração pura e dura. Dali fui para a Sonaecom, depois Nokia-Siemens e actualmente estou a ponderar uma proposta da EDP renovaveis (todas estas ultimas na área da engenharia).
As conclusões que tiro são as seguintes:

Consultoras - fácil de ser admitido. É carne para canhão e salários baixos no início. Ao fim de meia duzia d'anos a aprendizagem adquirida é imensa e há muita margem de progressão na carreira e os salários tendem a subir consideravelmente e abrem-se muitas portas. Não é qualquer um que aguenta meia duzia d'anos sem qualquer vida social a trabalhar 10/11 horas por dia e alguns fins-de-semana incluídos.

Grandes empresas nacionais (PSI20) - Mais dificil de ser admitido. Salários altos, carga horária "normal" (+/- 40h semanais), média/baixa progressão na carreira. É um bom tacho se uma pessoa for minímamente competente.

Grandes multinacionais - Mais dificil de ser admitido que numa consulta, mas mais fácil do que numa empresa do PSI20. Salários baixos (estas empresas só estão em Portugal por causa dos salários baixos, pois todos os restantes custos operacionais - electricidade, impostos e burocraciais - são mais elevados do que no resto da Europa), carga horária "normal" (+/- 40h semanais), baixa/nula progressão na carreira (as boas oportunidades ficam sempre nas filiais estrangeiras, tais como cargos de I&D, gestão de projectos, etc., sendo que em Portugal tipicamente ficam alocados os cargos que exigem menos qualificação profissional pós-licenciatura e especializados). Vive-se com o medo constante de a empresa de relocalizar para o estrangeiro a qualquer momento para poupar custos.


Esta é a minha visão pessoal. Apenas tenho 5 anos de experiência profissional, mas já passei por todos estes sectores. Certamente que outros terão outras opiniões.

"Grande" post! apr:)apr:)
 
parece-me que tens já uma boa perspectiva da coisa diferente da que tinhas há alguns anos ( se bem me lembro).

Sim, as pessoas evoluem e eu não fui excepção ;)

Mas eu tinha ideia que querias mesmo mudar para área financeira e a minha questão ia neste sentido: porque não o fizeste? Por causa dos horários/ incompatibilidade com vida familiar? €? falta de vocação?

Sim, queria, mas não consegui mudar por dois factores: i) há muito mais ofertas de emprego em engenharia do que em finanças (eu diria pelo menos 5x mais) e ii) já com um background forte em engenharia as empresas financeiras olham com bastante desdém para o meu CV (apesar de ter tirar uma especialização nessa área, ter publicados diversos artigos financeiros e ter dado uma palestra na London Business School). Mesmo dentro de uma empresa de engenharia é quase impossivel mudar de engenharia para finanças. C'est la vie...
 
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Consultoras - salários baixos no início.

Salários baixo no início? Contas pelos dedos de uma mão as empresas que pagam melhor que consultoras de topo em início de carreira. E mais, sabes que fazes alguma ideia da quantidade de pessoas que acabam um curso superior e vão para empresas pequenas a receber 600/700 euros por mês?

Por vezes, com alguns comentários que leio aqui, fico com a sensação que há pessoas que não vivem em Portugal...
 
Salários baixo no início? Contas pelos dedos de uma mão as empresas que pagam melhor que consultoras de topo em início de carreira. E mais, sabes que fazes alguma ideia da quantidade de pessoas que acabam um curso superior e vão para empresas pequenas a receber 600/700 euros por mês?

Por vezes, com alguns comentários que leio aqui, fico com a sensação que há pessoas que não vivem em Portugal...

Quem tira eng. mecânica, electrotécnica ou informática numa FEUP, Minho, IST, Aveiro ou Coimbra não vai ganhar 600/700 euros em lado nenhum. Há que saber fazer as devidas distinções. Eu tirei um desses cursos supra-mencionados e nunca estagiei e o meu salário mais baixo até hoje foi 1150 euros/mês e foi num emprego que arranjei 6 meses antes de acabar o curso (precisamente numa consultora). Depois comecei a ver que todas as restantes grandes empresas pagavam bem mais que as consultoras e pisguei-me dali para fora (tirando a PT que na altura em 2008 ofereceu-me 1100 euros e eu recusei). Pelo que tenho visto agora, apesar da crise, as empresas têm muita dificuldade em conseguir recrutar pessoas com mais de 5 anos de experiência e que percebam o que estão a fazer. Esses ainda conseguem grandes ofertas de emprego. Agora recém-licenciados, disso há aos magotes e aí não há milagres. Mas mais uma vez, tudo depende do curso e escola onde foi ministrado esse curso.
 
Quem tira eng. mecânica, electrotécnica ou informática numa FEUP, Minho, IST, Aveiro ou Coimbra não vai ganhar 600/700 euros em lado nenhum.

Isso só se fosse há meia dúzia de anos atrás... Conheço muitos da FEUP que o seu primeiro emprego é por via de estágio profissional IEFP = 691,71 euros...

Segundo eu percebi a discussão inicial era o início da carreira e aí não tenho dúvidas em afirmar que as grandes consultoras pagam muito melhor que a maioria das empresas em Portugal, para além da mais valia em termos de CV. Dentro das grandes empresas as que pagam melhor a um recém licenciado/mestre pensam que sejam a PT e a Galp que rondam os 1200 brutos mensais...ora isso é o que se ganha numa consultora a começar. Todas as outras empresas mais pequenas não pagam 1200 brutos em início de carreira actualmente!!! Algumas se chegarem a 800 já é um mimo, e a maioria recorre a estágios profissionais co-financiados pelo IEFP.
 
Quem tira eng. mecânica, electrotécnica ou informática numa FEUP, Minho, IST, Aveiro ou Coimbra não vai ganhar 600/700 euros em lado nenhum. Há que saber fazer as devidas distinções. Eu tirei um desses cursos supra-mencionados e nunca estagiei e o meu salário mais baixo até hoje foi 1150 euros/mês e foi num emprego que arranjei 6 meses antes de acabar o curso (precisamente numa consultora). Depois comecei a ver que todas as restantes grandes empresas pagavam bem mais que as consultoras e pisguei-me dali para fora (tirando a PT que na altura em 2008 ofereceu-me 1100 euros e eu recusei). Pelo que tenho visto agora, apesar da crise, as empresas têm muita dificuldade em conseguir recrutar pessoas com mais de 5 anos de experiência e que percebam o que estão a fazer. Esses ainda conseguem grandes ofertas de emprego. Agora recém-licenciados, disso há aos magotes e aí não há milagres. Mas mais uma vez, tudo depende do curso e escola onde foi ministrado esse curso.

que ideia e 2008 não é 2013 lol
 
Se tivessem a oportunidade de ir trabalhar numa consultora fora do país (imaginemos por ex. Espanha), valeria a pena?

Há por aqui alguém ligado às áreas de EPM/CPM?
 
Quem tira eng. mecânica, electrotécnica ou informática numa FEUP, Minho, IST, Aveiro ou Coimbra não vai ganhar 600/700 euros em lado nenhum. Há que saber fazer as devidas distinções. Eu tirei um desses cursos supra-mencionados e nunca estagiei e o meu salário mais baixo até hoje foi 1150 euros/mês e foi num emprego que arranjei 6 meses antes de acabar o curso (precisamente numa consultora). Depois comecei a ver que todas as restantes grandes empresas pagavam bem mais que as consultoras e pisguei-me dali para fora (tirando a PT que na altura em 2008 ofereceu-me 1100 euros e eu recusei). Pelo que tenho visto agora, apesar da crise, as empresas têm muita dificuldade em conseguir recrutar pessoas com mais de 5 anos de experiência e que percebam o que estão a fazer. Esses ainda conseguem grandes ofertas de emprego. Agora recém-licenciados, disso há aos magotes e aí não há milagres. Mas mais uma vez, tudo depende do curso e escola onde foi ministrado esse curso.

Penso que a tua opinião está desfasada da realidade, o cenário que partilhas connosco seria real em 2007/2008.

O curso e a escola ainda são um factor preferencial para recrutamento em algumas empresas, e na generalidade os recém-licenciados começam a ganhar 600 a 700€, alguns mesmo das universidades que mencionas. Alias, candidatos de algumas dessas faculdades chegam cá fora nem um trabalho de curso minimamente decente têm para se encontrar algo que lhes dê acesso ao mercado de trabalho.

Além disso pessoas com mais de 5 anos de experiência conseguem grandes ofertas de emprego, mas a frequência com que aparecem esse tipo de ofertas é muito pequena, demoras meses, talvez mais de 1 ano (dependendo da área) a encontrar algo que se enquadre num perfil mais sénior, principalmente pelo facto de ganharem bem (o que é bom) e o mercado não estar a absorver esse tipo de perfis como acontecia a uns anos.

A título de exemplo noto que o mercado está a começar a atravessar uma crise grave que quase ninguém se apercebeu que é o facto de as pessoas desde salvo erro 2011 entrarem para o mercado a ganhar 600 a 700€, daqui a 1 ou 2 anos estão a ganhar 1000€ (talvez nem tanto), o que ameaça seriamente quem já está no mercado a alguns anos com salários decentes (diria que acima dos 1250€) pelo facto de que em termos de competências é uma questão de (pouco) tempo até estarem praticamente niveladas entre estes profissionais.

Resumindo e voltando ao tópico, para quem está a querer entrar no mercado de trabalho, a faculdade de onde vem no limite pode facilitar acesso a alguns sítios (poucos diria) no entanto não costuma ser factor eliminatório ou limitativo. Importante sim é ter um projecto final de curso por onde se possa pegar e vontade de trabalhar e aprender. A partir dai penso que as consultoras podem ser um bom ponto de partida, providenciam acesso a muitos projectos que no recrutamento directo não são fáceis de encontrar.
 
Vou começar em setembro numa consultora. Tirei uma licenciatura e um mestrado em economia na FEUC. Não fui o melhor, mas estive certamente entre os 20% melhores.

Acabámos o mestrado em fevereiro, e muito poucos já arranjaram emprego. Está muito difícil.

Vou ganhar 1200 brutos. Quando for a angola vou poder poupar, dado que já tenho la casa e comida (família).

Salários altos etc eram à uns anos atras. Sei de eng eletrotrotecnicos da UA a receber propostas de 690euros (presumo que líquidos) da critical software..:banghead:
 
Vou começar em setembro numa consultora. Tirei uma licenciatura e um mestrado em economia na FEUC. Não fui o melhor, mas estive certamente entre os 20% melhores.

Acabámos o mestrado em fevereiro, e muito poucos já arranjaram emprego. Está muito difícil.

Vou ganhar 1200 brutos. Quando for a angola vou poder poupar, dado que já tenho la casa e comida (família).

Salários altos etc eram à uns anos atras. Sei de eng eletrotrotecnicos da UA a receber propostas de 690euros (presumo que líquidos) da critical software..:banghead:

Vais trabalhar para Angola através da consultora? Provavelmente teres essa predisposição foi um factor a ter em conta, independentemente da nota ou outras qualidades, pois nem todos o aceitariam.

Relativamente à critical software... Eles são conhecidos por "pagarem mal" em início de carreira, mas nem tudo é dinheiro. O que retiras de lá são outro tipo de vantagens, vantagens essas que poucas empresas em Portugal tem capacidade de fornecer.
 
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