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Portanto, a política de preços era mais do que esperada. Só quem anda a leste do mercado automóvel é que poderia esperar o contrário.9000€ custa um Nissan Pixo base, este deve ir para uns 12.000€ base.
Este carrinha com o 1.2 Tsi de 105cv devia ficar muito interessante!
Fazendo uma auto-citação daquilo que já tinha dito há uns tempos neste mesmo tópico:
Portanto, a política de preços era mais do que esperada. Só quem anda a leste do mercado automóvel é que poderia esperar o contrário.
O preço tem a sua importância, mas não será ele a determinar o sucesso comercial do Up. Aquilo que fará a diferença será se o Up consegue ter a capacidade de despertar um apelo particular no público, isto é, ir um pouco mais além dos vulgares segmento A a nível de desejo de posse. Creio que a Volkswagen está a apostar muito forte nisso, e a verdade é que o carro tem sido muito bem recebido.
Não é a relação "aquilo que oferece" vs "aquilo que custa" que determina o sucesso de um produto no mercado.
Eu não estou a dizer que acho o Up um bom negócio ou que compraria um. Só estou a dizer como o mercado funciona. [Continuo a preferir pagar €9000 por um carro mais a sério com 2-3 anos do que uma caixa de fósforos destes. Mas isso sou eu, que prefiro passar a batata quente da desvalorização inicial de 30% dos primeiros dois anos para outro gajo!
Engraçado mesmo são as pessoas que insistem em comprar novo, porque querem um carro "à medida deles" e depois... compram um qualquer que está em stock, preferencialmente cinza, preto ou branco.
NOVO = comprar um carro único e personalizado. Desperdiçar dinheiro da desvalorização inicial e ter um carro banal? É a definição de burrice, e a burrice é uma cena que não me assiste.
O Lupo tinha custos de produção próximos ao Golf IV. Foi uma das razões para trazer o Fox do Brasil como seu substituto.
Às vezes não é uma questão da quantidade de chapa que está tapada ou não.
São os custos associados à produção dessa chapa. Basta exigir 2 fases na criação de determinada forma de uma chapa para os custos subirem consideravelmente...
Frankfurt show: VW Up concepts
The global premiere of the new Volkswagen Up at today’s Frankfurt motor show has been accompanied by a six-strong range of Up-based concepts, including a GT version.
An electric e-Up is also on display alongside a four-door Cross Up, two Up buggys designed for the beach and an Eco-Up with 79g/km Co2 emissions.
Powering the GT Up is 98bhp version of the 1.0-litre three-cylinder engine found in the standard three-door car. VW says the car is in the spirit of the original Golf GTI and promises exceptional performance thanks to its low 900kg kerb weight.
The electric e-Up has been confirmed for production in 2013 and the Frankfurt show car previews the production version. It uses a 60kw electric motor and 18kwh battery pack. It can reach a top speed of 85mph and can travel about 80 miles on a single charge.
The Eco up is powered by a 66bhp 1.0-litre three-cylinder natural gas engine. VW says the car, which features its Bluemotion Technology, is already a production reality. Its ultra-low 79g/km Co2 figure is claimed to be a new best for a natural gas powered car.
The four-door cross up is another car with a production future. VW says the car both previews the imminent four-door Up and shows how it may look when given the rugged ‘cross’ makeover.
The two buggy concepts have a beach theme. The buggy up takes its inspiration from Beetle-based buggys from California in the 1960s, while the up azzurra is based on a Mediterranean theme. It is the work of designers Giorgetto Giugiaro and Walter de Silva and takes its name from the azzurra sailing team in Italy.
Frankfurt show: VW Up concepts - Autocar.co.uk
Parece que nos esquecemos que o Lupo era um...Arosa rebadged & facelifted (caso algo inédito no grupo VW, com um produto da casa-mãe a surgir como rebadge de outro lançado pela subsidiária).
Nunca se falou nos custos elevados do Arosa...mas no Lupo foi uma "desculpa" perfeita e propagandiada até à exaustão.
Porque essas afirmações feitas por dirigentes são "perigosas" para efeitos comparativos e servem essencialmente para ficarem no ouvido de quem segue o mercado (como nós). E têm que ser muito bem...contextualizadas.
Veja-se, que é perfeitamente natural que o Lupo até custasse quase o mesmo que o Golf IV a produzir...
...nem que seja pela disparidade dos volumes de produção.
Era preciso a VW ser muito burra (e se há coisa que nos tem provado ao longo dos anos é que...não é!) para, oferecer (muito) menos no Lupo face ao Polo (nem é preciso ir ao Golf), e depois dizer que custava quase tanto a produzir o Lupo como o "caro Golf IV". Ou porque tinha soluções "demasiado caras para o segmento A" como chegou a dizer.
É que só mesmo quem não sabe o que é o Lupo pode achar que ali havia soluções caras para segmento A [] Tirando um pormenor aqui e ali tipo amortecedor no capot ou possibilidade de xénon no GTI, o Lupo fazia poupanças consideráveis face ao Polo como é apanágio de um produto do segmento A. E por isso, per se, não havia ali nada a justificar esse custo proibitivo de produção. Se estivéssemos a falar de vender um Polo mais pequeno por preço menor...mas não estávamos.
E mesmo em termos de processos produtivos...que soluções "caras" a VW colocou no Lupo que...
...não colocou no Polo? Algum sistema de desmontagem das portas xpto para menor franquia nos seguros? []
Não estamos a falar do A2...e acho que se pretendeu passar a ideia de algo semelhante...se é que me entendes []
Visto de outra forma: a Renault também chegou a afirmar que o Twingo I era mais caro de produzir que o Clio II, particularmente porque a estrutura do super5 não permitia tanta economia de escala e porque os volumes eram muito inferiores. Aliás, chegou mesmo a ser dito que nunca ganharam um franco com o modelo.
E tudo isto resume-se apenas ao facto de o segmento A, tradicionalmente, não ter níveis de produção que proporcionem uma rentabilidade adequada. E por isso é que, salvo Twingo e Panda, nenhum player alone conseguiu subsistir.
E se pensarmos que o Twingo I salvou-se in extremis por estar só, o II basicamente por ser um I recauchutado com o chassis e muitos elementos (já mais que rentabilizados) do Clio II ou que o Panda acaba por dar o essencial do seu lucro...quando "deu a base" ao 500 e aquando níveis de produção na casa dos 300k nos anos das megas ajudas à compra de automóvel em 2008 e 2009...
...tudo isto faz ter uma real perspectiva do como é "delicado" ter lucro no segmento A.
Não é com volumes entre 100k e 200k regra geral e com o preço médio <15k que se consegue fazer dinheiro, pelo menos sozinho.
Mesmo este Up! não pode ser visto apenas como Up! mas antes como um de 3 modelos que tanto a VW, como a Seat e como a Skoda, terão. Tudo muito diluído portanto.
Aliás uma das coisas que me parece mais evidente é que os grandes inspiradores concepcionais do projecto Up! são...sem sombra de dúvidas...os trigémeos que, de facto, mostraram como é industrialmente "seguro" fazer algo no segmento A que dê lucro (o caso da Fiat é muito particular e o da Renault também como atrás disse). Para alguém que não tenha uma tradição sustentada no segmento (como a VW) ou várias tentativas falhadas, só mesmo os trigémeos podem surgir como o exemplo a seguir.
E esse exemplo é claro. Infelizmente para o Up! e para quem achou (como eu) que aqui estava uma nova etapa no segmento.
E, por tudo isto, olhando à lup(a)o Up!....
...vemos que tudo foi industrialmente decalcado dos "truques" que os trigémeos iniciaram no segmento. É ele o encosto integrado no banco dianteiro, é a 5ª porta em vidro, é ele só um comando de vidro na porta do condutor, é ele chapa à vista na bagageira. Mais pormenores como porção interna do capot não pintada (tipo base inferior de vaso do Ikea []) se calhar também estarão presentes. A lição foi tão bem estudada que...nunca se sabe [
]
Se há coisa que a VW quis garantir neste projecto é que não estava a oferecer segmento B a preço de A e, paradoxalmente, foi esta a perspectiva que muitos aqui tiveram deslumbrados, quiçá, pelo aspecto joyfull e colorful do projecto. Que se estava aqui perante "algo mais" no segmento A, nem que seja pela garantia da "qualidade"..."VW".
Portanto, se há coisa que se pode observar é que houve 2 paradigmas neste projecto. Primeiro: esta industrialização e concepção de produto na filosofia de minimalismo cool.
A segunda (e o Lotus já a referiu) que é tentar pelo embrulho convencer alguém a comprar um segmento A "porque quer" e não "porque tem de ser" ou porque "só pode ser".
Tudo isto, todo este projecto, é muito marketing. Acima de tudo...marketing.
Porque na verdade se resume a pouco mais que a VW apanhar o comboio iniciado por outros, através da sua imagem de marca (dúvidas houvessem, é só olhar para o tamanho do símbolo na frente...está ali claro evidente o elemento que se pretende que seja lembrado).
Tudo isto é muito diferente, por exemplo, do que a Fiat e o Gingo/Panda II fizeram. E que foi, com muita "honestidade", dar o máximo possível pelo menor preço possível, sem aspecto demasiado fofo, sem "promessas" de nada além de que...sim estamos perante um carro budget e sim isto é o melhor que conseguimos oferecer por este preço. O maior espaço possível, a qualidade o mais honesta possível, etc.
Isto é essencialmente um exercício de expor uma fórmula industrialmente rentável (trigémeos) -e que está longe de ter como output final o melhor produto no segmento A possível mas antes o produto o mais rentável possível- ao poder da imagem da VW, tudo diluído num projecto alargado à Seat, mas principalmente à Skoda, para assegurar um volume de produção grande e, como tal, a chave de uma boa rentabilidade.
E vejo aqui, a caírem que nem uns patinhos, muitos do que vi, também aqui, tanto criticarem os trigémeos em 2005, como carros básicos e "latinhas que não justificam o seu preço e mais vale comprar um carro em segunda mão".
As voltas que o mundo dá e o deslumbramento que um símbolo e uma pele atractiva podem fazer []
Frankfurt 2011: VW Up!, ao vivo
Mucho juego nos está dando el nuevo Up! de Volkswagen. Y es que la firma alemana espera tanto de este urbano que no podemos dejarnos nada en el tintero. Por el momento te hemos contado los detalles principales, añadido imágenes oficiales e incluso comunicado los precios para el mercado alemán... Pero aquí no acaba la cosa, pues ahora lo que te mostramos es su aspecto al natural.
En un rato Alberto se pasará con un nuevo artículo en que analiza al máximo la nueva familia Up! al completo, desde el buggy hasta las versiones Cross. Por ahora sólo te puedo adelantar que la impresión en vivo de este urbanita no es la esperada, al menos en cuanto a calidad visual de materiales y concesiones al diseño más allá del molde central pintado, por así decirlo es muy espartano, algo que no concuerda con sus tarifas recomendadas.
Pude perceber que o UP de 5 portas terá vidros traseiros com abertura a compasso! Qual Aygo, 107 e C2!