Depende do que vai ligar, de quantos potenciais clientes poderá ter para ser sustentável, que concorrência terá, se é competitiva, se o maior custo de construção e gestão se justifica e de quanto dinheiro tens para gastar.
Ou seja, até podes construir um TGV para ligar Bragança à Guarda, desde que tenhas dinheiro para esbanjar e esqueças as restantes condicionantes.
No caso Português não temos nenhuma ligação a justificar tal tipo de linha.
A CP em 2018 transportou 126 milhões de passageiros mas apenas cerca de 6,4 milhões são nas linhas de longo curso. Se reduzirmos isto a apenas uma ligação directa entre as cidades de Porto e Lisboa, menos passageiros são.
https://eco.sapo.pt/2019/02/08/em-a...ansportou-mais-passageiros-foram-126-milhoes/
Viva,
Cerca de metade desses 6,4 milhões de passageiros são no eixo Lisboa-Braga. O percurso médio de cada passageiro na CP Longo Curso é superior a 250 km.
Como termo de comparação, o AVE Madrid-Barcelona ultrapassou recentemente os 4 milhões de passageiros por ano. A ferrovia neste eixo passou de uma quota de mercado de 10% antes da alta velocidade para mais de 60% face ao avião.
Acerca dos acima de 500km, Fenicio, esse é quase o ponto onde a alta velocidade começa a não ganhar face ao avião. Em distâncias em linha recta entre 200 a 600 km, com dados das linhas europeias, a alta velocidade supera a quota de mercado face ao avião e rodovia.