Horário da MAMA !

A Rosinha sentiu-se um bocadinho picada com o que o Alpiger disse, e compreendo a maneira rude como respondeu.

Nós como mães temos a percepção de como é importantissimo o primeiro ano de vida de um bébé, e em nenhum sitio estará melhor do que junto da sua mãe.
A primeira papa, a primeira sopa, o primeiro iogurte, o primeiro..., devia ser sempre dado pela mãe, e na maioria das vezes são os colégios que o fazem.

Todos nós sabemos isso e compreendemos mas também temos de estar cientes do reverso da medalha.

Grande parte das empresas tem relutância em colocar uma mulher em idade fertil num cargo com responsabilidade, pois sabe de antemão que poderá ficar sem essa pessoa por quase 1 ano.
Parece frio mas é a realidade.
 
Mas tirando a situação dos juros, a altura de pagamento de subsídios de ferias e natal é muito preocupante para a maioria das PME, que tem imensas dificuldades em pagar o dobro dos ordenados ao fim do mês mais os respectivos impostos, o que vai causar enormes problemas de tesouraria nas empresas
É o que grande parte dos donos das PME, que conheço, argumentam.
Eu continuo a achar que iríamos ficar a ganhar com uma alteração, tanto socialmente como economicamente.
 
Bem, uma vez que fui eu que abri este tópico, quero colocar a seguinte questão: o que está em causa é o seguinte, imaginem que voçês trabalham no atendimento ao publico mais duas colegas e a repartição fecha às 17h00, elas vão para casa às 15.30, ficas só até à hora do fecho e acabas por sair às 18 ou 19, porque tiveste que atender todo o pessoal que ficou, acham justo ? - Informo desde já que tenho 4 filhos e nunca usei tal horário. Gostaria pedir desculpas pelos meus erros ortográficos, porque erros acontecem, mas como tenho também telhados de vidro não atiro pedras, ao contrário de muita boa gente que devem ter telhados de betão.
 
Bem, uma vez que fui eu que abri este tópico, quero colocar a seguinte questão: o que está em causa é o seguinte, imaginem que voçês trabalham no atendimento ao publico mais duas colegas e a repartição fecha às 17h00, elas vão para casa às 15.30, ficas só até à hora do fecho e acabas por sair às 18 ou 19, porque tiveste que atender todo o pessoal que ficou, acham justo ? - Informo desde já que tenho 4 filhos e nunca usei tal horário. Gostaria pedir desculpas pelos meus erros ortográficos, porque erros acontecem, mas como tenho também telhados de vidro não atiro pedras, ao contrário de muita boa gente que devem ter telhados de betão.
Não, não acho justo.
 
Todos nós sabemos isso e compreendemos mas também temos de estar cientes do reverso da medalha.

Grande parte das empresas tem relutância em colocar uma mulher em idade fertil num cargo com responsabilidade, pois sabe de antemão que poderá ficar sem essa pessoa por quase 1 ano.
Parece frio mas é a realidade.

Eu sei meu caro, infelizmente os euros estão acima dos afectos. [;)]
 
Bem, uma vez que fui eu que abri este tópico, quero colocar a seguinte questão: o que está em causa é o seguinte, imaginem que voçês trabalham no atendimento ao publico mais duas colegas e a repartição fecha às 17h00, elas vão para casa às 15.30, ficas só até à hora do fecho e acabas por sair às 18 ou 19, porque tiveste que atender todo o pessoal que ficou, acham justo ? - Informo desde já que tenho 4 filhos e nunca usei tal horário. Gostaria pedir desculpas pelos meus erros ortográficos, porque erros acontecem, mas como tenho também telhados de vidro não atiro pedras, ao contrário de muita boa gente que devem ter telhados de betão.

Se não usaste é porque não quiseste! se achas que estás a ser prejudicado deves queixar-te das chefias que não acautelaram essa situação, não do facto das tuas colegas usufruirem de um direito.

Ou também prescindes de gozar férias, que é um direito, para não sobrecarregar os teus colegas?
 
Se estivermos a falar de uma questão de juros, então a questão torna-se pior, já que o empregador faz dinheiro enquanto espera para pagar e o empregador limita-se a recebê-lo, quando o poderia 'pôr de lado' e ganhar uns trocos no processo.

A vantagem para o trabalhador prende-se com os escalões de IRS. [;)]

Exemplificando:

20.000€ brutos/ano e ignorando a seg. social:
A 14 meses recebes 1428€ brutos em cada prestação (9% IRS)
A 12 meses receberias 1666€ brutos em cada prestação (10% IRS)

No final do ano recebes:
14 meses - 1299*14 = 18.186€ líquidos
12 meses - 1499*12 = 17.998€ líquidos

Não é uma grande diferença, mas não deixa de ser mais vantajoso.
 
A Rosinha sentiu-se um bocadinho picada com o que o Alpiger disse, e compreendo a maneira rude como respondeu.

Nós como mães temos a percepção de como é importantissimo o primeiro ano de vida de um bébé, e em nenhum sitio estará melhor do que junto da sua mãe.
A primeira papa, a primeira sopa, o primeiro iogurte, o primeiro..., devia ser sempre dado pela mãe, e na maioria das vezes são os colégios que o fazem.

o pai pelos vistos não interessa para nada, só para pagar as contas :sh)

Se calhar estou a ser um bocadinho egoista, tenho uma relação muiiiiiiiiiiiiiiiito próxima com a minha filha.


Mas oh capelo, tu cansas-me a beleza.[:p]


Permite-me agora ser eu a amenizar a coisa...

O Luis teve alguma razão dada a forma como explicaste a coisa...é obvio que a mãe é importante mas sinceramente não vejo o porquê de não ser o pai a dar a primeira pápá, ou a mudar a primeira fralda ou seja lá o que for...
 
Bem, uma vez que fui eu que abri este tópico, quero colocar a seguinte questão: o que está em causa é o seguinte, imaginem que voçês trabalham no atendimento ao publico mais duas colegas e a repartição fecha às 17h00, elas vão para casa às 15.30, ficas só até à hora do fecho e acabas por sair às 18 ou 19, porque tiveste que atender todo o pessoal que ficou, acham justo ? - Informo desde já que tenho 4 filhos e nunca usei tal horário. Gostaria pedir desculpas pelos meus erros ortográficos, porque erros acontecem, mas como tenho também telhados de vidro não atiro pedras, ao contrário de muita boa gente que devem ter telhados de betão.


Não, não é justo.
Deviam arranjar alguém para substituir essas mães, que também não têm a culpa da desorganização da entidade patronal.
 
A vantagem para o trabalhador prende-se com os escalões de IRS. [;)]

Exemplificando:

20.000€ brutos/ano e ignorando a seg. social:
A 14 meses recebes 1428€ brutos em cada prestação (9% IRS)
A 12 meses receberias 1666€ brutos em cada prestação (10% IRS)

No final do ano recebes:
14 meses - 1299*14 = 18.186€ líquidos
12 meses - 1499*12 = 17.998€ líquidos

Não é uma grande diferença, mas não deixa de ser mais vantajoso.

Mas o IRS é sujeito a acerto anual, que incide sobre o valor total ganho, logo no final apenas vai reter mais €€ em vez de o descontar no salário, até ao momento do acerto.
 
Mas tirando a situação dos juros, a altura de pagamento de subsídios de ferias e natal é muito preocupante para a maioria das PME, que tem imensas dificuldades em pagar o dobro dos ordenados ao fim do mês mais os respectivos impostos, o que vai causar enormes problemas de tesouraria nas empresas

Isso é porque os donos das PME são tugas e como tugas que são não sabem gerir o dinheiro.

Não estamos a falar de despesas inesperadas nem alterações de custos de produção, já sabem desde o início do ano que tem que pagar esse "extra". Com uma gestão inteligente ainda ficam a ganhar.

O que as PMEs queriam verdadeiramente não era pagar o mesmo ordenado bruto em 12 meses, queriam era reduzir 2 ordenados por ano aos seus trabalhadores. [:p]
 
Última edição:
Mas o IRS é sujeito a acerto anual, que incide sobre o valor total ganho, logo no final apenas vai reter mais €€ em vez de o descontar no salário, até ao momento do acerto.

Sim, mas seja qual for o acerto final o trabalhador fica sempre a ganhar com mais dinheiro no bolso, pelo menos até à altura do reembolso. [;)]
 
A vantagem para o trabalhador prende-se com os escalões de IRS. [;)]

Exemplificando:

20.000€ brutos/ano e ignorando a seg. social:
A 14 meses recebes 1428€ brutos em cada prestação (9% IRS)
A 12 meses receberias 1666€ brutos em cada prestação (10% IRS)

No final do ano recebes:
14 meses - 1299*14 = 18.186€ líquidos
12 meses - 1499*12 = 17.998€ líquidos

Não é uma grande diferença, mas não deixa de ser mais vantajoso.
Certo.
Por ter consciência disso referi acima que teria de haver um reajustamento fiscal, seja na contribuição para a segurança social, seja nos escalões de IRS.

O funcionário não deveria ser sacrificado, mas teria de fazer reajustes.
 
Permite-me agora ser eu a amenizar a coisa...

O Luis teve alguma razão dada a forma como explicaste a coisa...é obvio que a mãe é importante mas sinceramente não vejo o porquê de não ser o pai a dar a primeira pápá, ou a mudar a primeira fralda ou seja lá o que for...


Sim Rui, já admiti ao Capelo que fui egoista, mas porque no meu caso fui eu que fiz tudo isso pela primeira vez, porque quis e nem queria que fosse de outra maneira. [;)]
Quem diz mãe, também diz pai, onde eu queria chegar, era que muitas vezes são os colégios que acompanham essas fases tão importantes da vida de um bébé. [;)] se a licença de parto fosse até um ano, dividida pela mãe e pelo pai se o casal assim o entendesse, essas situações já não teriam de acontecer.
 
Isso é porque os donos das PME são tugas e como tugas que são não sabem poupar e gerir o dinheiro.

Não estamos a falar de despesas inesperadas nem alterações de custos de produção, já sabem desde o início do ano que tem que pagar esse "extra". Com uma gestão inteligente ainda ficam a ganhar.

O que as PMEs queriam verdadeiramente não era pagar o mesmo ordenado bruto em 12 meses, queriam era reduzir 2 ordenados por ano aos seus trabalhadores. [:p]

Posso afirmar que a maioria das PME mal tem dinheiro para pagar vencimentos e impostos todos os meses, quanto mais colocar dinheiro extra em poupança.
É muito mais fácil gerir um valor constante durante todo o anos que ter 2 picos de despesa.

Mas claro, que quando se trabalha numa grande empresa ou grupo económico, é tudo fácil de fazer
 
Isso é porque os donos das PME são tugas e como tugas que são não sabem gerir o dinheiro.

Não estamos a falar de despesas inesperadas nem alterações de custos de produção, já sabem desde o início do ano que tem que pagar esse "extra". Com uma gestão inteligente ainda ficam a ganhar.

O que as PMEs queriam verdadeiramente não era pagar o mesmo ordenado bruto em 12 meses, queriam era reduzir 2 ordenados por ano aos seus trabalhadores. [:p]
Se dependesse deles a gente até trabalhava de graça[:D]
Na brincadeira. As PME já passam por dificuldades suficientes.

Continuo a achar que seria uma oportunidade para mudar hábitos.

Mas nós somos avessos à mudança[:cool:]
 
Certo.
Por ter consciência disso referi acima que teria de haver um reajustamento fiscal, seja na contribuição para a segurança social, seja nos escalões de IRS.

O funcionário não deveria ser sacrificado, mas teria de fazer reajustes.

Mas qual seria a vantagem de alterar tudo isso se o objectivo é deixar tudo na mesma em termos de outcome final? Só para as empresas não terem o esforço de pagar as 2 prestações adicionais? É que assim vão ter que fazer um esforço maior durante todo o ano...

E depois acho que ninguém é ingénuo ao ponto de pensar que se o governo (um qualquer) fizesse uma alteração dessas as coisas no fim iam bater certinhas. Já sabemos quem é que saia prejudicado com estas alterações.

Mas já agora ainda podemos alargar mais a discussão:

Porque não pagar o ordenado em 52 prestações? Em alguns países paga-se o ordenado ao fim de cada semana. Ou porque não pagar 1 vez ao ano? [:p]
 
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