Acompanhe o vídeo abaixo para ver como instalar o nosso website como uma aplicação web no seu ecrã inicial.
Nota: Esta funcionalidade pode não estar disponível em alguns navegadores.
Não sei qual a história. Mas era uma mulher do norte do pais e não essa da Madeira.Se te estás a referir á mulher da Madeira que matou marido á dias...toda a vizinhança disse que o marido se embebedava e lhe dava cargas de porrada...
Só fez senão bem em te-lo morto.[]
O caso mais marcante de que me lembro foi este...
http://dn.sapo.pt/2007/06/01/sociedade/matou_marido_agressor_e_absolvida.html
"Após 40 anos de maus tratos, Maria Clementina Pires matou o marido com um machado de cozinha. Ontem, a mulher de 63 anos foi absolvida pelo Tribunal de S. João Novo, no Porto, uma decisão aplaudida em plena sessão pela meia centena de pessoas que encheram a sala. O juiz-presidente do Colectivo, João Grilo, considerou que agiu em legítima defesa e evitou tornar-se mais uma vítima de violência doméstica."
Antigamente tinha-se a ideia que o casamento seria para sempre, e as mulheres teriam de aceitar as coisas todas, violência e humilhações.
Hoje em dia, as mulheres trabalham e algumas são independentes, e quando as coisas correm mal, certos homens não aceitam a "humilhação" que representa para eles serem deixados e recorrem à violência extrema.
Já tive conversas com várias amigas que só não deixaram namorados, maridos e companheiros com medo de represálias...
O contrário também acontece, serem as mulheres a "violentar" os homens, mas neste caso o medo da humilhação pública leva-os a manterem-se no anonimato.
Ora... ia precisamente dizer isso!
Conheço um caso de um oficial da GNR que bate e aterroriza a mulher há anos e no entanto é o senhor bem reputado e amigo do seu amigo...
Um psicopata nas forças de segurança...
é certo que a mulher matou o Homem e nada justifica isso, mas foi um acto de desespero depois de anos de tortura. Muitos dirão: Ahh que saisse de casa.
Provavelmente ja lhe teria passado pela cabeça, e provavelmente ja lhe teria passado também pela cabeça que se o fizesse seria mais um numero a adicionar as estatisticas
A culpa disto tudo deve-se à tradição Católica e à sua nefasta influência em alguns aspectos da sociedade. Em que se fartam de argumentar que o casamento é para a vida e que quando um dos lados do casal (maioritariamente o feminino) vai lá pedir apoio, o mesmo discurso oco e inútil de que o que Deus uniu o homem não pode separar e o restante rosário de tretas.
E é ver as iniciativas de aleigeirar as questões do divórcio, que são boicotadas pela maioria dos sectores da sociedade, que os apelida de esquerdistas.![]()
![]()
Aqui está um ponto que queria focar quando abri este tópico.[A minha opinião é que deveriam fazer um estudo "inverso", sobre o numero de homens que são vitimas de violencia doméstica.
Porque ninguem conhece numeros nem caras e ela existe cada vez mais, mas a nossa sociedade está pré-concebida para ver a versão " homem bate em mulher" e não o inverso.
E machismos á parte só tento dar uma visão do outro lado da violência doméstica, muitas vezes ocultada socialmente.[Daniel Cotrim Psicólogo clínico da APAV
Elas insultam, ameaçam e são mais perversas O técnico da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima diz que os homens têm mais vergonha de denunciar a violência
Qual é o tipo de abordagem que os homens fazem quando se queixam de violência doméstica?
O primeiro contacto é por telefone, tentam perceber quais são os seus direitos. Começam por falar de um familiar ou amigo, mas percebe-se que são eles as vítimas de maus tratos pela forma como contam a história. É tudo muito vivido, muito sofrido. A maioria recusa o acompanhamento psicológico, pois tem dificuldade em lidar com a vitimação, por causa do estigma social que isso representa.
Ainda é precisa muita coragem...
Está a aumentar o número de homens que denunciam a situação, mas têm vergonha. Foi há pouco tempo que se começou a falar na violência doméstica no masculino. A maioria das instituições não está preparada para lidar com a questão e as pessoas têm medo de ser gozadas, de sofrer uma vitimação secundária.
O que é que contribuiu para o aumento das queixas?
Há uma maior visibilidade do fenómeno da violência doméstica e os homens tomaram consciência de que também são vítimas. Tem ainda a ver com o discurso não moralista das organizações não governamentais, como a Associação Portuguesa do Apoio à Vítima (APAV).
O perfil da vítima homem é diferente do da da vítima mulher?
É idêntico. Têm entre 30 e 50 anos, uma escolaridade ao nível do 12.º ano ou superior. Estão desempregados ou têm empregos em que ganham menos do que as mulheres. Têm baixa auto-estima e uma imagem corporal desvalorizada.
Como é que são as agressoras?
Muitas vezes são mulheres com problemas psiquiátricos, como a esquizofrenia e a psicose, associados a sintomas de agressividade.
Que tipo de violência exercem?
A violência sobre os homens é mais psicológica (insultos, ameaças), mas quando é física é extremamente violenta. Ameaçam com envenenamento ou que têm uma faca debaixo da almofada, do género "Toma atenção que esta pode ser a tua última sopa." Houve uma que colocou vidros de copos na cama do marido. A mulher é fisicamente mais frágil que o homem e recorre a utensílios domésticos e a armas brancas. É uma violência muito mais requintada, perversa. O homem utiliza mais força bruta.
É mais difícil recuperar a confiança de um homem vítima de violência?
A recuperação é sempre mais difícil do ponto de vista psicológico do que físico. Nos homens é mais complicado, porque ensinaram-lhes que são eles que batem na mulher e não o contrário. Temos de fazer perceber que não é caso único e que não têm de se sujeitar aos maus tratos pela vergonha de se exporem.
Não precisariam de mais apoios, como casas de abrigo, já que tudo é pensado na mulher?
Provavelmente, mas o sexo masculino tem mais recursos, encontra mais facilmente emprego. Além disso, o homem que agride a mulher tem tendência a persegui-la, o que não acontece com a agressora mulher. E elas quando saem de casa levam os filhos, o que não acontece com a vítima masculina.![]()
Acho deplorável a violência doméstica reiterda, física ou psicológica, quer homem-mulher quer mulher-homem.Discussões há muitas e infelizmente cada vez mais mas é preciso ter o discernimento necessário para avaliar quando se entra numa situação de não retorno e, a partir dessa avaliação,partir para outra, caso o enquadramento pessoal e financeiro assim o permita.
Amiúde em certos meios ou no tempo dos nossos pais, muitas mulheres eram dependentes dos homens e não tinham/têm para onde ir. Nestes casos, torna-se urgente salvaguardar a todos os níveis, a integridade e sobrevivencia com dignidade dessas pessoas.
o canibalismo também é proibido [Uma mulher não é para se bater mas sim para se comer...[]
depende se ela deixar...[o canibalismo também é proibido []
A violencia doméstica física é má, mas a violência psicológica é provavelmente pior.
O Presidente da República pediu o “firme repúdio” da violência doméstica, após um encontro com nove vítimas. Cavaco Silva quis transmitir uma mensagem de solidariedade àqueles sobre quem é exercida violência doméstica e elogiou os técnicos que trabalham com as vítimas.
“A sociedade portuguesa tem de manifestar um firme repúdio, uma rejeição total em relação aos crimes cometidos dentro da família”, declarou Cavaco Silva, após ter recebido nove mulheres, que residem em casa de abrigo depois de terem sido vítimas de violência no lar.
Cavaco Silva, que na reunião esteve acompanhado da mulher, da comissária para a Cidadania e Igualdade do Género e do ex-ministro David Justino, referiu ter escutado “testemunhos da dificuldade de estas mulheres, que ainda são vítimas de violência”. Estas mulheres já foram agredidas fisicamente e, de momento, algumas denunciam ser perseguidas.
No encontro participaram ainda 14 técnicos de casa de abrigo, em todo o país. “Prestam um auxílio muito valioso às mulheres. Quero manifestar o meu grande apreço pelo trabalho realizado por estas associações, um grande apreço pelos voluntários que, generosamente, se dedicam aos outros”, afirmou Cavaco Silva.
Comissária apela à denúncia e anuncia lei quadro sobre violência doméstica
O Governo vai promover um iniciativa pública, em Janeiro, sobre as alterações legislativas. O agressor poderá ser detido mesmo que não seja em flagrante delito, referiu a comisária para a Cidadania e Igualdade do Género.
"Até à data, só se pode deter o agressor em flagrante delito. Com a nova lei, poderá proceder-se à detenção sem ser em flagrante delito", disse Elza Pais.
"A lei faz também uma articulação entre o processo penal e o processo cível". "Trata-se de uma lei unificadora, onde se integram todos os documentos que estavam dispersos. É uma lei que vai colmatar algumas das lacunas identificadas", referiu.
Elza Pais disse ainda que as situações de violência mais grave, e que podem culminar nos homicídios conjugais, são aquelas em que menos denúncias se verificam.
Imagens-choque para as vítimas deixarem o parceiro
Na campanha televisiva vê-se um corpo de uma mulher com as marcas da violência que a vitimou. A mensagem é clara: "Não tenhas esperança." Isto é, na maioria dos casos o agressor não vai mudar.
Nova campanha é dirigida directamente às vítimas, mostrando o que pode acontecer ao acreditar nas eternas promessas de redenção. 23 mulheres mortas em 2011.
Agressivas, violentas, chocantes... reais. As imagens da nova campanha contra a violência doméstica da Comissão para a Cidadania e Igualdade do Género (CIG) prometem não deixar ninguém indiferente, tal como o slogan: "Não tenhas esperança." É dirigido directamente às mulheres que são vítimas deste crime, apelando para que não acreditem em "juras de mudança" ou "palavras doces", revelando o número das que morreram às mãos dos seus parceiros nos últimos cinco anos: 176.
APAV - Vídeo e informação que irá passar nas televisões e demais comunicação socialViolência doméstica: vítimas arriscam em acreditar na mudança do agressor
(...)Segundo Teresa Morais, a reincidência neste tipo de crime é grande e "os ciclos de violência sucedem-se durante muitos anos", o que faz com que "as mulheres que permanecem neste circuito de violência e que ainda não tiveram as condições para se libertarem dele correm o risco de morte".A responsável adiantou que até ao segundo trimestre deste ano, a forças policiais receberam 14.508 participações relacionadas com casos de violência doméstica, com 85% dos casos em que as vítimas são mulheres.