Limite 250 km/h

Limite 250 km/h

  • Sim, é preferivel que o carro não esteja castrado

    Votos: 189 67,3%
  • Não 250 chega muito bem

    Votos: 92 32,7%

  • Total de eleitores
    281
Viva,

Como já aqui alguém respondeu, porque razão compraria um carro com essa capacidade? Só mesmo se tivesse dinheiro para esbanjar. E mesmo assim, onde andaria com ele? Um veículo com essas características é puro luxo, apenas apreciado em determinadas circunstâncias, não no dia-a-dia.

Outra questão levantada, que já muita polémica deu noutros tópicos, é a questão dos limites da AE. Na minha opinião ela tem que existir. Não se trata de os carros serem mais ou menos seguros. Até todos podemos possuir um veículo recente, com um bom sistema de segurança e fiável. É uma questão de física. À medida que a velocidade aumenta linearmente, a gravidade do acidente sobe exponecialmente. Um embate a 120km/h já é fatal. Acima desse valor é a destruição total. Por muitos sistemas de segurança que um carro possua, circulando a uma velocidade elevada, se apanha um buraco mais fundo, um obstáculo como uma pedra, um furo num pneu, seja o que for não há protecção possível.

Este aspecto, sendo o principal, todos ignoram. Os limites existem para nos protegermos de nós mesmo. Na CVP surgem periodicamente descrições e fotos de acidentes, geralmente de carros com alta cilindrada em que a destruição é um caos, e o estado do corpo da vítima...bem, embora já tenha auxiliado a evacuação de imensos sisnistrados, algumas fotos deixam-me muito, mas muito mal disposto, especialmente porque não há um corpo mas pedaços espalhados por dezenas de metros.

Circular acima de uma determinada velocidade é um risco que temos que interiorizar. E não é a segurança do veículo que vai salvar uma qualquer contrariedade na estrada (um obstáculo, por exemplo). Afirmar que o veículo é seguro é um falso argumento. Admito que sendo o meu carro recente já me "safei" de muitas situações onde com o anterior veículo eram acidente certo, e alguns aparatosos. Mas são sempre situações de pára-arranca na cidade, situações de cruzamento, sempre a baixas velocidades, ou moderadas. Mas se essas situações ocorressem numa IP ou AE, acima de 100km, não teria Anjo que me velasse. Equivale a atirarem-se do primeiro andar ou do décimo andar, tendo um colchão no solo. Se saltarem do primeiro andar, ele até vos protege. Saltem do décimo, não há colchão que vos valha. A física é tramada mas temos que ter consciência dela. Qualquer pessoa que circule acima de 120/130 está a jogar com a sua vida, e pior, com a vida de terceiros - uma boa percentagem de vítimas de acidentes (especialmente mortais), são transeuntes inocentes que circulavam normalmente e sofreram os danos colaterais de um qualquer acidentes do qual eram alheios.

Marco
 
Última edição:
Penso que com este último comentário, podem fechar o tópico.

Os meus parabéns... não é possível contrariar as tuas palavras!

Eu não acho [;)]

Não contrariando o que ele disse, acho que tão ou mais importante do que minimizar os estragos nos acidentes é minimizar o nº de acidentes.

Ora não é por as pessoas andarem mais devagar que há menos acidentes, pelo menos essa é a minha convicção.

Tanto que é devagar que as pessoas aproveitam enquanto conduzem para falar ao telemóvel, fumar, comer, conversar, etc. e às vezes tudo ao mesmo tempo.

Julgo que um condutor que circule a 120 numa AE a preparar uma reunião por telefone, enquanto fuma um cigarro é potencialmente mais perigoso do que um que circule a 150 mas que só vá a conduzir [;)]

P.S.: Estas questões são demasiado complexas para se reduzirem à crueza da fisica [:cool:]
 
Eu não acho [;)]

Não contrariando o que ele disse, acho que tão ou mais importante do que minimizar os estragos nos acidentes é minimizar o nº de acidentes.

[:cool:]


eu penso que o numero de acidentes ate pode aumentar, mais relevante sao as pessoas pode ate haver mais acidentes o que é normal pelo aumento do numero de carros e pelas distancias percorridas pelos mesmos, interessa é que haja menos mortes e feridos.

Claro que os acidentes nao acontecem por um simples factor...ha sempre a conjugaçao de varias causas que levam ao acidente.. a velocidade e uma delas claro. (para uns a mais importante nao tanto para outros)

cumps
 
Viva,

Como já aqui alguém respondeu, porque razão compraria um carro com essa capacidade? Só mesmo se tivesse dinheiro para esbanjar. E mesmo assim, onde andaria com ele? Um veículo com essas características é puro luxo, apenas apreciado em determinadas circunstâncias, não no dia-a-dia.

Só não concordo com esta parte do post. Posso ter um Porsche, com velocidade máxima próxima dos 300 e não querer andar a essa velocidade! posso achar razoável viajar a 150. Porquê um porsche? Porque a maneira como ele chega aos 150 é única, a maneira como faço powerslides com ele é única etc etc...

Percebo o que queres dizer mas não confundam o ter um carro com x de velocidade máxima com andar sempre a essa velocidade.

É a história do relógio, tenho um que pode ir até 30m de profundidade mas não ando lá sempre com ele...
 
Só não concordo com esta parte do post. Posso ter um Porsche, com velocidade máxima próxima dos 300 e não querer andar a essa velocidade! posso achar razoável viajar a 150. Porquê um porsche? Porque a maneira como ele chega aos 150 é única, a maneira como faço powerslides com ele é única etc etc...

Percebo o que queres dizer mas não confundam o ter um carro com x de velocidade máxima com andar sempre a essa velocidade.

É a história do relógio, tenho um que pode ir até 30m de profundidade mas não ando lá sempre com ele...

Viva,

Concordo plenamente. Cada um usa o seu investimento. Eu referi o que está escrito, mas não me fazia rogado a um M5 se me fosse oferecido ou o pudesse adquirir sem grandes custos financeiros. No entanto, pessoalmente, se tivesse os meus tostões contados, como tenho, nunca iria fazer investimento tão avultado em algo que não poderia usufruir na sua plenitude.

Mas aceito perfeitamente qualquer outra opinião neste campo. Esta é apenas a minha, o que eu faria. Aliás, o que o Rodrigo refere pode ser extrapolado e muitas outras áreas. A informática é uma delas, onde muitos comprem muito equipamento, muito potente que nunca irão usufruir - por vezes nem sabem que possuem, ou nem saber rentabilizar.

Marco
 
Eu não acho [;)]

Não contrariando o que ele disse, acho que tão ou mais importante do que minimizar os estragos nos acidentes é minimizar o nº de acidentes.

Ora não é por as pessoas andarem mais devagar que há menos acidentes, pelo menos essa é a minha convicção.

Tanto que é devagar que as pessoas aproveitam enquanto conduzem para falar ao telemóvel, fumar, comer, conversar, etc. e às vezes tudo ao mesmo tempo.

Julgo que um condutor que circule a 120 numa AE a preparar uma reunião por telefone, enquanto fuma um cigarro é potencialmente mais perigoso do que um que circule a 150 mas que só vá a conduzir [;)]

P.S.: Estas questões são demasiado complexas para se reduzirem à crueza da fisica [:cool:]

Viva,

O facto de se circular mais devagar não implica um decréscimo dos acidentes. Bem, em parte, ao circular-se mais devagar existe mais capacidade de antecipar, antever e reagir a um obstáculo, por exemplo. Logo uma circulação a velocidades mais moderadas pode reduzir o número de acidentes. Mas claro, depende sempre da mentalidade e maturidade do condutor.

O que referi é que a velocidades mais elevadas, a existir um acidente, os seus efeitos são muito mais graves - e a probabilidade de existir um acidente aumento, pois passar por cima de uma pequena pedra de 1 ou 2 cm de diâmetro a 80km/h deve provocar um pequeno salto no carro, mas continua a sua marcha, a 160km/h pode levar à perda de aderência ou projectá-lo num qualquer sentido.

Por isso referi: a alta velocidade, se existir um acidente, não há Anjo que vele por nós...

Marco
 
Os automóveis não são apenas um meio de transporte! É assim que eu os vejo. Para mim, são também uma forma de prazer e de diversão.

É um facto que a maioria os usa para se fazer transportar, mas há-os também que os usam apenas pelo prazer de conduzir.

Já referi isto algures, mas só é lamentável, e falo não só por mim mas por muitos que conheço, que não haja locais onde os condutores se possam "matar" à vontade, fazendo saltar faúlhas pelos escapes e levantar alcatrão! O automóvel, sendo na maioria dos casos um bem útil para transportar pessoas, é também um "brinquedo" que pode ser usado de forma lúdica. Não, não é nas estradas "comuns" que devemos fazer subir a adrenalina, mas nos locais apropriados que quase não existem, e os que existem custam os olhos da cara...

Fala-se muito em desporto, mas na verdade só se ouve falar de futebol, porque nas restantes modalidades... enfim!

E depois, como não há onde pisar o prego a fundo, dá nisto, discussão atrás de discussão, e o direito que as pessoas têm de pousar os cavalos no chão não conta para nada. A seguir esse tipo de critérios, não se fabricariam automóveis que superassem os limites legais!
 
Eu tirava, mas só porque detesto limitações electrónicas por principio. Mas andar a 300 km/h numa recta não me dá gozo nenhum. Preferia tirar o ABS e o ESP, se não desse para desligar completamente.
 
Eu tirava, mas só porque detesto limitações electrónicas por principio. Mas andar a 300 km/h numa recta não me dá gozo nenhum. Preferia tirar o ABS e o ESP, se não desse para desligar completamente.

Podes ter medo, não gostar, etc. mas garantidamente não é coisa para deixar uma pessoa indiferente.

O raciocinio de "curvas = gozo" e "velocidade nem por isso" não me parece correcto, por várias razões:

- A 300 mesmo estradas que costumam ser rectas parecem curvas, tal a velocidade a que as coisas se sucedem
- O risco obviamente é grande, mas isso também sublinha a importância da conjugação condutor/máquina
- O cenário ideal de dar 300 numa pista de aviação não se verifica habitualmente, pelo que numa estrada tens que ter os sentidos muitissimo alerta e tomar decisões muito rápido.

Para terminar gostava de dizer que no nº 100 da Evo, os seus vários colaboradores falam no seu melhor e pior momento como colaboradores da Evo.

Um deles refere como melhor momento o em que passou das 200 mph (320 km/h) num CGT. Isto dito por uma pessoa que conduz todo o tipo de carro em todo o tipo de situações é sintomático sobre a relevância do acontecimento [;)]
 
Para terminar gostava de dizer que no nº 100 da Evo, os seus vários colaboradores falam no seu melhor e pior momento como colaboradores da Evo.

Um deles refere como melhor momento o em que passou das 200 mph (320 km/h) num CGT. Isto dito por uma pessoa que conduz todo o tipo de carro em todo o tipo de situações é sintomático sobre a relevância do acontecimento [;)]

Sabes como é, agora é "politicamente incorrecto" gostar de velocidade. Por isso vês tanto este tipo de respostas...[;)]
 
Eu acho que é uma questão de preferência. Não estou a dizer que em absoluto andar a 300 km/h não é nada de especial. Para quem goste é de certeza emocionante. Tenho certeza que para muitas dessas pessoas essa emoção é muito mais forte do que andar em curvas a 70 km/h. É só a minha preferência pessoal.

Se eu fosse politicamente correcto, não tinha um Lotus laranja [;)]
 
alemaes na escola de conduçao andam a 200 na autoban


Eu até acho que os tugas deveriam aprender a circular nas autoestradas para terem noção do que realmente é a velocidade.. um gajo fica com a carta nas mãos e nao têm noção do que é andar a velocidades razoáveis, porque as aulas incidem sempre sobre andar no meio do transito, dentro das cidades.. [;)]
 
Eu até acho que os tugas deveriam aprender a circular nas autoestradas para terem noção do que realmente é a velocidade.. um gajo fica com a carta nas mãos e nao têm noção do que é andar a velocidades razoáveis, porque as aulas incidem sempre sobre andar no meio do transito, dentro das cidades.. [;)]

Mais grave ainda: não fazem a menor ideia do que são distâncias de segurança.:(
 
Eu não acho [;)]

Não contrariando o que ele disse, acho que tão ou mais importante do que minimizar os estragos nos acidentes é minimizar o nº de acidentes.

Ora não é por as pessoas andarem mais devagar que há menos acidentes, pelo menos essa é a minha convicção.

Tanto que é devagar que as pessoas aproveitam enquanto conduzem para falar ao telemóvel, fumar, comer, conversar, etc. e às vezes tudo ao mesmo tempo.

Julgo que um condutor que circule a 120 numa AE a preparar uma reunião por telefone, enquanto fuma um cigarro é potencialmente mais perigoso do que um que circule a 150 mas que só vá a conduzir [;)]

P.S.: Estas questões são demasiado complexas para se reduzirem à crueza da fisica [:cool:]


As auto-estradas são as vias de circulação onde comparativamente ao numero de veículos que nelas circulam, se registam um menor numero de acidentes [;)]
 
eheheh...respondo eu!

Tirava! Colocando as questões legais de lado, se a marca faz o carro com a capacidade de dar x, porquê sair para o mercado a dar x-y? Esteja o carro calçado com pneus com índice adequado e pronto!

A limitação aos 250 não tem como imperativo questões de segurança. A ideia de que 250 chegam, é como dizer que um carro com x cavalos chega...bom, se calhar um dia mais tarde já estaremos a dizer que x+y cavalos é que é...

Boas, a meu ver tb tirava se assim não fosse não o tinha feito na minha C30, concordo plenamente com esta citação do don.juan, pois pela segurança não é de certeza, por ex no caso da BMW e da Mercedes Benz hà um acordo nesse sentido para que os carros sejam limitados a 250 Km/h, não é por questões legais, tanto mais que na Alemanha como sabem grande nº de Autoestradas nem sequer tem limite de velocidade.

Em relação á segurança de o fazer sem que prejudique, foi-me dito por vários engenheiros da M.B e inclusivé da BMW que não afecta rigorosamente nada na fiabili0dade, pois o limitador de velocidade é electrónico (tipo cruise control se é que me faço entender ) e existe um outro limitador esse sim mecânico na Cx de Velocidades que não dá para tirar e mesmo dando nunca se devia tirar pq é uma questão de segurança a nível da fiabilidade da Cx.

Cumps e dispõe
 
Mais grave ainda: não fazem a menor ideia do que são distâncias de segurança.:(

Eu pessoalmente aprendi a fazer pontos de embraiagem após ter tido a carta e foi o meu pai que me ensinou... em conjunto com a rua inclinada onde eles moram que sempre ajudava a treinar [;)]

Essa tambem é outra falha das escolas de condução... nao sei como é agora, mas há 10 anos atras foi assim que saí daqui...


(irra.. tenho carta ha quase 10 anos!!! [:blush:].. como o tempo passa)
 
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