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Mercado não é problema maior nem tecnologia automóvel a questão é plataforma industrial e portefólio.
E na questão particular do modelo MiTo o que falha perante a concorrência alemã e francesa?
Continuo a tentar compreender a evolução de portefólio que a FIAT tenta desenvolver no EUA para a Chrysler em familiar médio é aí que o presente e/ou futuro da marca Lancia terá maior prova no mercado automóvel.
O poder de compra na Europa ainda é real e a extravagância Lancia ainda seduz.
Como já tinha escrito noutra ocasião, talvez o problema não esteja no carro em si, mas na marca []. O Citroen DS3 está a conseguir manter vendas estáveis, e de momento são praticamente o triplo (se não estou em erro) daquelas que o MiTo consegue. Daquilo que observo, falta um chamariz ao MiTo, que faz com que o mercado nem se recorde dele.
Apesar de nos EUA, esse segmento médio ser sinónimo de vendas expressivas, na Europa, é o segmento que mais diminui em quota, de ano para ano. O anunciado Flavia, clone do 200, a ser lançado, até acaba por ser algo contraproducente. Os segmentos que crescem em cota são o A e o B, e novas tipologias estão a substituir os sedans do segmento D. Tirando os premium do segmento, parece que cada vez menos os sedan fazem parte das preferências do mercado. E isto apesar de maior parte do segmento ter como destino frotas. Mesmo as frotas já são definidas por inúmeros crossovers e suv's, e parece-me que aí é que a Lancia poderia ter alguma hipótese de voltar a ser um jogador europeu e não apenas italiano.
O Delta, que não é carne nem peixe, tivesse outro nome e uns centimetros extra de altura ao solo, talvez conseguisse que as suas peculiaridades fossem mais apelativas aos olhos do mercado.
Veja-se o sucesso que foi e é o Peugeot 3008, essa coisa feia. Percebe-se, sem dúvida, que foi uma adaptação forçada de um clássico MPV para algo mais "SUV-iano", dado o sucesso inesperado do Qashqai. E revelou ser uma muito boa aposta. Em vez de rivalizar directamente com o C4 Picasso de 5 lugares, acabou por dar um sabor distinto ao carro familiar, e apesar de visualmente deixar bastante a desejar, o que é certo é que vende e bem.
Esperemos que a Lancia, isto é, Fiat, aproveite a próxima geração do seu Lancia seg. C/D para, talvez, experimentar a fórmula dos saltos altos.
Porque não apostar a marca Lancia no mercado Chinês? A Maserati vende bem por lá, sendo que a Lancia ficava com um posicionamento abaixo.
Há coisas que eu não entendo e que por exemplo são coisas como o facto de não se aproveitarem mais plataformas para mais que uma marca (na Europa), como se fazia nos anos 80. Mesmo que não fosse para as 3 marcas qe fosse para duas. Por exemplo, o Delta é baseado no Bravo, mas porque é que não fizeram os 2 na Lancia? Tipo um Delta mais curto normal e o mais longo ser mais um género de carrinha (que tb podia servir para a Fiat) ? Uma coisa do tipo A3 e A3SB. Se a VAG anda há anos a vender os mesmos carros debaixo de várias marcas, porque é que a Fiat tem medo de o fazer e cada vez que faz um aproveitamento tem que fazer um carro diferente? Porque é que o Freemont não foi Lancia? Que sentido é que faz dar à Fiat um Jeep que poucos compram por causa do badge no meio de apenas 500 e Pandas? Porque é que no desenvolvimento do 300C não se pensa numa plataforma capaz para Lancia e Alfa? Porque é que não se pensa em uma versão do baby suv para a Lancia? Enfim... and so on and so on...
O Marchionne disse que Alfa Romeo e Jeep seriam as marcas globais do grupo.
Acredito que o investimento vá ser feito nesse sentido.
Pelo que expandir a Lancia para os mercados chinês e russo dificilmente deverá acontecer.
A Chrysler já vende na China, mas as vendas são microscópicas. A Jeep vai produzir o Cherokee lá. Talvez com o impulso, a coisa possa funcionar para a Chrysler.
Sabendo que a Alfa vai atacar o mesmo segmento com sedan RWD, num segmento algo atulhado com hipotéticos concorrentes, para quê dificultar as coisas, colocando um Lancia por lá?
Pelo menos na Europa, fundamental, para sucesso comercial, é mesmo apanhar o comboio dos SUV's e derivados.
Há coisas que eu não entendo e que por exemplo são coisas como o facto de não se aproveitarem mais plataformas para mais que uma marca (na Europa), como se fazia nos anos 80. Mesmo que não fosse para as 3 marcas qe fosse para duas. Por exemplo, o Delta é baseado no Bravo, mas porque é que não fizeram os 2 na Lancia? Tipo um Delta mais curto normal e o mais longo ser mais um género de carrinha (que tb podia servir para a Fiat) ? Uma coisa do tipo A3 e A3SB. Se a VAG anda há anos a vender os mesmos carros debaixo de várias marcas, porque é que a Fiat tem medo de o fazer e cada vez que faz um aproveitamento tem que fazer um carro diferente? Porque é que o Freemont não foi Lancia? Que sentido é que faz dar à Fiat um Jeep que poucos compram por causa do badge no meio de apenas 500 e Pandas? Porque é que no desenvolvimento do 300C não se pensa numa plataforma capaz para Lancia e Alfa? Porque é que não se pensa em uma versão do baby suv para a Lancia? Enfim... and so on and so on...
Porque é que no desenvolvimento do 300C não se pensa numa plataforma capaz para Lancia e Alfa
O Marchionne disse que Alfa Romeo e Jeep seriam as marcas globais do grupo.
Acredito que o investimento vá ser feito nesse sentido.
Pelo que expandir a Lancia para os mercados chinês e russo dificilmente deverá acontecer.
A Chrysler já vende na China, mas as vendas são microscópicas. A Jeep vai produzir o Cherokee lá. Talvez com o impulso, a coisa possa funcionar para a Chrysler.
Sabendo que a Alfa vai atacar o mesmo segmento com sedan RWD, num segmento algo atulhado com hipotéticos concorrentes, para quê dificultar as coisas, colocando um Lancia por lá?
Pelo menos na Europa, fundamental, para sucesso comercial, é mesmo apanhar o comboio dos SUV's e derivados.
Mas ele está lá... de qq forma dividir e atacar em segmentos diferentes com custos controlados sempre resulta e é uma técnica muito empregue por outros grupos (e não é por ser cópia de ninguém, é que é mesmo uma táctica para conquista de maior quota de mercado, oferecendo produtos diferentes em certos aspectos (e no preço) atinge-se uma fatia superior do mercado alvo).