[Sociedade] Ricofobia Portuguesa!

Raios. Se tivesses escrito 12 anos: estavas errado.[:)]

Efectivamente em 12 anos o gajo que começou com 1000 passa à frente do que começou com 100mil. ( multiplicando por 2 ou 3 a cada ano que passa, respectivamente)[:D]
ano / K€ / 100K / 1K
[TABLE="width: 192"]
[TR]
[TD="width: 64, align: right"]1[/TD]
[TD="width: 64, align: right"]200[/TD]
[TD="width: 64, align: right"]3[/TD]
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[TD="align: right"]400[/TD]
[TD="align: right"]9[/TD]
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[TD="align: right"]3[/TD]
[TD="align: right"]800[/TD]
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[/TR]
[TR]
[TD="align: right"]4[/TD]
[TD="align: right"]1600[/TD]
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[TD="align: right"]8[/TD]
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[TD="align: right"]10[/TD]
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[TD="align: right"]11[/TD]
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[TD="align: right"]177147[/TD]
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[TR]
[TD="align: right"]12[/TD]
[TD="align: right"]409600[/TD]
[TD="align: right"]531441[/TD]
[/TR]
[/TABLE]
Como é que isto se consegue? tb quero
 
[h=1]Portugal foi dos países onde o peso do rendimento dos 1% mais ricos mais cresceu[/h]
Comparação entre 18 países, feita pela
OCDE para o período entre 1981 e 2012, coloca
Portugal apenas atrás dos EUA e do Reino Unido. Entre 1976 e 1981, o peso dos mais ricos no rendimento tinha descido


http://www.publico.pt/economia/noticia/portugal-foi-dos-paises-onde-o-peso-do-rendimento-dos-1-mais-ricos-mais-cresceu-1634142#/0

Afinal parece que Portugal é efectivamente um país cada vez mais desigual...
 
O que é ser rico?

É q para muito "pé rapado" saber que alguem tem 2/3 bons carros, tem 2/3 casas, é director numa multinacional ou empresario da sua propria empresa, faz ferias todos os anos em sitios giros e tem a criancada em bons colegios isso é o suficiente para os classificar como ricos.

Por exemplo, para mim, isso é uma optima vida mas nao implica ser rico.


Tens de ver o contexto: num país com salários médios de 800€, ter o que dizes (2 ou 3 casas, 2 ou 3 miúdos em colégios particulares, férias todos os anos em sítios da moda) implica ganhar esse salário médio multiplicado várias vezes. Ou seja, sim, significa ser rico. Rico ou pobre não é uma definição em absoluto, é-se rico ou pobre quando comparado com a massa populacional vizinha.

Muitas pessoas ricas têm dificuldades em admitir que o são, talvez porque se comparem com aquela franja que são ainda mais ricos do que eles, "esquecendo-se" dos 90 e tal % mais pobres. Lembram-se do caso do senhor Amorim para quem não passa de um mero trabalhador como qualquer outro? [:D]
 
Tens de ver o contexto: num país com salários médios de 800€, ter o que dizes (2 ou 3 casas, 2 ou 3 miúdos em colégios particulares, férias todos os anos em sítios da moda) implica ganhar esse salário médio multiplicado várias vezes. Ou seja, sim, significa ser rico. Rico ou pobre não é uma definição em absoluto, é-se rico ou pobre quando comparado com a massa populacional vizinha.

Muitas pessoas ricas têm dificuldades em admitir que o são, talvez porque se comparem com aquela franja que são ainda mais ricos do que eles, "esquecendo-se" dos 90 e tal % mais pobres. Lembram-se do caso do senhor Amorim para quem não passa de um mero trabalhador como qualquer outro? [:D]

Claro que tenho noçao da perspectiva...

Mas o cenario que coloquei e q referes é, ainda assim em grd parte das vezes, altamente volatil.

Repara que se uma das fontes de rendimento tiver algum tipo de problema de saude grave, esse aparente estatuto de optima vida (para os outros, eatatuto de Rico) desmorona se em grande parte.

50% do rendimento desaparece, as despesas disparam!

Ou seja, no curto medio prazo, os carros vao se, as casas vendem se ou alugam se, etc, etc...

Quero dizer com isto que esses sinais de optima vida sao o mas tb sao altamente expostos a infelicidades desse tipo...

Aquilo q entendo como alguem verdadeiramente rico é qie aconteca onque acontecer, mantem se o status quo em qq circunstancia.
 
E os "brandos costumes", tentam mascarar a corrupção como "medo aos ricos", quando na realidade somos um país de corruptos onde "os coxos protegem os coxos".

Eu só queria deixar duas notas.

Os menos dotados economicamente também têm tendência para a corrupção. A questão é que nas altas esferas onde os lucros da corrupção, do compadrio e das jogatanas são maiores, o que aumenta o apetite para práticas ilícitas.

Outra nota, se os menos dotados economicamente se tornassem detentores de uma fortuna assinalável nada garante que eles seriam diferentes daquilo que são os "maus ricos" actuais. Infelizmente, conheço casos de pessoas que à medida que ascenderam monetariamente se esqueceram de onde vieram, tendo, actualmente, os comportamentos que criticavam nos "maus ricos".
 
Claro que tenho noçao da perspectiva...

Mas o cenario que coloquei e q referes é, ainda assim em grd parte das vezes, altamente volatil.

Repara que se uma das fontes de rendimento tiver algum tipo de problema de saude grave, esse aparente estatuto de optima vida (para os outros, eatatuto de Rico) desmorona se em grande parte.

50% do rendimento desaparece, as despesas disparam!

Ou seja, no curto medio prazo, os carros vao se, as casas vendem se ou alugam se, etc, etc...

Quero dizer com isto que esses sinais de optima vida sao o mas tb sao altamente expostos a infelicidades desse tipo...

Aquilo q entendo como alguem verdadeiramente rico é qie aconteca onque acontecer, mantem se o status quo em qq circunstancia.


Estou perfeitamente de acordo contigo!

Pegando na frase a bold, e seguindo o exemplo que descreves, eu diria que descreves o exemplo acabado de alguém que goza uma vida boa mas não tem almofada financeira (diz-se "almofada financeira" porque "pé-de-meia" é coisa de pobrezinho! [:D] ). E, no meu entender, quem ganha salários bastante superiores à média e não gera alguma poupança/investimento está a fazer a tal vida "acima das possibilidades", ao que eu prefiro dizer de forma mais terra-a-terra que está a ser burro porque não se precavê.

Lá está, há o ser rico e o parecer ser rico. :)
 
E, no meu entender, quem ganha salários bastante superiores à média e não gera alguma poupança/investimento está a fazer a tal vida "acima das possibilidades",


Não concordo. Faz a vida "de acordo com as possibilidades", no fundo goza a vida a 100% : não posso criticar.
A situação que querias referir seria antes "abaixo das suas possibilidades".

No entanto, como dizia alguém, uma poupança é sempre um gasto futuro ( a menos que morras com o dinheiro no banco ou que faças doação a um filho por exempl...).

O problema de muitos é encontrar o equilíbrio. Isso é que é difícil.
 
Raios. Se tivesses escrito 12 anos: estavas errado.[:)]

Efectivamente em 12 anos o gajo que começou com 1000 passa à frente do que começou com 100mil. ( multiplicando por 2 ou 3 a cada ano que passa, respectivamente)[:D]
ano / K€ / 100K / 1K
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[:D]

Agora imagina a dificuldade disto, seja multiplicar por 2 ou 3 TODOS os anos.

Se fosse fácil todos seriam ricos.

No entanto uma conta mais simples:

Em 10 anos multiplicar por 2 quem tem 100 mil

Em 10 anos multiplicar por DEZ (!) quem tem mil.

Eu sei que percebeste onde queria chegar, mas pode ter havido aqui quem não...

[;)]
 
Eu só queria deixar duas notas.

Os menos dotados economicamente também têm tendência para a corrupção. A questão é que nas altas esferas onde os lucros da corrupção, do compadrio e das jogatanas são maiores, o que aumenta o apetite para práticas ilícitas.

Outra nota, se os menos dotados economicamente se tornassem detentores de uma fortuna assinalável nada garante que eles seriam diferentes daquilo que são os "maus ricos" actuais. Infelizmente, conheço casos de pessoas que à medida que ascenderam monetariamente se esqueceram de onde vieram, tendo, actualmente, os comportamentos que criticavam nos "maus ricos".

Não sei o que gosto mais. Se de "almofada financeira" em vez de pé de meia ou poupança, ou "menos dotados economicamente" em vez de mais pobres.[:D]
 
(...)

Muitas pessoas ricas têm dificuldades em admitir que o são, talvez porque se comparem com aquela franja que são ainda mais ricos do que eles, "esquecendo-se" dos 90 e tal % mais pobres. Lembram-se do caso do senhor Amorim para quem não passa de um mero trabalhador como qualquer outro? [:D]

Conheço casos ainda mais engraçados: "pobres" que têm empresas, propriedades imobiliárias, bons carros premium e acesso directo ou indirecto a cargos de poder... e passam a vida a chorar e a apontar o dedo aos "ricos", que têm a sua casita, o seu carrito e cujas propriedades de família se foram dissipando nos últimos 50 (várias delas estão agora nas mãos dos "pobres").

O psicológico é uma cena lixada! [:D][:D]
 
Não concordo. Faz a vida "de acordo com as possibilidades", no fundo goza a vida a 100% : não posso criticar.
A situação que querias referir seria antes "abaixo das suas possibilidades".

No entanto, como dizia alguém, uma poupança é sempre um gasto futuro ( a menos que morras com o dinheiro no banco ou que faças doação a um filho por exempl...).

O problema de muitos é encontrar o equilíbrio. Isso é que é difícil.

É uma questão de definição.

Se viver não comportasse risco e os imprevistos não existissem, concordaria com esse "gozar a vida a 100%".

Uma vez li uma frase muito interessante, que dizia qualquer coisa como isto (não sei se são estas as palavras exactas):

O maior luxo que o dinheiro nos pode proporcionar é não termos de nos preocupar muito com ele.

Claro que o dinheiro pode comprar muita coisa fixe e agradável, mas a "almofada financeira" liberta-te de preocupações. Não ter que andar a contar trocos para chegar ao fim do mês ou não ter medo de ficar desempregado porque tem dinheiro para se aguentar é de um grande valor. Portanto, a visão do "gasto futuro" é contabilística, mas não é real porque "compra" paz de espírito.
 
Claro que tenho noçao da perspectiva...

Mas o cenario que coloquei e q referes é, ainda assim em grd parte das vezes, altamente volatil.

Repara que se uma das fontes de rendimento tiver algum tipo de problema de saude grave, esse aparente estatuto de optima vida (para os outros, eatatuto de Rico) desmorona se em grande parte.

50% do rendimento desaparece, as despesas disparam!

Ou seja, no curto medio prazo, os carros vao se, as casas vendem se ou alugam se, etc, etc...

Quero dizer com isto que esses sinais de optima vida sao o mas tb sao altamente expostos a infelicidades desse tipo...

Aquilo q entendo como alguem verdadeiramente rico é qie aconteca onque acontecer, mantem se o status quo em qq circunstancia.


Neste topico lê-se posts com pés e cabeça e com opinioes pensadas. Mas maioria denota-se que nao fazem a minima ideia do que andam a escrever...Ate a percepçao de rico para maioria aqui ja se denota que é ter um salario minimamente razoavel.

Como indicas e bem a maioria da populacao esta à distancia da bancarrota de um problema grave de saude. Em portugal como o sistema nacional de saude ainda nao é mau (considero-o muito acima do que larga maioria das pessoas se queixa, e tenho amigos meus médicos que afirmam o mesmo trabalhando no estrangeiro) essa parte esta mais filtrado... Mas mesmo assim maioria da populacao mundial (nao falo apenas de portugal ) esta à distancia de um acidente automovel (com um carro gama alta) para ficar quase liso... Esta é a realidade de uma fracçao consideravel da nossa sociedade (classe média e média alta). As pessoas falam muito da qualidade de vida nos EUA, etc.... Mas maioria da populacoa nesses países vive completamente no linear de quando tiver problemas graves de saude ficarem na miséria. O Tuga médio portugues (burro) come com os olhos e acha que qq gajo é Rico por ter bom carro. E se é Rico é pq foge aos impostos e vigariza os outros (esta é ate ja mentalidade que se começa a ver aqui em quase todos os posts. Alias li isso nos ultimos 4 ou 5 posts que ja li aqui)... Acho lamentavel verem assim as coisas
 
É uma questão de definição.

Se viver não comportasse risco e os imprevistos não existissem, concordaria com esse "gozar a vida a 100%".

Uma vez li uma frase muito interessante, que dizia qualquer coisa como isto (não sei se são estas as palavras exactas):

O maior luxo que o dinheiro nos pode proporcionar é não termos de nos preocupar muito com ele.

Claro que o dinheiro pode comprar muita coisa fixe e agradável, mas a "almofada financeira" liberta-te de preocupações. Não ter que andar a contar trocos para chegar ao fim do mês ou não ter medo de ficar desempregado porque tem dinheiro para se aguentar é de um grande valor. Portanto, a visão do "gasto futuro" é contabilística, mas não é real porque "compra" paz de espírito.

Pessoalmente valorizo muito o que escreveste. A almofada financeira ajuda e muito a ter sanidade mental e tranquilidade na hora de dormir.
É possivelmente o "luxo" que mais valorizo
 
Pessoalmente valorizo muito o que escreveste. A almofada financeira ajuda e muito a ter sanidade mental e tranquilidade na hora de dormir.

Não é sempre assim... A almofada financeira por vezes é um entrave à evolução e desenvolvimento pessoal profissional. As pessoas agarram-se a ela e "deixam-se andar" numa vida quase mediocre e sem propósito suportada pelo conforto psicológico da conta bancária. Isso também não contribui para a sanidade mental.

O que não falta por aís são "ricos/abastados" com problemas de ordem psicológica "derivados" dessa almofada.
 
Não é sempre assim... A almofada financeira por vezes é um entrave à evolução e desenvolvimento pessoal profissional. As pessoas agarram-se a ela e "deixam-se andar" numa vida quase mediocre e sem propósito suportada pelo conforto psicológico da conta bancária. Isso também não contribui para a sanidade mental.

O que não falta por aís são "ricos/abastados" com problemas de ordem psicológica "derivados" dessa almofada.


Pastis, mas aí estás a entrar pelo outro extremo, passas do gajo "chapa ganha, chapa gasta" par o gajo que não come para não c*gar...

Volto a dizer: se houver possibilidade (i.e., ganhos suficientes) de formar uma "almofada financeira", deve-se fazê-lo. Quanto a extremos, são sempre de evitar.
 
Eu não sofro disso...

Agora convém explicar que não me faz impressão:

- Um rico que o seja por ter ganho um qualquer prémio.

- um rico que o seja por ter trabalhado muito.

- um rico que crie riqueza e a "espalhe": crie empresas, crie trabalho justamente remunerado, contribua para a sociedade através das mais variadas maneiras, contribua para o desenvolvimento do país.

Mas faz-me impressão:

- os ricos que o são através da exploração das pessoas, por pagar mal e tratar mal quem para ele trabalha, pelo "chico-espertismo" empresarial (fugas ao fisco, falsas falências, etc), por meios ilegais (droga, prostituição, tráfico de outros géneros, etc), especulação (no sentido do logro e engano), os que o são através de "negócios" mal explicados com intervenção de figuras políticas, etc.

Infelizmente, e em tempos de crise... a "criação de riqueza" e de novos ricos advém, na sua maioria... do último parágrafo!

Mas mesmo sem termos crise... a maioria dos ricos são, infelizmente, dessa categoria.

Os outros, é pena não existirem mais!
 
É óbvio que nascer rico facilita imenso a vida. E, por razões mais que óbvias, também não conheço muitos ricos adeptos da mobilidade social.
 
Não é sempre assim... A almofada financeira por vezes é um entrave à evolução e desenvolvimento pessoal profissional. As pessoas agarram-se a ela e "deixam-se andar" numa vida quase mediocre e sem propósito suportada pelo conforto psicológico da conta bancária. Isso também não contribui para a sanidade mental.

O que não falta por aís são "ricos/abastados" com problemas de ordem psicológica "derivados" dessa almofada.

PErcebo o q queres dizer, mas podes ter uma almofada com certa percentagem de dinheiro e com outra parte tentares envolveres-te em negocios. Outra questao é q ja vi varios economistas a dizer que os dinheiros envolvidos nos negocios nunca devem ser o nosso (a nossa almofada) mas sim emprestimos em bancos. Se pensarmos bem esta é a logica de um emprestimo e vêr o banco como um socio de um negocio. Pedir emprestimos para coisas q nam teem retorno como carros é q nao é financeiramente um bom negocio.
 
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