MarcoVeloso
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Viva,
Como já aqui alguém respondeu, porque razão compraria um carro com essa capacidade? Só mesmo se tivesse dinheiro para esbanjar. E mesmo assim, onde andaria com ele? Um veículo com essas características é puro luxo, apenas apreciado em determinadas circunstâncias, não no dia-a-dia.
Outra questão levantada, que já muita polémica deu noutros tópicos, é a questão dos limites da AE. Na minha opinião ela tem que existir. Não se trata de os carros serem mais ou menos seguros. Até todos podemos possuir um veículo recente, com um bom sistema de segurança e fiável. É uma questão de física. À medida que a velocidade aumenta linearmente, a gravidade do acidente sobe exponecialmente. Um embate a 120km/h já é fatal. Acima desse valor é a destruição total. Por muitos sistemas de segurança que um carro possua, circulando a uma velocidade elevada, se apanha um buraco mais fundo, um obstáculo como uma pedra, um furo num pneu, seja o que for não há protecção possível.
Este aspecto, sendo o principal, todos ignoram. Os limites existem para nos protegermos de nós mesmo. Na CVP surgem periodicamente descrições e fotos de acidentes, geralmente de carros com alta cilindrada em que a destruição é um caos, e o estado do corpo da vítima...bem, embora já tenha auxiliado a evacuação de imensos sisnistrados, algumas fotos deixam-me muito, mas muito mal disposto, especialmente porque não há um corpo mas pedaços espalhados por dezenas de metros.
Circular acima de uma determinada velocidade é um risco que temos que interiorizar. E não é a segurança do veículo que vai salvar uma qualquer contrariedade na estrada (um obstáculo, por exemplo). Afirmar que o veículo é seguro é um falso argumento. Admito que sendo o meu carro recente já me "safei" de muitas situações onde com o anterior veículo eram acidente certo, e alguns aparatosos. Mas são sempre situações de pára-arranca na cidade, situações de cruzamento, sempre a baixas velocidades, ou moderadas. Mas se essas situações ocorressem numa IP ou AE, acima de 100km, não teria Anjo que me velasse. Equivale a atirarem-se do primeiro andar ou do décimo andar, tendo um colchão no solo. Se saltarem do primeiro andar, ele até vos protege. Saltem do décimo, não há colchão que vos valha. A física é tramada mas temos que ter consciência dela. Qualquer pessoa que circule acima de 120/130 está a jogar com a sua vida, e pior, com a vida de terceiros - uma boa percentagem de vítimas de acidentes (especialmente mortais), são transeuntes inocentes que circulavam normalmente e sofreram os danos colaterais de um qualquer acidentes do qual eram alheios.
Marco
Como já aqui alguém respondeu, porque razão compraria um carro com essa capacidade? Só mesmo se tivesse dinheiro para esbanjar. E mesmo assim, onde andaria com ele? Um veículo com essas características é puro luxo, apenas apreciado em determinadas circunstâncias, não no dia-a-dia.
Outra questão levantada, que já muita polémica deu noutros tópicos, é a questão dos limites da AE. Na minha opinião ela tem que existir. Não se trata de os carros serem mais ou menos seguros. Até todos podemos possuir um veículo recente, com um bom sistema de segurança e fiável. É uma questão de física. À medida que a velocidade aumenta linearmente, a gravidade do acidente sobe exponecialmente. Um embate a 120km/h já é fatal. Acima desse valor é a destruição total. Por muitos sistemas de segurança que um carro possua, circulando a uma velocidade elevada, se apanha um buraco mais fundo, um obstáculo como uma pedra, um furo num pneu, seja o que for não há protecção possível.
Este aspecto, sendo o principal, todos ignoram. Os limites existem para nos protegermos de nós mesmo. Na CVP surgem periodicamente descrições e fotos de acidentes, geralmente de carros com alta cilindrada em que a destruição é um caos, e o estado do corpo da vítima...bem, embora já tenha auxiliado a evacuação de imensos sisnistrados, algumas fotos deixam-me muito, mas muito mal disposto, especialmente porque não há um corpo mas pedaços espalhados por dezenas de metros.
Circular acima de uma determinada velocidade é um risco que temos que interiorizar. E não é a segurança do veículo que vai salvar uma qualquer contrariedade na estrada (um obstáculo, por exemplo). Afirmar que o veículo é seguro é um falso argumento. Admito que sendo o meu carro recente já me "safei" de muitas situações onde com o anterior veículo eram acidente certo, e alguns aparatosos. Mas são sempre situações de pára-arranca na cidade, situações de cruzamento, sempre a baixas velocidades, ou moderadas. Mas se essas situações ocorressem numa IP ou AE, acima de 100km, não teria Anjo que me velasse. Equivale a atirarem-se do primeiro andar ou do décimo andar, tendo um colchão no solo. Se saltarem do primeiro andar, ele até vos protege. Saltem do décimo, não há colchão que vos valha. A física é tramada mas temos que ter consciência dela. Qualquer pessoa que circule acima de 120/130 está a jogar com a sua vida, e pior, com a vida de terceiros - uma boa percentagem de vítimas de acidentes (especialmente mortais), são transeuntes inocentes que circulavam normalmente e sofreram os danos colaterais de um qualquer acidentes do qual eram alheios.
Marco
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