A última "grande estatística" que me lembro é uma de 2012 ou 2013 que apontava mais de 10.000 crianças que chegavam com fome às escolas. Essas crianças foram sinalizadas pelo meio escolar. Esta estatística foi avançada pelo governo na altura.
Volta e meia surgem noticias de organizações com mais visibilidade como a Cáritas, Banco Alimentar e afins, que dizem que apoiam cada vez mais pessoas e obviamente que isso é sintomático dos tempos que vivemos. Lembro-me também de uma noticia polémica de uns tempos atrás de um responsável de um hospital dizer que fome era um motivo de consulta no serviço de pediatria. Eu que conheço casos exóticos não me custa nada a acreditar que denúncias destas instituições sejam verdade. Eu diria que as crianças que recorrem ao hospital por fome estão numa situação de grave risco.
O agravamento das circunstâncias que muita gente vem denunciando. Infelizmente, eu não tenho números exactos de x% ou y% de pessoas assim ou assado. Mas seria uma trabalho interessante fazer esse levantamento.
Não é preciso ser voluntário para se ajudar. Se estivermos atentos e despertos para essa realidade vamos ver à nossa volta pessoas com carências graves. A titulo anónimo, fora de uma associação, uma pessoa pode perfeitamente ajudar os carenciados, oferecendo um cabaz alimentar semanal a uma família, comprando o material escolar a um criança, pagando a propina ao estudante universitário sem meios de o fazer.
Quanto à mesquinhez e às más línguas deixo aqui uma pequena história. Um senhor, responsável de uma instituição, viu leite em promoção numa grande superficial e, tendo em conta o preço e as carências de leite da instituição, comprou uma grande quantidade. Houve pessoas que viram a compra que o insultaram de fascista, que ele era um egoísta, era um este e um aquele... É a vida