- Nunca disse que deviam lançar uma carrinha em vez do Stelvio por isso todos os argumentos que estás a fazer de comparação entre carrinhas e SUVs para não dizem nada sobre fazrem um coupé em vez de uma carrinha porque eu sei muito bem que as margens dos SUVs vs carrinhas são mais elevadas. Só me estás a dar informação que eu já sei e que falha totalmente o ponto sobre o que eu estou a dizer. Mas como pelos vistos não viste o link que te coloquei o decréscimo de vendas do segmento D deve-se a compradores de sedans mudarem-se para SUVs e não compradores de carrinhas. Essa tua comparação é irrelevante.
- O que eu estou a dizer é que em vez de lançarem um coupé baseado no Giulia devem lançar uma carrinha.
O que eu acho ridículo é que se há dinheiro para fazer variações de carroçaria do Giulia, a primeira que têm que fazer é uma carrinha e não um coupé.
Ainda para mais quando o mercado automóvel europeu é o que está previsto que vai ter maior crescimento nos próximos anos, agora que o americano está perto do pico e o chinês está estagnado por causa da crise por lá.
Como não me convences que é melhor fazer um coupé do que uma carrinha e te focas em comparações que eu nunca fiz acho que mais vale a pena seguir em frente.
Dás argumentos sobre crossovers vs carrinhas quando eu nunca pus em causa a construção do Stelvio - até acho que chega dez anos atrasado. Coupés fazem sempre vendas marginais, logo lançar um coupé em vez de uma carrinha mesmo que garanta uma margem de lucro marginalmente acima de uma carrinha pode não chegar para compensar a diferença de unidades vendidas.
Acho esta discussão inútil quando insistes em comparar uma versão carrinha com o Stelvio quando eu estou a falar que devem dar prioridade a uma carrinha e não a um coupé.
Fazendo um apanhado da coisa.
Estás a partir do pressuposto que haverá um coupé Giulia.
O que existe apenas, é o possível lançamento de dois modelos de nicho, os tais "specialty models". O mais certo, é que, tal como aconteceu o ano passado, lá para final de 2017 e início de 2018, o Marchionne antes de sair da FCA, faça mais uns ajustes ao plano, tendo já dados sólidos da performance comercial do Giulia e do Stelvio.
E mesmo a sair um coupé, não significa que seja um Giulia Coupé. Estás a especular tanto como eu.
A Alfa pode retomar a opção de ter uma criatura distinta, como fez com o GTV/Spider ou Brera/Brera Spider.
Se pretendem ter mais aceitação, com uma criatura mais consensual, um concorrente directo do série 4/A5/C Coupé seria a escolha mais provável. Mas na FCA do Marchionne nada é escrito na pedra.
E como para já vão focar-se nas carroçarias familiares (hatch, sedans e crossovers), o mais certo é esses modelos pipis serem os últimos a aparecer, ou seja, lá para 2020.
Considerando o tempo de desenvolvimento de um modelo, o mais certo é ainda estarem a discutir o formato da coisa.
Caso estivesse à frente da Alfa, onde apenas pudesse colocar 8 ovos no cesto nesta primeira fase, considerando que isto é um processo de ressurreição de uma marca negligenciada à demasiado tempo, e projectá-la globalmente, e tivesse de decidir entre coupé ou station Giulia, venha de lá o coupé.
Significa menos 10-20mil unidades? Paciência.
Para fazer os volumes expectáveis, com margens nham-nham, nem será o Giulia o porta-estandarte.
Serão mesmo os 3 crossover planeados.
Vendas são importantes, mas não sabemos nada acerca do break-even, ou margens previstas neste plano épico.
6 dos 8 modelos já são carroçarias para as famílias e executivos.
Onde está o "cuore" Alfa? Nos 3 crossovers contra-natura? Acho que não. Seria sempre necessário uma criatura que melhor fizesse a ligação entre a Alfa histórica e esta nova Alfa.
O 4C está num extremo, pelo que estes novos modelos de nicho encaixariam melhor na história de modelos da marca: Duetto, Spider, GTV, etc...
Independentemente se haverá coupé Giulia ou não, seria expectável que a escolha recaísse apenas num sucessor do Spider, até pelo valor simbólico deste na marca. Finalmente, terá a arquitectura certa ao contrário das duas fracas tentativas anteriores.
Agora há outro. Bem... venham de lá os visionários photoshops.
Considerando um coupé para se juntar ao Spider, tem vantagens sobre a carrinha e até poderá contribuir mais para o bottom-line.
O apelo do carro é global, é mais desejável, e, ao contrário da carrinha, pode ser vendido em todos os mercados onde a Alfa estiver disponível.
E como chamariz, certamente terá mais exposição mediática em mais meios de diversos continentes que uma carrinha poderá ter.
Poderá ter um efeito halo superior, e, não nos esqueçamos, eles querem que a Alfa seja uma marca com pretensões globais.