Qual é a relevância do binário (torque)?

Fazes uma desmultiplicação logo junto ao motor.

De resto estarem a discutir as limitações práticas do cenário é discutir o sexo dos anjos.

Discutir limitações é um assunto de engenharia...
Obviamente que se o que te move é a física teórica então não estamos aqui a fazer nada...

Em teoria e no papel: tudo é possivel.

Porém, na prática existem conceitos aqui exemplificados que nem em sonhos são possíveis.

Esta porcaria de assunto está todo baseado numa porcaria duma equação simples em que multiplicas binário por RPMs e por uma constante para obter potência. Bolas, deve ser das relações mais simples que existem no universo da física... Não percebo onde está o conceito especial de potência de que tanto falas...

É bem mais interessante falar dos aspectos prático do que dos teóricos.
Digo eu ...
 
Discutir limitações é um assunto de engenharia...
Obviamente que se o que te move é a física teórica então não estamos aqui a fazer nada...

Em teoria e no papel: tudo é possivel.

Porém, na prática existem conceitos aqui exemplificados que nem em sonhos são possíveis.

Esta porcaria de assunto está todo baseado numa porcaria duma equação simples em que multiplicas binário por RPMs e por uma constante para obter potência. Bolas, deve ser das relações mais simples que existem no universo da física... Não percebo onde está o conceito especial de potência de que tanto falas...

É bem mais interessante falar dos aspectos prático do que dos teóricos.
Digo eu ...

O teu problema é não perceberes a relação entre a teoria e a prática.

Nem tudo é possível na teoria.


Se limitares as tuas noções dos conceitos a cenários práticos nunca irás compreender realmente os conceitos porque irás cair no erro de tirar conclusões a partir de correlações que apenas existem por motivos práticos e que não são correlações intrínsecas aos conceitos.

O objectivo dos cenários hipotéticos é livrarmo-nos do ruído que são as limitações práticas que nada estão relacionadas com a natureza dos conceitos que estamos a tentar compreender, só assim podemos realmente compreender a sua natureza.


Imaginar estes cenários é o que se faz para compreender coisas básicas como a 1.ª lei de Newton.

Segundo esta lei um automóvel que não estivesse sujeito a qualquer atrito ou resistência do ar manter-se-ia em movimento eternamente numa estrada plana mesmo com o motor desligado.

É claro que este é um cenário completamente impraticável, mas é um exercício mental que nos permite compreender melhor a 1.ª lei de Newton, permite-nos livrar-nos de ideias erradas que pudéssemos ter.

Os cenários que criei são análogos, servem para permitir compreender a verdadeira natureza da potência e binário, livrando-nos de ideias erradas que pudéssemos ter acerca destes conceitos.
 
Última edição:
O produto final de qualquer equação será na esmagadora maioria das vezes o valor referencial quando se discute um qualquer assunto....
 
O teu problema é não perceberes a relação entre a teoria e a prática.

Nem tudo é possível na teoria.


Se limitares as tuas noções dos conceitos a cenários práticos nunca irás compreender realmente os conceitos porque irás cair no erro de tirar conclusões a partir de correlações que apenas existem por motivos práticos e que não são correlações intrínsecas aos conceitos.

O objectivo dos cenários hipotéticos é livrarmo-nos do ruído que são as limitações práticas que nada estão relacionadas com a natureza dos conceitos que estamos a tentar compreender, só assim podemos realmente compreender a sua natureza.

então mas afinal qual foi o teu objectivo com este tópico? criar uma discussão de física e mecânica teóricas? tu fizeste uma pergunta, o pessoal respondeu-te, e tu desataste a dizer que estavam todos errados e tu é que estas certo. começaste a dizer que o binário é inutil porque tens a potencia, mas esqueces-te que sem binário não tens potencia. se tivesses tão preocupado com a física teórica da coisa estavas a favor do binário e não da potencia, uma vez que o 1º é algo real e o 2º é um conceito inventado para medir uma potencia.

o que é que tu queres saber? se com pouco binário e muita potência consegues mover um camião? digo-te já que nem na teoria nem na pratica, a não ser que o teu motor tenha o relantim as 15 mil RPM. e mesmo assim duvido porque não ias ter nunca potencia suficiente para superar a inercia do camião. e não, isto não é na pratica, é na teoria, onde falas do peso do objecto que estas a querer mover, e por consequência, a inercia e o trabalho suficiente para a superar. isto é física teórica.

Até podes considerar uma black box no lugar do motor + caixa, calculas o binário suficiente no eixo da transmissão, e depois logo te preocupas com o que precisas no motor. e depois vai calcular a tal desmultiplicação das RPM sabendo que tens na outra ponta o motor 125cc da tua DT-R para mover o camião. e vais ver que nem na teoria consegues por isso a funcionar. Porque? estas a falar em desmultiplicar as rotações do motor para meter mais potencia nas rodas mas esqueces-te que, para isso, tens de multiplicar o binário que sai do motor porque, do ponto de vista do motor, vais ter ainda mais peso para puxar. E sim, isto é física teórica. Ainda nem considerei atritos, declives, aerodinâmica, aderência, eficiência nem o peso do almoço do condutor e já sei que essa ideia nunca iria dar certo.

mesmo assim, vamos considerar que nenhuma dessas limitações teóricas existem. A tua maravilhosa potencia, para desmultiplicar no binário necessário transmitido às rodas para mover o camião terias de ter uma potencia gigantesca. Vamos considerar o teu maravilhoso binário, que não serve para nada, extremamente baixo mas constantes. Para teres muitas potencia, tens de ter muitas rpm. e depois entras na integridade do material usado. E depois ainda entras na durabilidade do material.

Resumidamente, podes ir avançando no sistema e ignorando limitações dos materiais a nível técnico (e sim, faz parte da física, até a teoria tem de ter um mínimo de pratico) e vais sempre encontrar limitações que nem a física teórica consegue ultrapassar. Mas, para falares da maneira que fales, presumo que sejas doutorado em física quântica, portanto podes dimensionar tudo e no fim logo te preocupas com o material que vais usar, provavelmente vais desencantar algum buraco negro com um material XPTO que te vai deixar fazer isso.
 
O teu problema é não perceberes a relação entre a teoria e a prática.

Nem tudo é possível na teoria.


Se limitares as tuas noções dos conceitos a cenários práticos nunca irás compreender realmente os conceitos porque irás cair no erro de tirar conclusões a partir de correlações que apenas existem por motivos práticos e que não são correlações intrínsecas aos conceitos.

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Mas qual teoria? Uma multiplicação directa? Isso é que é a tua teoria? [:D][:)]
Não te vi fazer uma única demonstração matemática para sustentar qq teoria. Zero.
Só paleio e multiplicações directas.

Desafio para acabar com as dúvidas e já que estamos numa de teoria: faz a demonstração matemática do exemplo que dás dos carros com binário diferente mas com o mesmo coiço?

Começas por a(A)=a(B) ( sendo a o coiço de cada carro)e a seguir vais por aí abaixo até chegar ao binário ou à potência sem esquecer que a velocidade do carro é linear e não angular como as RPMs.
Não vale fazer aproximações grosseiras. Teoria , é rigor.

Temos tempo.
 
Há uns anos valentes, o mecânico que «vitaminou» o meu Astra 1.7 TDS, definia binário como «Força a baixa rotação»....

Podia até ser bom mecânico, mas de física ou engenharia não percebia muito... binário é em linguagem comum uma força... na verdade a força que produz aceleração angular (ou rotação sobre um eixo). Existe tanto a baixa rotação como a alta.

No entanto o que ele queria dizer com certeza é que o binário é particularmente relevante a baixa rotação e em especial é útil atingir rapidamente o binário máximo ou o mais próximo disso sem subir muito na curva de rotação do motor.

Ou seja, ele até sabia o que queria dizer... não sabia é exprimir-se de forma correcta e com os conceitos certos
 
Mas qual teoria? Uma multiplicação directa? Isso é que é a tua teoria? [:D][:)]
Não te vi fazer uma única demonstração matemática para sustentar qq teoria. Zero.
Só paleio e multiplicações directas.

Desafio para acabar com as dúvidas e já que estamos numa de teoria: faz a demonstração matemática do exemplo que dás dos carros com binário diferente mas com o mesmo coiço?

Começas por a(A)=a(B) ( sendo a o coiço de cada carro)e a seguir vais por aí abaixo até chegar ao binário ou à potência sem esquecer que a velocidade do carro é linear e não angular como as RPMs.
Não vale fazer aproximações grosseiras. Teoria , é rigor.

Temos tempo.


Vou tentar eu... vamos admitir os seguintes pressupostos:
1 - Não há perdas no sistema, ou seja não há atrito na transmissão e os pneus têm uma ligação perfeita com a estrada, sem derrapar de nenhuma forma. Não há também diferenças na inércia ou momento rotacional dos sistemas de transmissão
2 - Ambos os carros são absolutamente idênticos com excepção do que indicar de seguida. Em particular ambos têm a mesma massa/peso e idênticas rodas motrizes em dimensão ou seja uma rotação completa corresponde exactamente à mesma distância linear percorrida
3 - O carro A tem um motor com binário constante em toda a sua gama de operação de 200 N.m
4 - O carro B tem um motor com binário constante em toda a sua gama de operação com 400 N.m
5 - O carro A tem um sistema de transmissão (leia-se caixa de velocidades e diferencial que converte 1 rotação da cambota em 1 rotação das rodas motrizes - 1:1 portanto
6 - O carro B tem um sistema de transmissão com relação 1:2 ou seja uma rotação da cambota gera duas rotações completas das rodas motrizes


Nestas condições imaginemos que ambos os carros circulam à mesma velocidade... qualquer que ela seja. Isso significa que o carro A vai a uma determinada rotação do motor e o carro B vai a metade da rotação do motor.

Nesse momento ambos os motores são levados ao seu limite de produzir binário (leia-se... em ambos carregou-se a fundo no acelerador), ou seja o carro A está a produzir 200N.m e o carro B a 400 N.m. Devido aos diferentes rácios de transmissão isso significa que o binário à roda é 200 N.m no carro A e... 200 N.m no carro B...

Ambos os carros têm o mesmo binário à roda com binários diferentes no motor... ambos os carros vão acelerar linearmente com a mesma aceleração dado que têm o mesmo tamanho de roda e a mesma massa.

Não sei qual é a definição científica de "coiço" mas imagino que seja aceleração certo?



Ficou claro?
 
Vou tentar eu... vamos admitir os seguintes pressupostos:

Ficou claro?

Está muito simples. A complexidade do tema exige, no mínimo, umas derivadas, integrais, umas raízes quadradas, umas letras gregas alguns número complexos. [:D]

Isto não é literatura! Estamos no domínio da física teórica, atenção![:D][;)]
 
Vou tentar eu... vamos admitir os seguintes pressupostos:
1 - Não há perdas no sistema, ou seja não há atrito na transmissão e os pneus têm uma ligação perfeita com a estrada, sem derrapar de nenhuma forma. Não há também diferenças na inércia ou momento rotacional dos sistemas de transmissão
2 - Ambos os carros são absolutamente idênticos com excepção do que indicar de seguida. Em particular ambos têm a mesma massa/peso e idênticas rodas motrizes em dimensão ou seja uma rotação completa corresponde exactamente à mesma distância linear percorrida

3 - O carro A tem um motor com binário constante em toda a sua gama de operação de 200 N.m
4 - O carro B tem um motor com binário constante em toda a sua gama de operação com 400 N.m
5 - O carro A tem um sistema de transmissão (leia-se caixa de velocidades e diferencial que converte 1 rotação da cambota em 1 rotação das rodas motrizes - 1:1 portanto
6 - O carro B tem um sistema de transmissão com relação 1:2 ou seja uma rotação da cambota gera duas rotações completas das rodas motrizes


Nestas condições imaginemos que ambos os carros circulam à mesma velocidade... qualquer que ela seja. Isso significa que o carro A vai a uma determinada rotação do motor e o carro B vai a metade da rotação do motor.

Nesse momento ambos os motores são levados ao seu limite de produzir binário (leia-se... em ambos carregou-se a fundo no acelerador), ou seja o carro A está a produzir 200N.m e o carro B a 400 N.m. Devido aos diferentes rácios de transmissão isso significa que o binário à roda é 200 N.m no carro A e... 200 N.m no carro B...

Ambos os carros têm o mesmo binário à roda com binários diferentes no motor... ambos os carros vão acelerar linearmente com a mesma aceleração dado que têm o mesmo tamanho de roda e a mesma massa.

Não sei qual é a definição científica de "coiço" mas imagino que seja aceleração certo?



Ficou claro?

isto está a descambar completamente do inicial. A ideia original era que o binário não era nada, e para demonstrar que isso não era verdade deu-se o caso dos veículos pesados para demonstrar, e no meio disto tudo acabou contigo a dar a ideia do mesmo carro com um motor atmosferico ou turbinado.

Pegando no tema original, e fazendo um apelo semelhante ao do Pastis, mostrem-me um sistema em que um motor pequeno, altamente rotacional (peguem num motor de mota, por exemplo) e o metam a puxar um veiculo pesado. são 2 casos reais das 2 situações aqui debatidas (muita potencia/muitas rpm ou muito binário/poucas rpm) e que o que estão a dizer é que é possivel o motor da mota puxar um camião TIR.

mas vamos dar um mínimo sentido prático à teoria, mostrem-me que isso é possivel e mantém a usabilidade, do mesmo modo que deste o exemplo dum motor com binário cedo (turbo) vs um motor com binário tarde (NA). Sim, porque um case study sem haver algum sentido pratico e pura e simplesmente uma perda de tempo.
 
Está muito simples. A complexidade do tema exige, no mínimo, umas derivadas, integrais, umas raízes quadradas, umas letras gregas alguns número complexos. [:D]

Isto não é literatura! Estamos no domínio da física teórica, atenção![:D][;)]

Se queres assobiar para o lado e fingir que não respondi exactamente ao que tinhas pedido estás à vontade... mas perdes credibilidade quando entras nessa conversa demagógica. É que afinal quem não contribui com factos és tu
 
mas vamos dar um mínimo sentido prático à teoria, mostrem-me que isso é possivel e mantém a usabilidade, do mesmo modo que deste o exemplo dum motor com binário cedo (turbo) vs um motor com binário tarde (NA). Sim, porque um case study sem haver algum sentido pratico e pura e simplesmente uma perda de tempo.

É possível meter um motor de 750cc a puxar um atrelado. No papel não custa nada. Possível é, há algum sentido prático para isso acontecer? Não.

É por isso que há uma "coisa" chamada engenharia.

EDIT: Já explicado anteriormente pelo user Pastis...

Discutir limitações é um assunto de engenharia...
Obviamente que se o que te move é a física teórica então não estamos aqui a fazer nada...

Em teoria e no papel: tudo é possivel.

Porém, na prática existem conceitos aqui exemplificados que nem em sonhos são possíveis.

Esta porcaria de assunto está todo baseado numa porcaria duma equação simples em que multiplicas binário por RPMs e por uma constante para obter potência. Bolas, deve ser das relações mais simples que existem no universo da física... Não percebo onde está o conceito especial de potência de que tanto falas...

É bem mais interessante falar dos aspectos prático do que dos teóricos.
Digo eu ...
 
Última edição:
isto está a descambar completamente do inicial. A ideia original era que o binário não era nada, e para demonstrar que isso não era verdade deu-se o caso dos veículos pesados para demonstrar, e no meio disto tudo acabou contigo a dar a ideia do mesmo carro com um motor atmosferico ou turbinado.

Pegando no tema original, e fazendo um apelo semelhante ao do Pastis, mostrem-me um sistema em que um motor pequeno, altamente rotacional (peguem num motor de mota, por exemplo) e o metam a puxar um veiculo pesado. são 2 casos reais das 2 situações aqui debatidas (muita potencia/muitas rpm ou muito binário/poucas rpm) e que o que estão a dizer é que é possivel o motor da mota puxar um camião TIR.

mas vamos dar um mínimo sentido prático à teoria, mostrem-me que isso é possivel e mantém a usabilidade, do mesmo modo que deste o exemplo dum motor com binário cedo (turbo) vs um motor com binário tarde (NA). Sim, porque um case study sem haver algum sentido pratico e pura e simplesmente uma perda de tempo.

Em termos de possibilidade, até o motor da ventoínha do computador consegue puxar o camião.
Não é no entanto o sentido da discussão. O que se pretende comparar é motores com igual potência e binários muito diferentes. Por exemplo: comparar o motor de um camião com 500CV e o motor de um carro com os mesmos 500 CV, mas metade do binário.
 
Se queres assobiar para o lado e fingir que não respondi exactamente ao que tinhas pedido estás à vontade... mas perdes credibilidade quando entras nessa conversa demagógica. É que afinal quem não contribui com factos és tu

respondeste bem considerando os teus pressupostos.
Contudo, não abdicaste de fazer umas quantas aproximações ( que não era permitido no problema)

Assim é fácil: só tens multiplicação directa e proporções...

Eu esperaria duma demonstração matemática uma maior abrangência de situações. Gostava de ver uma demonstração mais elegante...
 
Em termos de possibilidade, até o motor da ventoínha do computador consegue puxar o camião.
Não é no entanto o sentido da discussão. O que se pretende comparar é motores com igual potência e binários muito diferentes. Por exemplo: comparar o motor de um camião com 500CV e o motor de um carro com os mesmos 500 CV, mas metade do binário.

engraçado que andamos uns posts para trás e que importava era a teoria e o que era possivel e que nao fazia sentido binário porque o que importava era a potencia mas quando pedidos casos que fosse possivel aplicar isso, a discussão mudou totalmente para, no fundo, um diesel vs gasolina.

bem, estou fora...
 
então mas afinal qual foi o teu objectivo com este tópico? criar uma discussão de física e mecânica teóricas? tu fizeste uma pergunta, o pessoal respondeu-te, e tu desataste a dizer que estavam todos errados e tu é que estas certo.

Que repostas?

A maior parte das respostas limitaram-se a frases feitas e sem qualquer tentativa de as explicar ou fundamentar.

E na realidade isso acontece porque quem profere essas frases não compreende realmente o que está a dizer.

É o mal de certas afirmações, que até podem estar correctas em muitos contextos práticos, mas que levam muita gente a criar noções erradas ao não terem noção que se tratam de frases para certos contextos práticos e que as conclusões induzidas acerca da natureza dos conceitos em causa não são válidas.


Eu acho que o problema é muita gente ser enganada pela intuição e verem o binário da seguinte forma:


O binário é uma força aplicada no eixo que por sua vez acaba por ser aplicada à rodas.

Quando alguém me dá um empurrão está a aplicar-me uma força, quanto mais forte for o empurrão maior o coice que vou sentir.

Quando quero empurrar um objecto numa subida preciso de fazer mais força quanto mais pesado for.

Logo quanto maior o binário maior o coice que vou sentir ao pôr o pé a fundo, ou mais facilmente faço subidas.


O problema deste pensamento é que não tem em conta que estamos a falar de uma força aplicada a um eixo em rotação.

Obviamente que tem de haver binário para o carro acelerar, obviamente que tem de haver binário suficiente nas rodas para o carro subir, etc.

A questão é que se estamos a falar por exemplo de ser capaz de fazer uma subida mais ou menos facilmente estamos a falar de a ser capaz de fazer mais ou menos depressa.

Eu acho que é então bastante lógico que uma forma de fazer uma subida mais depressa, é além de ter um certo binário disponível, tê-lo a maiores rpm, não é óbvio isto?

Ora, ter um certo binário disponível a mais rpm é como quem diz, mais potência. Ou seja, mais potência é o que é necessário para fazer mais rapidamente uma subida.

É claro que depois há as questões práticas, como o facto de não ser prático ter de levar o motor às 7000 rpm para ter potência disponível para fazer uma subida, mas essas questões são ruído que apenas atrapalham a compreensão dos conceitos de potência e binário.


Concluindo, eu devo é ser muito burro para estar a perder o meu tempo a explicar isto, porque duvido que alguém vá lê-lo com a vontade genuína de aprender.

Não sei porquê mas as pessoas levam qualquer desafio às suas ideias pré-concebidas como se fosse um ataque pessoal e colocam-se na defensiva.


começaste a dizer que o binário é inutil porque tens a potencia, mas esqueces-te que sem binário não tens potencia. se tivesses tão preocupado com a física teórica da coisa estavas a favor do binário e não da potencia, uma vez que o 1º é algo real e o 2º é um conceito inventado para medir uma potencia.
Eu nunca disse isso.

Se não leres os meus comentários com interesse genuíno de os compreenderes esta discussão é inútil.

A ideia geral da minha argumentação é que o facto de a potência ser o produto do binário com as rpm faz com que a curva de potência nos dê a mesma informação que a curva de binário, apenas de forma diferente, que na minha opinião é mais útil pois permite tirar conclusões práticas de forma mais directa.

Acho que com isto consegues perceber que esse parágrafo foi uma resposta completamente desadequada para aquilo que eu defendo.

o que é que tu queres saber? se com pouco binário e muita potência consegues mover um camião? digo-te já que nem na teoria nem na pratica, a não ser que o teu motor tenha o relantim as 15 mil RPM. e mesmo assim duvido porque não ias ter nunca potencia suficiente para superar a inercia do camião. e não, isto não é na pratica, é na teoria, onde falas do peso do objecto que estas a querer mover, e por consequência, a inercia e o trabalho suficiente para a superar. isto é física teórica.
Por acaso até era um motor com pouca potência e tudo.

Mas pergunto-te: o motor está ligado a um veio a girar a 15000 rpm com apenas 100 Nm de binário, mas no final desse veio tens uma roda dentada com (valores arbitrários) 10 dentes ligado a uma roda dentada com 60 dentes ligada a outro veio, de forma a que este dê uma volta para cada 6 voltas do veio que vem do motor.

Quais as rpm e binário desse segundo veio?

Qual é o binário comum no motor de um camião?

Até podes considerar uma black box no lugar do motor + caixa, calculas o binário suficiente no eixo da transmissão, e depois logo te preocupas com o que precisas no motor. e depois vai calcular a tal desmultiplicação das RPM sabendo que tens na outra ponta o motor 125cc da tua DT-R para mover o camião. e vais ver que nem na teoria consegues por isso a funcionar. Porque? estas a falar em desmultiplicar as rotações do motor para meter mais potencia nas rodas mas esqueces-te que, para isso, tens de multiplicar o binário que sai do motor porque, do ponto de vista do motor, vais ter ainda mais peso para puxar. E sim, isto é física teórica. Ainda nem considerei atritos, declives, aerodinâmica, aderência, eficiência nem o peso do almoço do condutor e já sei que essa ideia nunca iria dar certo.
Não sei se te enganaste, mas a potência mantém-se igual independentemente das desmultiplicações, o binário é que muda.

Se tu achas o contrário estás a confundir conceitos e é normal que tudo isto te faça confusão.

De resto começaste a falar em factores que nada estão relacionados com a potência ou binário e só servem para criar ainda mais confusão.

mesmo assim, vamos considerar que nenhuma dessas limitações teóricas existem. A tua maravilhosa potencia, para desmultiplicar no binário necessário transmitido às rodas para mover o camião terias de ter uma potencia gigantesca. Vamos considerar o teu maravilhoso binário, que não serve para nada, extremamente baixo mas constantes. Para teres muitas potencia, tens de ter muitas rpm. e depois entras na integridade do material usado. E depois ainda entras na durabilidade do material.
Esta frase não parece fazer muito sentido. Penso que resulta de estares ainda a confundir conceitos como a potência.
 
Em termos de possibilidade, até o motor da ventoínha do computador consegue puxar o camião.
Não é no entanto o sentido da discussão. O que se pretende comparar é motores com igual potência e binários muito diferentes. Por exemplo: comparar o motor de um camião com 500CV e o motor de um carro com os mesmos 500 CV, mas metade do binário.

engraçado que andamos uns posts para trás e que importava era a teoria e o que era possivel e que nao fazia sentido binário porque o que importava era a potencia mas quando pedidos casos que fosse possivel aplicar isso, a discussão mudou totalmente para, no fundo, um diesel vs gasolina.

bem, estou fora...

Onde é que viste escrito diesel ou gasolina?
Se achas muito 500CV, compara o motor de um camião de 200CV com o motor de um carro com os mesmos 200CV. Pode ser diesel, gasolina, eletrico, à vela ou até com fusão nuclear.
 
Última edição:
isto está a descambar completamente do inicial. A ideia original era que o binário não era nada, e para demonstrar que isso não era verdade deu-se o caso dos veículos pesados para demonstrar, e no meio disto tudo acabou contigo a dar a ideia do mesmo carro com um motor atmosferico ou turbinado.

Pegando no tema original, e fazendo um apelo semelhante ao do Pastis, mostrem-me um sistema em que um motor pequeno, altamente rotacional (peguem num motor de mota, por exemplo) e o metam a puxar um veiculo pesado. são 2 casos reais das 2 situações aqui debatidas (muita potencia/muitas rpm ou muito binário/poucas rpm) e que o que estão a dizer é que é possivel o motor da mota puxar um camião TIR.

mas vamos dar um mínimo sentido prático à teoria, mostrem-me que isso é possivel e mantém a usabilidade, do mesmo modo que deste o exemplo dum motor com binário cedo (turbo) vs um motor com binário tarde (NA). Sim, porque um case study sem haver algum sentido pratico e pura e simplesmente uma perda de tempo.

Não é perda de tempo sabes porquê? Porque primeiro estabelecem-se e entende-se o funcionamento em condições ideais... e depois começam a introduzir-se as restrições práticas. Se há tanta gente que não entende o simples então começa-se pelo simples. Ninguém começa a ensinar temas de energia eléctrica começando pelas equações de maxwell nem pela supercondutividade... é preciso ir ao básico primeiro.

E a única coisa que eu tenho dito ao longo deste tópico é que há muita gente que não entende sequer o básico... não entende o que é binário e potência, confunde binário e potência máxima com o binário e potência ao longo da gama de rotações, etc.... então essas pessoas têm primeiro de entender esses conceitos e depois podemos falar melhor de como se aplicam.

Já agora "no meio disto tudo acabou contigo a dar a ideia do mesmo carro com um motor atmosferico ou turbinado. "... comigo? deves estar a confundir... não comentei nada disso.... terá sido outra pessoa creio... vê lá

Fora disso, obviamente um motor de mota nunca será a forma mais eficiente de mover um camião... é possível... mas não é eficiente nem pratico.
 
respondeste bem considerando os teus pressupostos.
Contudo, não abdicaste de fazer umas quantas aproximações ( que não era permitido no problema)

Assim é fácil: só tens multiplicação directa e proporções...

Eu esperaria duma demonstração matemática uma maior abrangência de situações. Gostava de ver uma demonstração mais elegante...

"não era permitido" por quem? por que regras?
"assim é fácil" então porque não fizeste tu?
"demonstração matemática" mas eu andei a discutir literatura?

Peço desculpa mas a elegância deixo para ti... mas por mim estou bem assim... se não vais utilizar argumentos reais então não tenho interesse em continuar a discussão. Estava com esperança que pudesse aprender algo
 
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