Fim das Praxes?

Sim defendo a praxe mas defendo acima de tudo o respeito por terceiros e se tudo correr como deveria ser uma coisa não tem implicação com a outra.

O grande problema o mal começa pela raiz, quero com isto dizer que quem está à frente a coordenar as actividades académicas. Atenção que a vida académica vai muito para além da praxe, esta é parte integrante da vida académica.

Quem está a coordenar (e restantes membros) este tipo de actividades tem que:
1) Entender muito bem a vida académica;
2) Saber passar os valores da mesma aos membros mais novos para dar uma continuidade correcta da tradição;

Já que falamos de praxe aqui vai só umas pequenas notas, eu defendo (assim como muitos) que a praxe é uma integração do caloiro à vida académica e isto engloba os colegas, a faculdade etc...
Se há alguém que não se reveja nisto deve ficar de fora como é lógico e eu nem ninguém que cumpra a definição que coloquei acima vai deixar de respeitar essas pessoas.

Neste tipo de tópicos vê-se sempre três tipos de argumentos:
1 - Os que não andaram na faculdade dizem babuseiras e não sabem do que falam;
2 - O anti-praxe diz que a praxe não serve para nada e que fez o curso na mesma e conheceu pessoas na mesma e acabou o curso;
3 - Os que a defendem e dizem que é uma preparação para a vida e blá blá whikas saquetas...

O 2º argumento acho que não está errado de todo, é certo, uma pessoa ao não aderir a essas actividades não se vai isolar do mundo mas uma coisa é certa, começa-se o tempo de aulas totalmente afastado das pessoas e aos poucos e poucos vai ter de se integrar com um grupo que já fez centenas de jogos entre si e que já partilharam de uma série de histórias entre si. Não faz com que sejam todos amigos, mas são conhecidos e não precisam de desbloqueadores de conversa para falarem e pedirem o que quer que seja.

Ao fim de uma semana de praxe dezenas de pessoas já se conhecem, ponto.

Isto é um assunto longo e o que escrevi para trás não descreve na totalidade o meu ponto de vista.

Agora o meu caso:
No meu ano entrámos cerca de 70 e tal pessoas e correu tudo sem problema algum onde guardo memórias fantásticas das histórias que aconteceram de alguns amigos que fiz.
Nos anos seguintes praxei (excepto o ultimo já quase nem participei em nada) e pertenci a várias comissões (seja de praxe, de organização de festas e AE) e no meu entender não só praxava como controlava +- os abusos que poderiam existir.

Falo de abusos porque? Porque embora nunca tenha presenciado situações macabras há algo que temos de ter sempre presente em mente: o que para mim é aceitável para outra pessoa pode não ser. E com base nesta premissa sempre que alguém não queria fazer algo estava tudo bem porque aquele grupo (de veteranos mais caloiros) estão ali para se divertir e partilhar momentos únicos.

Há coisas básicas que se devem fazer logo no inicio tais como perceber se alguém tem algum tipo de alergia, se pode estar exposto ao sol qualquer doença que tenham e às vezes este tipo de aspectos cai no esquecimento e dá asneira.

Não me quero gabar mas enquanto integrei na comissão correu sempre tudo bem.

Posto o que descrevi para alguns anti-praxe pensam que este tipo de pessoas não acabam o curso e ficam para lá anos e anos mas comigo e com muito mais gente isso não aconteceu, embora como é lógico tenha conhecido pessoas que assim o fizeram... Acabei o meu curso, trabalho e tenho sucesso no meu trabalho. Assim como eu, conheço dezenas de pessoas assim.

quando é que vais crescer ? :confused:
 
Em termos sociológicos, as elites são responsáveis por boa parte do destino para onde as comunidades se dirigem. Para o bem ou para o mal, as grandes sociedades tiveram, no passado ou no presente, grandes elites que souberam controlar as tradições. Percebendo onde é que elas fazem sentido, mas também percebendo pontualmente quando elas são nocivas à sociedade. A praxe não é nociva porque pode violar a integridade física dos alunos, certamente que essa não é a regra, caso contrário já teria sido proibida como o tabaco ou outras práticas nocivas. Ela é nociva a um nível muito mais importante que é o da simbologia social. Numa sociedade onde a autoridade está cada vez mais degradada devido à ausência de selecção virtuosa de elites políticas, a praxe é mais um elemento que, ao nível da simbologia, dá razão a todos os que pregam que a autoridade não pode ser mais do que risota, malícia e humilhação. Não é verdade; e como tal, a praxe é nociva essencialmente ao nível da psicologia social. Mais um elemento de fractura numa sociedade onde a coesão social se degrada a uma velocidade voraz.

Hierarquia e Praxe | Filipe Faria
 
quando é que vais crescer ? :confused:

E a seguir vais me dizer o quê? Que a minha boca cheira a chulé ou coisa do género?

Meu caro, estamos numa discussão aberta e se não sabes dar argumentos tens um problema gigante pela frente. Experimenta usar essa boca foleira com o teu chefe e depois conta-me o resultado.
 
Um testamento depois, continuo à espera que me respondas ao que te perguntei :)

Não vi o que perguntaste e além disso não estou aqui para vender nada a ninguém.

Eu expliquei no post acima um pouco sobre o meu ponto de vista, se houve alguma coisa que não percebeste, diz que explico-te e tento ser mais claro.

Agora uma coisa é certa e é isto que não entendo, se há pessoas que não acham piada e que não entendem o porquê da praxe porque raio se preocupam com ela?
 
Não vi o que perguntaste e além disso não estou aqui para vender nada a ninguém.

Eu expliquei no post acima um pouco sobre o meu ponto de vista, se houve alguma coisa que não percebeste, diz que explico-te e tento ser mais claro.

Agora uma coisa é certa e é isto que não entendo, se há pessoas que não acham piada e que não entendem o porquê da praxe porque raio se preocupam com ela?

Pela mesma razao de haver pessoas que nao entendem a tourada nem lhe acham piada e preocupam-se com ela.

Por exemplo, eu nunca iria tratar um amigo meu como se tratam os caloiros em algumas ocasioes. Isso, por si só está errado e é isso que eu acho que deve ser erradicado.
 
E a seguir vais me dizer o quê? Que a minha boca cheira a chulé ou coisa do género?

Meu caro, estamos numa discussão aberta e se não sabes dar argumentos tens um problema gigante pela frente. Experimenta usar essa boca foleira com o teu chefe e depois conta-me o resultado.

mas meu caro eu apenas lhe fiz uma pergunta, lamento se o deixei mal humorado.
Eu não tenho chefe... e lamentavelmente nem compreendo o seu comentário ou onde quer chegar :confused:
 
mas meu caro eu apenas lhe fiz uma pergunta, lamento se o deixei mal humorado.
Eu não tenho chefe... e lamentavelmente nem compreendo o seu comentário ou onde quer chegar :confused:

Uma pessoa que vem para aqui carregada de moralismos, que diz que as praxes são um mal terrível e uma falta de respeito e depois tem uma saída triste e de uma tremenda falta de respeito.

Estamos a debater um assunto como adultos e sais-te com uma resposta de criança da primária... Perdeste o crédito para mim neste post.
 
Não vi o que perguntaste e além disso não estou aqui para vender nada a ninguém.

Eu expliquei no post acima um pouco sobre o meu ponto de vista, se houve alguma coisa que não percebeste, diz que explico-te e tento ser mais claro.

Agora uma coisa é certa e é isto que não entendo, se há pessoas que não acham piada e que não entendem o porquê da praxe porque raio se preocupam com ela?

Se não viste o que perguntei, um click resolve isso. Agora, se não estás para responder ou não queres responder ou não consegues responder a história é outra.

O que fizeste no post acima foi dizeres que gostaste e tal e foi um máximo. Nem vou discutir isso, cada um tem os seus gostos e se calhar até tiveste muita sorte na praxe que recebeste. Outros, muitos outros, não podem dizer o mesmo.

A excepção não é a má praxe. A má praxe, hoje em dia, é a regra. Depois, há excepções (Coimbra, por exemplo). Mas a regra é a humilhação e isso tem que acabar de uma vez por todas. Tal como as touradas, ou qualquer outra tradição bacoca que exista por aí. Ah, esqueci-me, a praxe não é tradição nenhuma, tirando em Coimbra..pois.
 
Uma pessoa que vem para aqui carregada de moralismos, que diz que as praxes são um mal terrível e uma falta de respeito e depois tem uma saída triste e de uma tremenda falta de respeito.

Estamos a debater um assunto como adultos e sais-te com uma resposta de criança da primária... Perdeste o crédito para mim neste post.

creio que você ainda não compreende bem a definição de moralismo mas isso é apenas a minha opinião , Creio fui bem especifico quanto aos meu comentários.
 
Se não viste o que perguntei, um click resolve isso. Agora, se não estás para responder ou não queres responder ou não consegues responder a história é outra.

O que fizeste no post acima foi dizeres que gostaste e tal e foi um máximo. Nem vou discutir isso, cada um tem os seus gostos e se calhar até tiveste muita sorte na praxe que recebeste. Outros, muitos outros, não podem dizer o mesmo.

A excepção não é a má praxe. A má praxe, hoje em dia, é a regra. Depois, há excepções (Coimbra, por exemplo). Mas a regra é a humilhação e isso tem que acabar de uma vez por todas. Tal como as touradas, ou qualquer outra tradição bacoca que exista por aí. Ah, esqueci-me, a praxe não é tradição nenhuma, tirando em Coimbra..pois.

Um click resolveu, mas ao ler o teu post vi que o que disse responde.

Já não estou na faculdade há uns anos por isso não posso falar da actualidade. Quanto à minha altura também só posso falar da minha faculdade porque foi nela que frequentei o ensino superior.

Cada faculdade tem uma tradição, independentemente se é recente ou não e a mesma pode ser baseada em tradições de outras faculdades. A minha era baseada na de Coimbra.

Ainda assim não acredito que esse problema seja generalizado. Acredito sim que tenha de haver mais cuidado (por parte da organização) para detectar estes casos.
 
A inquisição também foi tradição durante muito tempo
A Sharia também ainda é tradição
Excisão, mutilações gfenitais, cortes de membros e outras coisas, tudo isto são tradições que há que proteger e apoiar pois são culturais, históricas e integradoras nas sociedades onde se inserem.
 
Um click resolveu, mas ao ler o teu post vi que o que disse responde.

Já não estou na faculdade há uns anos por isso não posso falar da actualidade. Quanto à minha altura também só posso falar da minha faculdade porque foi nela que frequentei o ensino superior.

Cada faculdade tem uma tradição, independentemente se é recente ou não e a mesma pode ser baseada em tradições de outras faculdades. A minha era baseada na de Coimbra.

Ainda assim não acredito que esse problema seja generalizado. Acredito sim que tenha de haver mais cuidado (por parte da organização) para detectar estes casos.

Eu acho uma grande piada quando falas "nestes casos". Mas quais casos? "Estes casos" para serem detectados basta ir a uma universidade ou politécnico qualquer, estão à vista de todos. Abuso e humilhação não é só quando alguém se queixa ou alguém morre.

A esmagadora maioria das praxes neste país são caloiros de quatro a serem insultados a torto e a direito durante horas. Para mim isto é uma coisa tão sem sentido que não entendo como se continua a olhar para isto e a fechar os olhos, só porque vem logo alguém dizer que se está a atacar a vaca sagrada da tradição académica.

Onde porventura tu vês integração eu apenas vejo um bando de frustrados a humilhar gratuitamente colegas seus aproveitando-se de um chavão chamado praxe, ponto final. Numa sociedade civilizada, não há lugar para isto.
 
As praxes são situações de abuso de poder e que dependendo do grau de sadismo de quem lidera podem acabar muito mal, como tem acontecido nos últimos anos. São ainda mais disparatadas em instituições com historial recente de existência.
Numa sociedade que se pretende moderna não têm razão de existir, tal como todas as sociedades da treta que de claro têm muito pouco como a maçonaria.
 
Vou deixar a minha última consideração neste tópico só para dizer duas coisas:

- Primeira é que apreciei a minha praxe, por não ter sofrido abusos e ter sido organizada como deve ser.
- Segunda é que nunca praxei, porque organizar uma praxe dá trabalho e eu tinha mais que fazer [:D]

Mas assisti a praxes bem feitas e com boas lições de vida aos caloiros. Desde organizarem actividades de rua de forma a conseguirem uns trocos para que no fim da praxe houvesse um pequeno lanche para todos, a limparem o jardim da universidade, etc

Aliás, uma das praxes típicas do meu curso consistia num veterano infiltrado a ser "abusado" de propósito, para no final da praxe aparecer trajado e levarem todos um valente raspanete por ninguém ter dito nem feito nada em auxilio do colega.

Não havia as tretas de olhar para o chão ou de encherem só porque sim. No fundo eram actividades de grupo com alguma piada. Sim, tive sorte de estar num curso onde as coisas funcionavam quase sempre assim.

Na mesma universidade também soube de casos de abusos e mesmo de veteranos que levaram no focinho. [:D]

Eu entendo a malta anti praxe, devido aos abusos que acontecem... e se calhar até são a maioria dos casos. É óbvio que nestes moldes a praxe não faz falta nenhuma.
 
Vou deixar a minha última consideração neste tópico só para dizer duas coisas:

- Primeira é que apreciei a minha praxe, por não ter sofrido abusos e ter sido organizada como deve ser.
- Segunda é que nunca praxei, porque organizar uma praxe dá trabalho e eu tinha mais que fazer [:D]

Mas assisti a praxes bem feitas e com boas lições de vida aos caloiros. Desde organizarem actividades de rua de forma a conseguirem uns trocos para que no fim da praxe houvesse um pequeno lanche para todos, a limparem o jardim da universidade, etc

Aliás, uma das praxes típicas do meu curso consistia num veterano infiltrado a ser "abusado" de propósito, para no final da praxe aparecer trajado e levarem todos um valente raspanete por ninguém ter dito nem feito nada em auxilio do colega.

Não havia as tretas de olhar para o chão ou de encherem só porque sim. No fundo eram actividades de grupo com alguma piada. Sim, tive sorte de estar num curso onde as coisas funcionavam quase sempre assim.

Na mesma universidade também soube de casos de abusos e mesmo de veteranos que levaram no focinho. [:D]

Eu entendo a malta anti praxe, devido aos abusos que acontecem... e se calhar até são a maioria dos casos. É óbvio que nestes moldes a praxe não faz falta nenhuma.

Isso que relatas, sim, é praxe. Isso é a verdadeira praxe, aquela que deveria existir em todo o lado: conhecer os colegas, conhecer a Universidade, a cidade, os bares, a vida académica etc. Se a praxe aplicada fosse isto, todos participariam com muito gosto e ninguém alguma vez criticaria o que quer que fosse. Mas, regra geral, não é.

Para mim, das duas uma: ou se regula e se obriga a que a única coisa que possa existir com o nome de praxe seja isto ou então assume-se que isso é impossível e proíbe-se de vez todas as actividades de praxe.
 
Vou deixar a minha última consideração neste tópico só para dizer duas coisas:

- Primeira é que apreciei a minha praxe, por não ter sofrido abusos e ter sido organizada como deve ser.
- Segunda é que nunca praxei, porque organizar uma praxe dá trabalho e eu tinha mais que fazer [:D]

Mas assisti a praxes bem feitas e com boas lições de vida aos caloiros. Desde organizarem actividades de rua de forma a conseguirem uns trocos para que no fim da praxe houvesse um pequeno lanche para todos, a limparem o jardim da universidade, etc

Aliás, uma das praxes típicas do meu curso consistia num veterano infiltrado a ser "abusado" de propósito, para no final da praxe aparecer trajado e levarem todos um valente raspanete por ninguém ter dito nem feito nada em auxilio do colega.

Não havia as tretas de olhar para o chão ou de encherem só porque sim. No fundo eram actividades de grupo com alguma piada. Sim, tive sorte de estar num curso onde as coisas funcionavam quase sempre assim.

Na mesma universidade também soube de casos de abusos e mesmo de veteranos que levaram no focinho. [:D]

Eu entendo a malta anti praxe, devido aos abusos que acontecem... e se calhar até são a maioria dos casos. É óbvio que nestes moldes a praxe não faz falta nenhuma.

Este também vai ser o meu ultimo comentário neste post que já está a entrar em espiral.

É certo que nem todos concordamos com o mesmo e respeito isso, mas quer-me parecer que algumas pessoas estão a querer vincar demasiado certas coisas. Não me parece que haja praxes em que as pessoas passem o dia inteiro a olhar para o chão ou de quatro.

Bom, apenas refiro o que o user disse acima, e eu próprio já tinha deixado um comentário sobre isto mesmo mas há pessoas que só lêem/entendem o que querem.

Eu gostei das minhas praxes e não houve abusos e sim foi 100% de integração.

Eu fiz vários anos parte de comissões de praxe e fiz com que tudo corresse bem e acima de tudo que as pessoas gostasse. Todos gostaram tanto que sempre tive óptima relação com toda a gente. E não, as praxes não era passar o dia inteiro de quatro...
 
As praxes são situações de abuso de poder e que dependendo do grau de sadismo de quem lidera podem acabar muito mal, como tem acontecido nos últimos anos. São ainda mais disparatadas em instituições com historial recente de existência.
Numa sociedade que se pretende moderna não têm razão de existir, tal como todas as sociedades da treta que de claro têm muito pouco como a maçonaria.

As recepções aos caloiros sempre existiram. Agora, aqui tenho a minha dúvida, as recepções pacíficas e com humor também podem ser chamadas de 'praxe' (penso que sim)? Ou a dita 'praxe' é mesmo a recepção 'pesada'? Se é, deve deixar de existir. E, acima de tudo, esta directiva de extinção da praxe deve partir da maioria dos estudantes, pois não os serve para a vida.

Portanto, a praxe tem que ser aquilo para que foi concebida. Introduzir os estudantes caloiros na vida académica. Tão só. Deve ser uma ajuda e não um castigo, nem humilhação puramente gratuitos.
 
Última edição:
Pela mesma razao de haver pessoas que nao entendem a tourada nem lhe acham piada e preocupam-se com ela.

Por exemplo, eu nunca iria tratar um amigo meu como se tratam os caloiros em algumas ocasioes. Isso, por si só está errado e é isso que eu acho que deve ser erradicado.

Praxei um dos meus melhores amigos. Entrou para o meu curso no ano a seguir a mim. Tive que me afastar o máximo possível, mas digo-te que foi o melhor relógio de cuco que aquela escola já viu.
 
Opa, eu só queria dizer que fiquei parva com o que acabei de ler... para quem estranhou as 24 matrículas do Dux não-sei-de-onde, li agora no jornal que o Dux da Universidade do Porto tem 40!! 40 matrículas!!!! Vejo aqui um pouco de síndrome de Peter Pan... ou sou só eu?
 
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