E não só...também serve para imporem a sua prioridade nas rotundas e afins!
Isso é a tal "percepção de segurança", pensam que sim mas depois levam uma pancada na parte inferior e viram-se ao contrário... [
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E não só...também serve para imporem a sua prioridade nas rotundas e afins!
Entrar e saír da viatura. Meter e tirar a criancinha lá dentro na cadeirinha. Coisas que se fazem mais facilmente num carro alto.
Mas por que é que achas que as mulheres são tão fãs de 'jipinhos'?
Estacionar em cima do passeio para umas comprinhas rápidas é o sonho do sexo feminino!
Estacionar em cima do passeio e compensa o facto de serem baixinhas na vida real. Além de que se dão toques, não fica tão mal no jipinho...
Mas pronto, está na moda. Para mim uma boa carrinha ou mesmo shooting-brakes têm mil vezes mais interesse.
O comportamento dinâmico é quase igual ao dos carros e muito mais funcionais. E em muitas casos até têm traseiras estéticamente mais bem conseguidos (exemplo paradigmático disto é o novo S/V90).
A questão da moda ficou lá atrás.
As propostas não param de aparecer e estão a retirar vendas a todas as outras tipologias.
A continuar assim, crossovers serão a tipologia standard em praticamente todos os segmentos antes da década acabar.
... crossovers serão a tipologia standard em praticamente todos os segmentos antes da década acabar.
Achas mesmo? A sério? Porque razão será mais confortável?
Sim, principalmente o X6, ou o GLC coupe...
Percepção 1.
Acto ou efeito de perceber.
Será que querias dizer "sensação"?
Ás vezes as sensações enganam...
Depende do modelo... alguns não...
Como a maior parte dos carros.
Ironic mode on:
Ahhh, agora já percebi, é para poder estacionar em cima dos passeios... finalmente percebi pra que serve um SUV...
Ironic mode off:
Mas por que é que achas que as mulheres são tão fãs de 'jipinhos'?
Estacionar em cima do passeio para umas comprinhas rápidas é o sonho do sexo feminino!
E não só...também serve para imporem a sua prioridade nas rotundas e afins!
.... a penetração ...
Não é que não aconteça num veículo mais alto, mas nunca rasparam uma jante, um pára-choques, nunca rasparam um carro por baixo ?
E assim pode ser mas como já demonstrei as carrinhas neste segmento não sofreram com a chegada dos crossovers e representam a principal fatia das vendas das marcas premium alemãs e sueca nas berlinas de segmento D em todos os principais mercados europeus e não apenas em Portugal. Por isso não faz sentido fazer uma versão coupé do Giulia antes de uma versão carrinha se o objectivo é garantir vendas.
Ou então vão conseguir um volume tão grande de vendas como a Jaguar e a Lexus que não oferecem carrinhas neste segmento (e a Lexus nem oferece diesel) neste segmento e depois as vendas são o que são. Se a Alfa se estivesse só a focar no mercado americano nem sequer haviam versões diesel. No entanto, estas existem porque se aposta que pelo menos 50% das vendas terão origem na Europa.
Voltando à velha discussão...
Não descurando a importância das carrinhas no segmento, mas aqui trata-se de uma questão de custos e simples aritmética.
Até 2020, 5 milhares de milhões de euros, 8 modelos, e um objectivo de 400 mil unidades por ano. Segundo os analistas, 400 mil unidades por ano é demasiado optimista, apontado na generalidade para algo próximo das 300 mil unidades anuais, após o lançamento de todos os modelos.
Consideremos os 400 mil ano.
Vai corresponder a 90-100 mil Giulias por ano globalmente.
Desses, imaginemos... 50 mil na Europa.
Acrescentemos ao cenário uma carrinha. Daria o quê? 20-25 mil por ano e a ter de suportar concorrência do crossover?
Um exemplo extraído do BMW série 3 e90.
Claro que os volumes são outros, mas permite extrapolar uma proporção e aplicar ao Giulia.
Ao longo da carreira do anterior série 3 foram produzidos:
E90 sedan - 1 341 739
E91 wagon - 412 723
Ou seja, a nível global, a carrinha do série 3 da geração anterior vendeu menos de 1/3 do sedan.
Se formos procurar o classe C, essa proporção é ainda mais absurda, com a carrinha a vender aproximadamente 1/5.
Aplicando o melhor cenário possível, dos 100 mil Giulias, corresponderia a 30 mil carrinhas. Usando os números do classe C, e a coisa ficar-se-ia por menos de 20 mil unidades /ano.
Considerando o plano, no mínimo, ambicioso que têm de aplicar, e a situação precária em que se encontram, achas mesmo que deveriam investir na coisa?
O plano deles é fácil de interpretar.
Todos os modelos a serem lançados têm potencial comercial global.
A única aposta regional é mesmo o sucessor directo do Giulietta para a Europa.
Os dois "specialty models" a serem lançados, serão vendidos em todo o lado.
Podem não ter o potencial comercial de uma carrinha na Europa, mas existe aqui outra questão.
Mesmo que vendam apenas 20-30 mil unidades/ano no planeta todo dos previstos coupé e spider, as margens deverão ser bastante mais apetecíveis do que ter uma carrinha com o mesmo volume de vendas a atacar o mercado de frotas...
Se a tipologia carrinha vende conta sempre como mais de 50% das vendas de um modelo na Europa
Em pleno 2016 ainda este nível de preconceitos ..... []
Não é que não aconteça num veículo mais alto, mas nunca rasparam uma jante, um pára-choques, nunca rasparam um carro por baixo ? eu carros baixinhos só mesmo se valerem a pena, ou seja se forem carros realmente interessantes do ponto de vista desportivo.
Carros familiares a gasóleo duros como tudo, sem curso nenhum de suspensão e cheias de apêndices aerodinâmicos, tipo "lips" etc. acho uma contradição.
De resto na generalidade do Mundo as carrinhas não têm a penetração que têm na Europa.
A mim parece-me bem a diversidade.
Não precisas de sobe-passeios por causa disso, um carro "normal" só o raspas por baixo se não tiveres mesmo cuidado nenhum onde metes as rodas.
Se a tipologia carrinha vende conta sempre como mais de 50% das vendas de um modelo na Europa, se não comercializas uma tipologia carrinha estás a cortar o teu potencial comercial para metade porque não vais ter pessoas que procuram carrinhas a olhar para o Giulia e a optar pelo sedan só porque não há carrinhas. Vão procurar o que querem noutras marcas.
Se estão a planear vender 50.000 unidades de Giulias sedan na Europa basta perceber que venderias pelo menos mais 50.000 unidades com tipologia carrinha na Europa - faziam as 100.000 unidades previstas só na Europa. E isto com um custo de desenvolvimento mínimo porque as modificações necessárias para fazer uma carrinha são mínimas.
Se estão a planear vender 50.000 unidades de Giulias sedan na Europa basta perceber que venderias pelo menos mais 50.000 unidades com tipologia carrinha na Europa - faziam as 100.000 unidades previstas só na Europa...
Aplicando o melhor cenário possível - é que aumentavas o número de unidades vendias por ano e não ficavas cingido ás 100.000 unidades ano previstas apenas com a tipologia sedan. Acrescentavas antes 50.000 unidades de uma tipologia diferente.
Esse teu melhor cenário possível é o melhor cenário possível que se ajusta ao teu argumento.
E também porque os principais mercados onde o Giulia será vendido - italiano (porque é o mercado doméstico) e alemão - dão forte preferência á tipologia carrinha. Sedans são impopulares nestes países. E nada os impede de introduzir a carrinha nos EUA também. A Volvo vai fazê-lo e vamos ver se vão ter sucesso ou não.
Quem é que te garante que as margens serão mais apetecíveis? Basta ver o exemplo da Maserati que adiou o Alfieri para depois de 2018. Se trouxesse assim tanto dinheiro já estava aí quase a sair.