Tópico do Web Summit

A palavra "networking" é uma palavra que tem estado muito em voga nesta década. Muito mesmo, especialmente desde o aparecimento do LinkedIn.

Vão perguntar a pessoas já com 10, 15 ou 20 anos de experiência numa área tecnológica (área onde supostamente se foca o WS), se o "networking" alguma vez lhes deu alguma vantagem.
Eu diria que apenas uns 5% a 10% vão responder positivamente e ainda assim será na maioria dos casos vantagens que não foram assim tão determinantes quanto isso.

Não é à toa que o pessoal em lugares de topo usam e abusam do tráfico de influências. Se fossem depender do networking nunca chegavam a lado nenhum.

Networking é a palavra chic para cunha.[:D]
 
Networking é a palavra chic para cunha.[:D]

É isso outras mariquices como "pitch" que agora anda em todo o lado.

Então aqueles dogmas motivacionais das empresas também são uma coisa linda. A minha empresa andou a espalhar posters motivacionais com pessoal a escalar o Evareste. Alguém imprimiu e colou várias folhas junto aos posters a dizer: "cada cadáver que está actualmente no Evareste foi outrora uma pessoa cheia de motivação" [:D] Foi uma comédia ler aquilo (claro que ao fim de 5 minutos foram logo retirar as folhas).
 
A palavra "networking" é uma palavra que tem estado muito em voga nesta década. Muito mesmo, especialmente desde o aparecimento do LinkedIn.

Vão perguntar a pessoas já com 10, 15 ou 20 anos de experiência numa área tecnológica (área onde supostamente se foca o WS), se o "networking" alguma vez lhes deu alguma vantagem.
Eu diria que apenas uns 5% a 10% vão responder positivamente e ainda assim será na maioria dos casos vantagens que não foram assim tão determinantes quanto isso.

Não é à toa que o pessoal em lugares de topo usam e abusam do tráfico de influências. Se fossem depender do networking nunca chegavam a lado nenhum.

Claro que sim. E em pessoas com redes grandes de contactos é a norma. Ainda há pouco tempo estava a falar com um antigo colega meu (nos 45) que me disse que até aos 40 nunca tinha procurado emprego.

Se és bom, e se te convidam para uma posicao sabes logo á partida que as pessoas acreditam em ti e que nao te contratavam para passarem vergonhas perante os superiores. A partir daí tens uma abertura maior da parte da empresa para alguns pedidos que tenhas.

Isto obviamente nao funciona com pessoas que trabalharam na mesma empresa, com as mesmas pessoas durante a vida toda. Aí o networking é residual. A menos que se trabalhe para isso (organizado meetups, fazendo apresentacoes, etc).
 
Por acaso nos dias seguintes ao primeiro até houve umas conferências um interessantes (MEO Arena e mais 5 pav da FIL é que não ajuda pois há muita coisa ao mesmo tempo e é tudo a correr...), mas é tudo muito rápido e muita loucura, assobios etc. (acho que estes putos não perceberam ainda a diferença entre o Alive e a WB).


Mas a questão aqui é: quantos dos que foram é que realmente apreenderam coisas interessantes?

Quem fez realmente connects que podem dar em algo? Ou melhor, quem é que foi o ano passado, fez connects e está agora lançando muito devido a tais connects?

Estas são as questões que se impõe.

Não é ser do contra, simplesmente faz-me confusão fazer-de disto algo que não é. Apenas e só.

Não que o WB não seja bom a vários níveis.

A Sara Sampaio foi lá falar que, "coitada", não gosta de se despir no backstage. Que relevância tem isso para a Websummit?

É que se quiser ver estes assuntos fraturantes discutidos vejo a Passadeira Vermelha. E nada contra este programa, pelo menos é o que é e fala-se do que se deve falar e sabemos ao que vamos se ligarmos a TV na SIC Caras.

Depois Caitlyn Jenner, por amor de Deus...

Ou mesmo o Al Gore vir repetir as mesmas coisas n vezes. Continua a andar de jato privado? É que o DiCaprio anda de jato... enfim, típico faz o que eu digo mas não o que eu faço.


Depois achei imensa piada ao contraditório dos millenials (num artigo do público) que não acham nada que foram explorados porque "é uma oportunidade única" e porque fazem imenso networking.

Mas na real, alguém leva estes putos a sério? Podem estar até a estudar em boas faculdades e até podem ser bons, mas as pessoas com poder (CEOs ou CTOs ou etc., business angels) olham para esta gente como empregados de mesa e moços de recados.

Mas eles acham que não, é uma estupenda oportunidade...

Esta é a geração que vai chegar aos 40 em casa dos pais e sem um tusto mas sempre cheios de otimismo no futuro.

A falta de noção da realidade a mim faz-me urticária.

Exacto e essa tua ultima frase diz muito também.

É claro que não estou aqui a mandar estes eventos abaixo mas indo no assunto que como disseste na tua ultima frase, e eu trablhando na tecnologia, fico espantado ao ver tanta gente nova ( e eu tambem sou novo ) muito contente porque acham que quanto mais formações tiverem melhores, e é vê-los a ir às entrevistas de gravata, e usarem palavras caras e afins.

Pois o que eu digo é que muitos não têm noção, e não é por terem formações e irem a eventos que faz deles bons profissionais.

Para se ser um bom profissional ainda que na parte de suporte técnico de IT , é preciso ter boa atitude, ter humildade, escutar sempre possíveis soluções e não acharem que é o CV que faz deles bons trabalhadores.

Tanto mais que muitos deles falam falam mas não passam do " zero ".
 
Última edição:
Mais outro artigo sobre isto:

http://observador.pt/opiniao/os-novos-beatos-do-web-summit/


Clio, essa tua análise vai de encontro a outras que tenho ouvido em 1ª mão.

Malta que foi ano passado e este ano porque tinham "convites", e que se ano passaram iam com esperanças, a ideia para este ano era "ver coisas e tirar ideias"...

Mas acredito que uma pequena percentagem tenha conseguido vender a ideia, arranjar um angel para investir e ir para a frente.

Se gostava de ter ido? Gostava.

Se pudesse e tivesse ficado à borla ou barato (até €50 ou assim) tb gostava de ter ido.

Nem que fosse para "chingar" com mais propriedade :)

Conheço um gajo que foi (já o ano passado tinha ido, tem um papá muito influente que deve ter arranjado bilhetes à borlix) e ontem meteu pic do cenário no Insta com a Sara Sampaio. Para não dizerem que sou hater ressabiado fiquei com "inveja saudável" [:D]

Sei tb de um ex colega de faculdade (um tipo sem dúvida mt bom) que tb la´teve e se queixou de ser tudo mt rápido e de ser mt coisa ao mm tempo.


So me enganaram uma vez. Nem e' pelo preço, e' mais pelo tempo perdido.
Tudo discutido pela rama e a basicamente a vender o peixe deles.

No ponto de vista das startups e' possível que tenha interesse. Mas no meio de tanta gente, tens de ser bastante atrevido no networking para tirar partido.

Exato, para mim isto é sobretudo um bom palco gratuito para certas empresas (ou individuos) venderem o seu peixe, sejam produtos ou serviços.

Até percebo que haja pouco tempo para cada talk, mas sem aprofundar nada sobre nada what's the point ? Eu se fosse lá era para aprender coisas. Vai-se a ver a aprende-se mais a ver certas TED talks no YT.

Sim, se retirarmos da equação o ser bom para o país, turismo etc., a verdadeira oportunidade é para as startups, mas é sempre um long shot e é preciso ter algo muito bom e tb muita sorte em apanhar a pessoa certa (business angel) na hora certa, e até no mood certo.

E é também como dizes, é preciso ter "lata" e alguma sorte. E mesmo assim isso por si só não serve pois a maioria é entulho, subscrevo este artigo:

http://24.sapo.pt/opiniao/artigos/web-summit-para-totos-e-dicionario-startupes


Também li esse artigo dos putos que trabalhavam 15 horas seguidas como volutários e achavam que estavam a ter uma oportunidade d'ouro para fazer networking de alto nível.

Chama-se a isto 'idade da inocência'.

É mesmo inocência é verdade, e eu nem sou mt mais velho que muita dessa malta, simplesmente não vou nesta onda da (citando o artigo do outro dia) exploração do proletariado millennial sempre a achar que a oportunidade da vida está ali ao canto, mas depois a realidade é que o tempo passa a continuam na m3rd@.


A palavra "networking" é uma palavra que tem estado muito em voga nesta década. Muito mesmo, especialmente desde o aparecimento do LinkedIn.

Vão perguntar a pessoas já com 10, 15 ou 20 anos de experiência numa área tecnológica (área onde supostamente se foca o WS), se o "networking" alguma vez lhes deu alguma vantagem.
Eu diria que apenas uns 5% a 10% vão responder positivamente e ainda assim será na maioria dos casos vantagens que não foram assim tão determinantes quanto isso.

Não é à toa que o pessoal em lugares de topo usam e abusam do tráfico de influências. Se fossem depender do networking nunca chegavam a lado nenhum.

A procura e oferta e´sempre o fator mais determinante nestas coisas.

E depois há um efeito bola de neve, mais procura, mais fácil ter emprego, mais fácil ter emprego, conheces mais pessoas, conheces mais pessoas, tens mais experiências e por aí adiante.

Mas sem o fator procura de nada vale o resto. Ainda para mais nos dias que correm que ng (empresas) quer fazer contratos com ng porque estão escaldados com o a falta de flexibilidade das leis laborais portuguesas e naõ querem depois ter de pagar para mandar alguém embora.
 
Claro que sim. E em pessoas com redes grandes de contactos é a norma. Ainda há pouco tempo estava a falar com um antigo colega meu (nos 45) que me disse que até aos 40 nunca tinha procurado emprego.

Se és bom, e se te convidam para uma posicao sabes logo á partida que as pessoas acreditam em ti e que nao te contratavam para passarem vergonhas perante os superiores. A partir daí tens uma abertura maior da parte da empresa para alguns pedidos que tenhas.

Isto obviamente nao funciona com pessoas que trabalharam na mesma empresa, com as mesmas pessoas durante a vida toda. Aí o networking é residual. A menos que se trabalhe para isso (organizado meetups, fazendo apresentacoes, etc).


Tretas. Isso funciona se trabalhares numa empresa com vários clientes e tu trabalhares directamente com meia duzia desses clientes.
Um dia mais tarde zangaste com a tua empresa actual e fazes um ou dois telefonemas para um desses clientes com quem tu trabalhaste. Como já trabalhaste para eles, já sabem daquilo que és capaz e como já estás por dentro da organização e dos procedimentos, provavelmente serás contratado por esse cliente.

Mas eu não chamo a isto networking.
Agora um gajo que trabalha para mim, sabe que eu estou a contratar e diz-me "epah, tenho um conhecido/amigo/etc. que tem mesmo o perfil certo para o cargo e ele é muito bom e tal". O que eu faço é pedir ao meu funcionário que me faça chegar o CV dele e *talvez* eu lhe arranje uma entrevista. Mas ainda assim terá de passar por todo o processo normal de seleção. E caso seja selecionado fica 6 meses a período experimental, como se faz a qualquer outro engenheiro que contrato. Não vou confiar cegamente na recomendação do meu funcionário.
 
A palavra "networking" é uma palavra que tem estado muito em voga nesta década. Muito mesmo, especialmente desde o aparecimento do LinkedIn.

Vão perguntar a pessoas já com 10, 15 ou 20 anos de experiência numa área tecnológica (área onde supostamente se foca o WS), se o "networking" alguma vez lhes deu alguma vantagem.
Eu diria que apenas uns 5% a 10% vão responder positivamente e ainda assim será na maioria dos casos vantagens que não foram assim tão determinantes quanto isso.

Não é à toa que o pessoal em lugares de topo usam e abusam do tráfico de influências. Se fossem depender do networking nunca chegavam a lado nenhum.

Pois aí é que está o busilis, em geral o networking que mais frutos traz é esse, e não é aí que se arranja.
 
Tretas. Isso funciona se trabalhares numa empresa com vários clientes e tu trabalhares directamente com meia duzia desses clientes.
Um dia mais tarde zangaste com a tua empresa actual e fazes um ou dois telefonemas para um desses clientes com quem tu trabalhaste. Como já trabalhaste para eles, já sabem daquilo que és capaz e como já estás por dentro da organização e dos procedimentos, provavelmente serás contratado por esse cliente.

Mas eu não chamo a isto networking.
Agora um gajo que trabalha para mim, sabe que eu estou a contratar e diz-me "epah, tenho um conhecido/amigo/etc. que tem mesmo o perfil certo para o cargo e ele é muito bom e tal". O que eu faço é pedir ao meu funcionário que me faça chegar o CV dele e *talvez* eu lhe arranje uma entrevista. Mas ainda assim terá de passar por todo o processo normal de seleção. E caso seja selecionado fica 6 meses a período experimental, como se faz a qualquer outro engenheiro que contrato. Não vou confiar cegamente na recomendação do meu funcionário.

E se fores tu a conhecer essa pessoa?
 
A WS é a "feira do turismo" e convenhamos que isto não é nada mau, pelo contrário.
Especialmente porque calha em Novembro, ainda por cima em dias úteis da semana. Quem nos dera ter feiras destas, que não valem nada, todos os meses da época baixa, de Novembro a Abril. Podiam não valer nada, mas davam um excelente boom ao turismo.
 
Ou seja, o networking só é bom se for feito directamente entre recrutadores e tu?

Entre alguém que tenha influencia na tua contratacao e tu. Se nao tiver nao existem vantagens directas. Pode servir para, por exemplo, conhecer o que se anda a fazer noutros locais, que tecnologias se usam, etc,. o que também é interessante.
 
A WS é a "feira do turismo" e convenhamos que isto não é nada mau, pelo contrário.
Especialmente porque calha em Novembro, ainda por cima em dias úteis da semana. Quem nos dera ter feiras destas, que não valem nada, todos os meses da época baixa, de Novembro a Abril. Podiam não valer nada, mas davam um excelente boom ao turismo.

O efeito positivo a nível do turismo ng c/ 2 dedos de testa nega, exceto se for do contra só por ser.

Portanto nem que seja só por isso já valia a pena, o hype super exagerado é que pronto.


Networking é a palavra chic para cunha.[:D]

[:D][;)]


É isso outras mariquices como "pitch" que agora anda em todo o lado.

Então aqueles dogmas motivacionais das empresas também são uma coisa linda. A minha empresa andou a espalhar posters motivacionais com pessoal a escalar o Evareste. Alguém imprimiu e colou várias folhas junto aos posters a dizer: "cada cadáver que está actualmente no Evareste foi outrora uma pessoa cheia de motivação" [:D] Foi uma comédia ler aquilo (claro que ao fim de 5 minutos foram logo retirar as folhas).

A BOLD, repetindo-me:

http://24.sapo.pt/opiniao/artigos/web-summit-para-totos-e-dicionario-startupes

[;)]


Essa piada do cadáver tb está mt boa :)
 
Tópico do Web Summit 2016

Tópico do Web Summit 2016

Por acaso nos dias seguintes ao primeiro até houve umas conferências um interessantes (MEO Arena e mais 5 pav da FIL é que não ajuda pois há muita coisa ao mesmo tempo e é tudo a correr...), mas é tudo muito rápido e muita loucura, assobios etc. (acho que estes putos não perceberam ainda a diferença entre o Alive e a WB).


Mas a questão aqui é: quantos dos que foram é que realmente apreenderam coisas interessantes?

Quem fez realmente connects que podem dar em algo? Ou melhor, quem é que foi o ano passado, fez connects e está agora lançando muito devido a tais connects?

Estas são as questões que se impõe.

Não é ser do contra, simplesmente faz-me confusão fazer-de disto algo que não é. Apenas e só.

Não que o WB não seja bom a vários níveis.

A Sara Sampaio foi lá falar que, "coitada", não gosta de se despir no backstage. Que relevância tem isso para a Websummit?

É que se quiser ver estes assuntos fraturantes discutidos vejo a Passadeira Vermelha. E nada contra este programa, pelo menos é o que é e fala-se do que se deve falar e sabemos ao que vamos se ligarmos a TV na SIC Caras.

Depois Caitlyn Jenner, por amor de Deus...

Ou mesmo o Al Gore vir repetir as mesmas coisas n vezes. Continua a andar de jato privado? É que o DiCaprio anda de jato... enfim, típico faz o que eu digo mas não o que eu faço.


Depois achei imensa piada ao contraditório dos millenials (num artigo do público) que não acham nada que foram explorados porque "é uma oportunidade única" e porque fazem imenso networking.

Mas na real, alguém leva estes putos a sério? Podem estar até a estudar em boas faculdades e até podem ser bons, mas as pessoas com poder (CEOs ou CTOs ou etc., business angels) olham para esta gente como empregados de mesa e moços de recados.

Mas eles acham que não, é uma estupenda oportunidade...

Esta é a geração que vai chegar aos 40 em casa dos pais e sem um tusto mas sempre cheios de otimismo no futuro.

A falta de noção da realidade a mim faz-me urticária.

Já passei dos 30, não dependo de ninguém desde que acabei o curso superior (aos 23), nunca estive (nem estou) desempregado desde então... E fui voluntário na Web Summit
Isto apenas para dizer que é preciso atenção às generalizações, porque já disse que não ia entrar em grandes discussões sobre a utilidade (ou falta dela) deste evento. Estas coisas geram sempre "paixões e ódios".
É verdade que grande parte dos voluntários eram portugueses e estudantes universitários, arrisco-me a dizer na casa dos 20-23 anos, mas a diversidade era grande.

Aproveitando para esclarecer algumas dúvidas sobre o assunto, o funcionamento do voluntariado era grosso modo nestes moldes:
Trabalhar uma média de 15h, distribuídas por 2 ou 3 turnos, e ter passe livre (com acesso dito normal) para o evento no restante tempo. Quem teve mais sorte com a alocação conseguiu assistir a quase tudo, ao passo que outros trabalharam sempre nas horas de ponta.
Para quem queria assistir ao encontro e não queria/podia pagar o preço do bilhete, parece-me perfeitamente legítimo, fosse qual fosse o interesse no evento (nem que fosse por mera curiosidade).

Em traços gerais sobre aquilo a que tive oportunidade de assistir, as melhores palestras tinham lugar numa zona reservada, para a qual o passe normal não chegava (e na qual só entrei pela minha condição de voluntário). Achei uma opção "interessante" (e vou-me ficar por aqui).

Ao contrário do que também já li, fizeram-me todo o sentido as conversas com a Sara Sampaio ou com o Wycleff Jean, porque o centro era sempre a tecnologia e o mundo em rede. Claro que ocuparam uma posição central porque o grande trunfo disto tudo é o marketing e a imagem. Mesmo a intervenção final do Al Gore, tendo tido um merecido impacto, teve muito de show off, com claras implicações políticas que também considero "interessantes".

Resumindo, a Web Summit é um evento muito grande, impossível de ser caracterizado por uma só pessoa. É grande e disperso porque é suposto ser assim mesmo. Queria ter a experiência de assistir pelo menos uma vez a um evento destes, implementado no nosso país, e acabei por conseguir. Se vou repetir? Não sei, a minha opinião não ficou mais positiva ou mais negativa, apenas mais informada (e confirmada).
 
Última edição:
A WS às vezes, mas só às vezes, parece-se com isto:

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Tópico do Web Summit 2016

Tópico do Web Summit 2016

Já passei dos 30, não dependo de ninguém desde que acabei o curso superior (aos 23), nunca estive (nem estou) desempregado desde então... E fui voluntário na Web Summit
Isto apenas para dizer que é preciso atenção às generalizações, porque já disse que não ia entrar em grandes discussões sobre a utilidade (ou falta dela) deste evento. Estas coisas geram sempre "paixões e ódios".
É verdade que grande parte dos voluntários eram portugueses e estudantes universitários, arrisco-me a dizer na casa dos 20-23 anos, mas a diversidade era grande.

Aproveitando para esclarecer algumas dúvidas sobre o assunto, o funcionamento do voluntariado era grosso modo nestes moldes:
Trabalhar uma média de 15h, distribuídas por 2 ou 3 turnos, e ter passe livre (com acesso dito normal) para o evento no restante tempo. Quem teve mais sorte com a alocação conseguiu assistir a quase tudo, ao passo que outros trabalharam sempre nas horas de ponta.
Para quem queria assistir ao encontro e não queria/podia pagar o preço do bilhete, parece-me perfeitamente legítimo, fosse qual fosse o interesse no evento (nem que fosse por mera curiosidade).

Em traços gerais sobre aquilo a que tive oportunidade de assistir, as melhores palestras tinham lugar numa zona reservada, para a qual o passe normal não chegava (e na qual só entrei pela minha condição de voluntário). Achei uma opção "interessante" (e vou-me ficar por aqui).

Ao contrário do que também já li, fizeram-me todo o sentido as conversas com a Sara Sampaio ou com o Wycleff Jean, porque o centro era sempre a tecnologia e o mundo em rede. Claro que ocuparam uma posição central porque o grande trunfo disto tudo é o marketing e a imagem. Mesmo a intervenção final do Al Gore, tendo tido um merecido impacto, teve muito de show off, com claras implicações políticas que também considero "interessantes".

Resumindo, a Web Summit é um evento muito grande, impossível de ser caracterizado por uma só pessoa. É grande e disperso porque é suposto ser assim mesmo. Queria ter a experiência de assistir pelo menos uma vez a um evento destes, implementado no nosso país, e acabei por conseguir. Se vou repetir? Não sei, a minha opinião não ficou mais positiva ou mais negativa, apenas mais informada (e confirmada).

Antes de mais, bom feedback

Eu até disse que até gostava de ter ido, apenas não sou fã de exploração alheia e muito menos própria.

Tal como acho tudo isto um pouco teatral demais. Mas isso é mera opinião pessoal, nada mais que isso.

Quanto ao resto, não precisas de enfiar a carapuça pois como é óbvio o meu post era dirigido ao grosso dos voluntários, à maioria. Como em tudo neste vida há exceções, e há sempre o perigo das generalizações claro, mas acho que percebeste a ideia que tentei passar


Também concordo que não há nada como ir para falar com propriedade. Aliás, como disse, gostava de ir nem que fosse para criticar sem bocas do "ah dizes mal mas estás com inveja e querias ter ido"
 
E enquanto o web summit ocorria em Lisboa, em São Francisco o DreamForce meia cerca de 150 mil pessoas!

É tudo uma questão de perspectiva!
 
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