As praxes deviam ser proibidas?

As praxes deviam ser proibidas?

  • Sim, as praxes devem ser proibidas

    Votos: 38 38,8%
  • devem ser combatidas, mas não proibidas

    Votos: 4 4,1%
  • devem apenas ser regulamentadas e vigiadas

    Votos: 31 31,6%
  • deixemos os estudantes em autoregulamentação

    Votos: 15 15,3%
  • devem ser promovidas

    Votos: 10 10,2%
  • não sei, não vi, não estava lá, outras hipóteses

    Votos: 0 0,0%

  • Total de eleitores
    98
http://mcv.aac.uc.pt/files/Codigo_da_Praxe3ed.pdf

Retirado do código da praxe: (coisas que são permitidas fazer aos caloiros)

1. Aos Caloiros é vedada a permanência na via pública após a meia-noite (zero horas)
até à hora do primeiro toque matutino da Cabra e estão sujeitos à PRAXE de Trupe
e só a esta, durante este espaço de tempo;
2. A infracção ao que se dispõe neste artigo traduzir-se-á em rapanço, se as crinas do
animal tiverem mais de dois dedos de comprimento no caso dos Caloiros Nacionais
e de unhas no caso dos Caloiros Estrangeiros, a aplicar por Trupe.

Artigo 22º
1. Os Caloiros não podem assistir à aplicação de sanções a outrém;
2. A infracção será punida com sanção de unhas que poderá ser aplicada por Trupe
ou por qualquer Doutor de hierarquia igual ou superior a Puto. Estando presentes
vários Doutores de hierarquias diferentes, apenas poderão aplicar a sanção aquele ou
aqueles que tiverem a hierarquia superior.


Tem a validade que tem, dado que se lê no mesmo documento:

A Praxe é um conjunto de usos e costumes praticados entre elementos deuma mesma sociedade e aceite por todos eles, o que exclui à partida todosos que não concordam com ela. Esta exclusão, no entanto, limita-se às cerimóniasditas praxísticas, uma vez que essas actividades apenas fazem sentidopara quem segue os preceitos da Praxe. Em caso algum se referem a actividadesacadémicas como a participação em festas, conferências, direcçõesassociativas. (...)
Começaremos por falar dealguns aspectos polémicos muitas vezes associados à Praxe, praticados emalguns estabelecimentos de ensino superior, mas que são proibidos na Universidadede Coimbra por irem contra o seu verdadeiro propósito. É o casode pinturas no corpo, de obrigar o caloiro a pagar bebidas ou agredir fisicamenteo caloiro.

P.S:
Caso não tenha ficado explícito, não concordo com 99% dessas pseudo regras e "costumes" são idiotas e um entretém quase Pré maçónico para essas comissões de praxe.
Mas como cada um é livre de fazer as idiotices que quer, não acho bem a proibição.
 
Última edição:
Puritanismos?

Eu não admito que alguém me falte ao respeito, berrando aos ouvidos. Também não o faço com os outros, pelo menos assim fui educado. Não admito que obriguem a fazer o que não entendo (e se repetiram a gracinha, a coisa corre mal, muito mal). Não admito que me deem ordens, quando não têm qualquer autoridade para o fazer.

Mas, lá está, tudo isto se resume a educação. Mas há quem considere puritanismos. :rolleyes:

E, da forma que não admito, declarei-me anti-praxe, com todo o gosto. Mas bem que tentaram coagi.... ups, perdão... "avisar e esclarecer" (como os pseudodoutores adoram conotar), que não poderia ir a jantares de curso, festas académicas, e tudo o que pertencesse a atividades académicas organizadas pela AE.

E, o mais engraçado de tudo, queriam obrigar-me a ir ao tribunal de praxe por declarar-me antipraxe [:D][:D]. Obviamente não meti lá os pes. Era o que mais faltava alguém dizer onde tenho que estar, onde não posso estar, e onde tenho que comparecer!

Em que é que consiste essa declaração anti praxe? qual é o procedimento?

E já agora consideras-te uma pessoa muito especial, e muito forte por teres conseguido resistir ás pessoas que te queriam praxar? Achas que o cidadão comum está muito longe de ter a tua capacidade? Há esperança para que mais gente possa ter a tua capacidade?
 
Meus caros, ou o mundo da praxe mudou muito ou deixem que lhes diga que devem ter sido todos praxados no Afeganistão!!
Mas será que não conhecem nenhum exemplo em que a praxe correu bem? Não estão a misturar a parte com o todo?
É que o único exemplo que aqui li na primeira pessoa foi o do HMartinho, que teve maturidade para dizer NÃO!

Tenho certeza que existem praxes que correm bem.
Mas um jovem com 18/19/20/21 anos é por natureza muito imaturo, quer para dizer não quer para praxar bem.
Enquanto existirem praxes irá sempre existir praxes que correm mal.
 
rsk,

Típica posta ao lado... vai lá ler o post 156...

li muito bem, esse post 156 assim como os outros comentários.

estar a apresentar as praxes como uma ligeireza digna de um campo de escuteiros, onde todos os meninos cantam *kumbaya" à volta de um fogueira, é desprezar a inteligência das pessoas.

como dizer "não, não quero" e fica tudo bem é uma treta, porque aquele que assim o faz é excluído e sofrerá das pressões sociais, pertencer a lista dos ranhosos, ver o nome afixado nas paredes da faculdade, não poder entrar em festas, ser discriminado, não poder ir trajado à cerimonias, ali contra as expectativas dos pais, cujo orgulho não pode sofrer desapontamentos, sobretudo quando há um sacrificio financeiro ..... pior é que as universidades compactuam com isso e alienam-se as regras e ao bom senso, desresponsabilizam-se e assobiam para o lado.

a vida acadêmica passa por esses rituais, onde para fazer parte da elite da malta porreira tens que te submeter e sofrer, é sadico e perverso, é o amolestador que foi amolestado.

mas sim, é uma posta ao lado,
é o tal desprezo dessa raça superior e arrogante, que funciona como uma seita, com pactos de silêncio e hierarquias,

são esses os doutores que depois vão para cargos politicos e posições de responsabilidades, o ritual de iniciação começou logo ali na universidade,
não é a educação que receberam em casa, porque essa é dada de boa vontade, são esses lobbies de gente mimada que vão condicionando a sociedade de uma forma ou de outra. a falta de escrupulos e de responsabilidades começa logo aí.

passa bem.
 
Última edição:
Tem a validade que tem, dado que se lê no mesmo documento:

A Praxe é um conjunto de usos e costumes praticados entre elementos deuma mesma sociedade e aceite por todos eles, o que exclui à partida todosos que não concordam com ela. Esta exclusão, no entanto, limita-se às cerimóniasditas praxísticas, uma vez que essas actividades apenas fazem sentidopara quem segue os preceitos da Praxe. Em caso algum se referem a actividadesacadémicas como a participação em festas, conferências, direcçõesassociativas. (...)
Começaremos por falar dealguns aspectos polémicos muitas vezes associados à Praxe, praticados emalguns estabelecimentos de ensino superior, mas que são proibidos na Universidadede Coimbra por irem contra o seu verdadeiro propósito. É o casode pinturas no corpo, de obrigar o caloiro a pagar bebidas ou agredir fisicamenteo caloiro.

P.S:
Caso não tenha ficado explícito, não concordo com 99% dessas pseudo regras e "costumes" são idiotas e um entretém quase Pré maçónico para essas comissões de praxe.
Mas como cada um é livre de fazer as idiotices que quer, não acho bem a proibição.

Claro que tem a validade que tem, mas quando no suposto mandamento das praxes se chama animal ao ser humano e se ordena o corte das crinas (cabelo) ao animal (caloiro) que ande cá fora depois da meia noite, o resto já se adivinha.
 
li muito bem, esse post 156 assim como os outros comentários.

estar a apresentar as praxes como uma ligeireza digna de um campo de escuteiros, onde todos os meninos cantam *kumbaya" à volta de um fogueira, é desprezar a inteligência das pessoas.

como dizer "não, não quero" e fica tudo bem é uma treta, porque aquele que assim o faz é excluído e sofrerá das pressões sociais, pertencer a lista dos ranhosos, ver o nome afixado nas paredes da faculdade, não poder entrar em festas, ser discriminado, não poder ir trajado à cerimonias, ali contra as expectativas dos pais, cujo orgulho não pode sofrer desapontamentos, sobretudo quando há um sacrificio financeiro ..... pior é que as universidades compactuam com isso e alienam-se as regras e ao bom senso, desresponsabilizam-se e assobiam para o lado.

a vida acadêmica passa por esses rituais, onde para fazer parte da elite da malta porreira tens que te submeter e sofrer, é sadico e perverso, é o amolestador que foi amolestado.

mas sim, é uma posta ao lado,
é o tal desprezo dessa raça superior e arrogante, que funciona como uma seita, com pactos de silêncio e hierarquias,

são esses os doutores que depois vão para cargos politicos e posições de responsabilidades, o ritual de iniciação começou logo ali na universidade,
não é a educação que receberam em casa, porque essa é dada de boa vontade, são esses lobbies de gente mimada que vão condicionando a sociedade de uma forma ou de outra. a falta de escrupulos e de responsabilidades começa logo aí.

passa bem.
Assino por baixo! Na mouche em relação aos políticos, em que a maioria terá passado pela CP. Veja-se a escumalha que temos!
 
Claro que tem a validade que tem, mas quando no suposto mandamento das praxes se chama animal ao ser humano e se ordena o corte das crinas (cabelo) ao animal (caloiro) que ande cá fora depois da meia noite, o resto já se adivinha.

Vou fazer quote a mim próprio:
não concordo com 99% dessas pseudo regras e "costumes" são idiotas e um entretém quase Pré maçónico para essas comissões de praxe.
Mas como cada um é livre de fazer as idiotices que quer, não acho bem a proibição.

Se és adulto e te dispões a ser chamado de besta, e no fim até gostas e fazes o mesmo ao próximo... deixa-los andar...
Há quem use o tabaco para se integrar, o alcool, os escuteiros, as praxes...

Isto enquanto não houver abusos para lá do aceitável.
Caso os haja, que se criem mecanismos eficazes para fazer valer a legislação, simples.
 
Em que é que consiste essa declaração anti praxe? qual é o procedimento?

E já agora consideras-te uma pessoa muito especial, e muito forte por teres conseguido resistir ás pessoas que te queriam praxar? Achas que o cidadão comum está muito longe de ter a tua capacidade? Há esperança para que mais gente possa ter a tua capacidade?

Lá vamos nós às presunções de pacotilha... Até já estava a achar estranho! [:D]

Onde é que eu disse que era mais que os outros? Onde disse que também não sou um cidadão comum, como qualquer outra pessoa?

Da mesma forma que eu declarei-me anti-praxe, mais gente na minha turma seguiu o mesmo caminho. Não muitos, mas alguns.
 
Claro que tem a validade que tem, mas quando no suposto mandamento das praxes se chama animal ao ser humano e se ordena o corte das crinas (cabelo) ao animal (caloiro) que ande cá fora depois da meia noite, o resto já se adivinha.

e assim vai a historia de um colega trabalhador-estudante que um dia estava num restaurante com uns clientes, entraram dois "doutores" trajados pelo restaurante dentro e trataram o colega por animal, besta e exigiram que esse se levantasse. aquilo acalmou.

mas logo a seguir reencontraram-se no parque de estacionamento, agarrou o senhor doutor pelos cabelos, e partiu-lhe o nariz à socada, ainda guardou como recordação um punhado de cabelo.
 
Claro que tem a validade que tem, mas quando no suposto mandamento das praxes se chama animal ao ser humano e se ordena o corte das crinas (cabelo) ao animal (caloiro) que ande cá fora depois da meia noite, o resto já se adivinha.

Em Leiria, é por bestas a forma que os "doutores" se dirigem aos caloiros. Tudo integração, portanto.
 
Vou fazer quote a mim próprio:


Se és adulto e te dispões a ser chamado de besta, e no fim até gostas e fazes o mesmo ao próximo... deixa-los andar...
Há quem use o tabaco para se integrar, o alcool, os escuteiros, as praxes...

Isto enquanto não houver abusos para lá do aceitável.
Caso os haja, que se criem mecanismos eficazes para fazer valer a legislação, simples.

La estas tu em Círculos.

O que recomendas então para se acabar com os abusos? Não estou a ver uma espécie de ASAE em todas as universidades dura te todo o ano a controlar praxes.
 
e assim vai a historia de um colega trabalhador-estudante que um dia estava num restaurante com uns clientes, entraram dois "doutores" trajados pelo restaurante dentro e trataram o colega por animal, besta e exigiram que esse se levantasse. aquilo acalmou.

mas logo a seguir reencontraram-se no parque de estacionamento, agarrou o senhor doutor pelos cabelos, e partiu-lhe o nariz à socada, ainda guardou como recordação um punhado de cabelo.

E Fazer um gajo passar vergonha alheia com clientes justifica partir o nariz à socada? :sh)
 
Lá vamos nós às presunções de pacotilha... Até já estava a achar estranho! [:D]

Onde é que eu disse que era mais que os outros? Onde disse que também não sou um cidadão comum, como qualquer outra pessoa?

Da mesma forma que eu declarei-me anti-praxe, mais gente na minha turma seguiu o mesmo caminho. Não muitos, mas alguns.

Disseste que resististe aos badamecos, tu e mais alguns poucos , pelo que os outros a maior parte ficaram lá ser abusados. E esse para mim é o fenómeno que tem interesse ser analisado, se é preciso ser algum herói para fazer o que fizeste nos sitios onde há abusos e digo isto sem ironia porque não conheço essa realidade, não tendo duvidas que existem sitios onde a praxe e feita de abusos.

Mas já agora se puderes responde a pergunta, só por curiosidade em que é que consta essa declaração anti praxe, obrigaram-te a ir a algum sitio declarar isso? pergunto porque no contacto que tive houve quem não quis ir á praxe e simplesmente não apareceu lá.
 
E Fazer um gajo passar vergonha alheia com clientes justifica partir o nariz à socada? :sh)

foi uma maneira de repor as coisas dentro do contexto .....
a arrogância e a superioridade só existem na cabecinha deles e na feudo na qual os palermas parecem estar a reinar, nesse caso aquele caiu logo na realidade.

olha que há ainda muitas chapadas se vão perdendo.
 
La estas tu em Círculos.

O que recomendas então para se acabar com os abusos? Não estou a ver uma espécie de ASAE em todas as universidades dura te todo o ano a controlar praxes.

Eu estou em círculos e mesmo assim não consegues atingir o porquê de eu achar errado o princípio da proibição.
Mais, se para haver mais mecanismos era haver uma ASAE com a proibição irias andar atrás dos estudantes fora da faculdade tipo PIDE ?

O que recomendo? Simples

1. Criação de canais de denúncia anónima, nas faculdades ou por telefone.
2. Identificação obrigatória à Universidade dos membros das comissões de praxe.
3. Sanções pesadas (financiamento, festas, calendário) para as associações de estudantes e de praxe feitas pelas universidades, processos disciplinares para os abusadores
4. Exigência aos responsáveis pelas praxes para que abolissem qualquer violência verbal ou física dos seus códigos e na sua conduta.
5. Sensibilização e informação aos novos alunos para poderem dizer que não querem praxe e em que é que consistem efectivamente.
 
Disseste que resististe aos badamecos, tu e mais alguns poucos , pelo que os outros a maior parte ficaram lá ser abusados. E esse para mim é o fenómeno que tem interesse ser analisado, se é preciso ser algum herói para fazer o que fizeste nos sitios onde há abusos e digo isto sem ironia porque não conheço essa realidade, não tendo duvidas que existem sitios onde a praxe e feita de abusos.

Mas já agora se puderes responde a pergunta, só por curiosidade em que é que consta essa declaração anti praxe, obrigaram-te a ir a algum sitio declarar isso? pergunto porque no contacto que tive houve quem não quis ir á praxe e simplesmente não apareceu lá.

Eu não disse que resisti. Transcreve aqui onde disse isso, por essas palavras???

Não, não foi um acto heróico. Fiz, simplesmente, aquilo pela qual fui educado: Nunca deixar que me pisem os calcanhares, que me humilhem, que me faltem ao respeito e, sobretudo, que me obriguem a fazer o que não quero. Tão simples quanto isso. De forma educada, mas firme. Não andei que nem um rambo, que parece que é isso que queres fazer crer. Aliás, nunca na minha vida, resolvi qualquer situação que fosse, à porrada.

Onde disse que fui superior aos outros, que não fizeram o mesmo? Acho que estás com alguns problemas de compreensão, com todo o respeito. Ou "miopia seletiva", diga-se...

E sim, um ser humano que se enaltece o seu ego atrás de um ritual saudosista, para desrespeitar, humilhar, chincalhar e coagir outro ser humano, é um badameco!

Resta alguma dúvida quanto a isso?

Quanto à declaração, já respondi anteriormente. Era para assinar, assim ditam "as regras". AKa, código de praxe. Fui, inclusivamente, "informado" de forma muito curiosa (para ser meiguinho do adjetivo a utilizar), que teria que ir a tribunal de praxe. Não fui, nem assinei o quer que fosse, porque não lhes reconheço autoridade para o efeito.

Tão simples quanto isso.

Em relação ao que consiste essa declaração, não te posso esclarecer. Não a assinei, logo não sei no que consiste. E não tenho por hábito falar do que não tenho, se quer, o mínimo conhecimento.
 
foi uma maneira de repor as coisas dentro do contexto .....
a arrogância e a superioridade só existem na cabecinha deles e na feudo na qual os palermas parecem estar a reinar, nesse caso aquele caiu logo na realidade.

olha que há ainda muitas chapadas se vão perdendo.

Se alguém for arrogante e superior para mim, ignoro, não preciso de me "pôr por cima" com violência física, isso é dar ainda mais importância...

Péssimo exemplo.
 
É proibido conduzir sem carta, sem seguro, etc., mas apesar disso continuamos a ter casos desses. Imagine-se que se apelava ao bom senso das pessoas e não havia qualquer proibição...

É este tipo de utopia que o/a Pepa defende hahaha!
 
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