Voto obrigatório

Voto obrigatório

  • Sim

    Votos: 76 47,8%
  • Não

    Votos: 83 52,2%

  • Total de eleitores
    159
  • Sondagem encerrada .
O Presidente da República defendeu hoje que as eleições de domingo são "particularmente decisivas, condenando a abstenção, e frisou que o próximo Governo terá que cumprir os compromissos do programa de ajuda externa.

Na sua tradicional mensagem no dia de reflexão, Cavaco Silva fez um forte apelo ao voto nas legislativas de domingo e condenou a opção pela abstenção, argumentando que "se abdicarem de votar, não têm depois autoridade para criticar as políticas públicas".

"O facto de as eleições terem lugar num tempo de sacrifícios e de grandes interrogações quanto ao futuro é uma razão acrescida para que cada um manifeste a sua vontade e diga quem deve assumir a responsabilidade de governar", exortou Cavaco Silva, considerando que a grave situação do país "faz com que as eleições de amanhã [domingo] sejam particularmente decisivas".

Governo terá que cumprir compromissos internacionais

Assim, o Presidente da República defende que o Governo que resultar das eleições terá "a responsabilidade de honrar os compromissos assumidos" no âmbito do programa de ajuda externa.

No entanto, advertiu, "ao contrário do que por vezes se diz", a ação do próximo Executivo não vai estar "limitada ao cumprimento do memorando de entendimento" acordado com as instituições internacionais.

Tal como já tinha assinalado na mensagem que dirigiu ao país a propósito do acordo de ajuda externa, em maio, Cavaco Silva reiterou que "o novo Governo terá muito mais para decidir e fazer, de modo a garantir a justiça social, o crescimento da economia e o combate ao desemprego".

O chefe do Estado recordou que a Assembleia da República foi dissolvida "precisamente pela impossibilidade de gerar uma solução governativa com condições para resolver os graves problemas do país".

"Devolveu-se a palavra ao povo, e é ao povo que cabe manifestar a sua vontade soberana, para que se encontrem as soluções de governo necessárias nas alturas decisivas. É por tudo isto que apelo a todos os Portugueses para que amanhã não deixem de votar", afirmou.

Apelo aos jovens e desempregados

Perante o "momento crítico que o país atravessa", seria "incompreensível" que os cidadãos se abstivessem de votar e "deixassem aos outros uma escolha que é essencial para todos".

Cavaco Silva defendeu que "só quem vota poderá legitimamente exigir o melhor do próximo Governo" e que abster-se "é fugir no tempo decisivo das grandes responsabilidades".

O Presidente da República considerou que "o sentimento de que nesta campanha nem sempre se terá discutido o essencial e de que muitas vezes, na comunicação social, se privilegiou o acessório, não deve ser motivo" para a abstenção.

Cavaco Silva dirigiu-se em particular aos jovens e aos desempregados, apelando aos primeiros para que encarem o resultado das eleições "como decisivo para o seu futuro" e aos segundos para que vejam as eleições como "uma possibilidade de escolherem um caminho" para o país que "lhes traga a esperança de dias melhores".

Em http://aeiou.expresso.pt/cavaco-silva-apela-ao-voto-e-condena-abstencao=f653590

:rolleyes:
 
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342994


Em www.publico.pt​

[:p]
 
Por mim era voto obrigatório, mas com a contrapartida dos votos brancos e nulos corresponderem a cadeiras vazias no parlamento... isso sim era democracia à séria...apr:)
Se fosse assim, mesmo se o voto não fosse obrigatório eu ia à meia-noite para a porta da assembleia de voto para votar em branco
 
"Há, entre o fecho dos cadernos eleitorais e o dia de votação, mudanças e óbitos.
Na Europa Ocidental este valor situa-se e é considerado aceitável entre os 3% e os 5%.


Em Portugal, segundo Estudos efetuados e publicitados por politólogos meus colegas, a abstenção técnica dispara para um mínimo de 10%.
Parece que pouco há a fazer, principalmente no que concerne aos emigrantes, que pretendem manter o seu recenseamento, embora mudem de residência e de vida.

Este dado coloca Portugal um pouco pior na "fotografia" comparada dos Países da EU, mas mesmo assim não muito longe da média Europeia. Tal constata-se com mais evidência aquando das Eleições para o Parlamento Europeu, realizadas com 3 dias de intervalo e com o mesmo objetivo. E há que referir que alguns Estados (Itália, Bélgica, Luxemburgo) têm não o voto "quase obrigatório" do Brasil, mas incentivos ao voto.

Temos pois que a abstenção não é uma questão portuguesa, mas sim e em geral do funcionamento das Democracias Liberais. Que tem altos e baixos. Tem vindo a diminuir nos E.U. da América, e a aumentar na Europa.

Para não cansar os leitores do Expresso só os dados da abstenção das últimas três eleições:

Autárquicas:
2001 - 39,9%
2005 - 39,0%
2009 - 40,1%

Legislativas:
2005 - 35,0%
2009 - 40,3%
2011 - 41,9%

Presidenciais:
2001 - 49,1%
2006 - 37,4%
2011 - 53,5%

Presumo que se pode constatar que:

A média da abstenção das Autárquicas e Legislativas situa-se nos 40%. Nas Presidenciais está acima, com a exceção das muito disputadas de 2006 (primeira vitória de Cavaco Silva por 0,6%).

Temos pois que 40% a 29 de Setembro seria o normal, mas presumo (é puro palpite, sem fundamentação técnica) que irá aumentar.
O prestígio dos políticos e dos partidos, e o "acreditar" nas propostas e nos programas, nunca esteve tão em baixo, e surpreender-me-ia que tal não tivesse reflexo na participação eleitoral.

Ocorre ainda nas Eleições Autárquicas que a abstenção é em geral superior em Concelhos mais populares e predominantemente urbanas, e menor em Municípios com menos eleitores e mais base rural, e que os 40% são mesmo e tão só uma média que vai dos 30% aos 50%.

Se a subida da abstenção atirar esta para perto dos 50%, teremos a par dos resultados dos "Independentes" e da previsível subida dos votos Brancos (principalmente) e Nulos, sério aviso ao nosso sistema Politico e Partidário."Em Abstenção - Expresso.pt
 
obrigar todos a votar...é a mesma coisa que mandar bois as urnas!

primeiro começava por uma disciplina obrigatória em todas as escolas, a Politica.

aqui no brasil tb é obrigatório votar...e o resultado é patético!
que interessa ver toda a população a votar, se a maior parte não sabe andar de elevador?
só se for para fazer um encaixe financeiro com multas.
 
obrigar todos a votar...é a mesma coisa que mandar bois as urnas!

primeiro começava por uma disciplina obrigatória em todas as escolas, a Politica.

aqui no brasil tb é obrigatório votar...e o resultado é patético!
que interessa ver toda a população a votar, se a maior parte não sabe andar de elevador?
só se for para fazer um encaixe financeiro com multas.


É um bocado como eu penso ... a maioria das pessoas que vai votar nao está minimamente informada ... Acabam por votar por outro tipo de razões ... Quantas vezes ouvi ... ah o Socrates é um homem muito charmoso ... vou votar nele.

Infelizmente é assim. Mas é o seu direito ... portanto nada a fazer.
 
Não sou contra que se faça um teste de um voto obrigatório, mas acabaria por ser antidemocrático, as pessoas devem votar porque querem e não porque tem que ser.
O mais importante é aplicar a lei e penas mais severas durante os actos eleitorais, quer aos partidos que sejam incumpridores, quer aos media que insistem em não apresentar todos os candidatos de igual forma.
Imaginem o que é candidatarem-se ao ensino superior, todos com as mesmas regras, mas só serem selecionados os amiguinhos e compadrios, independentemente das vossas capacidades, em Portugal é isto que se passa nas eleições. Os partidos eleitos no parlamento recusam-se a ter debates ou cruzarem-se com os "pequenos" porque não querem perder protagonismo e os classificam de 2ª liga, como se fossem partidos feitos por gente inferior. Desta forma não perdem votos, nem aparecem potenciais candidatos que poderiam suscitar o interesse daqueles que votam ou até nem votam.
Por fim temos o método de Hondt que é usado para distribuir os votos pelos partidos e claramente beneficia os dois maiores partidos, por exemplo nas últimas legislativas se os votos tivessem sido distribuidos de acordo com o número de lugares existente no parlamento, o PS e PSD teriam menos lugares, já o CDS e BE teria mais lugares, bem como apareciam dois novos partidos: PCTP e PAN, aumentando a pluralidade democrática. Mas estamos em Portugal e por aqui só se governa com "maiorias" ninguém sabe o que é negociar.
 
Todos os partidos que estão representados no parlamento são democráticos e a favor das liberdades... até ao momento em que outros partidos ou independentes apareçam.

Edit: E para não fugir ao tópico; não concordo com a obrigatoriedade de voto, mas bem podiam arranjar um método de votação que não implicasse ter de ir necessariamente a uma urna de voto específica.
 
Se for ao BE, PS e PCP, assino já a petição [:D][:D][:D]

Por cada 5 boys que saem do PS, PSD e CDS sai um camarada do PCP, é mais justo! [;)]
Afinal eles (PS, PSD e CDS) têm a larga maioria dos deputados mas só meia dúzia é que intervém, o resto está demasiado preocupado com o tacho.
Bando de ignorantes e incompetentes que o nosso "centrismo" é composto! [8b]
Desconfio que se iniciasse uma conversa com muitos deles, eles nem sabiam responder às questões politicas...
 
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É um bocado como eu penso ... a maioria das pessoas que vai votar nao está minimamente informada ... Acabam por votar por outro tipo de razões ... Quantas vezes ouvi ... ah o Socrates é um homem muito charmoso ... vou votar nele.

Infelizmente é assim. Mas é o seu direito ... portanto nada a fazer.

O que é estar informado? O eleitorado do PP estava informado sobre as ideias socialistas do partido?
 
"Apesar de tudo, apesar da desconfiança geral, o nosso dever é votar. Se queremos direitos, havemos de aceitar deveres. E votar é um dever.

Não sustento, nem jamais sustentei, que o voto seja obrigatório, como, por exemplo, na Bélgica. As obrigações cívicas devem, sempre que possível, resultar da consciência pessoal e não da imposição externa. Assim mesmo defendo que cada um vote e todos podem votar por e com motivos diferentes.

1) O voto de convicção - aqueles que entendem que estão a contribuir para a eleição ou para o fortalecimento de uma causa ou de um projeto válido;

2) O voto útil - aqueles que querem impedir que um projeto ou uma causa que consideram errada saia vencedora ou fortalecida;

3) O voto branco ou nulo - aqueles que não achando nada do que atrás ficou dito, querem vincar que cumprem o seu dever cívico. Uns marcando a falta de alternativa (branco), outros protestando (nulo)

4) O voto inútil - aqueles que sabendo que a formação em que votam não tem quaisquer hipóteses e pode até ser ridícula, mas ainda assim cumprem o seu dever de uma forma lúdica.

Haverá outras formas e motivações para votar, mas o importante é que cada um pense que este é o contributo que o país lhe pede - o único aliás que se exerce sem pagar.

Votemos,pois!"
Em Votar, apesar de tudo - Expresso.pt
 
"Apesar de tudo, apesar da desconfiança geral, o nosso dever é votar. Se queremos direitos, havemos de aceitar deveres. E votar é um dever.


Haverá outras formas e motivações para votar, mas o importante é que cada um pense que este é o contributo que o país lhe pede - o único aliás que se exerce sem pagar.

Votemos,pois!"
Em Votar, apesar de tudo - Expresso.pt

[:D]

http://forum.autohoje.com/off-topic/122392-marinho-pinto-partidos-ganham-3-por-voto.html
 
"A afluência às urnas até às 12h deste domingo era de 19,44%, um valor abaixo do registado nas duas anteriores eleições autárquicas, revelam dados da Direcção-Geral da Administração Interna (DGAI) divulgados pela agência Lusa.

Em 2009, à mesma hora, tinham votado 21,3% dos eleitores e, em 2005, 20%.

A afluência deste domingo também é inferior à registada da última vez que os cidadãos foram chamados a votar, nas legislativas de 2011. Até às 12h desse ano, tinham votado 20,01% dos eleitores, uma taxa inferior à das legislativas de 2009 (21,29%).(...)"Em Afluência às urnas ao meio-dia era de 19,44% - PÚBLICO
 
Andam praí muito jotitas e partidários a apelar à não abstenção, praticamente insultando quem não vai.

Para mim a abstenção é um sinal claro do desinteresse por esta classe política, especialmente pelos autarcas.
Eu tenho votado sempre em legislativas, presidenciais e até autárquicas. Desta vez não fui nem lá vou. Não acredito em nenhum, não me revejo em nenhuma lista. E não venham cá dizer para votar branco, que isso é inconsequente
 
Eu mudava de país se o voto passasse a ser obrigatório. Voto obrigatório significa que a democracia deixou de ser democracia (já assim é o que é).

Andam praí muito jotitas e partidários a apelar à não abstenção, praticamente insultando quem não vai.

Tenho tomado de conhecimento de histórias incríveis. Nas grandes cidades nem tanto, mas nos meios mais pequenos a atitude dos jotas das campanhas quase que toca a agressividade. É o tudo ou nada para garantir o tacho. Uma verdadeira palhaçada de cinismo.
 
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