[Sociedade] Ricofobia Portuguesa!

não compreendo como alguem pode invejar alguma coisa ao vizinho, é mesmo muito tempo livre , muita vontade de " fofocar " e muita dor de cotovelo, eu saio de casa as 7 da manha e volto só a noite, sinceramente ate nem sei que carro tem o vizinho , se tem dinheiro e coisas materiais , não me interessa , , estou na minha vida e estou-me c@gando pelos bens materias dos outros .
 
Eu referi que as desigualdades não se agudizaram nas últimas décadas e tu falas-me de 2010 para cá !?

Os negritos serviam para orientar os leitores acerca daquilo a que pretendia responder. Tu disseste e passo a citar hoje (felizmente) poucos são os que têm dificuldades a esse nível [sobrevivência].

Hoje, associado a um aumento do número de pessoas a necessitar de apoio desde 2010, existe também um aumento de casos extremos de pobreza, casos esses em que é meu entendimento que a sobrevivência está em risco. Ou seja, as pessoas em risco de sobrevivência estão a aumentar.

Uma criança com apenas 1 refeição completa por dia não tem uma sobrevivência assegurada, na minha opinião é claro, tu podes ter outra.
 
Os negritos serviam para orientar os leitores acerca daquilo a que pretendia responder. Tu disseste e passo a citar hoje (felizmente) poucos são os que têm dificuldades a esse nível [sobrevivência].

Hoje, associado a um aumento do número de pessoas a necessitar de apoio desde 2010, existe também um aumento de casos extremos de pobreza, casos esses em que é meu entendimento que a sobrevivência está em risco. Ou seja, as pessoas em risco de sobrevivência estão a aumentar.

Uma criança com apenas 1 refeição completa por dia não tem uma sobrevivência assegurada, na minha opinião é claro, tu podes ter outra.

Já começámos a desconversar ? claro que apenas 1 refeição por dia para uma criança é pouco, dificilmente poderia ter outra opinião.

Agora a "tua" estatistica .... também me parece natural que dada a conjuntura recente que temos tido, nos últimos 4 anos as pessoas genéricamente tenham piorado a sua vida. Mas casos em que a sobrevivência está em risco !? nesse particular tenho dúvidas e gostava de ver estatisticas e perceber como foram feitas.

Felizmente temos um estado social que ainda garante os minimos às pessoas, tanto assim que muitos se julgam com um conjunto de direitos e até o direito de ser sustentado não trabalhando.

Em Portugal parece-me haver muito mais problemas com pessoas que não sabem gerir a abundância do que graves problemas de carências. Isto sem desvalorizar cada problema individual de perca de qualidade de vida que se têm multiplicado nos últimos poucos anos.

Agora para melhorar alguma coisa, não são as criticas veladas à meia voz aos que têm algo mais, nem as demonstrações de inveja ou de mesquinhez sob o anonimato da net, como se vêm frequentemente por aqui, são sim o passar à acção participando em manifestações civicas com as eleições ou como tu fazes o voluntariado em instituições de ajuda.
 
?......

Felizmente temos um estado social que ainda garante os minimos às pessoas, tanto assim que muitos se julgam com um conjunto de direitos e até o direito de ser sustentado não trabalhando.

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Aqui na suíça também se estava a seguir essa tendência era social para tudo e todos havia bastante pessoal até a construir casas no estrangeiro sem mexer uma palha a custo de esses rendimentos até que os estado reagiu dão só o suficiente ao cm para sobreviver se poder trabalhar o estado arranja trabalho e tem seu salário de acordo com seu trabalho.
 
Tenho mais aversão ao facto de neste momento ser pobre do que propriamente aos ricos...

Mas me confesso que por vezes, quando vejo gaja boa a conduzir bom carro, julgo "Olha, lá vai a mulher de jogador da bola" [:D]
 
Já começámos a desconversar ? claro que apenas 1 refeição por dia para uma criança é pouco, dificilmente poderia ter outra opinião.

Agora a "tua" estatistica .... também me parece natural que dada a conjuntura recente que temos tido, nos últimos 4 anos as pessoas genéricamente tenham piorado a sua vida. Mas casos em que a sobrevivência está em risco !? nesse particular tenho dúvidas e gostava de ver estatisticas e perceber como foram feitas.

Felizmente temos um estado social que ainda garante os minimos às pessoas, tanto assim que muitos se julgam com um conjunto de direitos e até o direito de ser sustentado não trabalhando.

Em Portugal parece-me haver muito mais problemas com pessoas que não sabem gerir a abundância do que graves problemas de carências. Isto sem desvalorizar cada problema individual de perca de qualidade de vida que se têm multiplicado nos últimos poucos anos.

Agora para melhorar alguma coisa, não são as criticas veladas à meia voz aos que têm algo mais, nem as demonstrações de inveja ou de mesquinhez sob o anonimato da net, como se vêm frequentemente por aqui, são sim o passar à acção participando em manifestações civicas com as eleições ou como tu fazes o voluntariado em instituições de ajuda.

A última "grande estatística" que me lembro é uma de 2012 ou 2013 que apontava mais de 10.000 crianças que chegavam com fome às escolas. Essas crianças foram sinalizadas pelo meio escolar. Esta estatística foi avançada pelo governo na altura.

Volta e meia surgem noticias de organizações com mais visibilidade como a Cáritas, Banco Alimentar e afins, que dizem que apoiam cada vez mais pessoas e obviamente que isso é sintomático dos tempos que vivemos. Lembro-me também de uma noticia polémica de uns tempos atrás de um responsável de um hospital dizer que fome era um motivo de consulta no serviço de pediatria. Eu que conheço casos exóticos não me custa nada a acreditar que denúncias destas instituições sejam verdade. Eu diria que as crianças que recorrem ao hospital por fome estão numa situação de grave risco.

O agravamento das circunstâncias que muita gente vem denunciando. Infelizmente, eu não tenho números exactos de x% ou y% de pessoas assim ou assado. Mas seria uma trabalho interessante fazer esse levantamento.

Não é preciso ser voluntário para se ajudar. Se estivermos atentos e despertos para essa realidade vamos ver à nossa volta pessoas com carências graves. A titulo anónimo, fora de uma associação, uma pessoa pode perfeitamente ajudar os carenciados, oferecendo um cabaz alimentar semanal a uma família, comprando o material escolar a um criança, pagando a propina ao estudante universitário sem meios de o fazer.

Quanto à mesquinhez e às más línguas deixo aqui uma pequena história. Um senhor, responsável de uma instituição, viu leite em promoção numa grande superficial e, tendo em conta o preço e as carências de leite da instituição, comprou uma grande quantidade. Houve pessoas que viram a compra que o insultaram de fascista, que ele era um egoísta, era um este e um aquele... É a vida :)
 
Só para dizer que estou sítio onde se brinca aos pobrezinhos, e como já cá venho há muitos anos nunca vi tantos wannabe como este ano e no ano passado. Está-me a irritar um bocadinho este ano, pronto já disse lol
Agora vou para a praia :)
 
A última "grande estatística" que me lembro é uma de 2012 ou 2013 que apontava mais de 10.000 crianças que chegavam com fome às escolas. Essas crianças foram sinalizadas pelo meio escolar. Esta estatística foi avançada pelo governo na altura.

Volta e meia surgem noticias de organizações com mais visibilidade como a Cáritas, Banco Alimentar e afins, que dizem que apoiam cada vez mais pessoas e obviamente que isso é sintomático dos tempos que vivemos. Lembro-me também de uma noticia polémica de uns tempos atrás de um responsável de um hospital dizer que fome era um motivo de consulta no serviço de pediatria. Eu que conheço casos exóticos não me custa nada a acreditar que denúncias destas instituições sejam verdade. Eu diria que as crianças que recorrem ao hospital por fome estão numa situação de grave risco.

O agravamento das circunstâncias que muita gente vem denunciando. Infelizmente, eu não tenho números exactos de x% ou y% de pessoas assim ou assado. Mas seria uma trabalho interessante fazer esse levantamento.

Não é preciso ser voluntário para se ajudar. Se estivermos atentos e despertos para essa realidade vamos ver à nossa volta pessoas com carências graves. A titulo anónimo, fora de uma associação, uma pessoa pode perfeitamente ajudar os carenciados, oferecendo um cabaz alimentar semanal a uma família, comprando o material escolar a um criança, pagando a propina ao estudante universitário sem meios de o fazer.

Quanto à mesquinhez e às más línguas deixo aqui uma pequena história. Um senhor, responsável de uma instituição, viu leite em promoção numa grande superficial e, tendo em conta o preço e as carências de leite da instituição, comprou uma grande quantidade. Houve pessoas que viram a compra que o insultaram de fascista, que ele era um egoísta, era um este e um aquele... É a vida :)


Ja contribuiu com algo ou alguma oferta ?
 
Ja contribuiu com algo ou alguma oferta ?

Além de voluntário numa IPSS em que dou o tempo e bens, por vezes entre amigos procuro recolher bens para oferta. Nomeadamente, por exemplo, num jantar de natal em vez de fazermos troca de prendas sugeri que recolhêssemos produtos de higiene pessoal. Muitas vezes esquecemo-nos que pessoas necessitadas não só precisam de comida, muitas vezes também precisam de produtos de higienes, afinal pobre não tem de ser sujo.
Nestes casos procuro que as ofertas sejam para outras instituição e não para onde colaboro, por uma questão de "conflitos de interesses".
 
Existe um fenómeno peculiar associado à ricofobia, principalmente em pessoas com mais de 50/60 anos:

- uma pessoa que tenha vindo do povo, conseguiu alguns estudos (na antiga escola industrial por exemplo), arranjou um bom emprego num banco, empresa, seguradora, etc.. Normalmente tenta não dar muito nas vistas -> é visto com desdém, é um emproado, beto etc.. Algumas das principais "vítimas" da ricofobia.

- uma pessoa que tenha vindo do povo, pode ou não ter alguns estudos acima da média da altura (que era baixa), entrou nos negócios da moda dos anos 80/90 (restaurante ou empreiteiro), atleta olímpico de fuga aos impostos, exibe a sua riqueza sem qualquer problema e sobretudo, continua a ser "do povo" - "o governo é chulo", "são todos ladrões" e normalmente faz parte dos que critica os que pertencem ao primeiro caso de que falei.

Os de cima são olhados de lado, enquanto que os de baixo são vistos como casos exemplares. Curioso.
 
Tenho mais aversão ao facto de neste momento ser pobre do que propriamente aos ricos...

Mas me confesso que por vezes, quando vejo gaja boa a conduzir bom carro, julgo "Olha, lá vai a mulher de jogador da bola" [:D]

Eu é mais "Olha, lá vai uma gaja que é boa na cama!"[:D]
 
O artigo é uma pequena sátira, entendo a mensagem e muitas vezes há quem caia na generalização, mas a realidade é conhecida. A educação não trabalha no sentido de integrar as pessoas no mercado de trabalho, nem há uma sensação real de justiça, em vez disso formamos desempregados e continua a proliferar a cunha, portanto é natural que quem tenha mais posses e aposte bem, à partida irá sair-se melhor. Ainda temos o facto de se ensinar desde muito novo que não devemos falar com estranhos, tornando a sociedade mais calculista, fria e perdem-se inúmeras oportunidades.
Outro facto é que como a educação não forma pessoas para o mercado de trabalho, as pessoas acabam por sair com a mentalidade do "trabalhar para" e não "vou tentar abrir uma empresa ou criar um negócio", poucos querem correr riscos, quem corre riscos e falha é marcado para toda a vida como o falhado que levou a empresa à falência (em vez do tipo que arriscou ser bem sucedido).
A juntar a tudo isto, temos a cultura do anti-chibo, anti-whistleblowing, ninguém pode ousar denunciar as ilegalidades (trafico de influências, corrupção, fraude e outros crimes de colarinho branco), parece reinar a ideia do "coça-me as costas que eu coço as tuas", apesar do elevado grau de sentimento de insatisfação e injustiça que permanece na população face a estes crimes que criam graves quizilas.

Como dar a volta?

Mudar o sistema educativo para formar pessoas para o mercado de trabalho
Mudar o sistema de justiça para a tornar mais célere e penalizadora para o prevaricador
 
Eu não tenho nenhuma aversão aos ricos. Aliás tenho mais problemas com pobres do que com ricos.


A questão aqui é a diferença que faz o berço. Tanto há pessoal que nasce rico que é um grande fdp como pode ser uma pessoa correcta. Depois há pessoal que nasce pobre que é um grande fdp como pode ser uma pessoa correcta. Trampa há em todo os extractos.

Uma coisa que não concordo é quando dizem que o dinheiro não trás felicidade. Perdoem-me a sinceridade mas sem dinheiro no bolso pessoas felizes não conheço. Obviamente que uma coisa não leva directamente a outras mas ajuda em muito a nossa qualidade de vida, incluindo a nossa saúde. Mas se um gajo for maluco e lixar tudo em "p*tas e vinho verde", bem aí não trás felicidade mas sim uma queda brutal!
Agora se o dinheiro não subir à cabeça, temos acesso facilitado às melhores coisas, podemos ter experiências que de uma maneira ou outra nos darão um sorriso permanente. E já nem falo a nível intelectual, acesso ás melhores faculdades, aos melhores tutores, advogados...tchiii perdia-me aqui.

Quantas e quantas pessoas gostariam de enriquecer o Curriculum mas a falta de euros não ajuda, eu falo por mim.

Como é que eu posso ser anti rico se gostaria de ser rico? Não fazia sentido.
 
O dinheiro pode trazer ou não felicidade, vai sempre depende de como é usado. Basta pensar no sem-abrigo a quem há uns anos saiu o totoloto, gastou tudo em p.u.t.as e vinho verde, quando acabou voltou a ficar sem-abrigo e na entrevista ele próprio disse: não me arrependo de nada e voltaria a fazer tudo igual! lol
 
A realidade demonstra que em muitos locais do mundo, a tendência é precisamente para mimetizar algo que se aceita como normal em Portugal, gente que não faz nada e se arroga no direito de mandar trabalhar quem o faz todos os dias.

Robert Reich em "Desigualdade para todos" e Pikettyn no seu livro "Capital no Séc XXI" falam disso e muita gente começa a ter a noção que o mérito e o valor de cada um, devem ser mais importantes do que as fugas ao fisco ou os negócios ilegais.

Não se trata portanto de ricofobia, mas da constatação de que algo muito errado comeca a ter influência e poder político crescente, privando as pessoas dos seus direitos fundamentais.

Curiosamente ou talvez não, volta-se a puxar este texto falacioso, demonstrando que a realidade e os números deixaram alguns incomodados e quando julgam que já todos se esqueceram dos dados de Pikettyn, joga-se a carta do calimero coitadinho, de quem todos tem inveja.
 
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