Qual é a relevância do binário (torque)?

manelov, eu não percebi bem esses dados que colocas aí:

tens dois dados relativos a recuperação 80-120 em 6ª - qual o correto? (imagino que no primeiro 80-120 seja um erro e na realidade queiram dizer 60-100).

Parece-me também que sem saber as rotações a que são feitas essas recuperações e qual o binário nessas mesmas recuperações não consegues ter dados concretos. É possível que as rotações nas recuperações mais baixas estejam abaixo do binário máximo do carro, por exemplo?

É verdade. Eu também gostava de saber em que faixa de utilização do motor elas são feitas.
 
A energia cinética aumenta com o quadrado da velocidade, ao acelerares de 100 para 120 precisas de ganhar mais energia cinética do que de 80 para 100.
Sem falar com a resistência do ar que também aumenta com o quadrado da velocidade.

A aceleração corresponde à taxa de variação de energia cinética.
Se fizeres as contas vais ver que vai bater certo com a equação a=f/m.
Tem de bater certo! [:p]

Não fico triste nem contente, na equação da aceleração tens a potência no numerador e a velocidade no denominador, portanto não se podem tirar conclusões sem se analisar como estes dois valores vão evoluir um em relação ao outro.

No 1º post, segundo percebi, dizes que a aceleração entre 100 e 120 é menor que entre 80 e 100 devido à variação da energia cinética. Isto mantendo a "força" actuante. Foi isto que eu considerei errado.
 
Quanto à última polémica: é óbvio que, para uma determinada velocidade, a aceleração será máxima se for usada a potência máxima.

Eu bem que mencionei que o papel da caixa de velocidades estava a ser esquecido por muita gente...
 
Certo, mas isso já mete caixa à mistura, o ppais até diz que a maior aceleração é conseguida no regime de binário máximo. Claro que se meteres uma abaixo vais ter mais aceleração, mas fruto da menor desmultiplicação da caixa na relação inferior (que passa maior binário à roda, mas mantém o mesmo binário no motor).

Na mesma relação de caixa é no regime de binário máximo que a aceleração é maior, e não no regime de potência máxima, certo?

Obviamente qualquer carro tem mais aceleração em primeira do que em quinta, mas isso não tem a ver com a questão inicial do tópico, certo?

A ver se fico a perceber alguma coisa disto.
A questão é que os carros têm caixa de velocidades!

Por causa da caixa de velocidades é possível num regime de binário mais baixo no motor ter mais binário nas rodas.

É a potência que indicia o binário que é possível ter nas rodas.


Daí a questão do tópico!

Repara:
A aceleração é dada pela força a dividir pela massa.
A força é o binário nas rodas a dividir pelo raio das rodas.
O binário nas rodas é o binário do motor vezes a relação da transmissão.
No final ficas com esta equação:

uncoimw.gif



E aqui vês que o problema de olhar apenas para o valor do binário do motor é que a aceleração vai também de outras variáveis, relacionadas com a transmissão e o raio das rodas.

Por outro lado tens esta equação:

k18nfiL.gif


Que é mais directa e intuitiva. Permite-te melhores comparações porque não tens de ter em conta a relação da transmissão nem o raio das rodas.

É claro que para uma dada relação num determinado carro, a segunda fracção da primeira equação é constante, por isso aí é possível experienciares maior aceleração onde tiveres maior binário.

Isto é explicado também porque numa mesma relação mais rpm significa maior velocidade, e na segunda equação podemos perceber que quanto maior a velocidade mais potência necessitamos para acelerar.

O problema é quem não compreende todos estes conceitos facilmente cai no erro de generalizar aquilo que observa numa dada mudança e concluir "maior binário = mais aceleração", o que já concluímos que não é verdade a partir do momento em que podemos engrenar mudanças com relações diferentes e assim aumentar o binário nas rodas.

Resumindo, o binário nas rodas "é o que interessa", e o binário do motor só tem relação directa com o binário nas rodas numa mudança específica. A partir do momento em que temos várias mudanças disponíveis, nós vamos conseguir maior binário nas rodas naquela em que consigamos meter o motor em regime de maior potência.

Desculpem o quote mal amanhado, mas esta frase correta não poderia ser:

Se eu quero maximizar a aceleração, subir mais facilmente uma subida, ou transportar facilmente uma carga, eu vou querer manter-me nas rpm e relação de caixa em que o binário à roda é superior.

Estou correto?
Sim, a não ser que algo me esteja a escapar as frases são equivalentes visto que:

Nós vamos conseguir maior binário nas rodas naquela em que consigamos meter o motor em regime de maior potência.

No 1º post, segundo percebi, dizes que a aceleração entre 100 e 120 é menor que entre 80 e 100 devido à variação da energia cinética. Isto mantendo a "força" actuante. Foi isto que eu considerei errado.
Por favor não metas palavras na minha boca.

O que digo na 1.ª citação é unicamente que é necessário ganhar mais energia cinética dos 100 aos 120 do que dos 80 aos 100.
Na 2.ª citação explico então que a evolução da aceleração depende de como a potência e a velocidade evoluam.

Se queres tirar conclusões estás à vontade, mas independentemente de essas conclusões estarem correctas ou erradas por favor não digas que fui eu que as disse.

Quanto à última polémica: é óbvio que, para uma determinada velocidade, a aceleração será máxima se for usada a potência máxima.

Eu bem que mencionei que o papel da caixa de velocidades estava a ser esquecido por muita gente...
Touché. Mas acho que algumas pessoas já começaram a perceber isso.

Este tópico só tem reforçado ainda mais que deveríamos falar mais de potências do que de binário.

Não que uma seja mais importante que a outra, como tu dizes, são a face da mesma moeda.

É mais porque a potência permite de forma mais directa tirar certas conclusões, e muita gente simplesmente confunde o binário com a potência.
 
Última edição:
instant-torque-graph.jpg


Este gráfico diz-vos alguma coisa?
Nos instantes iniciais, apesar do torque ser constante, no carro eléctrico, a aceleração é cada vez maior.
 
Errado, não te adianta de nada teres binário se não tiveres potência.

Por exemplo um motor com 1000 Nm de binário às 500 rpm e a partir daí decresce mais depressa do que as rpm sobem, esse motor não iria puxar nada de jeito.



Precisamente, a curva de potência já nos dá directamente o que precisamos saber, inclusive permite-nos deduzir a curva de binário.

Por isso é que não percebo a relevância de se falar em binário para o comum dos mortais. A potência é que nos dá directamente o que necessitamos saber.

Por exemplo se eu quero maximizar a aceleração, subir mais facilmente uma subida, ou transportar facilmente uma carga, eu vou querer manter-me nas faixas de rpm em que a potência é maior.



Mas repara que para uma dada rpm a potência e binário são directamente proporcionais.

Dizeres que um carro tem binário disponível a baixas rpm é literalmente dizeres que tem potência disponível a baixas rpm.

Isto é, teres 250 Nm a 2000 rpm significa teres 70 hp; a estas rpm, teres o dobro do binário (500 Nm) significa teres o dobro da potência (140 hp).

Portanto todas estas conclusões são dedutíveis a partir da curva de potência, e a potência é o que precisamos para vencer a inércia, a gravidade, a resistência do ar, etc.

A potência é o que nos dá acelerações "rápidas", altas velocidades de ponta e facilidade em fazer subidas e transportar cargas.



Quanto à questão da eficiência penso que nem sempre coincide com a curva de binário (mas não tenho a certeza), de qualquer das formas seria mais interessante e fiável ver uma curva de eficiência.

De resto seria repetir o que já respondi para as citações anteriores. O binário está relacionado com a potência, mas a potência dá-nos mais directamente aquilo que interessa ao comum dos mortais.

Isto é, dares-me uma curva de binário ou ao invés dares-me a curva de potência é irrelevante, ambas possuem a mesma informação, a curva de binário é dedutível a partir da curva de potência e vice-versa. A única questão é que a curva de potência dá-nos mais directamente a informação mais relevante para o comum dos mortais. Para quê falar-se em binários?

Onde é que está a referência à caixa de velocidades? Rein, nicles, batatas, nada... Mas depois já te deu jeito inverteres o discurso.

A potencia é directamente o que precisamos para combater a inercia e a resistencia do vento.

A potencia é o que nos dá menores tempos dos 0 aos 100 e maiores velocidades de ponta (desde que a caixa de velocidades esteja optimizada para tal).

O binario diz-nos o quê? Porque é que ouço tanto falar-se em binário quando poderíamos simplesmente falar em potências?

Pois realmente quem começa assim não deve ir longe. Mas afinal tinhas dúvidas para abrires um tópico, ou já vinhas cheio de certezas?

Resumindo, por tudo aquilo que eu te disse, o binário indica-te, na proporção direta, a capacidade de aceleração que tens disponível.
No ponto de binário máximo, terás a aceleração máxima disponível pelo motor. O binário é o que faz o motor andar, a potência é consequência, do efeito do binário aplicado no motor. Representa a força que o motor disponibiliza, se achas isso pouco, se achas que isso não interessa para nada... O binário é uma grandeza vectorial e por isso, tem ponto de aplicação, tem sentido, tem direção e norma. A potência tem valor. O binário é a causa, a potência é a consequência. Novamente se achas que não saberes onde é aplicado (há quem julgue que a potência declarada se lê à roda, imagina), não saberes o sentido de rotação, o valor e a direção, não interessa para nada... Nem comento. O binário pode ser interpretado apenas pelo seu valor máximo, vale tanto como a potência máxima (em termos de valor absoluto, apenas), ou relacionando com as rotações. Nesse caso, as acelerações disponibilizadas pelo motor, serão função direta da curva de binário. E não da da potência conforme tu referes erradamente. Ou seja, quando o seu valor é máximo, as acelerações são máximas.

Se achas isto pouco...
 
Convém as pessoas perceberem o seguinte, dois carros similares, A e B circulam a 50 km/h:

A está numa mudança em que o motor tem um regime de 4000 rpm àquela velocidade.
B está numa mudança em que o motor tem um regime de 2000 rpm àquela velocidade.
O motor de A tem 200 Nm disponíveis a 4000 rpm.
O motor de B tem 400 Nm disponíveis a 2000 rpm.

No momento em que ambos metam o pé no acelerador a fundo, o coice sentido por ambos nesse instante será igual, mesmo o carro A tendo metade do binário disponível naquele momento.
Porquê? Porque ambos têm 112 hp de potência disponível naquele instante.

Meu, então e a caixa?! [:)][:)][:)]

Ah, pois, ontem não havia caixa...

A caixa só nasceu hoje, porque te dava jeito! [:cool:]

Só tangas, é o que nos dás! [:D]
 
No início, era assim:

A potencia é directamente o que precisamos para combater a inercia e a resistencia do vento.

A potencia é o que nos dá menores tempos dos 0 aos 100 e maiores velocidades de ponta (desde que a caixa de velocidades esteja optimizada para tal).

O binario diz-nos o quê? Porque é que ouço tanto falar-se em binário quando poderíamos simplesmente falar em potências?

Sabias tão pouco sobre o binário, mas tão pouco, tão pouco, que nem sabias que levava acento! [:D]

Agora é assim:

Por causa da caixa de velocidades é possível num regime de binário mais baixo no motor ter mais binário nas rodas.

A força é o binário nas rodas a dividir pelo raio das rodas.
O binário nas rodas é o binário do motor vezes a relação da transmissão.

E aqui vês que o problema de olhar apenas para o valor do binário do motor é que a aceleração vai também de outras variáveis, relacionadas com a transmissão e o raio das rodas.

É claro que para uma dada relação num determinado carro, a segunda fracção da primeira equação é constante, por isso aí é possível experienciares maior aceleração onde tiveres maior binário.

O problema é quem não compreende todos estes conceitos facilmente cai no erro de generalizar aquilo que observa numa dada mudança e concluir "maior binário = mais aceleração", o que já concluímos que não é verdade a partir do momento em que podemos engrenar mudanças com relações diferentes e assim aumentar o binário nas rodas.

Resumindo, o binário nas rodas "é o que interessa", e o binário do motor só tem relação directa com o binário nas rodas numa mudança específica. A partir do momento em que temos várias mudanças disponíveis, nós vamos conseguir maior binário nas rodas naquela em que consigamos meter o motor em regime de maior potência.

Nós vamos conseguir maior binário nas rodas naquela em que consigamos meter o motor em regime de maior potência.

Este tópico só tem reforçado ainda mais que deveríamos falar mais de potências do que de binário.

É mais porque a potência permite de forma mais directa tirar certas conclusões, e muita gente simplesmente confunde o binário com a potência.

Ou seja, o binário, passou de um termo "que não nos diz nada", para o principal tema do dia seguinte! [:D]
 
nebuchadnezzar, mas alguém acredita que tu achaste que estávamos a falar de carros sem caixa de velocidades?

Epá, a sério, achas que é isso que te vai fazer parecer melhor na fotografia? É que nem faria sentido nenhum.


Tens um carro com binário máximo às 3000 rpm e potência máxima às 6000 rpm. Responde-me a estas duas perguntas:


  • Queres acelerar o mais depressa dos 0 aos 100 km/h. O que é que fazes? Manténs o motor no regime de binário máximo ou esticas bem as mudanças até ao pico de potência?

  • Estás em 4.ª a 4500 rpm e queres fazer uma ultrapassagem. O que é que fazes? Metes uma acima para teres mais binário ou metes uma abaixo para ter mais potência?

A maioria das pessoas sabe a resposta óbvia a estas perguntas. Agora mete-te a inventar restrições para teres razão à força.

Por exemplo se eu quero maximizar a aceleração, subir mais facilmente uma subida, ou transportar facilmente uma carga, eu vou querer manter-me nas faixas de rpm em que a potência é maior.

Achaste que a frase estava errada porque esqueceste-te de equacionar a caixa de velocidades. Terceira pergunta:

Como é que tu achavas que, sem caixa de velocidades, quando quero maximizar a aceleração, por exemplo para fazer uma ultrapassagem, eu metia o motor nas faixas de rpm em que a potência é maior?


Resumindo, por tudo aquilo que eu te disse, o binário indica-te, na proporção direta, a capacidade de aceleração que tens disponível.
No ponto de binário máximo, terás a aceleração máxima disponível pelo motor.

Errado.

Já está mais que dito que devido à caixa de velocidades podes obter mais binário nas rodas mesmo com menor binário no motor.

Ah, esqueci-me, no teu mundo os carros não têm caixa de velocidades. Peço desculpa.


O binário é o que faz o motor andar, a potência é consequência, do efeito do binário aplicado no motor. Representa a força que o motor disponibiliza, se achas isso pouco, se achas que isso não interessa para nada... O binário é uma grandeza vectorial e por isso, tem ponto de aplicação, tem sentido, tem direção e norma. A potência tem valor. O binário é a causa, a potência é a consequência. Novamente se achas que não saberes onde é aplicado (há quem julgue que a potência declarada se lê à roda, imagina), não saberes o sentido de rotação, o valor e a direção, não interessa para nada... Nem comento. O binário pode ser interpretado apenas pelo seu valor máximo, vale tanto como a potência máxima (em termos de valor absoluto, apenas), ou relacionando com as rotações. Nesse caso, as acelerações disponibilizadas pelo motor, serão função direta da curva de binário. E não da da potência conforme tu referes erradamente. Ou seja, quando o seu valor é máximo, as acelerações são máximas.

F = ma ⇔ a = F/m


O que acelera o carro é a força (N). A força deriva do binário nas rodas (N.m) a dividir pelo seu raio (m).

O binário nas rodas deriva do binário no motor vezes a relação da transmissão (motor/rodas).

A relação da transmissão varia consoante a mudança engrenada.


O teu problema é não perceberes que devido à caixa de velocidades podes ter diferentes relações entre o binário no motor e o binário nas rodas.

Não entendes que em mudanças diferentes é possível ter um binário maior nas rodas mesmo com um binário menor no motor.

Portanto mais uma vez, a tua conclusão só estaria correcta se tirássemos a caixa de velocidades da equação e a relação entre o binário no motor e nas rodas fosse constante.

No início, era assim:

Sabias tão pouco sobre o binário, mas tão pouco, tão pouco, que nem sabias que levava acento! [:D]

Agora é assim:

Ou seja, o binário, passou de um termo "que não nos diz nada", para o principal tema do dia seguinte! [:D]

Isto são portanto as tuas últimas cartas após perceberes que não tens mais como tentar parecer que não estás errado.
 
Última edição:
A potencia é directamente o que precisamos para combater a inercia e a resistencia do vento.

A potencia é o que nos dá menores tempos dos 0 aos 100 e maiores velocidades de ponta (desde que a caixa de velocidades esteja optimizada para tal).

O binario diz-nos o quê? Porque é que ouço tanto falar-se em binário quando poderíamos simplesmente falar em potências?

Meu, então e a caixa?! [:)][:)][:)]

Ah, pois, ontem não havia caixa...

A caixa só nasceu hoje, porque te dava jeito! [:cool:]

Só tangas, é o que nos dás! [:D]

Resumindo:
A discussão resulta de mal-entendidos.
Um fala de binário no motor e outro de binário nas rodas.
Ambos têm razão, mas nenhum quer admitir que o outro a tem.

Declaro um empate e o encerramento da discussão.
 
Resumindo:
A discussão resulta de mal-entendidos.
Um fala de binário no motor e outro de binário nas rodas.
Ambos têm razão, mas nenhum quer admitir que o outro a tem.

Declaro um empate e o encerramento da discussão.

Sempre que se falou em binário sem especificar estava-se a falar de binário no motor.

De qualquer das formas ele já se enterrou ainda mais e já nem essa desculpa serve:

O binário é o que faz o motor andar, a potência é consequência, do efeito do binário aplicado no motor. Representa a força que o motor disponibiliza, se achas isso pouco, se achas que isso não interessa para nada... O binário é uma grandeza vectorial e por isso, tem ponto de aplicação, tem sentido, tem direção e norma. A potência tem valor. O binário é a causa, a potência é a consequência. Novamente se achas que não saberes onde é aplicado (há quem julgue que a potência declarada se lê à roda, imagina), não saberes o sentido de rotação, o valor e a direção, não interessa para nada... Nem comento. O binário pode ser interpretado apenas pelo seu valor máximo, vale tanto como a potência máxima (em termos de valor absoluto, apenas), ou relacionando com as rotações. Nesse caso, as acelerações disponibilizadas pelo motor, serão função direta da curva de binário. E não da da potência conforme tu referes erradamente. Ou seja, quando o seu valor é máximo, as acelerações são máximas.

E relembro que as curvas de binário referem-se a binário no motor.


A não ser que ele estivesse novamente a falar de carros sem mudanças. Ai dou-lhe toda a razão. [:D]
 
Última edição:
Sempre que se falou em binário sem especificar estava-se a falar de binário no motor.

De qualquer das formas ele já se enterrou ainda mais e já nem essa desculpa serve:



E relembro que as curvas de binário referem-se a binário no motor.


A não ser que ele estivesse novamente a falar de carros sem mudanças. Ai dou-lhe toda a razão. [:D]

Eu estou a falar das curvas de binário do motor. E tu? [:D]
Eu coloque "binário aplicado ao motor", tu ontem não sabias o que era binário.
Afinal de que falas tu?
 
Acalmem toda essa animosidade, pois o tópico até levanta questões bem interessantes, e essas "guerrinhas" não servem para nada além de vos fazer perder tempo...
 
Resumindo:
A discussão resulta de mal-entendidos.
Um fala de binário no motor e outro de binário nas rodas.
Ambos têm razão, mas nenhum quer admitir que o outro a tem.

Declaro um empate e o encerramento da discussão.

Declaras?! [:cool:]

Com que legitimidade?

Vai lá ver onde é que ele falou em caixa de velocidades. Hoje falou, sim, depois de eu o ter chamado à... Falta de razão! [:D]

Diz onde falou antes de caixa de velocidades relacionada com binário (ele não sabia muito bem o que era, daí ter aberto o tópico), antes da minha intervenção, e então sim terás legitimidade para "declarar". [:cool:]

Ele já respondeu às minhas perguntas? Para quem "declara" devias ver isso.
E aquele exemplo dos carros a 50 Km/H, um nas 2000 rpm e outro nas 4000? Ele falou em caixa? Vai lá ver melhor antes das "declarações"! [:D]
 
nebuchadnezzar, mas alguém acredita que tu achaste que estávamos a falar de carros sem caixa de velocidades?

Epá, a sério, achas que é isso que te vai fazer parecer melhor na fotografia? É que nem faria sentido nenhum.


Tens um carro com binário máximo às 3000 rpm e potência máxima às 6000 rpm. Responde-me a estas duas perguntas:


  • Queres acelerar o mais depressa dos 0 aos 100 km/h. O que é que fazes? Manténs o motor no regime de binário máximo ou esticas bem as mudanças até ao pico de potência?

  • Estás em 4.ª a 4500 rpm e queres fazer uma ultrapassagem. O que é que fazes? Metes uma acima para teres mais binário ou metes uma abaixo para ter mais potência?

A maioria das pessoas sabe a resposta óbvia a estas perguntas. Agora mete-te a inventar restrições para teres razão à força.



Achaste que a frase estava errada porque esqueceste-te de equacionar a caixa de velocidades. Terceira pergunta:

Como é que tu achavas que, sem caixa de velocidades, quando quero maximizar a aceleração, por exemplo para fazer uma ultrapassagem, eu metia o motor nas faixas de rpm em que a potência é maior?




Errado.

Já está mais que dito que devido à caixa de velocidades podes obter mais binário nas rodas mesmo com menor binário no motor.

Ah, esqueci-me, no teu mundo os carros não têm caixa de velocidades. Peço desculpa.




F = ma ⇔ a = F/m


O que acelera o carro é a força (N). A força deriva do binário nas rodas (N.m) a dividir pelo seu raio (m).

O binário nas rodas deriva do binário no motor vezes a relação da transmissão (motor/rodas).

A relação da transmissão varia consoante a mudança engrenada.


O teu problema é não perceberes que devido à caixa de velocidades podes ter diferentes relações entre o binário no motor e o binário nas rodas.

Não entendes que em mudanças diferentes é possível ter um binário maior nas rodas mesmo com um binário menor no motor.

Portanto mais uma vez, a tua conclusão só estaria correcta se tirássemos a caixa de velocidades da equação e a relação entre o binário no motor e nas rodas fosse constante.



Isto são portanto as tuas últimas cartas após perceberes que não tens mais como tentar parecer que não estás errado.

Por uma questão de educação, eu respondo a todas as questões, mas por ordem cronológica.
Como tu é que tens questões por responder anteriormente, fica ao critério da tua... Educação! [:cool:]
 
Acalmem toda essa animosidade, pois o tópico até levanta questões bem interessantes, e essas "guerrinhas" não servem para nada além de vos fazer perder tempo...

Já agora, que ninguém responde a esta questão que eu coloquei, e uma vez que consideras o tema interessante, pedia-te para dares a tua opinião sobre este exemplo:

Um motor acelera mais rapidamente, sempre na mesma relação de caixa, em qual das seguintes situações?

A - no intervalo do regime de potência máxima, por exemplo se obter a potência máxima entre as 5000 e as 6000 rpm.

Ou,

B - no intervalo do regime de binário máximo, por exemplo entre as 2000 e as 3000 rpm.
 
nebuchadnezzar - Vou em 3ª se quiser obter o máximo de aceleração, nessa mudança, para sentir as costas colar ao assento, coloco o carro no regime de binário máximo de depois acelero. Certo!

rrrfff - Vou em 3ª no regime de binário máximo, se quiser obter o máximo de aceleração para sentir as costas colar ao assento, meto a segunda ou a 1ª (dependendo das relações de caixa) e acelero a fundo. Certo!

Por mim podem fazer como quiserem para se divertir.

Deixem lá esses despiques que o assunto até é interessante.

Voltando atrás. Porque não se usa um motor de 1600cc com 100 CV para substituir um motor de 3200cc com 100CV num pesado de mercadorias?
Consumo?
Durabilidade?
Falta de "força"?

 
Última edição:
Já agora, que ninguém responde a esta questão que eu coloquei, e uma vez que consideras o tema interessante, pedia-te para dares a tua opinião sobre este exemplo:

Um motor acelera mais rapidamente, sempre na mesma relação de caixa, em qual das seguintes situações?

A - no intervalo do regime de potência máxima, por exemplo se obter a potência máxima entre as 5000 e as 6000 rpm.

Ou,

B - no intervalo do regime de binário máximo, por exemplo entre as 2000 e as 3000 rpm.

Já está respondido acima.
 
nebuchadnezzar - Vou em 3ª se quiser obter o máximo de aceleração, nessa mudança, para sentir as costas colar ao assento, coloco o carro no regime de binário máximo de depois acelero. Certo!

rrrfff - Vou em 3ª no regime de binário máximo, se quiser obter o máximo de aceleração para sentir as costas colar ao assento, meto a segunda ou a 1ª (dependendo das relações de caixa) e acelero a fundo. Certo!

Por mim podem fazer como quiserem para se divertir.

Deixem lá esses despiques que o assunto até é interessante.

Voltando atrás. Porque não se usa um motor de 1600cc com 100 CV para substituir um motor de 3200cc com 200CV num pesado de mercadorias?
Consumo?
Durabilidade?
Falta de "força"?


E eu agora digo que um Ferrari F40 tem maior velocidade máxima do que um Clio 1.2.
E assim sendo desempato o problema.

A questão é que isto que eu estou a dizer, não tem nada a ver com o assunto.
O rf quando falou que era a potência que dava mais aceleração, nunca fez referência à caixa de velocidades.
Depois citou exemplos onde... Não fez referência à caixa de velocidades.

Se queres declarar "empates" tens que ter isso em consideração.
Que abriu um tópico, onde diz que o binário não tem interesse, que nem sabe muito bem o que é, mas depois aparece por aí a falar de binário como sendo um entendido.

Sobre a tua questão, uma redução assim tão drástica da potência, proporciona uma redução de binário também muito significativa. Normalmente até nem é assim tão desproporcional, mas uma redução de 50% de potência pode implicar uma redução de binário até à mesma proporção.

Ou seja, ficas sem força motora, para a realização do mesmo trabalho.

A tecnologia tem evoluído no sentido de baixar a cilindrada, mantendo ou aumentando a potência, mas geralmente aumentando sempre, quer o binário máximo, quer os regimes onde é obtido (regimes planos). Desta forma consegues no mínimo a mesma força motriz, mas durante mais tempo.
 
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