Voto obrigatório

Voto obrigatório

  • Sim

    Votos: 76 47,8%
  • Não

    Votos: 83 52,2%

  • Total de eleitores
    159
  • Sondagem encerrada .
Nos Exames do Dia , Maria Luísa Vasconcelos ocupa-se dos gastos das campanhas eleitorais E chama a atenção para os seus custos indirectos.

Apesar de considerar "um desperdício" a propaganda eleitoral, a professora não se impressiona com os €13,2 milhões que os partidos irão gastar nas próximas legislativas. São "gastos insignificantes" e invocar o salário mínimo "soa a demagogia".

Mas, adverte, os gastos anunciados não contabilizam outros custos invisíveis, esses sim "de substância para a economia nacional: as macro-decisões adiadas, a governação em lume brando, os efeitos perversos sobre a confiança, produzidos por esta espécie de expectativa de ingovernabilidade".

Os efeitos da inacção política e empresarial é que, de facto, são preocupantes. Quanto custa adiar um investimento, uma campanha ou um programa de internacionalização por culpa da paragem eleitoral?

"Todos aceitamos com normalidade que o país navegue de velas arreadas durante três meses. Será assim na Alemanha?, interroga Maria Luísa Vasconcelos.

Em http://aeiou.expresso.pt/os-custos-invisiveis-das-campanhas=f532023

:rolleyes:
 
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:eek:[:)][;)]​
 
obrigatorio nao, mas conceder incentivos a quem vota (fiscais) acho que sim.

É o dever de todos os portugueses, mas se não querem escolher votem em branco.
 
Não concordo que o voto seja um dever.
É um direito que ganhamos com a instauração da democracia.
Ninguém me pode obrigar a ir votar quando não me revejo em nenhum dos políticos.

Aliás, conheço quem tenha votado uma vez na vida. É um Sr. de 71 anos que há 20 foi visitado pelo fundador do CDS PP (Freitas do Amaral) que prometeu muito fazer pela classe deste senhor, era algo qe lhe era muito importante. Toda a gente que trabalhava para ele votou no Freitas.
Este nao cumpriu o prometido.
Que razões tem este Sr. para acreditar seja em quem for.
Que razão tem este senhor, não se revendo em nenhum género de política ou político, para votar?
Nenhuma.

PS - eu voto sempre. Ainda sou novo e aidna acredito que podemos evoluir bastante, mas há muitas pesoas mais velhas que não. Já cá estão há muito tempo.
 
Tenho ouvido falar no controlo do voto dos funcionários públicos ou que o não voto poderá ter implicações na sua carreira ou no seu emprego.

É verdade? :confused:
 
Se querem por voto obrigatorio para baixar a abstenção, assim não vão lá.
ontem dei-me ao trabalho de ver quantos eleitores tem portugale veirifquei que portugal tem mais de 9 000 000 de eleitores http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1372590 . Ora se portugal tem pouco mais de 10 500 000. é impossivel termos tantos eleitores, porque nesse caso não teriamos, nem crianças, nem jovens. e claro, só na minha freguesia detectaram ontem 11 pessoas inscritos que já morreram. é por essas e por ouras que a abstenção é tao alta. outro exemplo é as duplas inscrições, eu nas europeias estava inscrito em 2 freguesias.[:D][
 
Vem aí mais abstenção?

Com epicentro no Outono de 2008, a crise não se abateu logo sobre Portugal e foi depois, segundo este investigador, mascarada pelo Governo, que em 2009, ano de eleições, "tudo fez para que não se sentissem os seus efeitos".

A imersão na realidade foi adiada, mas não podia ser evitada. À semelhança dos outros europeus, a maioria antecipa agora que o pior ainda está para vir. Mas a greve geral parece ter passado à história logo no dia seguinte. Ana Belchior, socióloga, adverte: "Apesar da costumeira discussão em torno dos números, o impacto da adesão a esta acção veio no mínimo sinalizar que há um potencial de mobilização social que não deve ser negligenciado pelo Governo."

A socióloga lembra que é essencialmente através do voto, "o canal mais tradicional", que os portugueses veiculam a sua insatisfação. "Com o agravar das condições de vida, creio que se acentuarão as tendências já verificadas nas eleições legislativas de 2009, que viram crescer a expressão dos pequenos partidos na Assembleia da República."

Outra possibilidade, que também pode decorrer em simultâneo, é a de um maior afastamento e cepticismo das pessoas em relação às instituições, o que se traduzirá num aumento da abstenção, acrescenta Magalhães. Até lá, adianta, é provável que se mobilizem mais, "mas não pelos canais convencionais", aos quais tendem, mais uma vez à excepção do voto, a não reconhecer eficácia: "Mas mesmo que venha a acontecer, será sempre com níveis diferentes dos registados noutros países."Todos os estudos de opinião realizados mostram que, na Europa, os portugueses são dos que têm níveis mais baixos de participação política. Característica que Magalhães atribui sobretudo ao baixo nível de instrução ainda dominante no país. Frisa que o envolvimento tanto nas práticas políticas convencionais, como sobretudo nas que fogem a estes canais, exige algo que muitos não têm por cá: "Competência, tempo e dinheiro."

Mas os comportamentos políticos também reflectem, segundo Ana Belchior, algo que diz ser "inquestionável" - "há como que uma tradição de conformismo, passividade e impassibilidade no ser-se português".

Já a historiadora Fátima de Sá não subscreve esta premissa: "Não há qualquer particularidade na acção colectiva em Portugal que não seja situada historicamente." Explica que, à semelhança do que aconteceu noutros países europeus, com a adopção dos regimes liberais e parlamentares, deu-se "uma mudança de repertório da acção colectiva" - das formas de protesto locais e directas passou-se para outras de âmbito nacional, que "não visavam já apenas o alvo imediato de contestação".

Um exemplo: antes contestavam-se os impostos "queimando as repartições de finanças locais", depois começaram a fazer-se petições ou manifestações nacionais. Mas há muitos indícios de que os modos de protestos que surgiram "com a modernidade começam também já a envelhecer ou a mudar".

Fátima de Sá não faz prognósticos para o futuro, mas recorda uma condição: "A acção colectiva para se desencadear precisa de ter recursos mobilizáveis, tanto materiais, como culturais." E "não são geralmente as populações famintas ou os idosos de fracos rendimentos, os desempregados ou os trabalhadores precários que dispõem deles", conclui.

(...)

Em http://www.publico.pt/Sociedade/sera-que-os-brandos-costumes-vao-sobreviver-a-esta-crise_1469304?p=2

:rolleyes:
 
Não me agrada a noção de obrigatório. Acho que é um dever civico, do qual pessoalmente não abdico, mas gosto do conceito de liberdade a todos os níveis, até perante a opção de não votar.

No entanto, agrada-me contribuir (ainda que de forma insignificante) para uma tomada de decisão colectiva.

Posso sempre dizer: votaram nele?! eu não...agora aturem-no!
 
Não me agrada a noção de obrigatório. Acho que é um dever civico, do qual pessoalmente não abdico, mas gosto do conceito de liberdade a todos os níveis, até perante a opção de não votar.

No entanto, agrada-me contribuir (ainda que de forma insignificante) para uma tomada de decisão colectiva.

Posso sempre dizer: votaram nele?! eu não...agora aturem-no!

Mas quem não vota ficará sempre sujeito ao que os outros escolherem por ele e não terá nenhuma razão ou moral para criticar essa escolha.
 
Por mim era voto obrigatório, mas com a contrapartida dos votos brancos e nulos corresponderem a cadeiras vazias no parlamento... isso sim era democracia à séria...apr:)
 
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