Qual é a relevância do binário (torque)?

Onde foste buscar esta equação? por análise dimensional
m/s^2 = N/m / kg. Falta aí alguma coisa não?

Tens razão, acho que me esqueci de um "time" no denominador, removi-a do comentário e logo penso no assunto.

Lá se foi a tese de que vou copiar as coisas às sebentas do técnico. [:D]
 
Certíssimo. Enganei me a escrever mas a ideia está lá.

Por haver erros não quer dizer que não se tenha copiado. Infelizmente sei por experiência própria a quantidade absurda de erros que estão nas sebentas do ist.

Não vale a pena falares com essa pessoa.

Eu apercebi-me da gralha mas ainda assim fui verificar e de facto penso que faltava multiplicar a massa pela velocidade ao quadrado (é demasiado tarde para estar a ter certezas).

Essa pessoa nem se deu ao trabalho de verificar se após a correcção da gralha as unidades já batiam certo, e ficou a achar que bateriam certo e portanto a fórmula estaria correcta, daí a boca que ele mandou.

São as figuras que certas pessoas fazem quando tentam fazer-se passar por espertas mandando boquinhas estratégicas, sem na realidade estarem a perceber o assunto.

Olha, já fez as contas.
 
Última edição:
São função da curva de binário E da de potência.

De resto não posso dizer que a tua experiência prática esteja errada, o que está errado é a tua interpretação do que acontece e as conclusões que tiras.

k18nfiL.gif


Tens esta função simples da aceleração em função da potência, massa e velocidade.

Repara no que tens no denominador e no numerador e quais as consequências de alterar cada um dos valores.

Repara especialmente no facto de a velocidade estar no denominador e repensa as partes a negrito.
(acrescenta também o facto de a resistência do ar aumentar exponencialmente com a velocidade)


Agora já sabes a história completa, já sabes porque é que é isto que acontece, e esperemos nós, já não cairás no erro de criar uma noção errada acerca da natureza do binário sem saber tudo o que está em jogo.


Agora deixo-te para pensares porque é que é mais útil falar-se em potências.

Ah! E esqueci-me do mais importante. Tens de descobrir porque é que a frase que citaste não está errada.
Já andas às voltas?
Esse teu discurso já é recorrente.
Vamos simplificar?

Um motor acelera mais rapidamente, em qual das seguintes situações?

A - no intervalo do regime de potência máxima, por exemplo se obter a potência máxima entre as 5000 e as 6000 rpm.

Ou,

B - no intervalo do regime de binário máximo, por exemplo entre as 2000 e as 3000 rpm.

Responde objetivamente à pergunta sem contorcionismos!
 
Quando o binário é anunciado pelo fabrincante é o binário nas rodas certo?

Não.

Os fabricantes anunciam sempre binário e potência do motor. O binário nas rodas teria de incluir um conjunto de outros factores tais como as perdas na transmissão e o factor de desmultiplicação da transmissão resultante da caixa e da mudança engrenada bem como do diferencial.
 
Já andas às voltas?
Esse teu discurso já é recorrente.
Vamos simplificar?

Um motor acelera mais rapidamente, em qual das seguintes situações?

A - no intervalo do regime de potência máxima, por exemplo se obter a potência máxima entre as 5000 e as 6000 rpm.

Ou,

B - no intervalo do regime de binário máximo, por exemplo entre as 2000 e as 3000 rpm.

Responde objetivamente à pergunta sem contorcionismos!


Lá está... se se entenderem os conceitos, responder fica muito mais fácil.

Estamos a falar de um motor isoladamente, certo? Logo acelerar significa o aumento de rotações do motor. Ora o que produz o aumento de rotações do motor é o binário. Um motor vai acelerar mais rapidamente no momento em que o seu binário for máximo!

No entanto se aplicares a um veículo a coisa pode ser ligeiramente diferente porque aí mudamos para uma realidade onde convertes a rotação do motor em movimento linear e onde existe uma caixa de velocidades. Tal como no motor, o momento em que o veículo vai acelerar mais rapidamente é quando o binário à roda for máximo. Ora o binário à roda depende não só do binário do motor mas também da desmultiplicação da caixa de velocidade. Assim sendo é verdade que numa determinada mudança, imaginemos em 3ª, o momento onde o carro acelerará mais será o momento onde o binário do motor (e consequentemente o binário à roda) for máximo.

Mas é possível uma outra situação. Imagina que estás no binário máximo (2500 rpm) em 3ª. Isso gera um determinado binário à roda. É possível que consigas gerar um binário à roda maior, reduzindo para 2ª velocidade. Embora em 2ª estejas com um binário de motor menor, o binário à roda é maior e consequentemente vais acelerar mais nesse momento. Teríamos de ter valores reais para fazer contas exactas mas a ideia é esta.

Em suma, é o binário que faz o motor ou o veículo acelerar... no entanto, quando metes uma transmissão, é possível que num determinado momento consigas melhor aceleração fora do regime de binário máximo do motor porque a transmissão te permite multiplicar o binário do motor e aplicá-lo à roda.
 
Já andas às voltas?
Esse teu discurso já é recorrente.
Vamos simplificar?

Um motor acelera mais rapidamente, em qual das seguintes situações?

A - no intervalo do regime de potência máxima, por exemplo se obter a potência máxima entre as 5000 e as 6000 rpm.

Ou,

B - no intervalo do regime de binário máximo, por exemplo entre as 2000 e as 3000 rpm.

Responde objetivamente à pergunta sem contorcionismos!

Se fores atrás de outro veiculo, em 5ª a 2000 rotações a 80km/h, supondo que é o regime de regime de binário máximo e precisares de uma aceleração para ultrapassar rapidamente o que fazes?
A-carregas no acelerador e ultrapassas
B-Metes uma abaixo. Ou duas.
 
Lá está... se se entenderem os conceitos, responder fica muito mais fácil.

Estamos a falar de um motor isoladamente, certo? Logo acelerar significa o aumento de rotações do motor. Ora o que produz o aumento de rotações do motor é o binário. Um motor vai acelerar mais rapidamente no momento em que o seu binário for máximo!

No entanto se aplicares a um veículo a coisa pode ser ligeiramente diferente porque aí mudamos para uma realidade onde convertes a rotação do motor em movimento linear e onde existe uma caixa de velocidades. Tal como no motor, o momento em que o veículo vai acelerar mais rapidamente é quando o binário à roda for máximo. Ora o binário à roda depende não só do binário do motor mas também da desmultiplicação da caixa de velocidade. Assim sendo é verdade que numa determinada mudança, imaginemos em 3ª, o momento onde o carro acelerará mais será o momento onde o binário do motor (e consequentemente o binário à roda) for máximo.

Mas é possível uma outra situação. Imagina que estás no binário máximo (2500 rpm) em 3ª. Isso gera um determinado binário à roda. É possível que consigas gerar um binário à roda maior, reduzindo para 2ª velocidade. Embora em 2ª estejas com um binário de motor menor, o binário à roda é maior e consequentemente vais acelerar mais nesse momento. Teríamos de ter valores reais para fazer contas exactas mas a ideia é esta.

Em suma, é o binário que faz o motor ou o veículo acelerar... no entanto, quando metes uma transmissão, é possível que num determinado momento consigas melhor aceleração fora do regime de binário máximo do motor porque a transmissão te permite multiplicar o binário do motor e aplicá-lo à roda.
A questão que eu coloque tem que ser vista de uma forma genérica, ou seja independentemente da caixa de velocidades. e do vento e da pressão atmosférica e da humidade relativa e do combustível... Mas já estou a imaginar que vão pegar nisso tudo.

Ou seja, independentemente de tudo onde é que se obterão maiores acelerações? Em função do binário máximo ou da potência máxima? Tu referes, tal como eu, que o binário máximo provocará a aceleração máxima. Eu acrescento só que é válido para todas as relações de caixa.

Agora obviamente acelerará mais rapidamente nas relações mais baixas. Mas a minha pergunta pode e deve ser interpretada de forma isolada e genericamente.
 
Se fores atrás de outro veiculo, em 5ª a 2000 rotações a 80km/h, supondo que é o regime de regime de binário máximo e precisares de uma aceleração para ultrapassar rapidamente o que fazes?
A-carregas no acelerador e ultrapassas
B-Metes uma abaixo. Ou duas.
A minha questão não visava a relação com a caixa de velocidades. Nesse caso provavelmente mandarias uma a baixo e sub ias para um regime de binário motor inferior. Acontece é que a desmultiplicação da caixa permite-te obter um binário à roda superior. Logo acelerações maiores, logo ultrapassagem realizada mais rapidamente.

Mas isso acontece por causa da caixa. O meu exemplo é genérico ou seja, independentemente desses fatores.
 
A minha questão não visava a relação com a caixa de velocidades. Nesse caso provavelmente mandarias uma a baixo e sub ias para um regime de binário motor inferior. Acontece é que a desmultiplicação da caixa permite-te obter um binário à roda superior. Logo acelerações maiores, logo ultrapassagem realizada mais rapidamente.

Mas isso acontece por causa da caixa. O meu exemplo é genérico ou seja, independentemente desses fatores.

Voltando então ao assunto do tópico, porque é que eu acho que é mais util falar-se em potência? Apelando à vossa intuição:

Porque a partir do momento em que temos um sistema de transmissão a potência é o que melhor nos indica o binário que podemos ter nas rodas.



Recordemos então:

Temo não ter fundamentos suficientes para discordar de ti, mas isto que disseste não está correto:

Por exemplo se eu quero maximizar a aceleração, subir mais facilmente uma subida, ou transportar facilmente uma carga, eu vou querer manter-me nas faixas de rpm em que a potência é maior.

Isso tudo que referes acontece não no regime em que a potência é maior, mas sim nos regimes em que o binário é maior.

A aceleração, e consequentemente a facilidade de vencer subidas, são função da curva de binário e não dá de potência.
Se tiveres um motor com uma curva de binário plana e no máximo do seu valor entre as 2000 e as 3000 rpm, quer dizer que vai ser nesse intervalo que as acelerações vão ser maiores. Se esse mesmo motor tiver a potência máxima plana entre as 5000 e as 6000 rpm, não vai ser nesse regime que vai acelerar mais rápido.

Percebes agora porque é que a afirmação afinal está correcta?


Aconselho a observares bem esta equação e tentares relacioná-la com a tua experiência, fiquei com a ideia que tu ignoraste grande parte da resposta que te dei a este comentário...

k18nfiL.gif



Já com o binário no motor temos de ter em conta mais umas quantas variáveis:

uncoimw.gif


(para sermos mais rigorosos podemos ainda subtrair em ambas as equações uma função para os atritos e resistência do vento: f(speed))
 
Última edição:
Voltando então ao assunto do tópico, porque é que eu acho que é mais util falar-se em potência? Apelando à vossa intuição:

Porque a partir do momento em que temos um sistema de transmissão a potência é o que melhor nos indica o binário que podemos ter nas rodas.



Recordemos então:



Percebes agora porque é que a afirmação afinal está correcta?


Aconselho a observares bem esta equação e tentares relacioná-la com a tua experiência, fiquei com a ideia que tu ignoraste grande parte da resposta que te dei a este comentário...

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1 A afirmação está errada.
2 A aceleração é função da curva de binário. Ou seja, as maiores acelerações coincidem com os valores de binários máximos
3 Não respondeste às minhas perguntas
4 Insistes no mesmo discurso mas não consegues rebater o que eu disse.
5 Aplica a tua fórmula a este gráfico de curvas de potência e binário. Vais fartar de te rir.

Potência é o binário multiplicado pelas rpm... portanto não existe potência sem binário (e rpm).

Os valores máximos de potência ou binário também pouco dizem... o que realmente interessa é a curva de binário (ou potência).

vw_tsi_2016.jpg
 
Voltando então ao assunto do tópico, porque é que eu acho que é mais util falar-se em potência? Apelando à vossa intuição:

Porque a partir do momento em que temos um sistema de transmissão a potência é o que melhor nos indica o binário que podemos ter nas rodas.

Eu confesso que sou um básico nestas coisas, mas gosto de aprender. Acho todavia que a afirmação acima não está correta.

Então na mesma relação de caixa a desmultiplicação e a transmissão é a mesma. Imaginando que vamos em 5ª num qualquer veículo que tem a faixa de binário máximo entre as 2000 e as 3000rpm, e a potencia máxima entre as 4000 e as 5000rpm, esse veículo vai demorar menos tempo entre as 2k e as 3k do que entre as 4k e as 5k. Se a relação de caixa é a mesma, a diferença de velocidade entre as 2k e as 3k será a mesma do que entre as 4k e as 5k, logo a aceleração será maior no pico de binário e não no pico de potência.

Ups, podia ter dito só que concordo com o nebuchadnezzar (raio de nick, pá!) e não com o rrrfff.

Volto a referir que sou um leigo na matéria, mas esta é a minha perceção empírica.
 
A minha questão não visava a relação com a caixa de velocidades. Nesse caso provavelmente mandarias uma a baixo e sub ias para um regime de binário motor inferior. Acontece é que a desmultiplicação da caixa permite-te obter um binário à roda superior. Logo acelerações maiores, logo ultrapassagem realizada mais rapidamente.

Mas isso acontece por causa da caixa. O meu exemplo é genérico ou seja, independentemente desses fatores.

Imaginemos a seguinte situação:
Sigo a 80km/h->2000rpms com o binário máximo, carrego no acelerador a fundo e aumento para 100 km/h e estabilizo a velocidade.
A seguir, a 100km/h, supondo que o binário passou para 90% do máximo, mas a potência dísponível aumentou 12.5% (100*0.9/80) torno a carregar no acelerador a fundo até aos 120 km/h
Desprezando a resistência do ar, em qual situação consigo melhor tempo?
 
1 A afirmação está errada.
2 A aceleração é função da curva de binário. Ou seja, as maiores acelerações coincidem com os valores de binários máximos
3 Não respondeste às minhas perguntas
4 Insistes no mesmo discurso mas não consegues rebater o que eu disse.
5 Aplica a tua fórmula a este gráfico de curvas de potência e binário. Vais fartar de te rir.

1. Foi demonstrado que está correcta, porque 2:
2. No regime de maior potência consegue-se obter mais binário às rodas, logo, mais aceleração.
3.

Dois veículos rigorosamente iguais, com o mesmo motor, a circular lado a lado à mesma velocidade.
A no regime de potência máxima a 6000 rpm.
B no regime de binário máximo a 3000 rpm.
No instante em que ambos ponham o pé a fundo no acelerador, A vai sentir maior aceleração.

4. No regime de maior potência consegue-se obter mais binário às rodas, logo, mais aceleração.
5. A fórmula foi derivada desta forma:


Alguma coisa de errado?
 
Última edição:
Então na mesma relação de caixa a desmultiplicação e a transmissão é a mesma. Imaginando que vamos em 5ª num qualquer veículo que tem a faixa de binário máximo entre as 2000 e as 3000rpm, e a potencia máxima entre as 4000 e as 5000rpm, esse veículo vai demorar menos tempo entre as 2k e as 3k do que entre as 4k e as 5k. Se a relação de caixa é a mesma, a diferença de velocidade entre as 2k e as 3k será a mesma do que entre as 4k e as 5k, logo a aceleração será maior no pico de binário e não no pico de potência.

O ppais já explicou porque é que isso seria verdade para uma determinada relação, mas num carro consegues maiores acelerações, a grosso modo, à volta do regime de potência máxima.

Aqui está a explicação dele:

Lá está... se se entenderem os conceitos, responder fica muito mais fácil.

Estamos a falar de um motor isoladamente, certo? Logo acelerar significa o aumento de rotações do motor. Ora o que produz o aumento de rotações do motor é o binário. Um motor vai acelerar mais rapidamente no momento em que o seu binário for máximo!

No entanto se aplicares a um veículo a coisa pode ser ligeiramente diferente porque aí mudamos para uma realidade onde convertes a rotação do motor em movimento linear e onde existe uma caixa de velocidades. Tal como no motor, o momento em que o veículo vai acelerar mais rapidamente é quando o binário à roda for máximo. Ora o binário à roda depende não só do binário do motor mas também da desmultiplicação da caixa de velocidade. Assim sendo é verdade que numa determinada mudança, imaginemos em 3ª, o momento onde o carro acelerará mais será o momento onde o binário do motor (e consequentemente o binário à roda) for máximo.

Mas é possível uma outra situação. Imagina que estás no binário máximo (2500 rpm) em 3ª. Isso gera um determinado binário à roda. É possível que consigas gerar um binário à roda maior, reduzindo para 2ª velocidade. Embora em 2ª estejas com um binário de motor menor, o binário à roda é maior e consequentemente vais acelerar mais nesse momento. Teríamos de ter valores reais para fazer contas exactas mas a ideia é esta.

Em suma, é o binário que faz o motor ou o veículo acelerar... no entanto, quando metes uma transmissão, é possível que num determinado momento consigas melhor aceleração fora do regime de binário máximo do motor porque a transmissão te permite multiplicar o binário do motor e aplicá-lo à roda.
 
Imaginemos a seguinte situação:
Sigo a 80km/h->2000rpms com o binário máximo, carrego no acelerador a fundo e aumento para 100 km/h e estabilizo a velocidade.
A seguir, a 100km/h, supondo que o binário passou para 90% do máximo, mas a potência dísponível aumentou 12.5% (100*0.9/80) torno a carregar no acelerador a fundo até aos 120 km/h
Desprezando a resistência do ar, em qual situação consigo melhor tempo?

Segundo o rrrfff de 100 a 120 demoro menos.
Segundo o nebuchadnezzar demoro mais.

A resposta a esta questão esclarecia muita coisa.
 
Segundo o rrrfff de 100 a 120 demoro menos.
Segundo o nebuchadnezzar demoro mais.

A resposta a esta questão esclarecia muita coisa.

Nada disso.

Vê o que está no denominador:

k18nfiL.gif



A energia cinética aumenta com o quadrado da velocidade, ao acelerares de 100 para 120 precisas de ganhar mais energia cinética do que de 80 para 100.
Sem falar com a resistência do ar que também aumenta com o quadrado da velocidade.
 
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