TGV - Sim ou Não

Um tgv em Portugal, na minha opinião, vai ser outro aeroporto de Beja.... Que me interessa um comboio rápido pra Madrid por 100eur se tenho uma low cost no aeroporto que me mete lá em 50mn por 20 ou 30eur?

Isso de Madrid estar só a uma hora de avião é muito bonito, o problema é que um gajo não tem um avião nem uma pista no quintal. Eu para estar no centro de Madrid ao meio-dia tenho de sair de casa às 8 da manhã.
 
Nós precisamos é de linhas eletrificadas em bitola europeia. Uma velocidade máxima de 250 km/h chega e sobra para o nosso país. Tivesse-mos um alfa pendular a ligar todos os distritos e com ligação á europa e estava-mos muito melhores que com muitas autoestradas que servem para pouco mais de nada.
 
Isso de Madrid estar só a uma hora de avião é muito bonito, o problema é que um gajo não tem um avião nem uma pista no quintal. Eu para estar no centro de Madrid ao meio-dia tenho de sair de casa às 8 da manhã.
E com o TGV ias ter um comboio e uma estação no quintal? [;)]

Eu a ultima vez que fui a Madrid, saí de Lisboa num voo às 7h, às 8h estava lá, andei a passear no aeroporto, apanhei o metro e antes das 10h já andava na Gran Via armado em turista... Passeei, almocei, passei mais um pedaço, voltei pro aeroporto, apanhei o avião e às 21h estava em casa... fui almoçar a Madrid por 19eur ida e volta [kiss]
 
Nós precisamos é de linhas eletrificadas em bitola europeia. Uma velocidade máxima de 250 km/h chega e sobra para o nosso país. Tivesse-mos um alfa pendular a ligar todos os distritos e com ligação á europa e estava-mos muito melhores que com muitas autoestradas que servem para pouco mais de nada.

Precisamente, uma linha mista (mercadorias e passageiros) em bitola Europeia para uma velocidade 250km/h pode ser viabilizada, megalomanias de linhas de alta velocidade só de passageiros com máquinas especiais de consórcios como o TGV nunca serão rentáveis num Pais de fracos recursos.
 
Nós precisamos é de linhas eletrificadas em bitola europeia. Uma velocidade máxima de 250 km/h chega e sobra para o nosso país. Tivesse-mos um alfa pendular a ligar todos os distritos e com ligação á europa e estava-mos muito melhores que com muitas autoestradas que servem para pouco mais de nada.
As cidades de distrito todas ligadas em ALFA (pendular) também é exagero.
Eu continuo a defender uma linha em " |-- " [Vigo - Braga - Porto - Lisboa - Faro e Lisboa - Elvas ou Castelo Branco - Madrid] ou seja apenas duas linhas principais e depois distribuição por outros meios.

Claro que de preferência em bitola EU, investir num sistema morto é burrice! Além da já falada linha de mercadorias independente de Sines a Madrid.


Edd :)
 
As cidades de distrito todas ligadas em ALFA (pendular) também é exagero.
Eu continuo a defender uma linha em " |-- " [Vigo - Braga - Porto - Lisboa - Faro e Lisboa - Elvas ou Castelo Branco - Madrid] ou seja apenas duas linhas principais e depois distribuição por outros meios.

Claro que de preferência em bitola EU, investir num sistema morto é burrice! Além da já falada linha de mercadorias independente de Sines a Madrid.


Edd :)

Todas as capitais de distrito sim, pois Portugal precisa de crescer de forma mis homogênea. Serviços ferroviários de qualidade só existem no litoral.
Se tivermos linhas modernas até 250 km´s/h em bitola europeia, qualquer comboio dos que circulam pela europa pode lá circular. Com isto poupamos custos megalómanos e livramos-nos de pagar licenças aos franceses para usar o nome TGV.
 
E com o TGV ias ter um comboio e uma estação no quintal? [;)]

Eu a ultima vez que fui a Madrid, saí de Lisboa num voo às 7h, às 8h estava lá, andei a passear no aeroporto, apanhei o metro e antes das 10h já andava na Gran Via armado em turista... Passeei, almocei, passei mais um pedaço, voltei pro aeroporto, apanhei o avião e às 21h estava em casa... fui almoçar a Madrid por 19eur ida e volta [kiss]

Não ia ter uma estação no quintal mas como sabes as formalidades para apanhar um comboio e para entrar num avião são muito diferentes. Teoricamente podes chegar à estação já com o bilhete comprado online e apenas 5 minutos antes da hora de partida. No caso dos aviões precisas de pelo menos de uma hora mesmo que já vás com o checkin feito a partir de casa. Depois no destino enquanto que sais do comboio, normalmente no centro da cidade ou num interface de transportes, em relação ao avião demoras a desembarcar, se tiveres bagagem tens que esperar, podes ter que andar 15 ou 20 minutos até chegares à rua e acima de tudo, e ao contrário do comboio, não estás no centro da cidade.

Também já apanhei muitas vezes esse vôo das 7 para Madrid, tive que me levantar da cama às 4 da manhã. Se fosse de TGV levantava-me às 5h30.[:p]

Ainda o mês passado tive de ir a Madrid e vir no mesmo dia, passei mais tempo em aeroportos e aviões do que na cidade propriamente dita.
 
"É um paradoxo que só a incúria explica. Como é que um serviço de transporte ferroviário tem hoje tão pouca e deficiente oferta num momento em que a procura nunca foi tão elevada? O que foi anunciado como um “marco na história dos Caminhos-de-Ferro portugueses” nunca passou de uma ficção criada para nos convencer que os comboios de alta velocidade tinham acabado de estacionar nas nossas estações.

Uma década de investimento ferroviário no consulado de Cavaco não foi capaz de dotar a Linha do Norte das condições exigíveis para encurtar em duas horas o tempo de viagem de Campanhã a Santa Apolónia. Desde a primeira viagem do Alfa Pendular, há 20 anos, que pouco mudou na ligação entre Porto e Lisboa. O objectivo para o qual foi adquirido nunca foi atingido. Um comboio preparado para atingir 220 km por hora não passava dos 160 e, mesmo assim, em troços muito específicos. Afinal, o TGV que nos prometiam, e que mereceu promessas de ligação de 1h15, era meia hora mais rápido do que o Foguete, o comboio mais rápido em circulação em Portugal desde 1953.

As auto-estradas rodoviárias, construídas de forma avassaladora, num contexto de valorização das obras públicas, da civilização automóvel e do transporte individual, em desprezo pelo transporte público, foram uma evidência de novo-rico embasbacado com uma noção pechisbeque de desenvolvimento. Em suma, nem o Pendular foi devidamente aproveitado nem o verdadeiro TGV avançou. Uma frota degradada, com problemas de manutenção, e sem capacidade de resposta ao aumento da procura, são o resultado desse desprezo.

​
O que Pedro Marques, enquanto ministro do Planeamento e das Infraestuturas, nos legou foi mais um longo desinteresse pela melhoria das ligações ferroviárias. A reabertura de oficinas para recuperar o material circulante, de modo a evitar novas supressões de linhas, que deixou o interior sem comboio, pode ser um acto de contrição. Um misto de troika, que fechou oficinas de manutenção, e de cativações acentuou a degradação deste transporte publico.

O investimento de nove milhões de euros até ao final do ano, aprovado pelo Governo, com a finalidade de dotar o país de um serviço de qualidade, poder ser outro acto de contrição e só peca por ser tardio. Mas não vale a pena pedir desculpa pela degradação dos últimos 20 anos. As desculpas não se pedem, evitam-se. E, neste caso, ninguém as evitou."

Alfa, a degradação apressada de um comboio
 
É uma pena como deixaram os nossos caminhos de ferro degradarem-se desta maneira. O Alfa podia ser muito mas muito melhor aproveitado, reduzindo desta forma muitas distâncias, principalmente para o interior do país. Claro que para isto era preciso investimento em novas linhas e modernização das existentes.
 
É uma pena como deixaram os nossos caminhos de ferro degradarem-se desta maneira. O Alfa podia ser muito mas muito melhor aproveitado, reduzindo desta forma muitas distâncias, principalmente para o interior do país. Claro que para isto era preciso investimento em novas linhas e modernização das existentes.

E foram a prioridade de muitos governos….
 
Lisboa <-> Madrid e Lisboa <-> Porto, talvez Vigo <-> Aeroporto Porto <-> Porto

Os estudos foram feitos, foi pena não ter avançado,

Desde que não tivessem alocar mais impostos ao Zé Povinho para pagar esse elefante branco!

Duvido muito que seja um investimento sustentável ao nível de custos operacionais para um país como Portugal, tendo em consideração o volume de passageiros que iriam utilizar este modo de transporte. Ainda para mais se ficar nas mão da CP/ Estado a gerir uma infraestrutura desse tipo, com investimentos perto de 0€ em material circulante nas últimas décadas já é o que é!

Somos um país pobre, não há volta a dar. Não podemos ter o Rolls Royce dos comboios!!
Temos que começar o processo de modernização da ferrovia por baixo, investindo na electrificação da ferrovia e em novos equipamentos circulantes (novas locomotivas e carruagens).
 
Última edição:
Continuo a "defender" que não há necessidade de TGV. Bastava um Alfa a ser utilizado na plenitude das suas capacidades.
 
Por mim tudo certo, não vejo vantagem no TGV mas, criem uma linha Lisboa / Madrid / "Europa" na bitola EU, sff!
Não se compreende andar a fazer transferências de passageiros no séc. XXI.


Edd :)
 
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