TGV - Sim ou Não

"O PS acusa o Governo de ter vacilado e prejudicado a economia nacional com a notícia do reforço de financiamento para o projecto de alta velocidade, mas apenas a partir de 2015.

O porta-voz do partido, Óscar Gaspar, não entende que tenha sido o Ministério das Finanças a anunciar o projecto quando depois a tutela da Economia o vem contradizer.

"O Governo recuou e finalmente ia avançar com o projecto de alta velocidade. Por outro lado, passado alguns minutos, tivemos o comunicado do Ministério da Economia a dizer que a alta velocidade e a ferrovia é importante, mas serão só para realizar em 2015", aponta o socialista.

"Ora, isto é inaceitável. O Governo, que é tão célere quando é para cortar e para impôr sacrifícios aos portugueses, depois, quando são projectos estruturantes, acaba por adiá-los durante anos. Portugal precisa de investimento e economia não em 2015, mas a partir de agora. o Governo deve assumir que este projecto é para avançar", defende Óscar Gaspar.

O Executivo terá negociado com Bruxelas o financiamento de uma linha de alta velocidade entre Lisboa e Madrid, mas o gabinete de Álvaro Santos Pereira emitiu um comunicado oficial onde garante que "não está previsto, para o período da actual legislatura, qualquer iniciativa por parte do Governo para que o projecto de alta velocidade seja retomado".

Noutra nota, do Ministério das Finanças, o Governo confirma um acordo entre a Parpública e um conjunto de bancos no montante de 600 milhões de euros, dinheiro inicialmente destinado para a alta velocidade.

O “Diário Económico” escreve em manchete, esta quarta-feira, que o dinheiro foi agora desviado para a própria Parpública."Em PS acusa Governo de prejudicar economia com adiamento do TGV - Renascença [;)]

E com os mil milhões que puseram no BPN em Dezembro, já estava garantido o financiamento de toda a linha de alta velocidade portuguesa.

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"(...)5. Aliás, um ponto extra sobre Álvaro, Gaspar e o Governo: afinal o TGV anunciado ontem já não é "TGV". É uma "linha de comboio apenas para mercadorias". E afinal é importante, mas só arranca em 2015... Mas há três falsidades na notícia: a primeira é de que o arranque em 2015 só serve para esconder que o dinheiro que existia atualmente para o projeto foi desviado em parte (600 milhões) para mais um buraco do Estado, a Parpública. Portanto, adia-se. Em segundo lugar: não há linhas ferroviárias apenas para mercadorias (como não há autoestradas apenas para camiões). Obviamente, haverá, o Lisboa-Madrid para passageiros, mas não se pode dizer já. Por fim, Gaspar não conseguiu fazer passar os apoios europeus de 25 para 85%. A percentagem de comparticipação europeia para redes transeuropeias de transportes sempre foi altíssima como se comprova em Espanha.

6. "Já alguém teve o bom senso de elucidar os portugueses por que estamos a investir milhares de milhões de euros num TGV, em vez de os gastarmos em novas escolas, hospitais mais modernos ou mesmo numa redução da carga fiscal?". Sabe quem escreveu isto? O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, em "O medo do insucesso nacional", 2009. Era altamente demagógico e politicamente incendiário já que Sócrates cavalgava o TGV Lisboa-Madrid em ano eleitoral. Não havia, da parte de Álvaro, nesse livro, um esclarecimento sério sobre a componente "mercadorias" e "bitola europeia". Mas o marketing político é isto mesmo: areia para os olhos. E resulta quase sempre em boas carreiras políticas." Em Álvaro, explica-nos o BPN e TGV - JN
 
"Madrid, 8 feb (EFECOM).- Renfe ha vendido 76.500 billetes de AVE durante las primeras horas de su nueva política comercial, que ha entrado en vigor esta mañana y que incluye una rebaja general del 11 % de las tarifas en alta velocidad e importantes descuentos.

Este volumen de ventas, contabilizado hasta las 19 horas, supone un incremento del 115 % respecto al mismo día del año anterior, ha informado hoy la operadora ferroviaria pública en un comunicado.

En total, las ventas de AVE y Larga Distancia han alcanzado 110.000 billetes, lo que supone un incremento del 80 %, ha precisado la compañía.

Asimismo, el número de visitas a su página web y a la plataforma de venta de billetes se ha disparado desde primeras horas de la mañana, triplicándose en relación con un viernes habitual.

El portal de renfe.com ha recibido 387.000 visitas, mientras que la venta telefónica y en taquillas también han registrado un aumento "sustancial" de actividad.

A la rebaja directa de la tarifa general, que se ha aplicado gracias a la nueva estrategia comercial de Renfe, se suman nuevos precios "Promo", los billetes más baratos de cada tren, que ofrecen descuentos de entre un 30 % y un 70 %.

El nuevo Bono Ave,
de 10 viajes, con carácter nominativo y válido para 4 meses, ha generado un importante interés, con más de 12.000 visitas a la página de acceso a su compra.

Renfe ha comunicado que habrá más descuentos a lo largo de los próximos meses, con el objetivo de incrementar el uso del AVE entre los jóvenes, que dispondrán, a partir del próximo 1 de marzo, de una tarjeta "virtual" que les permitirá viajar con un descuento del 30 % en todos los billetes.

Para acceder a esta tarjeta es necesario abonar una cuota anual de 20 euros más IVA, inferior a la que existe en otros sistemas parecidos en otros países europeos, por lo que se amortiza con un solo viaje, han explicado desde la operadora.

Además, Renfe aplicará el descuento de ida y vuelta (del 20 % en cada trayecto) en el llamado "Viaje Múltiple", novedad comercial que se implantará a partir del próximo 1 de junio y que está orientada a los profesionales que se desplacen a varias ciudades consecutivamente, como por ejemplo Madrid-Barcelona, Barcelona-Valencia y Valencia-Madrid.

Para los mayores, se mantiene el sistema de descuentos de la Tarjeta Dorada y para niños de hasta 13 años se mantiene también el 40 % de rebaja en todos los trenes."Em Renfe vende 76.500 billetes de AVE, un 115% ms, con los nuevos precios - Expansion.com [;)]
 
"El consejo de administración de Adif ha aprobado esta adjudicación que consiste en la prestación de maquinaria y/o aportación de personal de conducción en aquellos trabajos donde los medios propios de Adif no alcancen a satisfacer las necesidades existentes.

Renfe se encargará del transporte del material desde los puntos de acopio hasta los tramos de obras o maniobras de carga y descarga, así como para el movimiento de la maquinaria propia de Adif y la tracción para realizar el transporte de vehículos especiales, pruebas de carga y transporte de maquinaria de mantenimiento.

El contrato también incluye el alquiler de vagones para satisfacer las necesidades existentes de almacenamiento de material estratégico para incidencias, transporte de material y apoyo de trenes de trabajo.

El contrato, que tendrá un periodo de duración de doce meses, afectará a todas las provincias por las que pasa la red ferroviaria convencional gestionada por Adif.

Adif tiene encomendada la gestión de una red convencional (ancho ibérico) de 11.623 km de longitud, que se verá beneficiada por este contrato para su conservación en óptimas condiciones de explotación."Em Renfe se adjudica el mantenimiento de la red ferroviaria convencional por 9,1 millones de euros,Sector transporte. Expansin.com

Actual.
 
"Portugal vai ter à sua disposição pelo menos 1.600 milhões de euros do novo orçamento da União Europeia para construir a parte que lhe cabe das redes transeuropeias de transportes: ligar os portos nacionais às redes ferroviárias de carga e passageiros com ligação a Espanha e ao resto do continente e converter a rede nacional para a bitola europeia.

Os números são avançados pelo comissário europeu responsável pelos transportes, que explica estas contas do orçamento comunitário para o período entre 2014 e 2020: 1.100 milhões de euros do fundo de coesão já previsto para Portugal são para aplicar em transportes; 500 milhões é o que cabe ao país no âmbito do novo Mecanismo Interligar a Europa, que financia as redes transeuropeias.

Caso o dinheiro seja bem aplicado, estes montantes até podem acabar por ser mais elevados. Siim Kallas sublinha que o orçamento nacional terá que co-financiar apenas 15% dos projectos, mas deixa igualmente um aviso: de acordo com as novas regras, o dinheiro do fundo de coesão que não seja utilizado tem que ser devolvido ao fim de dois anos.

“O pressuposto geral é que no decorrer de 2014 aprovaremos os projectos, decidiremos o que financiar, como financiar e com quanto dinheiro para que os trabalhos, com base neste financiamento das redes transeuropeias, possam arrancar em 2015. Este é o pressuposto geral, mas tudo depende de projectos concretos. E é importante sublinhar que de acordo com as novas regras para o fundo de coesão, caso os países que recorram a estas verbas se atrasem ou adiem em demasia, podem perder o dinheiro em 2016”, explica Siim Kallas.

O comissário estónio desvaloriza as polémicas que envolveram a versão inicial do TGV e diz que as mesmas acontecem em todos os países cada vez que se discutem grandes obras, sobretudo em tempo de vacas gordas. E defende que caso o projecto apresentado pelo novo Governo avance, Portugal ficará bem servido na mesma.

“Tanto quanto sei, o básico está lá, isto é, a ligação entre os portos portugueses e a Europa será estabelecida, tal como a ligação do comboio de passageiros, que levará metade do tempo entre Lisboa e Madrid. Estas ideias básicas não são tão mínimas, são boas ideias. Talvez alguém quisesse ir a Madrid numa hora, mas pode-se sempre ser muito entusiasta quando há dinheiro, mas quando não há dinheiro começa a calcular-se o que é razoável e penso que esses projectos são muito importantes. O projecto não é assim tão minimalista, é razoável e se for implementado penso que os portugueses podem estar bastante satisfeitos”, sublinhou ainda.

A Comissão espera que os trabalhos arranquem no decorrer de 2015. E diz que ideias antigas, como o novo aeroporto ou a terceira travessia do Tejo, têm que ser definitivamente enterradas ou pelo menos congeladas durante vários anos. Porque do lado europeu este é o dinheiro que há até 2020 e não servirá para financiar outras ideias que possam entretanto surgir."Em Bruxelas disponibiliza 1,6 mil milhões para Portugal construir ligação ferroviária a Espanha - Renascença
[:D](Risos)
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Acho que só mesmo quem nunca importou ou exportou mercadoria por via ferroviária pode pensar que está tudo bem e não há necessidade de + investimento nessa área...

O TGV é uma falsa questão. O que interessa saber aqui concretamente é que Portugal precisa urgentemente duma linha em "bitola Europeia" para poder escoar e receber mercadorias para e do resto da Europa.
 
Acho que só mesmo quem nunca importou ou exportou mercadoria por via ferroviária pode pensar que está tudo bem e não há necessidade de + investimento nessa área...

O TGV é uma falsa questão. O que interessa saber aqui concretamente é que Portugal precisa urgentemente duma linha em "bitola Europeia" para poder escoar e receber mercadorias para e do resto da Europa.

Mas só precisa se os Espanhois também a tenham,senão é monte de ferro abandonado.
 
É essa a ideia deste financiamento e não outra...

O "problema" é que nós não mandamos em Espanha, por isso uma linha em bitola europeia não sei se é feita assim de um dia para o outro. O que acho fundamental e já devia existir há uns 2 anos desde a renovação do troço Vendas Novas-Évora, era a continuação do mesmo até ao Caia e Badajoz, e fazer uma variante para acabar de uma vez por todas com aquele troço Ermidas-Sines que é um entrave a comboios mais pesados.
 
Será que uma linha de carga entre Lisboa / Porto e depois Sines / Badajoz inteira, única e exclusivamente de carga não faria melhor serviço (em bitola EU, é claro!)?


Edd :)
 
TGV nem pensar. Enterrar dinheiro na construção e depois na operação.
Linha de mercadorias de velocidade rápida, só se forem criadas as plataformas e redes logísticas globais e completas em toda a Europa.
 
Dão voltas e mais voltas e ainda vai ser o PS a mandar executar as ideias de Alvaro Santos Perreira, tanto o criticaram e ao pastel de nata, e no fim a Comissão Europeia vai impor ao Partido Socialista Português a linha de mercadorias em bitola Europeia e quando estiver pronta, todos do PS vão dizer que a ideia foi deles(risos).
 
Última edição:
O "problema" é que nós não mandamos em Espanha, por isso uma linha em bitola europeia não sei se é feita assim de um dia para o outro. O que acho fundamental e já devia existir há uns 2 anos desde a renovação do troço Vendas Novas-Évora, era a continuação do mesmo até ao Caia e Badajoz, e fazer uma variante para acabar de uma vez por todas com aquele troço Ermidas-Sines que é um entrave a comboios mais pesados.
http://forum.autohoje.com/off-topic/17718-tgv-sim-ou-nao-38.html#post1067105788
 
Tem Portugal atualmente mercado interno e externo suficiente ou uma plataforma económica viável para justificar o TGV? ou ainda vamos estar a espera que as condições se criem após a construção?
 
Um tgv em Portugal, na minha opinião, vai ser outro aeroporto de Beja.... Que me interessa um comboio rápido pra Madrid por 100eur se tenho uma low cost no aeroporto que me mete lá em 50mn por 20 ou 30eur?
 
A linha de mercadorias é imperativa a ligar Évora ao Caia ou Elvas, agora eu acho que vai continuar a ser em bitola Ibérica, como tá feita até Évora. Isso da bitola Europeia ainda vai demorar muito tempo até concretizar.
 
"O Governo já sabe o que querem para Portugal as principais associações empresariais, as grandes empresas, os municípios e os institutos superiores: total prioridade ao investimento ferroviário e aos projetos maritimo-portuários.

O Grupo de Trabalho para as Infraestruturas de Valor Avrescentado (GTIVA), presidido por José Eduardo Carvalho, recomendou ao Governo que seja dada prioridade aos investimentos ferroviários, o que dará nova força aos corredores internacionais para transporte de mercadorias.

Do valor global que o país terá disponível para investir - cerca de 5 mil milhões de euros - o GTIVA propõe que cerca de metade, ou seja, aproximadamente 2,8 mil milhões de euros, sejam canalizados para as infraestruturas ferroviárias.
Assim, na próxima década, Portugal deverá dar prioridade à modernização ferroviária, mas também aos investimentos portuários, que permitirão agilizar e promover o crescimento das exportações portuguesas.

Aos portos deverá ser canalizado 30% do investimento disponível, o que corresponde a cerca de 1,5 mil milhões de euros.

Entre os principais projetos ferroviários considerados mais urgentes, o GTIVA refere a linha ferroviária da Beira Alta e a respetiva ligação a Espanha e ainda a conclusão do projeto de modernização das linhas do norte, do Minho e do oeste.

O GTIVA foi criado em agosto de 2013 ano por iniciativa do secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, para definir quais são os projetos de investimento prioritários para Portugal.

O GTIVA integra associações empresariais, institutos superiores, estruturas setoriais e vários presidentes de empresas públicas de transportes coletivos.A proposta final foi entregue além do prazo inicial previsto de 60 dias e as suas conclusões deverão ser debatidas na Assembleia da República.

Na altura da criação do grupo, o secretário de Estado Sérgio Monteiro referiu que "o prazo dado a este trabalho nunca será constrangimento a que os consensos se verifiquem", que serão privilegiados "em detrimento da pressa"."Em Portugal deve dar prioridade máxima ao investimento ferroviário - Expresso.pt
 
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