posso ser um dos poucos a discordar, mas acho este Reventon uma caminhada da Lambo em gelo fino, pelo menos no que toca a evolução estilistica.
Faz lembrar a evolução do Countach.
De obra prima do "folding-paper design", evoluindo para algo obeso e excessivamente decorado nos anos 80 (bem de acordo com os valores materialistas da época).
Este Reventon parte do Lp640, que conjuga uma estética agressiva, mas com as partes muito bem integradas no todo, tendo em conta que já é uma evolução do Murci original. Souberam acentuar bem as linhas do original, sem cair em exageros estilisticos/decorativos.
Mas do LP640 pra este, já não denoto isso.
A começar nas protuberâncias à frente, onde estão as entradas de ar, e acabar na traseira, nos elementos onde estão integrados os farolins traseiros, que carregam demasiado a traseira, além do pormenor bling dos farolins traseiros.
Também decidiram acrescentar mais umas arestas de perfil, e as entradas de ar laterais inferiores parecem exageradas e nada bem integradas na carroçaria
Ou seja, resumidamente acho uma proposta demasiado "ruidosa", tendo em conta que sabemos qual a base do carro.
Parece que passaram o tempo a criar truncagens e excesso de modelação num automóvel que realmente não precisava.
Não deixa de ter pormenores interessantes como a solução para a tampa do motor (o capot traseiro) ou os faróis de dimensão mais reduzida na frente, mas as modificações ocultam o excelente desenho de base. Só estão lá a criar ruido.
O Walter deveria desistir de desenhar Lambos. As coisas não correram bem pra ele. Primeiro cai no retro com o ressuscitar do Miura e agora caiu no erro de exagerar em demasia as caracterisiticas estilisticas da Lambo, quase caindo em puro decorativismo.
Volta, Luc, tás perdoado.