Aparências

Bom, mas o que eu queria mesmo dizer é que discordo a 100% dessa ideia de que os novos se preocupam mais com as aparências do que os velhos.

Sinto muito mais essa preocupação do "parecer" na minha geração do que na geração dos meus filhos. É esse o meu ponto.
Talvez disso ng duvide, mas continua a ser um assunto interessante de observar.
 
Concordo a 100% com o post do André. Os transporte já eram bons e no meu tempo (sou de 1965) todos nós queríamos carro. Agora observo a geração dos meus filhos (são de 1994 e 1997) e não ligam nenhuma a carros, muitos deles nem carta têm.

[;)]

O post do user André até pode estar certo, mas usar grandes capitais europeias como exemplo não me parece ser o melhor...exemplo.

São cidades muito bem servidas a nível de TP e o custo da posse de carro é altissímo além de que te serve de muito pouco porque acaba por ser mais prático deslocar de TP do que de carro próprio, pela falta de estacionamento, pelo custo do mesmo, pelo transito caótico. Um seguro automóvel no Uk por exemp. para um jovem recem encartado custa fácilmente 5 mil euros ano...
 
Isso sim é ostentação real, bem mais que um M2 [:D]... fds, chimpar ali 14 e 15 mil euros num veículo que não vale 3mil só para andarem 2 anos enquanto não têm idade para carta, é preciso ter pais com guita... Deve ser o equivalente a chegar à universidade de Bentley Continental.
Ah pois, achas que eles iam andar de motinhas 50cc a 4 tempos, coitados ng merece hehehehe.

Assim andam de matavelhos, olha, ya custa o mm que o meu dacia de 100cv mas queres o quê, lei do mercado, vide carros usados hoje em dia por ex.

Outra coisa, vi muitos desses em Cascais quando lá ia com regularidade, aquela zona de birre, aldeia do juzo etc.

Cada vivenda [br:)]
 
Estes temas são sempre catalisadores de desabafos, frustrações, etc.

Há uma necessidade constante de nos compararmos, validar as nossas opções e as nossas escalas de valores.

O que não devemos é ficar incomodados com as opções dos outros.

Se um miúdo a trabalhar há 3 ou 4 anos, a ganhar bem, prefere viver em casa dos pais e comprar um Model 3 e outro nas mesmas circunstâncias prefere arrendar um T1 no Saldanha e viver sózinho e andar de Uber e trotinete, não vejo nada de criticável ou condenável.

Ou se um terceiro, prefere comprar um T3 na Venda do Pinheiro e andar para cá e para lá num Dacia a GPL também não.

Se um quarto ainda, optar por ter um M2, não usar cuecas e fazer directas todas as Quintas, por causa de noites de disco, sexo, álcool e cocaina ….

Para mim tudo são opções bastante aceitáveis. Não sei qual será o mais feliz

Essa é fácil, é o puto que não usa cuecas e faz diretas todas as quintas...
 
Bom, mas o que eu queria mesmo dizer é que discordo a 100% dessa ideia de que os novos se preocupam mais com as aparências do que os velhos.

Sinto muito mais essa preocupação do "parecer" na minha geração do que na geração dos meus filhos. É esse o meu ponto.
Os meus pais, ligeiramente mais velhos que tu, passaram há 4 anos de um carro do segmento D que nem 10 anos tinha, para um Dacia Sandero II igual ao que eu tinha.

Tão, muita gente da idade deles teria pânico a isso, nem que faça poucos KM, mas é mesmo pelas aparências....
 
Este tópico resume bem a mentalidade de muito "boa gente" que eu conheço, e que tem precisamente as mesmas questões do que o autor. Não cabe a ninguém definir as prioridades dos outros. Se têm dinheiro, o problema é deles e não nosso.

Afirmar que ter uma boa casa deve ser prioritário em relação a ter um bom carro, é apenas um exercício de egocentrismo e falta de visão. O que é bom para ti pode ser mau para mim, e vice-versa. Eu é que sei se prefiro morar num T0 alugado e ter um BMW, ou morar num T4 e ter um Twingo. Não há uma regra que diga que uma coisa é melhor do que a outra.

Também se gasta fortunas em concertos, em viagens, no futebol, e nada disso é prioritário. Eu também posso dizer que não compreendo uma série de coisas em que as pessoas gastam o seu ordenado, mas seria apenas pretensioso da minha parte.

Façam um exercício: escrevam num papel o que gastaram em um determinado mês, e no fim deixem apenas o absolutamente essencial. Tudo o resto será tão supérfluo como ter um bom carro.
 
Interessante...

Há uns meses atrás vim aqui fazer um post a perguntar que carro aconselhavam para um miúdo que tenho na família. Tem 22 salvo erro e saltita de trabalho em trabalho, part-times e passar a noite em jogos online. Ora quer tirar carta e comprar um carro para ser independente, ora desiste da ideia e quer meter mais memória gráfica no pc ou comprar um simulador (ou lá o que é aquele banco que se vê nas feiras.) Pois bem, aconselharam o Fiat Punto porque era razoável em consumos e manutenção. Falei com ele e passei essa informação. Resposta dele "Ah não, eu quero é um Audi A3 Tdi preto com jantes grandes".

E isto amigos é o que me faz confusão. Jovens sem muita estabilidade profissional que preferem apostar num passo maior que as pernas. Depois andam à rasquinha porque o popó precisa de sapatos, de substituir injetores ou pagar um seguro e os 300 euros do part-time não chegam. Nem podem chegar porque à parte disto é preciso manter a barba e o penteado no barbeiro da cena, comprar os ténis que os outros têm e frequentar os sítios da night mais in.

IT, Bitcoins, narcotráfico, importação de carros, negócios escusos...? Sim, há sempre uma fonte a jorrar/pingar em qualquer lado...
 
Cada um gasta o seu dinheiro onde e como quiser.
Se há quem viva para as aparências? Há, mas não são apenas os mais novos.

Eu só acho mal aqui os meus vizinhos que não pagam condomínio há 2 anos terem comprado um carro de 30 mil euros. É que eles podem-se pavonear no carro à vontade, e o condomínio não pode afixar no átrio do prédio as dívidas.[s)]

Não é grande consolo o que vou escrever, nem sei se será aplicável, mas no caso dos prédios que conheço, a não publicação do mapa de quotas na entrada, tem mais a ver com os elevadores e afins, que tendem a avariar muito mais qdo a lista está presente e mostra que a grande maioria do condomínio cumpre com os pagamentos.

Quanto ao tema do tópico acrescento algo, as pessoas que valorizam o culto da imagem, que fazem questão de ter roupas/ténis/acessórios xpto, por norma não abdicam do seu premium, uma vez que a vida deles é muito focada no que exteriorizam, seja mais ou menos para mostrar ou para simplesmente se sentirem bem.
 
Última edição:
Nepia, depois se tiver um acidente por culpa minha e o passageiro sair quinado, é sempre responsabilidade minha.
Para isso teriam de me pagar oficialmente, e como eu nao sou motorista nem taxista, chapéu.

As pessoas que se desenrasquem, não têm carro vão a pé que eu tb andei muitos km a pé antes de ter carro.

Bem, cada um sabe de si, claro, mas nesse aspeto tenho uma visão completamente oposta a tua. Se não tenho de fazer desvios, e não me custa nada, não tenho problema nenhum. E se tiver alguém para partilhar despesas, melhor ainda. Quanto ao eventual acidente, tenho e sempre tive seguro de ocupantes, já por causa de coisas.
 
O problema é sempre de pensar primeiro em gastar do que em ganhar.

E nem sequer pensarem em planeamento financeiro a curto prazo, quanto mais a longo prazo.
 
Bem, cada um sabe de si, claro, mas nesse aspeto tenho uma visão completamente oposta a tua. Se não tenho de fazer desvios, e não me custa nada, não tenho problema nenhum. E se tiver alguém para partilhar despesas, melhor ainda. Quanto ao eventual acidente, tenho e sempre tive seguro de ocupantes, já por causa de coisas.
Certo mas fica aquela questão moral de acidente com culpa.

Mas eu " é pos 2 lados " ou seja tb n me passa minimamente pela cabeça pedir boleia a alguém.

Comecei a ganhar este feitio na escola quando era pa emprestar livros porque os outros se esqueciam ou n queriam trazer mala cheia [:)]
 
Este tópico resume bem a mentalidade de muito "boa gente" que eu conheço, e que tem precisamente as mesmas questões do que o autor. Não cabe a ninguém definir as prioridades dos outros. Se têm dinheiro, o problema é deles e não nosso.

Afirmar que ter uma boa casa deve ser prioritário em relação a ter um bom carro, é apenas um exercício de egocentrismo e falta de visão. O que é bom para ti pode ser mau para mim, e vice-versa. Eu é que sei se prefiro morar num T0 alugado e ter um BMW, ou morar num T4 e ter um Twingo. Não há uma regra que diga que uma coisa é melhor do que a outra.

Também se gasta fortunas em concertos, em viagens, no futebol, e nada disso é prioritário. Eu também posso dizer que não compreendo uma série de coisas em que as pessoas gastam o seu ordenado, mas seria apenas pretensioso da minha parte.

Façam um exercício: escrevam num papel o que gastaram em um determinado mês, e no fim deixem apenas o absolutamente essencial. Tudo o resto será tão supérfluo como ter um bom carro.
E o que isso tem a ver com o assunto de sociedade show off ?
Ng está a ir bater à porta das pessoas e apontar o dedo.
Apenas a comentar uma coisa...que nem é nova.
 
O problema é sempre de pensar primeiro em gastar do que em ganhar.

E nem sequer pensarem em planeamento financeiro a curto prazo, quanto mais a longo prazo.


Tipicamente mal português. Nem o nosso (des)governo pensa assim. Veja-se a falta de planeamento na gestão de stocks de cereais e combustíveis e o flagrante da falta de água. É sempre problema para os que vierem 4 anos depois.
 
Percebe-se bem a ideia do autor do tópico, que ao longo das páginas vai mostrando a verdadeira motivação.
Achas?
Bem, eu creio que não, oh charger tás com mau feitiu hehe.

Agora a sério eu penso que o Picard apenas está a falar sobre uma coisa que..lhe faz confusão. Não a posse em si mas a falta de juizo financeiro de muita gente, para implicar um show off.
Ainda que legitimo, volto a dizer.
 
Este é um bom tópico para identificar novos ricos e aspirantes a ricos [:)][:D]

Eu admito já que sou desses. [:cool:][:D]

É por isso que o planeamento e disciplina financeira (qb) são tão importantes. E é por isso que nunca fiz na vida um crédito ao consumo que não tivesse vantagens financeiras para mim.
 
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