Fim das Praxes?

Quem pensa que a proibição vai fazer com que as praxes acabem pode muito bem tirar o cavalinho da chuva. [:D][:)]

Não é uma questão de ser proibida é uma questão de disciplina e respeito pelo outro, não tenho nada contra uma praxe saudável o que sabemos que não é o que acontece.

sinceramente se as praxes fossem proibidas não sei o que se perdia de tão valioso?... nada? a não ser pura treta infantil. talvez uma multa e justiça faça pensar melhor algumas mentes.
 
Última edição:
Só vi o post inicial e ainda não tinha comentado sobre o caso especifico do Meco e nem o vou fazer por enquanto. Acho que ainda há muita especulação e portanto não passa disso mesmo, comentários em cima da especulação...

Agora este post é relacionado com o fim das praxes, e porquê? Vai-se terminar algo por causa de casos isolados?

Acho que devíamos acabar então com os carros devido à sinistralidade rodoviária, terminar com o álcool porque há gente que morre derivado do mesmo e já agora devíamos terminar também com as facas (sim facas!) porque aí há umas semanas atrás houve uma senhora esfaqueada pelo marido algures na Margem Sul...

Ganhem juízo...
 
Só vi o post inicial e ainda não tinha comentado sobre o caso especifico do Meco e nem o vou fazer por enquanto. Acho que ainda há muita especulação e portanto não passa disso mesmo, comentários em cima da especulação...

Agora este post é relacionado com o fim das praxes, e porquê? Vai-se terminar algo por causa de casos isolados?

Acho que devíamos acabar então com os carros devido à sinistralidade rodoviária, terminar com o álcool porque há gente que morre derivado do mesmo e já agora devíamos terminar também com as facas (sim facas!) porque aí há umas semanas atrás houve uma senhora esfaqueada pelo marido algures na Margem Sul...

Ganhem juízo...

comparações sem lógica.
 
comparações sem lógica.

Então qual é a lógica de se terminar com a praxe? Porque há uma minoria que não concorda com a mesma? Porque há casos isolados de parvoíces?

Talvez não tenhas entendido mas aquelas comparações que fiz foi mesmo para isso, para dar a entender que terminar com a praxe não tem lógica nenhuma.

Quem quer aderir à praxe, adere, quem não quer fica de fora.
 
Então qual é a lógica de se terminar com a praxe? Porque há uma minoria que não concorda com a mesma? Porque há casos isolados de parvoíces?

Talvez não tenhas entendido mas aquelas comparações que fiz foi mesmo para isso, para dar a entender que terminar com a praxe não tem lógica nenhuma.

Quem quer aderir à praxe, adere, quem não quer fica de fora.

fazemos como no sistema suíço tu praxas-me e se for contra a minha vontade processo-te em tribunal o que muito provavelmente vais perder e com resultado vais enviar os teus próximos salários para a minha conta bancaria vais ver como depois se veem as praxes de uma maneira mais saudável e consensual [;)].
 
Então qual é a lógica de se terminar com a praxe? Porque há uma minoria que não concorda com a mesma? Porque há casos isolados de parvoíces?

Talvez não tenhas entendido mas aquelas comparações que fiz foi mesmo para isso, para dar a entender que terminar com a praxe não tem lógica nenhuma.

Quem quer aderir à praxe, adere, quem não quer fica de fora.

A questão deve ser mais ao contrário: qual é mesmo a lógica da praxe existir?! [:D]
 
A questão deve ser mais ao contrário: qual é mesmo a lógica da praxe existir?! [:D]

Corro o risco de repetir o que já foi dito em 4 páginas de tópico, mas se ainda não se falou da razão dela existir posso dar o meu contributo. Ou achas que esta tradição anda a ser feita há séculos sem razão e só porque sim?
 
Isso deve ser alguma modernice dessas universidades mais recentes. Da praxe coimbrã não é com certeza.

Enganas-te Axxantis. No código da praxe de Coimbra é exactamente isso que lá vem.
Sem relógios (a não se de bolso), brincos demasiado grandes/vistosos, maquilhagens à bruta etc.
Também é proibido o uso de guarda chuvas quando se está a usar capa e batina

Agora isso ser respeitado já é outra conversa
 
Corro o risco de repetir o que já foi dito em 4 páginas de tópico, mas se ainda não se falou da razão dela existir posso dar o meu contributo. Ou achas que esta tradição anda a ser feita há séculos sem razão e só porque sim?

metendo-me na conversa. será que estas a procura de todos os meios possíveis para defenderes a praxe apenas porque gostas de ela? creio que nao estejas no lugar do praxado ! ou meramente te interessa.
 
Última edição:
Posso falar da minha experiencia na univ. Coimbra. Nunca tive qualquer problema e apoio que se praxe (Nos moldes com que a conheci).
E e' com algum saudosismo que me lembro de quando fui praxado. O ano de caloiro e o ano de finalista sao as fases mais engracadas da vida academica em Coimbra. Nos outros anos, es mais do mesmo.

O codigo da praxe no meu tempo ja era rigoroso e explica em detalhe as regras.
O que acho que deve acontecer e' a academia explicar logo ao inicio aos caloiros o que e' a praxe. Muitos aceitam entrar na praxe sem perceber muito bem ao que vao, e nao sabem distinguir que e' boa praxe da praxe errada.
 
Corro o risco de repetir o que já foi dito em 4 páginas de tópico, mas se ainda não se falou da razão dela existir posso dar o meu contributo. Ou achas que esta tradição anda a ser feita há séculos sem razão e só porque sim?

Existem várias tradicoes que caíram em desuso. E a tradicao da praxe nao é assim tao antiga (fora de Coimbra).
 
Infelizmente, as praxes de hoje em dia perderam quase todo o significado. Poucas são aquelas que servem para mais do que inflamar o ego de certas pessoas, descarregar frustrações nos caloiros e para os praxistas se sentirem superiores em relação aos outros.

A parte da integração, pode ser verdade em certas universidades ou grupos de praxe, mas em muitas essa dita integração apenas serve como desculpa. Aliás, já vi casos de alunos que ficaram tão amedrontados ao que eram sujeitos na praxe, que tinham medo de andar pela universidade (não fossem ver um senhor doutor) e socializavam o mínimo possível por causa disso.

É verdade que, pessoas brutas e sem respeito há em todo o lado, mas na praxe dá a sensação que vão lá parar uma grande parte. O mal é também os caloiros sujeitarem-se a tudo, eles inconscientemente não sabem que têm um grande poder na mão, se não aderirem não há quem praxar, deixa de fazer sentido. Basta baterem o pé quando acharem que começa a haver abuso, para o rumo das coisas ir mudando pouco a pouco.
 
Última edição:
A praxe é uma tradição académica de muitos anos. Não se deve extinguir por decreto ou outro instrumento legal. Se tiver que deixar de existir, é por vontade dos estudantes.

Todos os excessos devem ser tratados judicialmente como está previsto na lei; não por ser praxe. Não podemos prender uma pessoa (sem antecedentes criminais) porque pensamos previamente e sem fundamento, que ela possa vir a cometer um crime.
 
Corro o risco de repetir o que já foi dito em 4 páginas de tópico, mas se ainda não se falou da razão dela existir posso dar o meu contributo. Ou achas que esta tradição anda a ser feita há séculos sem razão e só porque sim?

Acredita que não vais repetir nada, quem corre esse risco sou eu mas vá, diz-me lá as razões reais que levam a que as praxes hoje em dia continuem a existir. Para que são necessárias? Para que servem? Quem ganha com elas e o que se ganha? Qual o seu fundamento, quais os valores que pretendem transmitir?
 
Acredita que não vais repetir nada, quem corre esse risco sou eu mas vá, diz-me lá as razões reais que levam a que as praxes hoje em dia continuem a existir. Para que são necessárias? Para que servem? Quem ganha com elas e o que se ganha? Qual o seu fundamento, quais os valores que pretendem transmitir?

Para mim a praxe nao devia ser mais do que uma visita guiada á universidade e aos espacos importantes que a circundam, uns torneios de sueca, futebol, metraquilhos e snooker e pouco mais. Deste modo ensinam-se os caloiros a orientarem-se na universidade e as actividades de grupo sao uma forma de se conhecerem melhor.
 
Quem conhece a cidade de Setúbal, conhece o lago que há na praça do Bocage. Pois eu digo-vos, no meu ano de caloira, andámos todos ao banho, e só me lembro da cara dos veteranos, cheios de calor (Setembro/Outubro quente) e nós ali, a curtir dentro de água... Ainda a quem conhece o sítio, a Camara de Setúbal limpa todos os anos propositadamente o lago, para as praxes, já que é ali que todos somos batizados.
 
A praxe é uma tradição académica de muitos anos. Não se deve extinguir por decreto ou outro instrumento legal. Se tiver que deixar de existir, é por vontade dos estudantes.

Todos os excessos devem ser tratados judicialmente como está previsto na lei; não por ser praxe. Não podemos prender uma pessoa (sem antecedentes criminais) porque pensamos previamente e sem fundamento, que ela possa vir a cometer um crime.

Desculpa lá, mas não serás o marido rejeitado do tópico ali ao lado?[:D][:D] Quando é que esta malta cresce e começa a perceber que a universidade não é um recreio, mas antes um sério local de trabalho.
 
A praxe é uma tradição académica de muitos anos. Não se deve extinguir por decreto ou outro instrumento legal. Se tiver que deixar de existir, é por vontade dos estudantes.
tradição? muitos anos? :confused:
praxe é unhas e cabelo. o resto é gozo.
pintar alguém é praxe? fazer flexões, chafurdar na lama, tomar banho em "lagos" contaminados é praxe?
 
metendo-me na conversa. será que estas a procura de todos os meios possíveis para defenderes a praxe apenas porque gostas de ela?

Sim defendo a praxe mas defendo acima de tudo o respeito por terceiros e se tudo correr como deveria ser uma coisa não tem implicação com a outra.

O grande problema o mal começa pela raiz, quero com isto dizer que quem está à frente a coordenar as actividades académicas. Atenção que a vida académica vai muito para além da praxe, esta é parte integrante da vida académica.

Quem está a coordenar (e restantes membros) este tipo de actividades tem que:
1) Entender muito bem a vida académica;
2) Saber passar os valores da mesma aos membros mais novos para dar uma continuidade correcta da tradição;

Já que falamos de praxe aqui vai só umas pequenas notas, eu defendo (assim como muitos) que a praxe é uma integração do caloiro à vida académica e isto engloba os colegas, a faculdade etc...
Se há alguém que não se reveja nisto deve ficar de fora como é lógico e eu nem ninguém que cumpra a definição que coloquei acima vai deixar de respeitar essas pessoas.

Neste tipo de tópicos vê-se sempre três tipos de argumentos:
1 - Os que não andaram na faculdade dizem babuseiras e não sabem do que falam;
2 - O anti-praxe diz que a praxe não serve para nada e que fez o curso na mesma e conheceu pessoas na mesma e acabou o curso;
3 - Os que a defendem e dizem que é uma preparação para a vida e blá blá whikas saquetas...

O 2º argumento acho que não está errado de todo, é certo, uma pessoa ao não aderir a essas actividades não se vai isolar do mundo mas uma coisa é certa, começa-se o tempo de aulas totalmente afastado das pessoas e aos poucos e poucos vai ter de se integrar com um grupo que já fez centenas de jogos entre si e que já partilharam de uma série de histórias entre si. Não faz com que sejam todos amigos, mas são conhecidos e não precisam de desbloqueadores de conversa para falarem e pedirem o que quer que seja.

Ao fim de uma semana de praxe dezenas de pessoas já se conhecem, ponto.

Isto é um assunto longo e o que escrevi para trás não descreve na totalidade o meu ponto de vista.

Agora o meu caso:
No meu ano entrámos cerca de 70 e tal pessoas e correu tudo sem problema algum onde guardo memórias fantásticas das histórias que aconteceram de alguns amigos que fiz.
Nos anos seguintes praxei (excepto o ultimo já quase nem participei em nada) e pertenci a várias comissões (seja de praxe, de organização de festas e AE) e no meu entender não só praxava como controlava +- os abusos que poderiam existir.

Falo de abusos porque? Porque embora nunca tenha presenciado situações macabras há algo que temos de ter sempre presente em mente: o que para mim é aceitável para outra pessoa pode não ser. E com base nesta premissa sempre que alguém não queria fazer algo estava tudo bem porque aquele grupo (de veteranos mais caloiros) estão ali para se divertir e partilhar momentos únicos.

Há coisas básicas que se devem fazer logo no inicio tais como perceber se alguém tem algum tipo de alergia, se pode estar exposto ao sol qualquer doença que tenham e às vezes este tipo de aspectos cai no esquecimento e dá asneira.

Não me quero gabar mas enquanto integrei na comissão correu sempre tudo bem.

Posto o que descrevi para alguns anti-praxe pensam que este tipo de pessoas não acabam o curso e ficam para lá anos e anos mas comigo e com muito mais gente isso não aconteceu, embora como é lógico tenha conhecido pessoas que assim o fizeram... Acabei o meu curso, trabalho e tenho sucesso no meu trabalho. Assim como eu, conheço dezenas de pessoas assim.
 
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