Para mim o Veyron é um carro de referência, costumo referencia-lo quando em conversas de café os amigos dizem que um carro com mais potência consome menos, portanto este com 1001 cv é a melhor prova, para quem quiser ver esse facto tá aqui o pdf das caracteristicas dele, inclusive o consumo.
http://www.bugatti-configurator.com/content/pdf/Veyron_en.pdf
Portanto um carro com 1880 kg consume 24.1 L em circuito combinado, quando um BMW série 7 com 1935 kg consome 9.9 L em circuito combinado, portanto lá se vai o mito do mais potencia menos consumo. [][
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Existe um ponto óptimo entre peso do carro e caracteristicas que o motor deve apresentar, e é normal as versões base consumirem mais de que a versão imediatamente acima, já que o esforço do motor será menor do que na versão mais fraca.
Por exemplo: o que consumirá menos? O VW Polo 1.2 de 60 ou o 1.2 de 70?
E há casos em que a tecnologia aplicada permite carros mais potentes a consumirem menos que carros menos potentes. Como exemplo, compare-se os consumos entre o 1.4 Multiair com 135cv (com turbo), e o 1.4 Multiair com 105cv (sem turbo).
Mas como disse, carros mais potentes consomem menos que outros mais fracos até um certo ponto.
Depois, claro, com o excesso de potência ou cubicagem, como em versões desportivas fará, claro, o carro consumir mais.
Um exercicio interessante, para comparar esse exemplo que deste, seria pegar no motor do BMW e colocá-lo no Veyron e vice-versa. Colocar o V12 no lugar do V16, ainda permitiria ao Veyron perder uns 200 quilinhos de peso.
O V16 pesa perto de 400, enquanto o V12 deve pesar à volta de 200.
E já agora, pormenor, essa questão do peso do Veyron tem de ser corrigida.
Os 1888kg são a seco, que é para não assustar o pessoal. Junta-lhe combustivel, óleo e liquido para 9 ou 10 radiadores, e mais um condutor, e o peso real da coisa anda pelos 2100kg´/2200kg
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Em relação à discussão do exagero.
Sim, o Veyron é das coisas mais exageradas no planeta. É ostensivo, excessivo e um tipo pensa... para quê?
Compará-lo com Ferraris e Lambos está no vosso direito, mas temos de olhar para o Veyron como um hyper-GT. Aquilo não foi feito para dominar as curvas do Nurburgring, mas para ser a expressão máximo de luxo.
Que carro com excessivos niveis de potência e performance vocês conhecem que consiga ser tão fácil de conduzir e seja razoavelmente confortável?
Os únicos que me ocorrem são preparações do género que a Brabus faz com alguns modelos Mercedes, com motores descomunais e performances (em linha recta) capaz de envergonhar superdesportivos de raiz.
São os responsáveis da marca que o dizem.
Os nossos rivais não são Ferraris ou Paganis. Mas o nosso objectivo é convencer os nossos clientes a não comprarem um iate ou um helicoptero e optarem por um Veyron.[
Estamos a falar de uma realidade completamente distinta, né?
No que toca à tecnologia e engenharia, o Veyron permitiu avanços ao nivel da tecnologia de pneus, materiais e soluções para lidar com niveis de potência e binario bem altos.
Excluindo o H1, que obedeceu a um caderno de encargos distinto (e mesmo o Humvee tem mais dado dores de cabeça do que resolvido ao exército americano, com uma fiabilidade e custos desastrosos), o que é que os também exagerados H2 e H3 constribuiram para o avanço da espécie?
Apesar de modificada, estamos a falar de uma base concebida originalmente para uma pick-up. Não é sofisiticada, apesar de perfeitamente adequada aos objectivos propostos, que fazem parte das necessidades de uma pick-up full size.
MAs que interessa isso quando falamos de um Hummer?
Como temos verificado, não há muita a gente a levá-los para o meio do mato, e como tal, são criaturas crudes para uma utilização quotidiana.
São criaturas exageradas, mas do mais convencional e banal que há.
Havia possibilidades de fazer melhor, mas não se deram ao trabalho, apostando apenas na imagem de criatura gigante e inadequada, à medida do ego dos seus donos.
Apesar do Veyron servir os mesmos propósitos, e eu não sou nada fã da criatura (apesar de este post parecer o contrário), os problemas que o mesmo tinha de contornar, relativos sobretudo aos números que possibilitava no campo das performances, obrigou a saltos tecnológicos.
O Hummer consegue a mesma proeza com soluções arcaicas. Nem se sequer se dignificou a mostrar nada de novo. É só mesmo embalagem.