Apartamento ou Moradia???

Atenção, soplacas é a fabrica, o material há vários.
As "lagetas" uma especie de mosaico mas mais grosso, geralmente em betão e uma face com acabamento diferente, isto não é propriamente permeável, depende da colocação também no entanto é pouco permeável.
 
Sobre este tópico, eu vivo num apartamento rés do chão com quintal, faz assim mais tipo casa.
Sempre vivi na casa dos meus pais até aos meus 20 anos, casa térrea e muito bom, acesso à rua, quintal, despensa, sótão, tem muito espaço para arrumar coisas. Quando mais idade e em certas alturas da vida iremos acumular coisas e depois precisamos de espaço, facilidades.
Num apartamento torna-se mais difícil mas não impossível, passa por termos consciência se teremos mesmo de comprar e onde poderemos arrumar.
Gosto do meu apartamento, condomínio pequeno e gerido internamento, 2 elevadores (que não pago, o rés do chão não paga os elevadores mas paga a manutenção), e o facto de não ter escadas é mesmo muito bom, estaciono dentro do condomínio (quase) à frente da porta de entrada, muito bom para descarregar as compras. A localização foi outra imposição, teria de ser central, perto de todos os serviços.
 
As soplacas são permeáveis?

Atenção, soplacas é a fabrica, o material há vários.
As "lagetas" uma especie de mosaico mas mais grosso, geralmente em betão e uma face com acabamento diferente, isto não é propriamente permeável, depende da colocação também no entanto é pouco permeável.

O que existe é betão permeável ou drenante. Há em placas e pode ser aplicado directamente no chão.

O exemplo desses encaixes para relva até pode mais impermeabilizante do que as placas que falo, basta levarem um tout venan argiloso com grande grau de compactação e a água não passa.
 
Há aqui colegas Eng. Civis ou Arquitectos habilitados e acostumados a trabalhar com sucesso com as CM de Moura ou Almada?

Tenho 2 processos em curso e chegou a fase de apresentação de projectos. Se houver por aqui alguém, escuso de recorrer a estranhos...

O de Moura está mais avançado e trata-se de uma construção em sucalco com 3 pisos, com cerca de 78 m2 em cada (T2), e gostaria de o terminar em terraço onde se pudesse apanhar uns banhos de sol e colocar um grelhador (o piso mais inferior será destinado essencialmente a estacionamento de 2 carros e arrumos...).

O de Almada (Charneca) só será decidido após reunião na CM no final deste mês e eventuais aquisições de alguma(s) das confrontações. Para já serão 72 m2 em cada piso (2), dando um T2 com muito espaço envolvente, ou poderá vir a ser o dobro ou mesmo mais do espaço... (um T5/6 ainda não está excluído).

Mais pormenores por PM mas só a quem tenha sucesso habitual nestas CM... não vamos fazer perder tempo uns aos outros.
 
Apesar de ser do Porto, conheço muito bem essa zona de moradias na Encarnação. É uma zona muito, mas mesmo muito simpática. E agora com o Metro à porta, muito mais.

Também ando na zona do Porto a ver casas em bairros do género. As casas não sendo muito grandes, há a possibilidade de as poder aumentar com a incorporação de um corpo exterior à casa.

Desculpa desenterrar o tema mas o teu post chamou-me à atenção - importas-te de partilhar comigo algumas dessas zonas do Porto? Fiquei curioso, apesar de estar contente em apartamento, não me importava de ter uma moradia [:cool:]
 
Acham viável um casal já na casa dos 40 e muito a tirar uns 1100€ limpos por mês adquirir uma moradia e conseguir mantê-la? Sem haver o stress do fim do mês?

Sei que é uma pergunta parva, pois irá depender de vários factores, como da saúde, ou se o carro avaria e é preciso um arranjo mais dispendioso etc.. mas excluindo esses hipotéticos cenários todos.

Actualmente vivem num pacato apartamento (totalmente pago) com um valor comercial a rondar entre talvez 60 a 80 mil euros.

Mas a questão dos vizinhos e o barulho já está a ser saturante.

O objectivo como mencionei é adquirir uma moradia isolada numa zona sossegada, nada de extravagante, se tiver pequeno espaço exterior, garagem (para 1 ou 2 carros), e com 2 quartos já era suficiente além das restantes divisões básicas.

Não há créditos, tudo o que possuem neste momento está pago. A despeja extra no imediato seria só mesmo no crédito da moradia.

Há ainda o bónus de poderem arrendar ou vender o actual apartamento.

Pela breve pesquisa que fiz em alguns sites de agências de imobiliário, na zona de Sintra, algo que não seja para reconstruir do 0 ou a necessitar de uma grande remodelação anda tudo para cima dos 170k.
 
Acham viável um casal já na casa dos 40 e muito a tirar uns 1100€ limpos por mês adquirir uma moradia e conseguir mantê-la? Sem haver o stress do fim do mês?

Sei que é uma pergunta parva, pois irá depender de vários factores, como da saúde, ou se o carro avaria e é preciso um arranjo mais dispendioso etc.. mas excluindo esses hipotéticos cenários todos.

Actualmente vivem num pacato apartamento (totalmente pago) com um valor comercial a rondar entre talvez 60 a 80 mil euros.

Mas a questão dos vizinhos e o barulho já está a ser saturante.

O objectivo como mencionei é adquirir uma moradia isolada numa zona sossegada, nada de extravagante, se tiver pequeno espaço exterior, garagem (para 1 ou 2 carros), e com 2 quartos já era suficiente além das restantes divisões básicas.

Não há créditos, tudo o que possuem neste momento está pago. A despeja extra no imediato seria só mesmo no crédito da moradia.

Há ainda o bónus de poderem arrendar ou vender o actual apartamento.

Pela breve pesquisa que fiz em alguns sites de agências de imobiliário, na zona de Sintra, algo que não seja para reconstruir do 0 ou a necessitar de uma grande remodelação anda tudo para cima dos 170k.


O Casal líquidos 1100€?
Tens de fazer bem as contas numa folha de excel tendo em conta as despesas fixas e variáveis.
Mesmo estando pago o AP ( para vender???), a compra duma moradia de 170K representa "assim por alto" um custo entre 400/500€ de crédito mensal. Mais os imprevistos da moradias: se o telhado mete água, canalizaoes etc, pode transformar-se num pesadelo ainda maior que o barulho do apartamento.

Por outro lado, este é o pior momento para comprar: preço no top ( julgo que desde sempre)...
 
Também diria que 1100€ líquidos é muito curto para comprar uma habitação de 170k, seja ela qual for, e muito menos uma moradia.
 
Também diria que 1100€ líquidos é muito curto para comprar uma habitação de 170k, seja ela qual for, e muito menos uma moradia.

Nem sequer deve conseguir crédito com muita facilidade. ( estou a assumir um crédito de 100K). O facto de poder vender o outro e "dar de entrada" pode ser um presente envenenado.

Passa duma posição confortável para uma posição de devedor a 30/40 anos à banca com esforço ainda considerável.
 
1100€ liquidos ou brutos é impensável comprar a crédito uma casa de 170k.

Mas ao que tenho visto nos últimos tempos relativamente à banca já me acredito em tudo de novo.

Conheço um casal que se está a desfazer de um apartamento onde pagava uns 250€ de prestação e vai para uma vivenda de 250k e onde vão pagar 600€.

Os rendimentos não aumentaram e devem andar nuns 1800 limpos e dizem que o banco empresta esse valor!! [8b][8b]

Não era eu que me metia numa dessas!![:p]
 
E as taxas de juro vão começar a subir este ano, já houve avisos do Eurogrupo e do Centeno.
Daqui a uns anos vamos ter saldos outra vez...
 
Nem sequer deve conseguir crédito com muita facilidade. ( estou a assumir um crédito de 100K). O facto de poder vender o outro e "dar de entrada" pode ser um presente envenenado.

Passa duma posição confortável para uma posição de devedor a 30/40 anos à banca com esforço ainda considerável.

É de facto complicado.

Mas ficar "preso" a este apartamento para o resto da vida também não é motivador.
Já nem falo do vizinhos que estão hoje presentes ou os futuros, pois o barulho (suportável ou não) irá ser sempre inevitável especialmente numa construção como esta em que tudo se ouve.
Mas o facto de já morarem no apartamento há 20 anos, muitos anos com os mesmos trajectos, mesma pessoas, mesma localidade, tudo junto...

Falei nos 170k mas depende obviamente de zona para zona, até podiam ir um pouco mais para longe do centro, mas duvido que os preços baixassem substancialmente de modo a fazer diferença, os ordenados são de facto pequenos.
 
Última edição:
É de facto complicado.

Mas ficar "preso" a este apartamento para o resto da vida também não é motivador.
Já nem falo do vizinhos que estão hoje presentes ou os futuros, pois o barulho (suportável ou não) irá ser sempre inevitável especialmente numa construção como esta em que tudo se ouve.
Mas o facto de já morarem no apartamento há 20 anos, muitos anos com os mesmos trajectos, mesma pessoas, mesma localidade, tudo junto...

Falei nos 170k mas depende obviamente de zona para zona, até podiam ir um pouco mais para longe do centro, mas duvido que os preços baixassem substancialmente de modo a fazer diferença, os ordenados são de facto pequenos.
Não há milagres. Nem sempre se pode ter sol na eira e chuva no nabal.

A jogada mais aceitável seria comprar uma moradia em que a prestação do crédito fosse idêntica à do rendimento de arrendar o apartamento. Em caso de correr mal, poderiam sempre vender a casa e voltar para o apartamento.
 
Tenho moradia, mas devido ao trabalho sou obrigado a viver em apartamento. Na minha opinião o maior problema dos apartamentos são alguns vizinhos que não sabem viver em sociedade achando que estão sozinhos no prédio e depois quando uma pessoa os chama atenção para o barulho ainda vêm com aquela máxima, "se quer calma vá viver para uma moradia"
 
entendo perfeitamente o teu dilema. a minha situação é também algo semelhante.

e na minha opiniao acho uma completa insensatez meter-se num emprestimo por esses valores.

é que moradias, e dependendo da zona, é quase impossivel despacha-las na provincia tal a quantidade de casas inabitadas.
Acham viável um casal já na casa dos 40 e muito a tirar uns 1100€ limpos por mês adquirir uma moradia e conseguir mantê-la? Sem haver o stress do fim do mês?

Sei que é uma pergunta parva, pois irá depender de vários factores, como da saúde, ou se o carro avaria e é preciso um arranjo mais dispendioso etc.. mas excluindo esses hipotéticos cenários todos.

Actualmente vivem num pacato apartamento (totalmente pago) com um valor comercial a rondar entre talvez 60 a 80 mil euros.

Mas a questão dos vizinhos e o barulho já está a ser saturante.

O objectivo como mencionei é adquirir uma moradia isolada numa zona sossegada, nada de extravagante, se tiver pequeno espaço exterior, garagem (para 1 ou 2 carros), e com 2 quartos já era suficiente além das restantes divisões básicas.

Não há créditos, tudo o que possuem neste momento está pago. A despeja extra no imediato seria só mesmo no crédito da moradia.

Há ainda o bónus de poderem arrendar ou vender o actual apartamento.

Pela breve pesquisa que fiz em alguns sites de agências de imobiliário, na zona de Sintra, algo que não seja para reconstruir do 0 ou a necessitar de uma grande remodelação anda tudo para cima dos 170k.
 
Sou "galinha de campo" e, como tal, não quero capoeira!

Vim estudar para lx e foi a minha primeira experiência num andar e custou, mas tive que me adaptar. Aliás, até custava ouvir os camiões do lixo na rua às 3 ou 4 da matina! Tanta coisa que me fazia confusão!

A vida foi rolando e há 7 anos decidimos dar o salto para uma moradia. Foi uma opção bastante consciente e ponderada e neste momento assumo que não estou nada arrependido, mas nem tudo são rosas, o que não invalida que volte a escrever algo que já escrevi em tempos: só volto para um andar se a tal for forçado pelas circunstâncias!
Falemos agora dos espinhos (muitos deles relacionados ao fator dinheiro):

- Fui viver para a periferia porque uma vivenda em lx era incomportável para nós, não tinha um simpático meio milhão de áereos (que foi o que andei a ver, já considerando a necessidade de obras)! Com essa mudança perdeu-se mais tempo em deslocações e a proximidade de coisas óbvias como lojas, entretenimento, bons transportes e serviços públicos...
- Insegurança: tendo ou não sistemas de segurança (alarme, videovigilância...) tem sempre mais pontos de acesso e é mais fácil de controlar pelos amigos do alheio. Os cães são uma ajuda, mas não resolvem tudo;
- Trabalho/manutenção: é inevitável e piora se não formos habilidosos (eu sou apenas em algumas coisas, por exemplo, não faço a manutenção do painel solar). Pode haver relva para cortar, calçada para limpar, árvores para podar, muros para pintar, portões para hidratar, algerozes para desentupir e a lista podia continuar. Já agora, está na altura de ir "tratar" os corrimões de inox das varandas. É só esperar que esteja uns dias sem chover...
- Bicharada: pode parecer irrelevante, mas quem vai para um vivenda tem que ter isso em conta! No meu jardim aparecem pardais ou melros, mas também há caracóis, lesmas, formigas e tenho duas osgas residentes que não me apoquentam nada, mas sou o único que não se queixa! Aparecem bichinhos de conta lá por casa não sei como e marias-cafés idem! Vá lá que nunca apareceram cobras, ratos ou baratas, mas não é tarde! Ah! E a casa já foi pintada no exterior o verão passado! Um amigo pintor de profissão "coordenou" os trabalhos, mas fizemos tudo em conjunto, exceto a parte de pagar que fui mesmo só eu!

Resumindo: sou adepto do conceito moradia (ai de mim que acaba este ano a isenção de IMI) por um conjunto de razões (espaço, conforto, liberdade...), mas convém ter presente que existe uma série de limitações, mais ainda quando se vem residir para um lugar mais periférico, mas se voltasse atrás faria a mesma coisa!
 
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