Tópico Lancia

Lancia Astura Boneschi Cabriolet (1938)

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Não pode acabar!

É rica demais a história!

Eu sei que a SIMCA, a Austin-Morris e algumas Americanas acabaram... mas a Lancia tem que continuar, mesmo que numa fase (o mais curta possível) de transição.
 
É normal que muita gente esteja descontente com o pouco que a Lancia tem de momento.

Mas a questão começou quando nos anos 80 a FIAT "teve" que comprar a ALFA.

De qualquer modo é possível coabitarem, como exemplo dou o 156 e Lybra.

É esperar que apesar de reduzida e a atravessar uma fase com alguns modelos marcados Lancia apenas, a Lancia possa não acabar e possa vir a surgir em grande.
Nem que os futuros Lancias possam ser do outro lado do mundo grandes Chryslers.

Vamos ver.

O actual "Delta" continua muito interessante e tenho uma percepção que quando acabar vai ser ainda mais.

Tenho dúvida a década de 80 não tem a menor hipótese de repetição na FIAT e no próprio mercado automóvel em muito aspecto.
A Alfa Romeo terá como principal mercado automóvel o EUA ideal para nova motorização a benzina FIAT (a produção até poderá ser em unidade europeia) a compra e/ou lucro obtido será norte-americano é o objectivo.

E há perspectiva de crescimento do mercado automóvel na Europa a curto-prazo.

A questão Lancia é paralela à questão doméstica Chrysler no EUA.
O óbvio por ora é o potencial económico do mercado do EUA.
 
Não pode acabar!

É rica demais a história!

Eu sei que a SIMCA, a Austin-Morris e algumas Americanas acabaram... mas a Lancia tem que continuar, mesmo que numa fase (o mais curta possível) de transição.

Estou contigo, mas infelizmente acho que estás errado... é um processo e já tem o seu caminho trilhado há uns anos... ainda que ninguém o assuma, que está ou esteve lá por dentro e consegue olhar para as coisas já percebeu isso há uns tempos...Parece-me inevitável, mas tenho muita pena.
 
Estou contigo, mas infelizmente acho que estás errado... é um processo e já tem o seu caminho trilhado há uns anos... ainda que ninguém o assuma, que está ou esteve lá por dentro e consegue olhar para as coisas já percebeu isso há uns tempos...Parece-me inevitável, mas tenho muita pena.

Eu não estou errado porque não disse que não acabava, não sei se acaba ou não.

Eu disse que não pode acabar, não deve acabar, é uma pena acabar.

Dentro do pouco que há de momento ainda assim as coisas parecem não se entenderem muito bem.

Acho o Delta um produto que podia vender muito mais, exactamente como é.

Não sei porque não se fez um esforço para meter o Thema (300 C) abaixo de motor 3000.
O carro com o 2000 170cv tinha um potencial tremendo.

Parece mesmo que só fizeram Thema (300 C) porque tinham que o fazer como parte do acordo.
 
Eu não estou errado porque não disse que não acabava, não sei se acaba ou não.

Eu disse que não pode acabar, não deve acabar, é uma pena acabar.

Dentro do pouco que há de momento ainda assim as coisas parecem não se entenderem muito bem.

Acho o Delta um produto que podia vender muito mais, exactamente como é.

Não sei porque não se fez um esforço para meter o Thema (300 C) abaixo de motor 3000.
O carro com o 2000 170cv tinha um potencial tremendo.

Parece mesmo que só fizeram Thema (300 C) porque tinham que o fazer como parte do acordo.

Parece óbvio, não é?
Apesar de tudo, falou-se que estavam a adaptar o 2.0 Mjet para posicionamento longitudinal no 300/Thema, algo que mencionei várias vezes por aqui.
Será que ficava muito caro? Ao verem a tristeza do mercado europeu, acharam melhor nem traze-lo para o mercado?

Dentro de dias deveremos conhecer o Chrysler 200.
Estou curioso para ver se realmente teremos o paralelo Lancia na Europa.
E caso isso aconteça, a única forma de vingar é com motorizações diesel e uma carrinha. Será que a Fiat se irá dar ao trabalho?
O seg. D da Alfa ainda vai demorar...
 
Eu não estou errado porque não disse que não acabava, não sei se acaba ou não.

Eu disse que não pode acabar, não deve acabar, é uma pena acabar.

Dentro do pouco que há de momento ainda assim as coisas parecem não se entenderem muito bem.

Acho o Delta um produto que podia vender muito mais, exactamente como é.

Não sei porque não se fez um esforço para meter o Thema (300 C) abaixo de motor 3000.
O carro com o 2000 170cv tinha um potencial tremendo.

Parece mesmo que só fizeram Thema (300 C) porque tinham que o fazer como parte do acordo.

Calma, não é nada pessoal... :) Só acho que o teu desejo não se concretiza...

Como dizes, há coisas que não se entendem, mas se olhares da perspectiva do investimento zero (ou muito perto de zero), que levará inevitavelmente à destruição da marca, já se entende qq coisa...

O thema é um grande carro e apesar da actualização que levou de facto não se entende como é que não se coloca um motor mais simpático em termos de fiscalidade (nem digo cá, mas um 3000 da década passada é sempre um motor muito pesado em termos fiscais). O mesmo acontece com o voyager, que não mudou quase nada a não ser o badge e os resultados estão aí para quem quiser ver...

O público Lancia não quer isso e vai rejeitar sempre rebadgings que sejam tão óbvios quanto estes, um desenvolvimento conjunto ainda pode ser que passe, mas sendo marcas tão díspares em termos de posicionamento cá e nos Usa, será sempre algo complicado, no entanto para chegarmos a esse nível, acho que a marca acaba antes...

O Delta é um excelente produto, mas olhando agora com a distância necessária, creio que é demasiado híbrido para o que o público pretendia. é muito moderno, mas algo revivalista, não é um seg C nem um D, não é um carro nem uma carrinha e é caro para um familiar médio e não tem status nem qualidade para um grande familiar... mal comparado é um bocado o Linea um pouco mais acima, mas não é de todo low cost nem oferece ao público "alvo" (quem teve Lybras e que apreciava esse tipo de versatilidade e luxo) um trade in. Para a marca como estava naquele que foi o último grande investimento, quiseram agradar a todos e acabaram por não agradar a ninguém... mas eu continuo a defender o produto e continuo a achar um carro extraordinariamente interessante, mas não sendo um sabonete é daqueles gels de duche que há nos hoteis e que lavam tudo... e não agradam a ninguém. :)

Enfim... espero que estejas realmente certo, espero que não acabe, mas acho mesmo que não entra na 3ª década deste século...
 
Eu não me fiz entender.

Eu ainda sou do tempo de em Portugal a maior potência ser a Austin-Morris-MG, etc... BMC vá.
Isto antes de ser a FIAT e depois a Renault.

E quem havia de dizer que a BMC, acabaria???

Portanto a Lancia também pode acabar evidentemente.

Quanto ao Delta: fixando-o no segmento C ainda o acho o mais interessante e bonito em versões normais claro.
Não é de origem um carro com "afinação" para ser campeão de curvas, mas se estivesse comprador de uma versão "pacata" do segmento, portanto situando: a classe 1600 Diesel: compraria um Delta, obviamente bicolor.
Ou se quiserem trazer para cá: 1.4 GPL 120cv.

Em gasolina já escolheria mais depressa o Giulietta, mais dinâmico, entre outros.

O Delta para além de bonito em geral tem pormenores muito bonitos e um interior muito agradável e de muito bom gosto e eu pelo menos gosto bastante.

Não invalida que para mim o carro seja sempre um Beta (Delta é só nome) e dentro disso o conceito não é novo, de formato de "intersegmento", etc.

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Eu não me fiz entender.

Eu ainda sou do tempo de em Portugal a maior potência ser a Austin-Morris-MG, etc... BMC vá.
Isto antes de ser a FIAT e depois a Renault.

E quem havia de dizer que a BMC, acabaria???

Portanto a Lancia também pode acabar evidentemente.

Quanto ao Delta: fixando-o no segmento C ainda o acho o mais interessante e bonito em versões normais claro.
Não é de origem um carro com "afinação" para ser campeão de curvas, mas se estivesse comprador de uma versão "pacata" do segmento, portanto situando: a classe 1600 Diesel: compraria um Delta, obviamente bicolor.
Ou se quiserem trazer para cá: 1.4 GPL 120cv.

Em gasolina já escolheria mais depressa o Giulietta, mais dinâmico, entre outros.

O Delta para além de bonito em geral tem pormenores muito bonitos e um interior muito agradável e de muito bom gosto e eu pelo menos gosto bastante.

Não invalida que para mim o carro seja sempre um Beta (Delta é só nome) e dentro disso o conceito não é novo, de formato de "intersegmento", etc.

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Fizeste-te entender, sim... eu não estava a dizer nada em desfavor do que disseste... percebo a ideia do "devia ser proibido que acabasse", só não vejo grande forma de isso se realizar... posso estar errado, mas como mera receptora de rebadged chryslers, não só acho que não dura muito, como acho que já está em coma mantida apenas por um ventilador... já foi e ainda ninguém avisou a família... enfim.

De resto quanto ao Delta tens toda a razão, mas o Beta foi tb na altura um flop, talvez por razões diferentes, mas a confusão de estilos já naquela altura não foi benéfica. Diga-se em abono da verdade que já naquela altura a Lancia atravessava tempos complicados e mesmo o Delta que foi carro do ano em 79, só começou a vender à séria na 2ª série quando o S4 já andava a dar um ar de sua graça nos rallyes e veio depois a história que se sabe com os integrale. Tivesse sido outro o carro na altura escolhido para o WRC e se calhar já não tinha chegado aos nossos dias, sei lá...
 
A Lancia fazia carros até dentro dos Gran Turismo, ainda volante direita e só nos anos 50 começou a ter carros com volante à esquerda.

Foi feliz com a famiglia de carros Fulvia: motores V4 muito refinados e poderosos (1.3 com potencias de 2.0 por exemplo), FWD do melhor, comportamento excelente.

Depois teve uma época difícil e só depois a sua "fase Abarth" é que a tornou "maior".

Com a chegada ao grupo da ALFA, a Lancia teve na geração seguinte de modelos logo "dificuldades" perante o passado recente, apesar de até poderem ser melhores os carros.

Exemplo: um Kappa é um carro melhor do que um Thema, mas na prática não, pois o Thema (líder do segmento E gasolina em Portugal por exemplo) oferecia potencia canhão e concorrencial.
 
O que eu acho que se passou até agora na relação Lancia/Chrysler, não passou de troca de símbolos entre as duas (lembro que em Inglaterra a Lancia regressou como Chrysler).

Se o que fizeram transparecer aquando da aquisição da operação americana for avante, então daqui em diante teremos projetos desenvolvidos para vingar tanto cá, como lá, feitos a pensar nas duas marcas, agora em boa verdade só o futuro o dirá, os próximos lançamentos feitos no lado de lá já nos dirão algo sobre os tempos vindouros, pois se os 200 e 100 que estiverem para sair nada tiverem a haver com a filosofia Lancia, então aí sim, estaremos em fim de ciclo. [s)]
 
A Lancia precisava de um B-SUV com design apelativo, do segmento do Juke

Isso sim era capaz de dar algum lucro à marca. Será o segmento que mais crescerá no futuro
 
A Lancia precisava de um B-SUV com design apelativo, do segmento do Juke

Isso sim era capaz de dar algum lucro à marca. Será o segmento que mais crescerá no futuro

Isso caberá ao Fiat 500X e ao Jeep Jeepster.
Não tem espaço para a Lancia aí.
Mas talvez haja espaço um tamanho acima, com os Qashqais, Kugas e Tiguans
 
Um distinto produto do segmento D e um utilitário chique (aqui o Y é de facto o único carro italiano que faz volume entre DS3, Mini e A1, o próprio MiTo cedeu comercialmente na Europa perante o avanço franco alemão neste lucrativo nicho automóvel).

O Abarth 500 é um exclusivo norte-americano.

A questão não é o mercado o que não há é um produto actual no entanto ainda há que observar último lançamento no EUA.
 
O Y só tem um problema. Apenas vende em Itália, sendo o 3ª carro mais vendido do país. No resto da Europa as vendas são minimas.
É uma marca que de momento não tem viabilidade comercial no mercado europeu.
90% das vendas são em solo italiano.
 
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