Aparências

Bem, não tenho nada a ver com a vida de ninguém. Nunca entro nestes tópicos. Mas li uma frase brutal:

'dado o tipo de trabalho que tenho não me compensa ter casa'.

É que tenho tantas piadas para fazer que o meu cérebro deve ter feito curto circuito!

Não vi para trás, não sei quem disse isso nem o contexto, mas conheço muita gente que ganha muito bem e prefere não ter casa própria, por motivos profissionais saltam muito de país e apreciam a flexibilidade de arrendamento.

Comprar casa apenas como investimento para muita gente também não é ideal, se está vazia só custa dinheiro, se está arrendada é uma fonte de potenciais problemas que quem está fora do país pode não ter tempo nem vontade de querer resolver.

Para investimento há outros veículos igualmente vantajosos e muito mais flexíveis.

Este post pode estar descontextualizado e completamente desligado do teu
 
Contrariamente à corrente do tópico, se há coisa que está a caracterizar as novas gerações é um desprezo completo pelo automóvel e fazer dele status social.

isso é conversa e comportando da terrinha e de meios pequenos

em zonas urbanas como Lisboa, e sobretudo lá fora, cada vez mais os jovens não se mostram por ter o carro x.

mostram-se pelo que vestem, as viagens que fazem e as experiências que têm.

os bons carros que se vêem por aí são na sua maioria renting e resultam da nova verdade financeira pós euro que é ser racionalmente mais barato comprar nessa modalidade jm
produto mais premium

particularmente pouca gente sobe acima de 30k na compra de um automóvel, que não dá para nenhum carrao caso ainda não o tenham percebido

mais acrescento

ha até nas camadas mais jovens uma certa moda em não conduzir e não ligar mesmo nada a carros, muito longe vao os tempos -sobretudo nos meios mais burgueses- em que alguém liga a tirar a carta. Inclusive rapazes. Começa a ser perfeitamente normal “não ter carta”, coisa absurda há uns anos.

hoje o que é bom e da estilo é ter uma vida onde se possa ir comer fora ou sair apenas e tão só de uber/tvde.

p.s
Esta é a realidade crescente da moda, não é a maioria. Mas é claramente a tendência. Que está cá a chegar com 10 anos de atraso face à Londres ou Paris…
Quem diz 10 diz 30...

Iniciei esse tópico aqui no fórum há uns 10 anos e foi "enxovalhado " (tenho de ir procurar qd estiver no PC para reavivar)
 
Há sempre aqueles que compram iphones completamente desactualizados a preço de ouro. Aí não será a tal dor de corno mas pena não apanhar "clientes" assim. [;)]
my god..devia ser pra mim a boca
[:)][:)][:)][:)]
que ridiculos..[:D][:D]

meter toda a gente no mesmo saco só porque têm dor de coto..menos, muito menos
 
Contrariamente à corrente do tópico, se há coisa que está a caracterizar as novas gerações é um desprezo completo pelo automóvel e fazer dele status social.

isso é conversa e comportando da terrinha e de meios pequenos

em zonas urbanas como Lisboa, e sobretudo lá fora, cada vez mais os jovens não se mostram por ter o carro x.

mostram-se pelo que vestem, as viagens que fazem e as experiências que têm.

os bons carros que se vêem por aí são na sua maioria renting e resultam da nova verdade financeira pós euro que é ser racionalmente mais barato comprar nessa modalidade jm
produto mais premium por parte das empresas e dada a fiscalidade pornografica do IRS, a oferta do veículo ser uma forma de retribuição. Podendo escolher vs dinheiro na conta, a maioria escolheria um carrinho bem mais modesto, sem grandes complexos, demonstrando bem as prioridades.

particularmente pouca gente sobe acima de 30k na compra de um automóvel, que não dá para nenhum carrao caso ainda não o tenham percebido

mais acrescento

ha até nas camadas mais jovens uma certa moda em não conduzir e não ligar mesmo nada a carros, muito longe vao os tempos -sobretudo nos meios mais burgueses- em que alguém liga a tirar a carta. Inclusive rapazes. Começa a ser perfeitamente normal “não ter carta”, coisa absurda há uns anos.

hoje o que é bom e da estilo é ter uma vida onde se possa ir comer fora ou sair apenas e tão só de uber/tvde.

p.s
Esta é a realidade crescente da moda, não é a maioria. Mas é claramente a tendência. Que está cá a chegar com 10 anos de atraso face à Londres ou Paris…

Mas isso acontece porque são cidades bem servidas a nível de transportes e pk circular nestas cidades com carro próprio é cada vez mais difícil e caro. daí o desinteresse e a pouca vontade em tirar carta e ter carro próprio.
 
Não vi para trás, não sei quem disse isso nem o contexto, mas conheço muita gente que ganha muito bem e prefere não ter casa própria, por motivos profissionais saltam muito de país e apreciam a flexibilidade de arrendamento.

Comprar casa apenas como investimento para muita gente também não é ideal, se está vazia só custa dinheiro, se está arrendada é uma fonte de potenciais problemas que quem está fora do país pode não ter tempo nem vontade de querer resolver.

Para investimento há outros veículos igualmente vantajosos e muito mais flexíveis.

Este post pode estar descontextualizado e completamente desligado do teu

o user vive em casa dos pais.

Repara, "ter uma casa", pode ser de diversas formas, não necessariamente comprar.

Compensar compensar, não compensa a ninguém, né? Seja qual for o trabalho que tenhamos, uma casa não compensa nada. Se pudesse viver numa casa em que fosse outro a providenciar... era optimo!

[:D]

(é claro que estou a exagerar, cada um vive como bem lhe apetece. Longe de mim de criticar seja quem for, com as opções que tomem, desde que sejam felizes e que funcione, têm o meu apoio. Só achei graça à expressão)
 
Nós, os mais velhos, e os nossos pais, esforçámo-nos por criar uma sociedade de (relativa) abundância e bem estar. E agora queixamo-nos que a malta jovem é consumista?! Então, não foi isso que quisemos para eles? Era melhor viver como dantes?
Quanto às aparências eu honestamente até acho que há hoje em dia nos jovens uma cultura de relativo desapego por bens de show-off. O grande almejo já não é ter um grande carro (alguns não querem carro de todo), nem construir uma grande vivenda. Num certo sentido o estilo de vida dos jovens urbanos tornou-se muito menos pesado do que era no "meu" tempo (já passei dos 50).

Uma coisa é consumismo, outra é uma gestão irresponsável do dinheiro. É do último que falamos. [:p]

Contrariamente à corrente do tópico, se há coisa que está a caracterizar as novas gerações é um desprezo completo pelo automóvel e fazer dele status social.

isso é conversa e comportando da terrinha e de meios pequenos

em zonas urbanas como Lisboa, e sobretudo lá fora, cada vez mais os jovens não se mostram por ter o carro x.

mostram-se pelo que vestem, as viagens que fazem e as experiências que têm.

os bons carros que se vêem por aí são na sua maioria renting e resultam da nova verdade financeira pós euro que é ser racionalmente mais barato comprar nessa modalidade jm
produto mais premium por parte das empresas e dada a fiscalidade pornografica do IRS, a oferta do veículo ser uma forma de retribuição. Podendo escolher vs dinheiro na conta, a maioria escolheria um carrinho bem mais modesto, sem grandes complexos, demonstrando bem as prioridades.

particularmente pouca gente sobe acima de 30k na compra de um automóvel, que não dá para nenhum carrao caso ainda não o tenham percebido

mais acrescento

ha até nas camadas mais jovens uma certa moda em não conduzir e não ligar mesmo nada a carros, muito longe vao os tempos -sobretudo nos meios mais burgueses- em que alguém liga a tirar a carta. Inclusive rapazes. Começa a ser perfeitamente normal “não ter carta”, coisa absurda há uns anos.

hoje o que é bom e da estilo é ter uma vida onde se possa ir comer fora ou sair apenas e tão só de uber/tvde.

p.s
Esta é a realidade crescente da moda, não é a maioria. Mas é claramente a tendência. Que está cá a chegar com 10 anos de atraso face à Londres ou Paris…

Concordo parcialmente. Os carros de renting a que te referes, uma parte deles de preços significativos, "cai" no mercado ao fim de 2/3/4 anos e ainda com valores significativos.
 
Eu acho que essa coisa do " IT ordenados altos " não é grande explicação.
1º porque depende mt da empresa e da área de IT, pelo menos em inicio de carreira.

E depois, vejam, há 20 anos tambem se sacavam grandes ordenados a trabalhar nas obras, camionistas, etc, coisa que muitos miudos optavam.
Os combustiveis eram mt mais baratos e o custo de vida tb, e tambem muitos deles ficavam em casa dos pais mt tempo.

Ou seja profissoes bem pagas face ao custo de vida sempre existiram.

E muita dessa malta voces ja sabem que não têm grande formação...


Conheço alguma malta com Classe A e Serie 1, e a excepção de um que é médico, nenhum trabalha em IT. Creio que 90% tem trabalhos normais, com poucas qualificações mas como o acesso ao crédito esta super facilitado, compram os esses carros. Os meus amigos e conhecidos que trabalham em IT não tem carros, preferem gastar em viagens e outras actividades.
 
Eu entendi o seu ponto a nossa sociedade futil e decadente gosta mesmo de ostentar. Todo mundo ostenta se pode. Se o cara ganha 20 salarios minimos vai comprar um carrão para todo mundo ver que ele tem cacife e pode comprar. Isso é natural.
 

Como já foi falado, provavelmente caminhamos para isso, no entanto, ainda há muita gente a valorizar o automóvel como objeto de ostentação. Há duas gerações era uma ambição, há uma passou a ser uma realidade e hoje em dia é um dado adquirido e, como tal, começa a perder valor para a sociedade. Se aliarmos a isso o facto dos carros estarem a ficar com preços desfasados da realidade e a perderem personalidade...
 
eu nao tenho problemas em dizer que tenho inveja(inveja saudável) por alguem ter uma coisa que eu gostava de ter, agora criticar como o outro gasta o dinheiro? isso já é diferente

mais vale dizerem que têm dor de couto e pronto. não precisam de estarem com rodeios [:)]

Não tenho inveja de ninguém, amo tudo o que tenho, adoro a minha vida e cada um sabe de si, temos que fazer as escolhas/compras que bem entendermos, falando de mim, adoro carros, fui vendedor de automóveis durante 10 anos, adorei trabalhar nesse ramo mas hoje em dia estou muito melhor porque não trabalho, ninguém me chateia, não tenho horários, optei por ter qualidade de vida ao contrário de ter mais carros e melhores, os que tenho chegam me bem e estou muito satisfeito (hoje voltava a comprar as mesmas viaturas), se calhar muitos no meu lugar iriam trabalhar para poder comprar viaturas de 60 mil euros, eu prefiro andar num de metade desse valor e não trabalhar, como tudo na vida são opções, não se pode ter tudo.

Cumps
 
Picard

Eu sou dos que ando a dizer, ha ja uns bons anos, que tuga agora anda rico.
O nosso SMN ja ultrapassa o do luxemburgo (lol).
Tal é a quantidade de carros premium que andam nas nossas estradas.
Se tenho inveja?! Não. O que me aborrece é o facto dos nossos salarios serem muito baixos.
 
Última edição:
Também me parece que a definição de "carrão" grande/carro" está desactualizada.

Ter um Símbolo da BMW, audi, MB não quer dizer absolutamente nada de nada. A maior parte dos séries 1 que andam por aí nas mãos dos tais jovens, são carros considerados "em fim de vida" pelos alemães, que são comprados cá por ~ 15/16/17/18 k€. Ora isto não é um premium, pode até ser confundido pelo olhar menos atento, mas se tiverem em conta que um Renault clio novo é mais caro começam a perceber que não se trata de nenhum "carrão". Então se compararmos com carros generalistas como um qualquer 3008 de 35k€ ou um kia qualquer de 40k€, o típico série 1, é um carro fraquito, apesar de aos olhos menos atentos não o ser.

Pode não parecer, é muita gente não o consegue perceber, mas o kia sportage de 40k é imensamente mais carrão que o série 1 importado da Alemanha. (também custa 3x mais)
 
Última edição:
A questão da ostentação é tão velha como a humanidade. Ostentar significa demonstrar poder e atratividade e isso gera atenção, desejo sexual e aceitação social. Desde que sou gente que ouço as pessoas dizerem a mesma coisa "ah é só para mostrar!" "ah é para se armarem em ricos" "ah a sociedade de hoje em dia perdeu os valores e é fútil" etc etc etc.

Esta ideia continua a parecer "nova" porque os objetos de ostentação vão mudando ao longo das gerações. Desde a idade das cavernas em que se começaram as ostentar pinturas e artefactos, passando pelos metais preciosos, pelas especiarias dos descobrimentos, pelos palácios e palacetes do século VXIII e XIX, pelas terras, pelo número de cabeças de gado, pela roupa de cetim ou seda, até ao automóvel, televisão a cores, viagens ( ou no nosso caso em putos levar o cubo mágico, bola de couro, tenis adidas para a escola) carros premium, computador, telemóveis e roupa cara, a humanidade sempre ostentou. O objetivo é o mesmo de sempre e não significa que a sociedade esteja "perdida" como muitas vezes se diz. É simplesmente um instinto humano para se identificar e diferenciar na busca constante de aceitação social e atratividade perante os outros.
 
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