Violencia ou educacao ?

Nunca aprendi nada quando obtive uma repreensão física. Por outro lado, várias situações me marcam em que fiquei privado de fazer alguma coisa que gosto como consequência dos meus erros. Assim, não concordo. Existem outras formas de educar.


Nunca aprendeste nada? És masoquista? Voltavas a cometer a mesma asneira só para voltar a apanhar? [:D]
 
Eu ainda sou do tempo da chamada "cana da India". Volta e meia la' havia um ou outro que levava com ela pelo tejadilho a baixo ! [:D]

Essa do "se ele se portar mal, de-lhe" faz-me lebrar o menino Carlinhos, quando a professora chamou o pai a' escola : "Eu nao sei o que se passa com ele...perguntei-lhe quem descobriu o Brasil, e ele virou-se a chorar...!" Diz o pai: " de-lhe pra baixo ! Ele e' sacana. E' muito bem capaz de ter sido ele...!" [:D]


Eu também sou desse tempo, e até havia de vários tamanhos para atingir pessoas sentadas mais longe. Normalmente era usada quando uma cabeça se voltava para trás.

De vez em quando as canas lá desapareciam todas. [:D] Mas voltavam a aparecer novas.:sh)
 
É possível educar nos tempos modernos sem castigos físicos nas escolas. Eu próprio, nunca apanhei na escola, e não é por isso que me tornei mal-educado ou desagradável para ninguem. Há várias maneiras de impôr esse respeito e educação que não pela aplicação de punitivos físicos.

Agora, que de vez em quando, quer como professores, quer como familiares, dá vontade de sair um estalo, isso dá. Ainda na Páscoa, aconteceu-me uma coisa do género. O meu primo de 10 anos ia sair connosco, e a avó dele estava-lhe a dizer para ir vestir o casaco que estava frio, e ele dizia que não. A avó teve de tratar de qualquer coisa, e eu disse-lhe "Tiago, vai lá vestir o casaco, que está frio." Ao que obtenho a resposta "Não vou, não mandas em mim." Claro que fiquei lixado, e me apeteceu dar-lhe um estalo. Mas só lhe respondi "Ah é? Então depois livra-te de me vires pedir para jogar no meu computador, para ouvires musica no meu mp3, para eu ir brincar contigo, ou para tirares fotos com a minha máquina! Isso não são maneiras de se falar com ninguém." Resultado, foi vestir o casaco.


Eu percebo essa tua lógica e no teu lugar deve ter sido a mais sensata.

Mas ele apenas aceitou negociar. Ou seja, vestiu o casaco em troca de algo e não porque te respeita.
 
É a tua opinião mas tens de tomar mais atenção ao que as pessoas escrevem. Eu escrevi:

"Algumas podem criar revolta porque muitas crianças não gostam de ser humilhados fisicamente perante os colegas"

E tu interpretas:
"uma cianca, sendo educada, jamais iria humilhar um colega que leva um "correctivo"."

Ou seja, eu quis entender que o acto de um professor bater num aluno tornar-se-ia humilhante para o "agredido" e não que os colega iriam humilhar o mesmo. Mas isto parece-me claro... Ou sou eu que estou a bater mal?

Às tantas, e com tanto estudo de matemática que vai na minha cabeça, nunca se sabe.

E bem, isto é só uma das tuas más interpretações ao que escrevi...


Isso é mais um motivo para que ele não volte a fazer a asneira.

Ou a ideia é dar castigos "privados" para o menino, coitadinho, não ser humilhado? Ou se for um castigo não físico, já pode ser público?
 
Não sei que idade tens, mas eu na casa dos trinta ainda apanhei muitas na 1ª classe. Tinha uma professora (só de titulo) que gostava de aviar o pessoal todo de uma ponta à outra nem que fosse por respirar.
Verdade que levei algumas com razão.

Há aqui uma coisa que me faz confusão: mas as crianças são educadas na escola ou são instruídas?
Que eu saiba na escola não se educa ninguém, essa é uma competência dos Pais, que lhes dêem uma palmada ou duas na hora certa que não mata ninguém.
Na escola acho que os professores poderiam e deveriam ter autoridade para castigar (sem bater) para punir, sem que tivessem receio de no dia seguinte estarem na capa de um jornal a serem acusados de violência ou ainda de irem parar ao hospital por agressão dos pais.

Conheço um caso de uma menina (é da minha familia) com apenas 6 anos, aluna do 1º ano, que nem eu tenho paciência para lhe dizer mais do que duas vezes para estar quieta e respeitar os outros. Porque tal é a falta de educação da dita que não aceita um não, que me dá vontade de à primeira lhe dar uma boa palmada para não fazer a segunda.
A Mãe ainda ficou muito zangada com a Professora quando agora na Páscoa ela disse que a amorosa criatura era a aluna mais indisciplinada que ela tinha.
Se a mim me faz perder a pachorra e não a aturo todos os dias, imagino a desgraçada da Professora. Deve ter vontade de lhe dar uns quantos açoites para ela parar quieta e calada. Mas para os Pais ela não é nada disso, sendo um doce de criança.
E de quem é a culpa? Dos Pais claro.

apr:)apr:)apr:)
 
Antes de educar as crianças é preciso educar os pais.

Uma palmada com conta, peso e medida dada na altura certa evita muitos castigos ou situações bem complicadas mais tarde na vida.

Já agora, o nome do tópico é "violência ou educação": os pais devem saber distinguir entre uma e outra.

Há que saber manter o sangue-frio e a presença de espírito necessários para castigar um filho na altura certa, ou seja, temos que ser suficientemente corajosos para não poupar quem se ama a uma situação física ou psicologicamente dolorosa, mas ao mesmo tempo manter um sentido de justiça e de adequação ao que se pretende corrigir.

Há pais que agridem filhos a soco e pontapé, que os chicoteiam com fios elétricos, que os queimam, etc. - isso é puro crime e deve ser tratado como tal;
Há pais que deixam os filhos fazer o que querem porque acham que isso é que é ser porreiro - isso é pura negligência.
 
Preferia sim mil vezes que um professor me telefonasse a relatar o que o meu filho fez (e então eu aí tratava-lhe da saúde em casa) do que dar-lhe um estalo. A educação tem de vir dos pais.

Caro NaoInteressa, e quando não vem? E se fosse professor e estivesse a tentar dar uma aula e ao chamar à atenção um aluno, este o chamasse "p****", "c*****", "m****", ou seja, todos os palavrões que conhece, e ainda o agredisse fisicamente e desse pontapés a tudo o que visse à frente?
Ia a correr ligar aos pais? (enquanto a sua autoridade como professor ficava em causa, enquanto o aluno ficava a destruir o que encontrasse pela frente e a agredir os colegas).

Sim, um espécime desses (aluno) deve ter uns pais que são uma categoria... upa, upa...
 
Eu percebo essa tua lógica e no teu lugar deve ter sido a mais sensata.

Mas ele apenas aceitou negociar. Ou seja, vestiu o casaco em troca de algo e não porque te respeita.


Na tua lógica simplista, se lhe bateres ele poderá fazer o que mandas mas nada te garante que te respeita, apenas que te tem medo. Em crianças pequenas e mesmo em adolescentes não vejo onde está o problema em negociar. O facto de utilizares recompensas, estimulos positivos pode ajudar no processo de integração/educação sem que seja necessariamente chantagear ou comprar um comportamento.
E certamente com efeitos mais benéficos do que "eu quero, posso e mando e fazes porque eu digo senão levas..."
E se não me vejo como o pai "amigalhaço ou porreiraço" também nada me interessa que seja visto como o atemorizador ou o agente da autoridade, puro e simples.
 
Penso que nenhum pai/mãe gostará que o professor dê uma palmada no seu filho, mesmo em casos em que saiba bem a peça que tem em casa. No entanto, há pais que dizem aos professores para o fazerem, caso sejam mal educados ou se portem mal (já tive algumas situações dessas). Não o fiz.

1º - não gosto de bater em ninguém;
2º - se o fizesse, nos dias de hoje, corria bem o risco de levar com um processo disciplinar, ser despedida e ver-me com dificuldades em arranjar um próximo emprego na mesma área;
3º - geralmente os pais/mães que fazem este tipo de comentários têm a noção do que os filhos são, procuram corrigir as suas atitudes em casa (às vezes, infelizmente, não da melhor forma) e são crianças agitadas, mas relativamente "controladas".

Como referiu um user anteriormente, também já presenciei uma situação de relatarem à mãe o comportamento do filho, ela dizer-lhe "oh filho...isso não se faz" e vai logo um "cala-te p***" para a mãe. E a resposta era invariavelmente "oh, fulano...não digas isso". Aliás, esta criança em questão, chamava isso à mãe com bastante regularidade quando a mesma chegava à escola para o ir buscar sem lhe trazer um presente (geralmente gomas). Estou a falar de uma criança no 1º ano do 1º ciclo. Esta situação já se passou há uns anos e ainda me lembro em de sentir um aperto no peito, tal era a vontade de dar um valente par de estalos...não sei se à mãe ou ao filho... ou aos dois!

Penso que tudo se resume a uma questão social, à autoridade dada aos professores. Se no tempo dos nossos pais, era normal a punição física (a meu ver, levada ao exagero, e ao nível da humilhação e do abuso psicológico), penso que passámos do 8 para o 80 (ou do 80 para o 8). Actualmente, até mesmo se um pai/mãe bater no filho e este assim o entender, e fizer uma denúncia dos pais, põe estes em maus lençóis. É o pagode total, o ridículo! É por isso que temos os níveis de indisciplina que temos nas escolas. Pelo que me apercebo, tanto pela profissão ou mesmo em situações que vejo em casos da minha família, os pais têm MEDO dos filhos! Ao que chegámos...
 
Caro NaoInteressa, e quando não vem? E se fosse professor e estivesse a tentar dar uma aula e ao chamar à atenção um aluno, este o chamasse "p****", "c*****", "m****", ou seja, todos os palavrões que conhece, e ainda o agredisse fisicamente e desse pontapés a tudo o que visse à frente?
Ia a correr ligar aos pais? (enquanto a sua autoridade como professor ficava em causa, enquanto o aluno ficava a destruir o que encontrasse pela frente e a agredir os colegas).

Sim, um espécime desses (aluno) deve ter uns pais que são uma categoria... upa, upa...

Claro que os miudos, sem uma boa base de socialização e de integração social e familiar não podem ser exemplares na escola, vão ser sempre problemáticos.
Mas, bolas, o professor é/deve ser um profissional treinado, preparado para deitar mão a medidas, mecanismos, estratégias que lhe permitam tornear a situação. Por isso são PROFESSORES.
Até parece que há sociopatas e psicopatas em ponto pequeno em todas as salas!


O que acontecia (não sei se ainda é habitual) é que boa parte do sistemas educativo era suportado por professores em parcas situações de colocação e emprego, a fazer meios horarios ou na preencher buracos, alguns dos quais nem eram professores (via ensino). Eu tinha uma namorada que era engenheira e que era professora de matemática de adolescentes com o 10º ano! Ela arrancava os cabelos ao final do dia! Mas convenhamos: ela nunca teve aulas de pedagogia. dava aulas porque dominava a matéria e destilava materia aos alunos. E acho que ser professor tem que ir além disso.


Se eu, como enfermeiro fôr agredido verbalmente ou do ponto de vista fisico por um doente, desorientado ou não, respondo-lhe com um enxerto de porrada? Se sou um profissional tenho que ter uma atitude consentanea a pensada e não responder "á letra" ou á chapada.

O que não há, pelo que percebo, é um suporte institucional (escola/directivo/ministerial) para assumir e blindar as acções correctivas dos professores, dando-lhes continuidade e suporte. Nada acontece ao aluno mal comportado porque, quando acontece ele está lá no dia seguinte, a rir-se e com sensação de impunidade. Se entrasse na esfera dos subsidios, dos abonos, se entrasse no bolso dos pais a deseducação dos filhos, talvez a resposta fosse diferente.

Se bem que nada nos/vos garante que aumentasse a educação dos alunos. Poderiam aumentar apenas as agressões a crianças por parte das familias. Já pensaram nisso? Ou o que interessa são os "fins e não os meios"?
 
Caro NaoInteressa, e quando não vem? E se fosse professor e estivesse a tentar dar uma aula e ao chamar à atenção um aluno, este o chamasse "p****", "c*****", "m****", ou seja, todos os palavrões que conhece, e ainda o agredisse fisicamente e desse pontapés a tudo o que visse à frente?
Ia a correr ligar aos pais? (enquanto a sua autoridade como professor ficava em causa, enquanto o aluno ficava a destruir o que encontrasse pela frente e a agredir os colegas).

Sim, um espécime desses (aluno) deve ter uns pais que são uma categoria... upa, upa...

Quando a educação não vem dos pais, e quando chega-se a esses extremos, então isso até nem é da competência dos professores mas sim dos psicólogos da escola e das agentes sociais para estudarem o ambiente onde a criança vive.
 
Mas, bolas, o professor é/deve ser um profissional treinado, preparado para deitar mão a medidas, mecanismos, estratégias que lhe permitam tornear a situação. Por isso são PROFESSORES.
Até parece que há sociopatas e psicopatas em ponto pequeno em todas as salas!

(...)dava aulas porque dominava a matéria e destilava materia aos alunos. E acho que ser professor tem que ir além disso.

Concordo consigo. O professor, a meu ver, deve "agarrar" os alunos, com estratégias de motivação e de integração e fazendo-os gostar da escola, de aprender e fazendo-os gostar a sensação de serem bem sucedidos.

Se há pequenos "psicopatas" em todas as salas, em todas não digo, mas deixe essas afirmações para quem está "no terreno", pois esses, melhor do que ninguém, sabem as dores de cabeça que têm diariamente para contornar esses "pequenos problemas".




Se eu, como enfermeiro fôr agredido verbalmente ou do ponto de vista fisico por um doente, desorientado ou não, respondo-lhe com um enxerto de porrada? Se sou um profissional tenho que ter uma atitude consentanea a pensada e não responder "á letra" ou á chapada.

O tema do tópico não é dar-se um enxerto de porrada a um aluno. Está em causa a discussão sobre uma estalada na "hora certa". Obviamente isso levaria a uma definição do que é um "sair do limite do aceitável" relativamente ao comportamento de um aluno. Penso que alguns dos exemplos dados por alguns profissionais de educação chegam para se compreender a situação em causa. E não queira comparar um doente adulto, desorientado ou não, com uma criança mal educada, que chega ao cúmulo de chamar p*** à própria mãe. Tenho uma avó com alzheimer e se algum dia se tornar violenta, obviamente não lhe vou responder com um estalo ou um empurrão, pois sei que se trata de uma atitude não pensada, nem premeditada, e estamos a falar de um adulto desorientado ou com graves problemas de saúde ou problemas mentais, e não de uma criança inconsequente que precisa de ser educada.

A questão aqui é: penso que qualquer professor, ou pelo menos a maioria com que se depara com situações de agressão e grave indisciplina não desata à estalada ou lhe dá uma carga de pancada (se preferir falar nestes termos). Decerto que um professor que dá uma estalada ou um bom puxão de orelhas a um aluno já tentou "n" formas de lhe dar a volta, falar com os pais, chamar a criança à razão, falar calmamente com ela, conquistá-la, etc, etc.

Mas se calhar também não é solução um professor deixar que os outros alunos o vejam a ser constantemente agredido (com palavrões e agressões físicas) e perder a sua autoridade perante a turma (e dignidade, já agora, não? mas somos algum saco de pancada?) Há um dia em que perde a paciência e lá vai um valente estalo naquela cara para ver se acorda e percebe que não está em casa a lidar com os paizinhos, mas na Escola, onde para ser respeitado, também tem de respeitar, e se não quer levar na cara, tem de aprender a não agredir os outros.

Já pensou nisso?
 
Não sei se alguém aprende a não agredir sendo agredido.
É certo que pode resultar no sentido que poderá (duvido, mas existe a hipótese) perceber que tal como faz a outros também lhe acontece a ele, mas não me parece que assim vá chegar à conclusão que não se faz porque não se deve e/ou porque não deve.

Eu se levei duas ou três chapadas/palmadas na minha vida foi muito. E foram os meus pais. Tive uma professora na primária que se atreveu a fazê-lo uma vez, contrariamente ao que alguns defendem, sem razão para o fazer porque eu não me portava mal, simplesmente fiz algo que ela achou merecer réguada. O meu pai fez o que compete a quem educa e ela não me voltou a tocar. Era aos meus pais que competia a tarefa do deve/não deve fazer-se.
 
Concordo consigo. O professor, a meu ver, deve "agarrar" os alunos, com estratégias de motivação e de integração e fazendo-os gostar da escola, de aprender e fazendo-os gostar a sensação de serem bem sucedidos.



O tema do tópico não é dar-se um enxerto de porrada a um aluno. Está em causa a discussão sobre uma estalada na "hora certa". Obviamente isso levaria a uma definição do que é um "sair do limite do aceitável" relativamente ao comportamento de um aluno. Penso que alguns dos exemplos dados por alguns profissionais de educação chegam para se compreender a situação em causa. E não queira comparar um doente adulto, desorientado ou não, com uma criança mal educada, que chega ao cúmulo de chamar p*** à própria mãe. Tenho uma avó com alzheimer e se algum dia se tornar violenta, obviamente não lhe vou responder com um estalo ou um empurrão, pois sei que se trata de uma atitude não pensada, nem premeditada, e estamos a falar de um adulto desorientado ou com graves problemas de saúde ou problemas mentais, e não de uma criança inconsequente que precisa de ser educada.

A questão aqui é: penso que qualquer professor, ou pelo menos a maioria com que se depara com situações de agressão e grave indisciplina não desata à estalada ou lhe dá uma carga de pancada (se preferir falar nestes termos). Decerto que um professor que dá uma estalada ou um bom puxão de orelhas a um aluno já tentou "n" formas de lhe dar a volta, falar com os pais, chamar a criança à razão, falar calmamente com ela, conquistá-la, etc, etc.

Mas se calhar também não é solução um professor deixar que os outros alunos o vejam a ser constantemente agredido (com palavrões e agressões físicas) e perder a sua autoridade perante a turma (e dignidade, já agora, não? mas somos algum saco de pancada?) Há um dia em que perde a paciência e lá vai um valente estalo naquela cara para ver se acorda e percebe que não está em casa a lidar com os paizinhos, mas na Escola, onde para ser respeitado, também tem de respeitar, e se não quer levar na cara, tem de aprender a não agredir os outros.

Já pensou nisso?

Em primeiro lugar, um um doente desorientado ou agressivo, que responde pela agressão será assim tão diferente de um aluno que provavelmente nunca ouviu os pais falar entre eles de outra forma ou que vê os pais a agredirem-se diariamente...em que é que o primeiro usa uma resposta desestruturada e o segundo é uma resposta devidamente pensada e reflectida? Não quero desresponsabilizar os seus actos mas algumas crianças provavelmente nunca usaram outro tipo de linguagem ou acções que não envolvessem qualquer tipo de agressividade.

Depois, num contexto de sala de aula, o que vai distinguir a necessidade de uma palmada? Vai ter algum efeito no aluno, que não seja o momentaneo? Ou será que não estamos apenas a falar na confirmação da autoridade do professor, pura e simplesmente? Será para dar exemplo ao resto da turma? E o aluno que se portou mal e justificou a palmada, como se vai proceder quando, ao fim de 20 minutos, já se tiver esquecido e estiver a perturbar da mesma forma? equaciona-se o uso de uma segunda? vai expulso da sala?
Isto diante de uma turma com n alunos, barulho, não será certamente mto facil de ajuizar e estruturar pelo professor, de cabeça fria.

Não sei se alguém aprende a não agredir sendo agredido.
É certo que pode resultar no sentido que poderá (duvido, mas existe a hipótese) perceber que tal como faz a outros também lhe acontece a ele, mas não me parece que assim vá chegar à conclusão que não se faz porque não se deve e/ou porque não deve.

Pois...[;)]
Parece-me que mais do que o suposto efeito "terapeutico" ou dissuasor de futuros maus comportamentos para o aluno mal comportado, será acima de tudo para o professor manter a sua dignidade, respeito, papel disciplinador diante do grupo. Agora, daí dizerem que vão ser umas palmadas ou puxões de orelhas que vão levar o miudo para um comportamento mais aceitavel, sem uma clara estruturação em casa, no seio da familia...desculpem que vos diga mas agora uso o argumento contrário ao que já cá se utilizou: sabem certamente bem ser professores mas será que sabem o que é ser pais?
 
Em primeiro lugar, um um doente desorientado ou agressivo, que responde pela agressão será assim tão diferente de um aluno que provavelmente nunca ouviu os pais falar entre eles de outra forma ou que vê os pais a agredirem-se diariamente...

Aí é que está a questão, quem for professor de crianças pequenas sabe bem ( e alguns pais também saberão) que as crianças sabem bem distinguir com quem podem e não podem agir de determinada forma. Tive uma criança que fazia "gato-sapato" do pai. Connosco, na escola, bastava um olhar fulminante e controlava-se logo, e nunca lhe toquei num fio de cabelo. Tem a ver com autoridade. E por autoridade também entendo defender-me com um empurrão ou um bom "abanãozinho" se estiver a ser pontapeada / agredida. Eu própria, em criança, dava por mim e tinha plena consciência de que podia dar certas respostas tortas aos meus avós, que não daria certamente ao meu pai.

Acho engraçado, isso sim, defenderem com unhas e dentes que não sabem "se alguém aprende a não agredir, sendo agredido". Aprender, na verdadeira acepção, provavelmente não aprende, mas aprende a distinguir a quem pode e não pode agredir.

E é claro que estamos a falar na confirmação da autoridade do professor. Ou já não é importante?

E o aluno que se portou mal e justificou a palmada, como se vai proceder quando, ao fim de 20 minutos, já se tiver esquecido e estiver a perturbar da mesma forma? equaciona-se o uso de uma segunda? vai expulso da sala?


Eu não defendo uma palmada a um aluno que se porta mal. Até porque o "portal mal" é relativo. O que eu defendo é que um professor não é um saco de pancada. E se leva uma bofetada de uma menina mimada "só" porque lhe tirou o telemóvel enquanto mandava sms no meio de uma aula, deve dar-lhe outra, com o dobro da força, para que se lembre bem que não está a lidar com os paizinhos. E se isto acontecesse sem que o professor fosse penalizado da forma que é, se o fizer, tenho uma certa ideia de que talvez as coisas fossem um pouco diferentes.


Agora, daí dizerem que vão ser umas palmadas ou puxões de orelhas que vão levar o miudo para um comportamento mais aceitavel, sem uma clara estruturação em casa, no seio da familia...desculpem que vos diga mas agora uso o argumento contrário ao que já cá se utilizou: sabem certamente bem ser professores mas será que sabem o que é ser pais?


Continuo na minha, tenho e já tive verdadeiras pestinhas (não psicopatas, crianças traquinas, apenas) cujos pais se admiravam como tinham "tão bom comportamento na escola". É simples. não têm connosco a confiança que têm no seio familiar, logo, há menos "abusos". Na escola há certas regras bem definidas e não é permitido fazerem determinadas coisas que podem fazer em casa. Não porque não quiséssemos que as fizessem (até seria divertido), mas pelo número de crianças numa sala, pelas prioridades de trabalho, barulho, etc,etc, não é possível. E muitas vezes crianças cujos pais se queixam do seu comportamento em casa, na escola são autênticos "anjinhos". Por isso, não, não vão ser umas palmadas ou puxões de orelhas que vão levar o miudo que não tem uma boa estruturação em casa, no seio da família para uma criança normalíssima, bem comportada e educadíssima. Mas vai contribuir a longo prazo para um comportamento mais aceitável na sala de aula, mais que não seja, para saber como não pode agir ("se der um estalo, levo outro com o dobro da força, que até ando de lado..." se calhar pensa duas vezes). Aliás, e a propósito, ja leu sobre a teoria do condidionamento operante, de Skinner? Basicamente, refere-se a um procedimento através do qual é modelada uma resposta através de reforços e aproximações sucessivas. A resposta gera uma consequência e esta consequência afecta a sua probabilidade de ocorrer novamente, ou seja, se a consequência for reforçadora, aumenta a probabilidade de ocorrer, se for punitiva, vai diminuindo a probabilidade de voltar a acontecer.



(...) sabem certamente bem ser professores mas será que sabem o que é ser pais.

O mesmo pode ser aplicado a si, caro manucas. Li um post seu e admiro-o pela sua perseverança e altruísmo com aquelas crianças. Mas se fosse professor, talvez compreendesse melhor aquilo por que passamos e o nosso papel. Um dia serei mãe e poderei comprovar aquilo em que já acredito. Um bom pai/mãe não precisa de dar "tareias" aos filhos para os educar. Uma criança bem educada não precisa disso. Muito menos de um castigo desses vindo de um professor. Pense, sim, é naqueles que convivem diariamente com as crianças dos outros, que têm de se sujeitar a "levar", e conviver diariamente com a iminência de levar um sopapo, com a desobediência e o desrespeito, pondo a sua autoridade constantemente em causa. Talvez os pais de que fala, se passassem pelo papel de professor, entendessem algumas coisas que só poderiam entender se passassem por elas.
 
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Aí é que está a questão, quem for professor de crianças pequenas sabe bem ( e alguns pais também saberão) que as crianças sabem bem distinguir com quem podem e não podem agir de determinada forma. Tive uma criança que fazia "gato-sapato" do pai. Connosco, na escola, bastava um olhar fulminante e controlava-se logo, e nunca lhe toquei num fio de cabelo. Tem a ver com autoridade. E por autoridade também entendo defender-me com um empurrão ou um bom "abanãozinho" se estiver a ser pontapeada / agredida. Eu própria, em criança, dava por mim e tinha plena consciência de que podia dar certas respostas tortas aos meus avós, que não daria certamente ao meu pai.

Acho engraçado, isso sim, defenderem com unhas e dentes que não sabem "se alguém aprende a não agredir, sendo agredido". Aprender, na verdadeira acepção, provavelmente não aprende, mas aprende a distinguir a quem pode e não pode agredir.

E é claro que estamos a falar na confirmação da autoridade do professor. Ou já não é importante?




Eu não defendo uma palmada a um aluno que se porta mal. Até porque o "portal mal" é relativo. O que eu defendo é que um professor não é um saco de pancada. E se leva uma bofetada de uma menina mimada "só" porque lhe tirou o telemóvel enquanto mandava sms no meio de uma aula, deve dar-lhe outra, com o dobro da força, para que se lembre bem que não está a lidar com os paizinhos. E se isto acontecesse sem que o professor fosse penalizado da forma que é, se o fizer, tenho uma certa ideia de que talvez as coisas fossem um pouco diferentes.





Continuo na minha, tenho e já tive verdadeiras pestinhas (não psicopatas, crianças traquinas, apenas) cujos pais se admiravam como tinham "tão bom comportamento na escola". É simples. não têm connosco a confiança que têm no seio familiar, logo, há menos "abusos". Na escola há certas regras bem definidas e não é permitido fazerem determinadas coisas que podem fazer em casa. Não porque não quiséssemos que as fizessem (até seria divertido), mas pelo número de crianças numa sala, pelas prioridades de trabalho, barulho, etc,etc, não é possível. E muitas vezes crianças cujos pais se queixam do seu comportamento em casa, na escola são autênticos "anjinhos". Por isso, não, não vão ser umas palmadas ou puxões de orelhas que vão levar o miudo que não tem uma boa estruturação em casa, no seio da família para uma criança normalíssima, bem comportada e educadíssima. Mas vai contribuir a longo prazo para um comportamento mais aceitável na sala de aula, mais que não seja, para saber como não pode agir ("se der um estalo, levo outro com o dobro da força, que até ando de lado..." se calhar pensa duas vezes). Aliás, e a propósito, ja leu sobre a teoria do condidionamento operante, de Skinner? Basicamente, refere-se a um procedimento através do qual é modelada uma resposta através de reforços e aproximações sucessivas. A resposta gera uma consequência e esta consequência afecta a sua probabilidade de ocorrer novamente, ou seja, se a consequência for reforçadora, aumenta a probabilidade de ocorrer, se for punitiva, vai diminuindo a probabilidade de voltar a acontecer.





O mesmo pode ser aplicado a si, caro manucas. Li um post seu e admiro-o pela sua perseverança e altruísmo com aquelas crianças. Mas se fosse professor, talvez compreendesse melhor aquilo por que passamos e o nosso papel. Um dia serei mãe e poderei comprovar aquilo em que já acredito. Um bom pai/mãe não precisa de dar "tareias" aos filhos para os educar. Uma criança bem educada não precisa disso. Muito menos de um castigo desses vindo de um professor. Pense, sim, é naqueles que convivem diariamente com as crianças dos outros, que têm de se sujeitar a "levar", e conviver diariamente com a iminência de levar um sopapo, com a desobediência e o desrespeito, pondo a sua autoridade constantemente em causa. Talvez os pais de que fala, se passassem pelo papel de professor, entendessem algumas coisas que só poderiam entender se passassem por elas.


Esclareco desde já que nunca me manifestei contra o facto de um professor ter que se defender de uma agressão real ou potencial. Se me tentassem agredir gratuitamente, tambem teria que me defender. Usar a força para manter o meu papel, já teria que ser mto bem pensado e apenas em caso de necessidade real e objectiva para o doente e nunca para garantir o meu papel. Dou o exemplo da necessidade de imobilizar, usar a força num doente desorientado para lhe administrar um medicamento essencial.

Mas convenhamos que isso fica a léguas de distancia de usar a força para fundamentar um papel, criar respeito, confirmar autoridade.
Depois, concordo quando diz "que as crianças sabem bem distinguir com quem podem e não podem agir de determinada forma" mas isso é fundamentalmente diferente de me dizer que uma criança pequena sabe quais as consequencias, implicações de atitudes desajustadas que sempre utilizou/usou em contextos diferentes e pelas quais nunca foram reprimidas.

Aliás saberá melhor que eu, e a psicologia infantil assim o define, a percepção de bem e mal vai sendo adquirida não tanto pela idade real mas pela idade emocional. Se uma criança pequena diz "nao gosto de ti, és feia" em determinada fase da sua evolução como criança poderá ser perfeitamente normal e em outra fase uma falta de educação. E também vejo pais com uma ansia enorme que os seus filhos ainda com 5 anos, com supostas avaliações psicologicas e requerimentos à DRE, extremamente infantis, entrem no 1º ciclo, talvez com a vontade de acabarem a licenciatura mais cedo[:p]. E vejo adolescentes a entrarem no ensino superior que me continuam a parecer perfeitamente juvenis e com acções desajustadas.

Mas o que me gera preocupação é o juizo de valor do professor em contexto de aula para estabelecer quando, porquê e como merece o aluno a reprimenda fisica. O que para um poderá ser uma terrivel má educação pode merecer de outro profissional um mero "encolher de ombros". E uma situação até considerada critica depois de uma hora a ouvir crianças aos berros, pode, a frio, e depois passar o dia, parecer até bem menos provocatória. Mas, como diz e muito bem, eu não estou na pele do profissional.

A minha parca experiencia resume-se a algumas aulas no 2º ciclo de Educação para a Saúde em colaboração com uma instituição de saude. Como era cara nova e como era uma temática diferente do conteudo programático diario, tive uma aceitação mto boa, pelo que a minha experiencia pontual até foi positiva. O que nada representa em termos do dia-a-dia, certamente.
 
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Aí é que está a questão, quem for professor de crianças pequenas sabe bem ( e alguns pais também saberão) que as crianças sabem bem distinguir com quem podem e não podem agir de determinada forma. Tive uma criança que fazia "gato-sapato" do pai. Connosco, na escola, bastava um olhar fulminante e controlava-se logo, e nunca lhe toquei num fio de cabelo. Tem a ver com autoridade. E por autoridade também entendo defender-me com um empurrão ou um bom "abanãozinho" se estiver a ser pontapeada / agredida. Eu própria, em criança, dava por mim e tinha plena consciência de que podia dar certas respostas tortas aos meus avós, que não daria certamente ao meu pai.

Acho engraçado, isso sim, defenderem com unhas e dentes que não sabem "se alguém aprende a não agredir, sendo agredido". Aprender, na verdadeira acepção, provavelmente não aprende, mas aprende a distinguir a quem pode e não pode agredir.

E é claro que estamos a falar na confirmação da autoridade do professor. Ou já não é importante?




Eu não defendo uma palmada a um aluno que se porta mal. Até porque o "portal mal" é relativo. O que eu defendo é que um professor não é um saco de pancada. E se leva uma bofetada de uma menina mimada "só" porque lhe tirou o telemóvel enquanto mandava sms no meio de uma aula, deve dar-lhe outra, com o dobro da força, para que se lembre bem que não está a lidar com os paizinhos. E se isto acontecesse sem que o professor fosse penalizado da forma que é, se o fizer, tenho uma certa ideia de que talvez as coisas fossem um pouco diferentes.

(...)



E eu acho graça alguém achar graça a quem defende que a agressão não ensina a não agredir tendo no parágrafo anterior dado um exemplo próprio em que não precisou de bater para validar autoridade! [:D]
Também não vejo unhas e dentes e também não vejo estar escrito em lado algum que um professor deve levar e calar. O que eu vejo escrito, pelo menos por mim é que não compete ao professor bater como acessório para educação.

E o mais curioso é que até parece que estamos a discordar quando na realidade estamos a concordar. Os casos em que eventualmente será necessária acção dos professores acontecem porque os pais não assumem ou não actuam de acordo com a responsabilidade que é sua, como disse no meu comentário inicial.



Esclareco desde já que nunca me manifestei contra o facto de um professor ter que se defender de uma agressão real ou potencial. Se me tentassem agredir gratuitamente, tambem teria que me defender. Usar a força para manter o meu papel, já teria que ser mto bem pensado e apenas em caso de necessidade real e objectiva para o doente e nunca para garantir o meu papel. Dou o exemplo da necessidade de imobilizar, usar a força num doente desorientado para lhe administrar um medicamento essencial.

Mas convenhamos que isso fica a léguas de distancia de usar a força para fundamentar um papel, criar respeito, confirmar autoridade.
Depois, concordo quando diz "que as crianças sabem bem distinguir com quem podem e não podem agir de determinada forma" mas isso é fundamentalmente diferente de me dizer que uma criança pequena sabe quais as consequencias, implicações de atitudes desajustadas que sempre utilizou/usou em contextos diferentes e pelas quais nunca foram reprimidas.

(...)


Exactamente!
A pessoa defender-se é uma coisa, bater para validar autoridade é outra.


Se quiséssemos validar autoridade por violência, no primeiro dia de aulas era dar uma bofetada a cada um dos alunos para eles de antemão ficarem a saber quem manda e que se for preciso levam.



Mesmo a autoridade dos pais não precisa necessariamente de ser validada com violência (admito que nalguns casos poderá ter de ser), mas tem de ser trabalho/responsabilidade dos pais.
 
O modus vivendi da crianca/aluno, em casa, reprecute-se na escola. Deixemos o factor ensino/aprendizagem de lado e vamos centrar as atencoes mais na educacao comportamento.

O tipo de educacao que a crianca receber em casa, sera' aquele que vai apresentar na escola, independentemente da capacidade de aprendizagem. Ser mais inteligente ou menos, aprender ou nao aprender, nao tem que ser sinonimo de mais mal educado ou mais bem educado. A crianca/aluno, deve sair de casa com as regras basicas incutidas, sobre como se deve viver em sociedade, e deve comecar por aprender que tudo o que extravase a sua liberdade, invade a privacidade dos outros. Uma crianca/aluno nao pode ser elemento destabilizador dentro de uma sala de aula. Se o for, quer dizer que nao tem a educacao suficiente para respeitar quem la' esta' com interesse por aprender. E neste contexto, o professor tem que ser o garante da estabilidade, usando os meios que estao ao seu alcance, ou que entenda por necessarios, para o garantir. E isso deve ser compreendido pelos pais.

Se toda a vez que uma crianca, em casa, for repreendida convenientemente pelo pais, duvido que na escola, a crianca tente "passar das marcas".

Na educacao da crianca, deve ser posta de parte a flexibilizacao. Devem perceber desde o primeiro momento o conceito de educacao e respeito pelos outros. E a forma mais eficaz de educacao, e', no meu ponto de vista, a chamada "terapia de choque".

Quando uma crianca em casa "pisa o risco" deve de sofrer imediatamente as consequencias disso, em vez de passar a vida a ouvir por parte dos pais, apenas protestos, que ele comeca a perceber que nao tem qualquer efeito.

Em comparacao (off-topic) a melhor forma de dizer a uma pessoa obesa que ela deve emagrecer e' dizer-lhe " es gorda ", em vez de dizer que " es cheinha, talves devesses pensar em emagecer um pouquito ".

Como em tudo na vida, deve-se ser frontal. Caso contrario, a nossa mensagem nao passa.
 
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