As praxes deviam ser proibidas?

As praxes deviam ser proibidas?

  • Sim, as praxes devem ser proibidas

    Votos: 38 38,8%
  • devem ser combatidas, mas não proibidas

    Votos: 4 4,1%
  • devem apenas ser regulamentadas e vigiadas

    Votos: 31 31,6%
  • deixemos os estudantes em autoregulamentação

    Votos: 15 15,3%
  • devem ser promovidas

    Votos: 10 10,2%
  • não sei, não vi, não estava lá, outras hipóteses

    Votos: 0 0,0%

  • Total de eleitores
    98
Karma, estamos de acordo, claro que a primeira culpa é de quem pede, mas repara que "pede" não aponta uma pistola... Depois quem responde tem todo um leque de opções... até a opção de virar costas!

Rsk, não fiques com a ideia que frequentei uma universidade toda pipi, foi mesmo numa universidade publica onde igualmente existiram alguns casos de má praxe...
Referes "hoje esses "meninos" sabem que nada lhes acontecerá", mas será apenas uma realidade da praxe? Ou aqui estamos a falar de mudanças mais profundas em termos de sociedade?
Não digo que não, mas quem pede é o principal culpado. A praxe é uma hierarquia, há certos pedidos que em condições normais não seriam aceites pelos praxados, mas que devido à situação em que se encontram aceitam fazê-lo. Isto é mais ou menos como o director da empresa que usa a sua posição de poder para se enrolar com uma empregada. Umas aceitam (porque pensam que podem perder o emprego ou não serem promovidas), outras não, mas a pessoa sem moral é quem abusa dessa posição de poder.
 
Ministro quer afastar comissões de praxe e pôr cientistas a receber novos alunos

Samuel Silva
05/09/2016 - 20:59

Manuel Heitor escreveu carta a todas as instituições de ensino superior criticando “abuso e humilhação” das praxes e pedindo iniciativas alternativas de recepção aos novos alunos.


O Ministro da Ciência e Ensino Superior não quer que as instituições de ensino superior reconheçam as comissões de praxe e outros órgãos que regulam as praxes académicas. Numa carta aberta, que também foi enviada no final da semana passada às universidades e politécnicos, Manuel Heitor critica o “abuso e humilhação” associados às tradições académicas e defende que devem ser feitos programas de recepção aos novos alunos centrados na cultura e na ciência que sirvam de “alternativa” aos ritos habituais no início do ano lectivo.
A carta de Manuel Heitor foi enviada a todos os reitores e presidentes de politécnicos, quer públicos quer privados, bem como a todos os dirigentes das associações estudantis e às lideranças das unidades de investigação do sistema científico nacional. A missiva foi também divulgada como “carta aberta” na última edição do semanário Expresso. O governante considera que “as manifestações de abuso, humilhação e subserviência a que assistimos na praxe académica” põem em causa “a credibilidade do ensino superior”.

“Não posso aceitar mais uma vez o ciclo repetitivo de imagens degradantes que nos envergonham”, prossegue Manuel Heitor, mostrando o seu “sincero apoio” a todos quantos têm combatido as manifestações “de carácter boçal e grosseiro” que existem nas instituições de ensino superior.
Esta não é a primeira vez que um ministro do ensino superior toma uma posição contra as praxes académicas. Em 2008, José Mariano Gago – de quem Manuel Heitor foi secretário de Estado – também escreveu aos líderes das instituições de ensino superior pedindo uma "nova atitude de responsabilidade colectiva" que não permita "qualquer complacência" com os abusos nas praxes.

O que é novo na missiva de Manuel Heitor é que, além da condenação das praxes, o ministro propõe formas de integração dos alunos que lhe sirvam de alternativa. Por proposta do governante, a Fundação para a Ciência e Tecnologia passará a apoiar acções científico-culturais destinadas à integração dos novos estudantes de ensino superior, através das unidades de investigação que são financiadas por aquele organismo público. Além de envolver os cientistas na integração dos alunos, o ministro quer ainda que a agência nacional para a cultura científica e tecnológica Ciência Viva dê apoio às instituições de ensino superior e às associações de estudantes na dinamização de iniciativas destinadas aos novos estudantes.
“Há alternativas à humilhação”, sintetiza Manuel Heitor em declarações ao PÚBLICO. Para o ministro, as universidades e politécnicos devem ser “capazes de antecipar o que se vai passar no início do ano lectivo” e organizar eventos que promovam outras formas de os estudantes se integrarem “que passem pela cultura e o conhecimento”.
O presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), António Cunha considera que a carta de Heitor “toca todos os pontos importantes”, sobretudo quando se refere à recomendação de que não haja “qualquer tipo de reconhecimento institucional a estruturas de estudantes que não sejam as que são eleitas”. “É algo que já fiz enquanto reitor e que me parece determinante”, defende Cunha.
Em causa estão as comissões de praxe e outras estruturas informais da hierarquia da praxe como os conselhos de veteranos que, não tendo uma existência formal como acontece com as Associações Académicas ou dos grupos culturais das instituições de ensino superior, não devem ter lugar em cerimónias oficiais como as sessões de recepção aos novos alunos, por exemplo.
O líder dos reitores, António Cunha, diz que as mudanças por que o ensino superior tem passado na última década fizeram também com que a praxe perdesse espaço. “Hoje, as universidades dedicam-se à investigação e a iniciativas de interação com a sociedade e já não apenas à docência”. As praxes acabam por isso “por perturbar o funcionamento normal das instituições”, defende. Além disso, com a crescente internacionalização do sector, há hoje cada vez mais estudantes e investigadores estrangeiros em Portugal, que “aprofundam um quadro de estupefação com algumas coisas que acontecem”, avalia.

uma boa medida, espero que haja também a coragem para punir exemplarmente os abusos

zxcv
 
Última edição:
Ainda estou para ver a eficácia. Há cientistas muito bons, mas a realidade é que a malta quer é copos e farra e ai de quem tenta perturbar as pseudo palhaçadas. Aí, até são os próprios caloiros que se viram e dizem que querem é estar ali.

Estou para ver quantos caloiros, através desta medida, entrarão no Coro da Capela da Universidade de Coimbra.
É que o CCUC não é propriamente conhecido por ser malta de borracheiras e palhaçadas.
Mas curiosamente tem os melhores Éfe-Érre-Ás que conheço! Não há um igual ao outro.
Malta que se troca nas vogais, ou nem as dizem, ou começam de U para A.

[:)]

Caríssimos primeiranistas, se lerem este tópico, os que entrarem na UC experimentem cantar no CCUC, não se vão arrepender[:D]
 
eu acho que por cientistas a tratar da coisa é entrar num delirio psicadélico ....

se me dissessem, vamos realmente punir e colocar perante a justiça quem pratica praxes abusivas, isso ainda seria aceitavel, mas .... cientistas? [:D]

agora como há medo de impor regras a futura elite desse país, arranja-se mais uns jobs for the boys, que vão estar ali a recomendar a dose certa de bebedeiras para ajudar a integração? já agora, mete-se mais uns psicologos de serviço.

houve uma linha aberta para combater as praxes violentas, afinal quantas queixas foram registadas e quantas resultaram numa acção corrrectiva ou sequer preventiva?

palhaçada não se resolve com mais palhaçada!
 
Já agora, o que se entende por "cientistas"? Vão por o Professor Pardal?

E em Medicina, Economia, Engenharia?
E História, Psicologia, Filosofia, Literatura, Sociologia (o Miguel Cardina ganhou um prémio do caraças)?...

É que há umas ciências que são mais ciências que as outras.
[:D][:)]
 
E História, Psicologia, Filosofia, Literatura, Sociologia (o Miguel Cardina ganhou um prémio do caraças)?...

É que há umas ciências que são mais ciências que as outras.
[:D][:)]
Curiosamente, "cardina" deve ser a palavra mais conhecida de Coimbra para cima(ou para baixo conforme a visão, para norte pronto)😂😂 cá nem tanto, eu conheço porque vou muitas vezes ao norte.
 
Não tem exactamente a ver com praxes, mas fiquei chocado por esta estudantalhada actual ter arranjdo mais uma forma de conspurcarem e desrespeitarem o traje académico. Para além das tristes figuras que já faziam com as bebedeiras até ao coma trajados, esta agora bateu todos os recordes da estupidez [8b][8b][8b][8b]:


20170510_JornalNoticias.jpg


http://jornaisdodia.tk/JornalDeNoticias.aspx
 
Ontem fui ver o cortejo no Porto e a propósito de bengalas....
Pela positiva, louvo todos aqueles alunos que se conseguem divertir sem a «bengala» do álcool; pela negativa, uma das coisas que não consigo entender é as bengaladas nas cartolas seguida de um abraço. Não entendo quem «bate» e muito menos quem se submete a tal.
____________________
Como estamos num fórum automóvel, fico admirado como as embraiagens dos camiões resistem ao para arranca da subida desde a Rua da Restauração até ao Jardim da Cordoaria....
 
Não tem exactamente a ver com praxes, mas fiquei chocado por esta estudantalhada actual ter arranjdo mais uma forma de conspurcarem e desrespeitarem o traje académico. Para além das tristes figuras que já faziam com as bebedeiras até ao coma trajados, esta agora bateu todos os recordes da estupidez [8b][8b][8b][8b]

É cair no cliqué de "no meu tempo não era assim", mas a verdade é que no meu tempo não era assim (pelo menos na minha faculdade).

Aquilo é tijolo da FEUP ou castanho da FADEUP?
 
Não tem exactamente a ver com praxes, mas fiquei chocado por esta estudantalhada actual ter arranjdo mais uma forma de conspurcarem e desrespeitarem o traje académico. Para além das tristes figuras que já faziam com as bebedeiras até ao coma trajados, esta agora bateu todos os recordes da estupidez [8b][8b][8b][8b]:

http://jornaisdodia.tk/JornalDeNoticias.aspx

Eish, que bacanos tão hardcore! Certamente os maiores lá da aldeia![:)][:)][:)]
 
Anda um pai a criar uma filha para isto…

« Estes rapazes e raparigas terão os seus filhos e as filhas, e uma das grandes interrogações também passa por saber como agiriam se soubessem que as suas próprias filhas se vendem por um par de shots.
Neste tempo, em que são filhos, entram no jogo e estabelecem os seus valores e preços, mas será que gostariam que a sua filha se prostituísse e fosse filmada enquanto se prostituia? E será que não se angustiariam com o facto de essas imagens ficarem para sempre na net? »

http://observador.pt/opiniao/anda-um-pai-a-criar-uma-filha-para-isto/



 
Última edição:
A"questão" é que hoje em dia todos têm telemóvel e filmam.
Sempre foi assim...
Já não existe aquela liberdade de ir para uma festa tipo queima ou assim, porque pode aparecer no face e fica feio.
 
A"questão" é que hoje em dia todos têm telemóvel e filmam.
Sempre foi assim...
Já não existe aquela liberdade de ir para uma festa tipo queima ou assim, porque pode aparecer no face e fica feio.

Concordo passa muito por ai.

E a autora não se deveria colocar na pele das miudas que fazem porque aquilo para elas se calhar não significa nada..
 
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