[Sociedade] Ricofobia Portuguesa!

Não é preciso ser voluntário para se ajudar. Se estivermos atentos e despertos para essa realidade vamos ver à nossa volta pessoas com carências graves. A titulo anónimo, fora de uma associação, uma pessoa pode perfeitamente ajudar os carenciados, oferecendo um cabaz alimentar semanal a uma família, comprando o material escolar a um criança, pagando a propina ao estudante universitário sem meios de o fazer.

Eu creio que pelo segundo ou terceiro ano, nós aqui em casa damos mensalmente 6 litros de leite meio-gordo e 12 pacotinhos de leite com chocolate a uma familia carenciada.

Mas voltando ao tema, acho que devemos evitar julgar demasiado as pessoas por terem mais ou terem menos e discordo veementemente do vox populi contra os que estão melhor.
 
Só para dizer que estou sítio onde se brinca aos pobrezinhos, e como já cá venho há muitos anos nunca vi tantos wannabe como este ano e no ano passado. Está-me a irritar um bocadinho este ano, pronto já disse lol
Agora vou para a praia :)

isso é porque os mosquitos aínda não chegaram[:p]

esta mensagem tem o patrocinio do tobias[:)][:blush:]
 
A inveja é transversal a toda a sociedade.

Há até ricos que sofrem de ricofobia. Ou julgam que o gajo que está parado no semáforo com um Carrera 2S não olha de lado para o que parou mesmo
ao lado num GT3?
Ou então estou enganado, e na alta sociedade é só palmadinhas nas costas e elogios pelo sucesso alcançado. Hipocrisia? Não senhor...
 
A inveja é transversal a toda a sociedade.

Há até ricos que sofrem de ricofobia. Ou julgam que o gajo que está parado no semáforo com um Carrera 2S não olha de lado para o que parou mesmo
ao lado num GT3?
Ou então estou enganado, e na alta sociedade é só palmadinhas nas costas e elogios pelo sucesso alcançado. Hipocrisia? Não senhor...

Qual ricofobia... eu tenho é invejofobia....

Inveja de ser ele a mandar em casa.

Por aqui vou piando fininho e mais facilmente tenho uma frota de familiares e suv PVP >100'000€ que um GT3
 
Se esteve! :o

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tinha que vir muito longe da praia[:D]

mas o pregado á bulhão pato, jasusss

esse pregado é na dona bia?
tenho de lá ir pedir à amiga Paula... por acaso não quero ser invejoso mas aquilo tem um parque automóvel digno do Mónaco, devem ser só gatunos [:)]
 
Não li qualquer post feito neste tópico, pelo que não faço ideia do rumo que a conversa terá tomado e se isto já aqui foi dito mas, na minha opinião, está longe de haver ricofobia cá por Portugal. Há, sim, em doses industriais, inveja.

Se houvesse ricofobia, as pessoas não quereriam ser ricas. Pelo que é dado ver, os portugueses querem é ter, ou pelo menos aparentar ter, mais do que o vizinho ou qualquer outro conhecido (pessoal ou mediático), independentemente dos meios usados para o alcançar.
 
esse pregado é na dona bia?
tenho de lá ir pedir à amiga Paula... por acaso não quero ser invejoso mas aquilo tem um parque automóvel digno do Mónaco, devem ser só gatunos [:)]

Por acaso é raro a vez que lá não vá que não estejam uns carritos acima de 100000€ lá parados.
 
Um bom artigo.

Em relação a este ponto:


É claro que não são todos assim, mas há casos em que só não torraram o património todo porque alguém lhes fechou a torneira.



Uma coisa é também certa:

Se quem já tem no arranque 100 mil, for competente para multiplicar por 2 todos os anos durante 10 anos, dá uma abada a quem tem mil e é mais competente pois multiplica por 3 no mesmo período.

[;)]
 
O artigo é uma pequena sátira, entendo a mensagem e muitas vezes há quem caia na generalização, mas a realidade é conhecida. A educação não trabalha no sentido de integrar as pessoas no mercado de trabalho, nem há uma sensação real de justiça, em vez disso formamos desempregados e continua a proliferar a cunha, portanto é natural que quem tenha mais posses e aposte bem, à partida irá sair-se melhor. Ainda temos o facto de se ensinar desde muito novo que não devemos falar com estranhos, tornando a sociedade mais calculista, fria e perdem-se inúmeras oportunidades.
Outro facto é que como a educação não forma pessoas para o mercado de trabalho, as pessoas acabam por sair com a mentalidade do "trabalhar para" e não "vou tentar abrir uma empresa ou criar um negócio", poucos querem correr riscos, quem corre riscos e falha é marcado para toda a vida como o falhado que levou a empresa à falência (em vez do tipo que arriscou ser bem sucedido).
A juntar a tudo isto, temos a cultura do anti-chibo, anti-whistleblowing, ninguém pode ousar denunciar as ilegalidades (trafico de influências, corrupção, fraude e outros crimes de colarinho branco), parece reinar a ideia do "coça-me as costas que eu coço as tuas", apesar do elevado grau de sentimento de insatisfação e injustiça que permanece na população face a estes crimes que criam graves quizilas.

Como dar a volta?

Mudar o sistema educativo para formar pessoas para o mercado de trabalho
Mudar o sistema de justiça para a tornar mais célere e penalizadora para o prevaricador
Precisamente, por isso escrevi isto:
A realidade demonstra que em muitos locais do mundo, a tendência é precisamente para mimetizar algo que se aceita como normal em Portugal, gente que não faz nada e se arroga no direito de mandar trabalhar quem o faz todos os dias.

Robert Reich em "Desigualdade para todos" e Pikettyn no seu livro "Capital no Séc XXI" falam disso e muita gente começa a ter a noção que o mérito e o valor de cada um, devem ser mais importantes do que as fugas ao fisco ou os negócios ilegais.

Não se trata portanto de ricofobia, mas da constatação de que algo muito errado comeca a ter influência e poder político crescente, privando as pessoas dos seus direitos fundamentais.

Curiosamente ou talvez não, volta-se a puxar este texto falacioso, demonstrando que a realidade e os números deixaram alguns incomodados e quando julgam que já todos se esqueceram dos dados de Pikettyn, joga-se a carta do calimero coitadinho, de quem todos tem inveja.

Cada um entende como quiser, mas a realidade é só uma a austeridade e a desigualdade concorrem para uma sociedade, onde cada vez mais as pessoas informadas, encaram a fuga ao fisco e as ilegalidades de forma negativa. Só alguém muito corrupto pode considerar como ricofobia um desejo de maior de combate à corrupção:


“A imaginação das pessoas é tremenda”. É assim que o inspector-geral da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) se refere ao trabalho não declarado, que tem cada vez mais peso em Portugal.
Em entrevista ao programa “Trabalho sem Fronteiras”, no âmbito da parceria Renascença/EURANET, Pedro Pimenta Braz revela que as modalidades detectadas pelos inspectores de trabalho são cada vez mais e mais criativas.

Há o trabalho não declarado “puro e duro”, de que as Finanças ou a Segurança Social não recebem qualquer indício e muito menos desconto, passando pela subdeclaração de salários, em que uma parte do rendimento é recebido “por fora e em dinheiro” por acordo entre patrão e trabalhador.

Verifica-se também outra fenómeno, o da nova moda do trabalho voluntário. Pedro Pimenta Braz espanta-se até com o que acontece a altos quadros, que só na hora de reclamar pelas indemnizações por despedimento é que assumem que receberam parte do salário sem o declarar.

Vale quase tudo para fugir ao fisco e à segurança social - Renascença



A economia não declarada ao fisco em Portugal rondava os 30 mil milhões de euros em 2008, ou 23 por cento do PIB, tendo tendência para aumentar com a crise, alertou hoje o observatório de gestão de fraude.


“Tem havido uma tendência de aumento, quer da economia não registada quer da fraude, em Portugal”, frisou Carlos Pimenta, presidente do Observatório de Economia e Gestão de Fraude (OBEGEF), à margem da conferência “Combatendo o crime na Europa”, que termina hoje, em Lisboa.

O valor português da economia não declarada, segundo o presidente do OBEGEF, “é 2,6 vezes o dos Estados Unidos, 2,3 vezes o da Suíça, 1,8 vezes o do Reino Unido e 1,5 vezes o da França”, sendo “similar ao espanhol e menor que o italiano e o grego”.

“As comparações com outros países desenvolvidos também revelam que os nossos ‘brandos costumes’ são uma constatação vazia”, sublinhou.


Economia não declarada ronda os 30 mil milhões de euros - PÚBLICO

E os "brandos costumes", tentam mascarar a corrupção como "medo aos ricos", quando na realidade somos um país de corruptos onde "os coxos protegem os coxos".
 
Uma coisa é também certa:

Se quem já tem no arranque 100 mil, for competente para multiplicar por 2 todos os anos durante 10 anos, dá uma abada a quem tem mil e é mais competente pois multiplica por 3 no mesmo período.

[;)]

Raios. Se tivesses escrito 12 anos: estavas errado.[:)]

Efectivamente em 12 anos o gajo que começou com 1000 passa à frente do que começou com 100mil. ( multiplicando por 2 ou 3 a cada ano que passa, respectivamente)[:D]
ano / K€ / 100K / 1K
[TABLE="width: 192"]
[TR]
[TD="width: 64, align: right"]1[/TD]
[TD="width: 64, align: right"]200[/TD]
[TD="width: 64, align: right"]3[/TD]
[/TR]
[TR]
[TD="align: right"]2[/TD]
[TD="align: right"]400[/TD]
[TD="align: right"]9[/TD]
[/TR]
[TR]
[TD="align: right"]3[/TD]
[TD="align: right"]800[/TD]
[TD="align: right"]27[/TD]
[/TR]
[TR]
[TD="align: right"]4[/TD]
[TD="align: right"]1600[/TD]
[TD="align: right"]81[/TD]
[/TR]
[TR]
[TD="align: right"]5[/TD]
[TD="align: right"]3200[/TD]
[TD="align: right"]243[/TD]
[/TR]
[TR]
[TD="align: right"]6[/TD]
[TD="align: right"]6400[/TD]
[TD="align: right"]729[/TD]
[/TR]
[TR]
[TD="align: right"]7[/TD]
[TD="align: right"]12800[/TD]
[TD="align: right"]2187[/TD]
[/TR]
[TR]
[TD="align: right"]8[/TD]
[TD="align: right"]25600[/TD]
[TD="align: right"]6561[/TD]
[/TR]
[TR]
[TD="align: right"]9[/TD]
[TD="align: right"]51200[/TD]
[TD="align: right"]19683[/TD]
[/TR]
[TR]
[TD="align: right"]10[/TD]
[TD="align: right"]102400[/TD]
[TD="align: right"]59049[/TD]
[/TR]
[TR]
[TD="align: right"]11[/TD]
[TD="align: right"]204800[/TD]
[TD="align: right"]177147[/TD]
[/TR]
[TR]
[TD="align: right"]12[/TD]
[TD="align: right"]409600[/TD]
[TD="align: right"]531441[/TD]
[/TR]
[/TABLE]
 
Espero que não seja repost. :o

Um betinho nunca tem uma história de vida. Porque nasceu rico. E isso explica tudo: o sucesso dele, o insucesso dos outros e até “o estado a que o país chegou”. Porque em Portugal, diz-se, “há muito dinheiro, ele está é mal distribuído”. E a culpa é sempre dos ricos

A ricofobia portuguesa | P3

Não é nenhum mito, é verdade que em Portugal o dinheiro está mal distribuído.


Milionários portugueses aumentam 11% na pior recessão desde 1975


Milionários portugueses aumentam 11% na pior recessão desde 1975 - Dinheiro Vivo
 
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