[Sociedade] Ricofobia Portuguesa!

Houve uma evolucao bastante grande nessa altura fruto do dinheiro chegado da UE e gasto ao desbarato. Quando se fala em viver acima das possibilidades, esta época é representativa disso.

Essa expressão do viver acima das possibilidades é um mito criado apenas para quem a proferiu fazer sentir as pessoas culpadas pela situação do país. Isso é falso e cobarde.

O endividamento global Português, ou seja, a soma da divida publica, privadas, famílias, financeira, etc., está na média da UE.

Neste conjunto de 8 países, Portugal fica atrás do Reino Unido, Irlanda e Espanha, e à frente da França, Alemanha, Itália e Grécia.

Os mais endividados na União Europeia Irlanda e Reino Unido - Expresso.pt
 
Última edição:
Sim, provavelmente uma privada...

Quero acreditar, na minha ingenuidade, que esses, os que têm o caminho facilitado, hão-de chegar a uma altura em que terão que forçosamente provar o que valem. E aí, no vamos ver, os haverá que se ficam, e os que dão a volta ao preconceito... espero eu.
Mesmo quando são burrinhos estão protegidos e portanto não caem tão fundo quanto caem os burrinhos pobres. Não sei se me faço entender? A proteção do privilégio está sempre lá. [;)]
 
Mesmo quando são burrinhos estão protegidos e portanto não caem tão fundo quanto caem os burrinhos pobres. Não sei se me faço entender? A proteção do privilégio está sempre lá. [;)]

Pois, por isso é que eu digo que quero acreditar na minha ingenuidade que algum dia essa protecção acabe...



Por outro lado... tivesse eu dinheiro a rodos, e não faria o mesmo pelo meu filho?!? Então não faria!???!! Sejamos realistas...
 
Pois, por isso é que eu digo que quero acreditar na minha ingenuidade que algum dia essa protecção acabe...



Por outro lado... tivesse eu dinheiro a rodos, e não faria o mesmo pelo meu filho?!? Então não faria!???!! Sejamos realistas...
Claro que sim, mas não é isso que agora debatemos. [;)]

Em relação à proteção acabar, ela só acaba se o dinheiro e/ou o poder acabar, o que, embora já tenha ocorrido, não é ainda assim uma vulgaridade.
 
Um caso flagrante em que há esta reacção de criticar e dizer mal a alguém bem sucedido é o caso do Ronaldo.
Agora não te percebi. :confused: Tanto se goza com ricos como com pobres, ora aí está algo em que a igualdade social existe. Tome-se como exemplo o emplastro:

jornalista+e+emplastro.jpg
 
Agora não te percebi. :confused: Tanto se goza com ricos como com pobres, ora aí está algo em que a igualdade social existe. Tome-se como exemplo o emplastro:

Os mais bem sucedidos são muito mais alvos de criticas/maldicência.

Desde maricas a parolos, passando por corruptos, etc.
 
Os mais bem sucedidos são muito mais alvos de criticas/maldicência.

Desde maricas a parolos, passando por corruptos, etc.

Naturalmente! Se morrer um "zé ninguém" nenhum jornal o reporta!

Maldizer alguém que não tem nada não causa qualquer impacto [;)]

E avaliando friamente, são muito poucos - ou quase nenhuns - os que enriquecem sem jogos obscuros, corrupção ou roubos (que quando se trata de muito dinheiro tomam o nome de "desvio" em vez de "roubo").
 
Está tudo explicado:

«O mestre e PhD em psicologia do Departamento de Psicologia da Universidade Católica de Goiás (UCG), professor Dwain Santee, pioneiro no Brasil no estudo de primatas em campo, diz que o fato das pessoas falarem mal da vida alheia foi um grande passo na evolução humana, surgiu como uma prática da linguagem.
“O que acontece é que, por vezes, essa tendência é levada a extremos. Parte disso pode ser por causa de uma necessidade de competição. Assim, a pessoa pode se utilizar de uma estratégia para denegrir a reputação do outro, para que os outros se tornem desfavoráveis ou mal-falados, trazendo assim vantagens indiretas para o fofoqueiro”, destaca.»
 
Será isto ricofobia ou algo semelhante?

Um aluno de uma família humilde terá, se pretender estudar, de o fazer numa escola pública.

Um aluno de uma família abastada irá recorrer a um colégio, externato ou algo semelhante.

Será que isto faz diferença? Sim, faz toda a diferença, senão vejamos:

Conheço pessoalmente diversos alunos que, na escola pública, não passavam do medíocre/suficiente (nunca passavam do 11/12). Decidiram ir para a privada e mal lá chegaram, já no fim de um período, foram imediatamente brindados com dezoitos e dezanoves!

Na realidade e comparativamente com os colegas, esses alunos vão ter um aproveitamento fictício que lhes dará acesso a uma Universidade onde aqueles que não tiveram dinheiro para pagar as notas jamais conseguirão!

Esses "betos", em boa verdade, acabam por alcançar metas que os "não betos" não conseguem, fruto da capacidade financeira dois pais.

No "meu tempo", as notas do privado de nada valiam; tinham que se sujeitar às notas que obtivessem nos exames nacionais, e aí sim, betos ou não, estavam em relativo pé de igualdade, coisa que não acontece nos dias de hoje. Mais que raio de evolução!

Onde quero chegar é que os betos, fruto do dinheiro, têm sempre muito mais hipóteses de sucesso!



Este texto pode provocar muita azia a quem andou numa escola privada... Mas é a mais pura das verdades.
É uma situação pouco falada, não convém muita gente saber caso contrário chegam todos à média para entrar em medicina... Mas t~em de pesquizar para perceber como muitos entram para medicina e mais não digo.
 
Nem por sombras me parece que fosse mais fácil comprar fosse o que fosse nos anos 80. Basta pensar que tipo de habitação, carro, viagens, etc... as pessoas gozavam nesse tempo. Casa era arrendada, carro era a família todo no belo do 127 que só andava ao fim-de-semana, férias era ir de camionete à praia da costa,...
True a parte a bold [:D] Mitico 127
 
O que eu acho é que até aos finais dos anos 80 ( já para não falar dos anos 60 e anteriores ) havia menos por onde gastar. As pessoas ganhavam menos mas o dinheiro tambem se ia mais depressa, embora isto fosse mais notório nos anos 60 e anteriores, até ao 25 de Abril , que depois houve um aumento dos ordenados seguido do FMi que castrou novamente o poder de compra.

Mas o facto é que não havia tanto onde gastar mesmo para quem tinha bons ordenados , não havia telemoveis, computadores, e tanta " mariquice " que hoje é tida como indispensavel.

Aparelhagens e TV's eram mais caras mesmo comparando aos dias de hoje.

Já para não falar nos créditos que eram extremamente difíceis.

Em plenos anos 70, quem tinha dinheiro para comprar um Fiat 127 a pronto, ou um carocha, já era bem bom e tinha de ter uma profissão minimamente bem paga e poupar durante muito tempo.

Depois é que surgiu a facilidade ao crédito todos passámos a ser ricos, e a ter obrigatoriamente de ter carros bons e caros e telemóveis XPTO e casas na expo.

E aqueles que tinham comprado o 127 a pronto nos anos 70, agora são tidos como uma " sucata " [kiss]
 
Essa expressão do viver acima das possibilidades é um mito criado apenas para quem a proferiu fazer sentir as pessoas culpadas pela situação do país. Isso é falso e cobarde.

O endividamento global Português, ou seja, a soma da divida publica, privadas, famílias, financeira, etc., está na média da UE.

Neste conjunto de 8 países, Portugal fica atrás do Reino Unido, Irlanda e Espanha, e à frente da França, Alemanha, Itália e Grécia.

Os mais endividados na União Europeia Irlanda e Reino Unido - Expresso.pt

O endividamento pode ser tanto maior quanto a saúde da economia do país.

The 10 Countries Deepest in Debt - 24/7 Wall St.

Not all of the countries with extremely high debt relative to their GDPs are doing poorly. Government debt of Germany and Japan is high, but these countries can afford it. Their high debt-to-GDP ratios are balanced by relatively strong economies and wealthy populations. Germany has the highest GDP in Europe and the fourth highest in the world. While Japan’s economy was derailed by the earthquake and resulting nuclear tragedy, it remains the third-largest economy by GDP.

Though countries like Germany, France, UK, the U.S. and Japan continue to have relatively stable economies despite their massive debt, this may not always be the case. Last year, Standard & Poor’s downgraded both France and the U.S. from perfect AAA ratings. Yesterday, Moody’s gave France and the UK negative outlooks.
 
Em plenos anos 70, quem tinha dinheiro para comprar um Fiat 127 a pronto, ou um carocha, já era bem bom e tinha de ter uma profissão minimamente bem paga e poupar durante muito tempo.

(...)
E aqueles que tinham comprado o 127 a pronto nos anos 70, agora são tidos como uma " sucata " [kiss]

Não foi nos anos 70, mas deve ter sido em finais de 80, que o meu pai comprou um 127. E foi isso mesmo, comprado depois de muito esforço, com muita poupança! Quem me dera que ele o tivesse guardado (na altura vendeu-o para comprar um corsa, bem mais "familiar" [:D] )... era menina para o tirar da garagem ao fim de semana!
 
Da minha experiência, aquando da passagem do escudo para o euro os preços mais baixos dobraram todos. O que custava 50 escudos passou a custar 50 centimos, o 100 escudos passou a custar 1€ o que custava 200 escudos passou a custar 2€. A meu ver aproveitamento pelo facto das moedas serem muito semelhantes e portanto como a moeda de 100 escudos era parecida com a de 1€ o produto passou a custar 1€.

Quem não se lembra de levar uma nota de 500 escudos no bolso a um sabado à tarde e ir lanchar beber umas quantas e ainda trazer troco. Experimentem ir lá com 2.5€.

Agora a pergunta que se deixa no ar è; mesmo que não trocar de moeda os preços iriam subir ou não?
nos dias de hoje será que com 500 paus ias beber e lanchar e fazer troco? não nos estamos a iludir um pouco .
 
Última edição:
Essa expressão do viver acima das possibilidades é um mito criado apenas para quem a proferiu fazer sentir as pessoas culpadas pela situação do país. Isso é falso e cobarde.

O endividamento global Português, ou seja, a soma da divida publica, privadas, famílias, financeira, etc., está na média da UE.

Neste conjunto de 8 países, Portugal fica atrás do Reino Unido, Irlanda e Espanha, e à frente da França, Alemanha, Itália e Grécia.

Os mais endividados na União Europeia Irlanda e Reino Unido - Expresso.pt

Deves tomar em conta que no ponto de vista financeiro o governo è portuges assim como os bancos não interessa qual a entidade que tem culpa estamos esquecer que a nossa capacidade de criar riqueza ao lado de franca, Italia, Alemanha ou ate mesmo Espanha è claramente .... nem faço comentários. não è só a divida externa que conta mas a confiança dos credores confiança essa baseada em muitas variáveis não apenas a divida externa.
 
Este texto pode provocar muita azia a quem andou numa escola privada... Mas é a mais pura das verdades.
É uma situação pouco falada, não convém muita gente saber caso contrário chegam todos à média para entrar em medicina... Mas t~em de pesquizar para perceber como muitos entram para medicina e mais não digo.


Este ponto é deveras repugnante... Quantos andam aí com notas compradas??


Sent from my iPhone using Tapatalk
 
Será isto ricofobia ou algo semelhante?

Um aluno de uma família humilde terá, se pretender estudar, de o fazer numa escola pública.

Um aluno de uma família abastada irá recorrer a um colégio, externato ou algo semelhante.

Será que isto faz diferença? Sim, faz toda a diferença, senão vejamos:

Conheço pessoalmente diversos alunos que, na escola pública, não passavam do medíocre/suficiente (nunca passavam do 11/12). Decidiram ir para a privada e mal lá chegaram, já no fim de um período, foram imediatamente brindados com dezoitos e dezanoves!

Na realidade e comparativamente com os colegas, esses alunos vão ter um aproveitamento fictício que lhes dará acesso a uma Universidade onde aqueles que não tiveram dinheiro para pagar as notas jamais conseguirão!

Esses "betos", em boa verdade, acabam por alcançar metas que os "não betos" não conseguem, fruto da capacidade financeira dois pais.

No "meu tempo", as notas do privado de nada valiam; tinham que se sujeitar às notas que obtivessem nos exames nacionais, e aí sim, betos ou não, estavam em relativo pé de igualdade, coisa que não acontece nos dias de hoje. Mais que raio de evolução!

Onde quero chegar é que os betos, fruto do dinheiro, têm sempre muito mais hipóteses de sucesso!

As generalizações dão sempre um jeito do caraças.

O meu filho mais velho (que anda num colégio particular) fez este ano exame do nono ano. Em matemática a turma teve 11 cincos e nota mais baixa foi 74%. Que eu tenha conhecimento os exames foram nacionais e corrigidos fora da escola.
Muitos dos alunos tiveram uma nota superior no exame à que tinham obtido, entre eles o meu filho que teve 4 e no exame 5.

O meu filho e os colegas não são de certeza mais espertos que os outros, a diferença são os professores, agora cada um acredita no que quiser para se justificar a si próprio.
 
Voltar
Superior