Fim das Praxes?

Estudo em Aveiro e só não fui praxado mais vezes porque achei que perder uma tarde por semana para isso era um exagero.

Das vezes que fui praxado diverti-me e nunca me faltaram ao respeito. Também não passei vergonhas. Aliás, não sei se não será mais fácil passar vergonhas em 5 dias de semana académica do que num ano de praxe académica. [:D]
Ah, e ninguém praxa sozinho.

A ideia com que fico é que a praxe depende muito do estabelecimento de ensino e das pessoas.

Dizemos que os taxistas não respeitam o trânsito mas se calhar estamos errados e apenas pensamos assim porque estão diferenciados dos restantes condutores.
A generalização promove o erro. E tanto gostamos nós de generalizar...
 
É verdade que não tem obrigatoriedade (eu disse-o), mas há um conjunto de "factores" já citados que se conjugam e tornam esse voluntarismo muito limitado, ou o dizer um não uma resposta difícil. Pior ainda, entrando para ver como são as coisas, depois para sair é ainda mais complicado.
No meu ano acho que houve 3 ou 4 pessoas que não participaram, todas de Braga. Um "pescador" de Vila do Conde que entrou na 2ªfase recebeu um dia um papel numa aula de um senhor doutor que dizia algo do género "se não apareces à praxe estás lixado"!
Ele sai cá fora e do seu 1,9m diz quem foi o FdP que me mandou esta porcaria que o rebento todo, o doutor ainda demorou uns segundos a acusar-se... acabou por participar na praxe meia dúzia de vezes e te garanto que ninguém abusava dele!
Mas como se viu mais à frente durante o curso e apesar da idade era alguém já vivido, senhor do seu nariz, diferente aí de 99% do pessoal que chega à universidade.
Quantas mais pessoas conheço que fariam o mesmo? Poucas muito poucas, mulheres então diria que 1 em cada 1000!

É um tema que alguém abordou só nos últimos posts, a praxe dá jeito a muita gente para como eu lhe chamo "pranchar" umas caloiras ou caloiros.

Eu fui uma vez para experimentar, não apreciei, nunca mais fui, nem me declarei anti-praxe como também pressionaram para eu declarar.

É verdade que eles pressionam, mas as pessoas tem de saber discernir o melhor para si mesmas.

As pessoas chegam à universidade e perdem-se, com praxe e sem praxe, não sei se será fruto da educação ou ficam influenciados pela sensação de liberdade.

Ter a capacidade de dizer não é essencial, e a faculdade parece-me um bom sitio para que o comecem a aprender. A única coisa que consigo concordar, é que a praxe javardolas seja proibida dentro das instalações da faculdade, o que poderia facilitar dizer não. Caso fizessem fora das instalações das universidades, já era responsabilidade de cada um.
 
Até concordava contigo, se esses alunos não tivessem a estudar com o dinheiro dos pais, que muitas vezes fazem grandes sacrificios para mandar para a universidade e o dinheiro dos contribuintes que financia o ensino.

Quanto aos pais, não me interessa, é responsabilidade deles fazerem o filho sofrer as consequências dos seus actos.

Quanto aos dinheiros públicos concordo, daí neste momento existirem créditos minimos para serem concluidos num período de tempo. Caso não sejam cumpridos a inscrição no ano lectivo seguinte é vedada. O caminho será apertar ainda mais esse critério.
 
Fui praxado e praxei, e focando agora no tempo que praxei (e estive bem envolvido), preferia ter 10 caloiros com vontade de lá estar, do que 50 contrariados.

Se alguém se chegasse ao pé de mim e dissesse que não queria ser praxado, eu só lhe dizia "Fixe. Podes ir embora.". Em praxes com cerca de 80 caloiros, não era 1 que ia fazer a diferença.
 
A Praxe não pode acabar!!!

7738_663920180313696_1190034472_n.jpg
 
Eu acho que qualquer pessoa pode pedir para não participar na praxe.
Aliás, não dá gosto nenhum praxar quem não está a "gostar".

Agora muito importante: não pode não querer ser praxado um ano e depois querer praxar 3 ou mais anos. [;)]
 
Há sítios que já proíbem dentro dos edifícios, não na totalidade das instalações.

Um caloiro mesmo bom, até consegue acabar por também praxar um veterano(a) [;)] [:D]

Fui praxado um ano e praxei vários.
Hoje tenho a impressão que o melhor foi o ano de Caloiro.

Os meus Caloiros ficaram todos meus amigos. True Story.
Hoje dizem ter adorado o ano de Caloiro também.
 
Última edição:
Voltar
Superior