Euromilhões

Estão todos a assumir que essa sociedade era feita com amigos.

Contudo essas sociedades, normalmente fazem-se no trabalho. Normalmente a malta junta-se, dá 1€ cada um e vai meter o Euromilhões, mas só um fica com o talão. Esse gajo que mete o Euromilhões é normalmente um colega de trabalho e eventualmente nessa sociedade até está também o nosso chefe que é um granda filho da p.. e que ainda a semana passada me lixou bem lixado porque... blá, blá, blá....

Se até em famílias a altura de partilhas de heranças é uma fita pegada, que dá tantas vezes em discussão, quanto mais com o Euromilhões!

Pois eu não faço sociedades com ninguém. Se quiser jogar, jogo sozinho!
 
Fico pasmado com a ganância humana que parece não ter limites. As pessoas estão habituadas a “não ter nada”, mas quando pensam sequer poder vir a ter, nem que seja muito mais do que precisam, então querem sempre mais, e se puderem, gostariam de ter mais ainda fosse a que preço fosse passando por cima de tudo e de todos. Isto só mostra um pouco da intranquilidade do ser humano que não sabe definir bem aquilo que realmente quer da vida.

O maior problema é que as pessoas são extremamente egoístas, e só pensam em si. Ao falarmos do Euromilhões, estamos a falar de verbas que mesmo divididas por algumas pessoas, são mais do que suficientes para se levar um vida cheia de luxo e de acesso a coisas com as coisas apenas sonhámos.
Mas mesmo assim, o ser humano na sua avidez desmedida e egocentrista, é incapaz de pensar em partilhar com os outros. O que é certo é que criticamos a indiferença, a arrogância e a insensibilidade que caracterizam os ricos, e mal nos imaginamos numa posição igual comportamo-nos de forma igual ou pior. Depois queixamo-nos da frieza com que os patrões mandam os trabalhadores para o desemprego. Dá mesmo para dizer que é tudo farinha do mesmo saco. Destroem-se amizades, quebram-se acordos, desprezam-se valores de amizade e respeito pelo próximo, arrumando a dignidade a um canto em proveito próprio. Mas que falta de valores! É isto que torna a nossa sociedade tão medíocre.

Faz-me lembrar aqueles filmes em que a ignorância dos ladrões, para quem a parcela do dinheiro que lhes caberá nunca é suficiente, e acabam por se matar uns aos outros e ninguém usufrui do saque. Eu pensava que era só nos filmes, mas pelos vistos…

Só acho incrível como é que mesmo em tempos de crise as pessoas não sabem dar valor ao pouco que têm. A mim, pessoalmente, se me calhassem 1.000€ ficaria contente, pois ganhava-os sem esforço. Tenho os meus objectivos na vida que passam por mim e pelos meus. Se tivesse o que necessitava (e que não seria muito) completava a minha felicidade ajudando quem precisa e vive na miséria ou é vítima do infortúnio da vida a poder ser um pouco menos infeliz.
Tanto eu como a minha esposa, caso tivéssemos uma grande quantia de dinheiro, temos o sonho de arranjar um espaço de acolhimento de animais mal tratados, animais em vias de extinção, fazer hipo terapia para crianças deficientes e ajudar pontualmente instituições de solidariedade com dinheiro e campanhas. Custa-me ver as pessoas que podendo ter uma casa de 400 mil euros pensassem logo em vir a ter uma de 10 milhões, ou várias casas, mesmo que mal as usassem. Que em vez de terem um carro de 50 ou 100 mil euros passariam a ter vários no valor de milhões. E quando se fala no próximo, que está em posição igual ou pior do que estávamos, logo nos esquecemos de como estávamos antes.

Quanto à pergunta do tópico, para mim, quebrar o acordo é patifaria pura, que mostra a pobreza de espírito que por aí anda.
Felizmente ainda existe gente com valores e que fazem questão de honrar a palavra, senão dava este mundo como irremediavelmente perdido.

Infelizmente, começo cada vez mais a compreender que o estado em que o nosso país se encontra se deve à (in)cultura de massas da nossa sociedade e à falta de valores.

No fundo, tudo se resume ao “Eu. Uma palavra bem pequena para conter o nosso egoísmo que é tão grande.” (Madame Amiel-La-peyre)
 
Última edição:
Respondi que não dividia, MAS não tinha lido o tópico, portanto dividia sem dúvida nenhuma (pensei que era para dividir com toda a gente/sociedade, [:)])...
 
Fico pasmado com a ganância humana que parece não ter limites. As pessoas estão habituadas a “não ter nada”, mas quando pensam sequer poder vir a ter, nem que seja muito mais do que precisam, então querem sempre mais, e se puderem, gostariam de ter mais ainda fosse a que preço fosse passando por cima de tudo e de todos. Isto só mostra um pouco da intranquilidade do ser humano que não sabe definir bem aquilo que realmente quer da vida.

O maior problema é que as pessoas são extremamente egoístas, e só pensam em si. Ao falarmos do Euromilhões, estamos a falar de verbas que mesmo divididas por algumas pessoas, são mais do que suficientes para se levar um vida cheia de luxo e de acesso a coisas com as coisas apenas sonhámos.
Mas mesmo assim, o ser humano na sua avidez desmedida e egocentrista, é incapaz de pensar em partilhar com os outros. O que é certo é que criticamos a indiferença, a arrogância e a insensibilidade que caracterizam os ricos, e mal nos imaginamos numa posição igual comportamo-nos de forma igual ou pior. Depois queixamo-nos da frieza com que os patrões mandam os trabalhadores para o desemprego. Dá mesmo para dizer que é tudo farinha do mesmo saco. Destroem-se amizades, quebram-se acordos, desprezam-se valores de amizade e respeito pelo próximo, arrumando a dignidade a um canto em proveito próprio. Mas que falta de valores! É isto que torna a nossa sociedade tão medíocre.

Faz-me lembrar aqueles filmes em que a ignorância dos ladrões, para quem a parcela do dinheiro que lhes caberá nunca é suficiente, e acabam por se matar uns aos outros e ninguém usufrui do saque. Eu pensava que era só nos filmes, mas pelos vistos…

Só acho incrível como é que mesmo em tempos de crise as pessoas não sabem dar valor ao pouco que têm. A mim, pessoalmente, se me calhassem 1.000€ ficaria contente, pois ganhava-os sem esforço. Tenho os meus objectivos na vida que passam por mim e pelos meus. Se tivesse o que necessitava (e que não seria muito) completava a minha felicidade ajudando quem precisa e vive na miséria ou é vítima do infortúnio da vida a poder ser um pouco menos infeliz.
Tanto eu como a minha esposa, caso tivéssemos uma grande quantia de dinheiro, temos o sonho de arranjar um espaço de acolhimento de animais mal tratados, animais em vias de extinção, fazer hipo terapia para crianças deficientes e ajudar pontualmente instituições de solidariedade com dinheiro e campanhas. Custa-me ver as pessoas que podendo ter uma casa de 400 mil euros pensassem logo em vir a ter uma de 10 milhões, ou várias casas, mesmo que mal as usassem. Que em vez de terem um carro de 50 ou 100 mil euros passariam a ter vários no valor de milhões. E quando se fala no próximo, que está em posição igual ou pior do que estávamos, logo nos esquecemos de como estávamos antes.

Quanto à pergunta do tópico, para mim, quebrar o acordo é patifaria pura, que mostra a pobreza de espírito que por aí anda.
Felizmente ainda existe gente com valores e que fazem questão de honrar a palavra, senão dava este mundo como irremediavelmente perdido.

Infelizmente, começo cada vez mais a compreender que o estado em que o nosso país se encontra se deve à (in)cultura de massas da nossa sociedade e à falta de valores.

No fundo, tudo se resume ao “Eu. Uma palavra bem pequena para conter o nosso egoísmo que é tão grande.” (Madame Amiel-La-peyre)



Quando identifico o bem, fico mais feliz por saber que não estou sozinho apr:)
 
Quando a minha palavra é dada, é respeitada até ao fim.

Quem não a respeita, não merece a minha amizade.


Claro que dividia e até o partilharia com alguns amigos. A minha amizade não tem limites.
 
Obviamente que seria tentador, mas não sou pessoa de apunhalar os amigos, por isso seria com bastante gosto que dividiria com os restantes vencedores e consoante a quantia que me calhasse, ainda dividiria por mais algumas pessoas.

Aos que responderam que não dividiriam.. o que fariam quando descobrissem que um "amigo" lhes ficou com dinheiro que era vosso por "direito"... ah pois é... [;)]
 
A moral e carácter formam-se à base de muita coisa.

O que hoje é branco, amanhã é preto. Para as mesmas pessoas.

Eu entendo que não. Teria um comportamento leal. Penso que...

Mas já vi tanta gente que por causa do dinheiro adoptam comportamentos estranhos, que duvido muito seriamente de que a maioria adoptasse a atitude que transmitiu aqui no fórum.

E por ilógico que pareça, quanto maior for o bolo a dividir, mais bizarras são as atitudes.

Já vi tantas situações dessas (não com 150milhões em cima da mesa), que diria que existe 60% de hipóteses de haver problemas.

Vejam o caso dos namorados de Famalicão. Não é preciso ir mais longe. [:D] [;)]

Que acabou em Tribunal com sentença marcada para final de Março.
Mas que acima de tudo acabou com uma relação.
 
O que me preocupa seriamente (falo a sério) são as duas pessoas que responderam que não dividiam o dinheiro


Não consigo lidar com a maldade pura humana [8b]

Eu fui a 8a pessoa a responder que não dividia, mas votei antes de ler o primeiro post. Pensei que a questão era se dividia com a comunidade portuguesa, ou seja, se dividia por todos os portugueses. :sh)

So' depois li que era para dividir com quem tinha jogado comigo. Nesse caso nem pensaria duas vezes, acordo e' acordo!
 
Não jogam e acreditam que lhes saiu o prémio! Acreditam que estas coisas são tratadas por correio! E ainda acreditam que têm que pagar para receber![:D]

Tá bem abelha, se não fossem gananciosos nada disso acontecia!

Pena tenho de quem não tem dinheiro para viver, agora de quem tem para esbanjar desta forma......:sh)

Vanquish, nada disso, nada de Ganancia!
Foram BURROS, apenas!
Impressionante!
 
ai se eu tivesse 5€ por cada vez que me saiu a lotaria desse modo, que me deixaram heranças, que me proposeram ficar com dinheiros abandonados em bancos, etc era um gajo rico

ainda há dias ganhei a lotaria da BMW Inglesa, e não o prémio não era um carro, era mesmo uns centos de milhares de libras

MC
 
Voltar
Superior