Que vinho bebem?

Hoje ao jantar, do Alentejo, Vinha do Jeremias 2015, 95 pontos Robert Parker, Syrah, que é uma casta que eu gosto, altas expectativas e... para mim foi uma desilusão, muito fora do que se faz na casa João Portugal Ramos, é um vinho muito diferente, mas não no bom sentido, aroma bem marcante a pimenta vermelha, algum químico (tinta da china), na boca não é equilibrado, tem algumas pontas soltas, tanino algo áspero e nota-se o álcool, tornando-se um pouco agressivo no final, é assim um turbilhão de aspectos menos bons...

Nota: 17,0

Preço: 25€


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Diamondplus, 17 não é uma nota muito alta para um vinho que não apreciaste?

Não, porque apesar do vinho ter defeitos e me ter desiludido, ele tem alguma qualidade, infelizmente está desafinado.

Em relação ao vinho, pode ter-me calhado uma garrafa má, por vezes acontece.

Tenho ali a outra versão, a Vinha do Lázaro 2015, é um varietal da casta Touriga Nacional, veremos como será, mas agora vou a medo, sem confiança nenhuma. Eu que gosto tanto dos vinhos do João Portugal Ramos, o Jeremias nem parece ter sido feito por ele...
 
Não, porque apesar do vinho ter defeitos e me ter desiludido, ele tem alguma qualidade, infelizmente está desafinado.

Em relação ao vinho, pode ter-me calhado uma garrafa má, por vezes acontece.

Tenho ali a outra versão, a Vinha do Lázaro 2015, é um varietal da casta Touriga Nacional, veremos como será, mas agora vou a medo, sem confiança nenhuma. Eu que gosto tanto dos vinhos do João Portugal Ramos, o Jeremias nem parece ter sido feito por ele...

Já percebi porque deste o 17.
Um gajo tem que comprar as garrafas aos pares para tirar as teimas se teve azar na garrafa que abriu :)
 
Já percebi porque deste o 17.
Um gajo tem que comprar as garrafas aos pares para tirar as teimas se teve azar na garrafa que abriu :)

Esta felizmente não comprei igual, mas comprei a outra que pertence à colecção, é outra casta, Touriga Nacional, vamos ver se está afinado e corresponde desta vez às expectativas.

Aqui um pequeno excerto:

Na verdade, foi o seu filho João Maria, que entrou na empresa em 2014 e cada vez mais se encarrega da área de enologia (e que também já tinha desenvolvido a gama Pouca Roupa), a identificar dois vinhos de parcelas e a convencer o pai em engarrafá-los separadamente. Nasceram assim, de solo alentejano, dois vinhos novos de duas vinhas – o Vinha de São Lázaro e o Vinha do Jeremias, esta última mesmo ao lado da casa da quinta em Estremoz. O primeiro provém de uvas de Touriga Nacional a partir de solos de origem calcária, e o segundo maioritariamente de Syrah de solos xistosos, ambos fermentados em lagares de mármore, com pisa a pé e estágio em barrica.
 
Reparei que nos resultados grande ouro existem vinhos com diferenças consideráveis de preços no mercado. Tecnicamente são vinhos de qualidade idêntica por estarem no grupo grande ouro?

Sim, são vinhos escolhidos pela sua qualidade independentemente do preço. O júri não sabe o que está a provar.
Do regulamento: Os vinhos que na 1ª Fase (Júri Regular) tenham obtido a pontuação correspondente aMedalha de Ouro (> 90 pontos) serão submetidos a uma avaliação, a levar a efeito pelo Grande Júri, com vistaà atribuição dos Prémios GRANDE MEDALHA DE OURO.
 
Curioso mesmo. Issa valida que há vinhos mais baratos que têm qualidade idêntica ou superior a vinhos muito mais caros. Ou por outro lado, comprar vinhos caros não garante qualidade ou exclusivo dessa qualidade.

Eu sou grande forreta, por isso tenho de ver valor e bom custo benefício em tudo o que compro. Vou explorar melhor os resultados.
 
Curioso mesmo. Issa valida que há vinhos mais baratos que têm qualidade idêntica ou superior a vinhos muito mais caros. Ou por outro lado, comprar vinhos caros não garante qualidade ou exclusivo dessa qualidade.

Eu sou grande forreta, por isso tenho de ver valor e bom custo benefício em tudo o que compro. Vou explorar melhor os resultados.

Nota-se uma grande diferença entre vinhos correntes e de gama mais alta (a partir dos +-25€), a partir daí tens acesso ao que de melhor se faz em Portugal, há é diferenças de preços por factores externos (preço do terreno, manutenção da vinha, custo de produção, etc...)

É irrealista pensar que um vinho de 70€ vai dar o dobro do prazer que um de 35€, ou que é obrigatoriamente melhor, por vezes é o contrário, o de 35€ revela-se muito melhor vinho, depende de quem o faz e do que pedem por ele.
 
Nota-se uma grande diferença entre vinhos correntes e de gama mais alta (a partir dos +-25€), a partir daí tens acesso ao que de melhor se faz em Portugal, há é diferenças de preços por factores externos (preço do terreno, manutenção da vinha, custo de produção, etc...)

É irrealista pensar que um vinho de 70€ vai dar o dobro do prazer que um de 35€, ou que é obrigatoriamente melhor, por vezes é o contrário, o de 35€ revela-se muito melhor vinho, depende de quem o faz e do que pedem por ele.

Eu acima desse valor (25/30) começo a ter dificuldade em perceber a diferença para um vinho de 70/80€
Até já paguei 125€ por um vinho, óptimo , mas não sinto que valha a pena para o meu paladar
 
Eu acima desse valor (25/30) começo a ter dificuldade em perceber a diferença para um vinho de 70/80€
Até já paguei 125€ por um vinho, óptimo , mas não sinto que valha a pena para o meu paladar

Também acho um bocado isso.

Num jantar que fiz há tempos com um casal amigo, eles abriram um Scala Coeli é um Pêra Manca ambos tintos e este último de um ano que na altura era uma fortuna.

O Scala é um vinho tão bom, que o Pêra Manca só me pareceu ligeiramente melhor, apesar de custar várias vezes o preço.
 
Ora bem, hoje ao jantar, Vinha de S. Lázaro 2015, varietal de Touriga Nacional, tem o pedigree da Vinha do Jeremias, mas é mais assertivo, no entanto é um vinho que mesmo com os seus já quase 6 anos, continua muito jovem, precisa de mais 2 a 3 anos para limar as arestas.

Em conclusão, achei estes dois vinhos Family Collection abaixo das expectativas, tanto o Marquês de Borba como o Quinta da Viçosa são muito superiores a estes, tanto na prova imediata como na guarda, onde se revelam vinhos bastante extraordinários.


Nota: 17,5

Preço: 25€


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Nota-se uma grande diferença entre vinhos correntes e de gama mais alta (a partir dos +-25€), a partir daí tens acesso ao que de melhor se faz em Portugal, há é diferenças de preços por factores externos (preço do terreno, manutenção da vinha, custo de produção, etc...)

É irrealista pensar que um vinho de 70€ vai dar o dobro do prazer que um de 35€, ou que é obrigatoriamente melhor, por vezes é o contrário, o de 35€ revela-se muito melhor vinho, depende de quem o faz e do que pedem por ele.
A questão é que estão ali vinhos de 10 euros a ombrear talvez com alguns 10x mais caros?

Pois, esses factores externos que fazem disparar tanto o preço, é porque funcionam.
 
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