Tópico do Web Summit

O número de oradores que nada têm a ver (à primeira vista) é imenso.

Depois admiram-se que o principal ganho de um evento ligado à tecnologia seja... o turismo.
 
ora bem daqui a um ano voltamos a ouvir falar da Altice, mostram montes de coisas e vão fazer rios e mundos e depois não fazem nada e cada vez a rede está pior!
 
a chave para o sucesso

apostar, enganar, mentir e roubar

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Estava a ver que era o único que achava isto um bocado uma mão cheia de nada.

Como é óbvio em termos de turismo (hotelaria e restauração sobretudo) é sempre bom e o país ser falado também.

Tal como pode haver uma ou outra pessoa/empresa a safar-se à conta de contactos feitos na feira, mas por amor de Deus, as palestras e afins é quase tudo uma mão cheia de nada.

E não deixa de ser irónico falar-se muito de tech mas no fim do dia quem mais ganha quem isto é o setor do turismo.


Do pouco que vi, só discursos vazios cheios de lugares comuns feitos por pessoas que percebem zero de tech.

Guterres, Costa, Hollande e muitos outros com discursos completamente vazios.

Adorei o Costa a ler o discurso em inglês do papel, que vergonha o nosso PM não saber falar (aliás ler...) corretamente inglês. Estamos em 2017... Enfim, mas isso aqui é OT.


Depois claro há a parvoíce de gente que vai porque é cool (>90% do pessoal), oiçam/vejam o último "só que não" do Franco Bastos a fazer de pita fina que vai à websummit.

É uma coisa que noto muito nas pessoas em geral. Falam demasiado, mas com pouco conteúdo, que vai de encontro aquilo que descreves.

É claro que eu sou suspeito porque o meu perfil é de trabalhar sozinho daí não gostar de paleio e tambem de resolver problemas na minha área de profissão, mas não tenho o minimo jeito para criar coisas novas nem ideias novas nem nada, mas cada um é para o que nasce.[:p]
 
Tópico do Web Summit 2016

Tópico do Web Summit 2016

É uma coisa que noto muito nas pessoas em geral. Falam demasiado, mas com pouco conteúdo, que vai de encontro aquilo que descreves.

É claro que eu sou suspeito porque o meu perfil é de trabalhar sozinho daí não gostar de paleio e tambem de resolver problemas na minha área de profissão, mas não tenho o minimo jeito para criar coisas novas nem ideias novas nem nada, mas cada um é para o que nasce.[:p]

Por acaso nos dias seguintes ao primeiro até houve umas conferências um interessantes (MEO Arena e mais 5 pav da FIL é que não ajuda pois há muita coisa ao mesmo tempo e é tudo a correr...), mas é tudo muito rápido e muita loucura, assobios etc. (acho que estes putos não perceberam ainda a diferença entre o Alive e a WB).


Mas a questão aqui é: quantos dos que foram é que realmente apreenderam coisas interessantes?

Quem fez realmente connects que podem dar em algo? Ou melhor, quem é que foi o ano passado, fez connects e está agora lançando muito devido a tais connects?

Estas são as questões que se impõe.

Não é ser do contra, simplesmente faz-me confusão fazer-de disto algo que não é. Apenas e só.

Não que o WB não seja bom a vários níveis.

A Sara Sampaio foi lá falar que, "coitada", não gosta de se despir no backstage. Que relevância tem isso para a Websummit?

É que se quiser ver estes assuntos fraturantes discutidos vejo a Passadeira Vermelha. E nada contra este programa, pelo menos é o que é e fala-se do que se deve falar e sabemos ao que vamos se ligarmos a TV na SIC Caras.

Depois Caitlyn Jenner, por amor de Deus...

Ou mesmo o Al Gore vir repetir as mesmas coisas n vezes. Continua a andar de jato privado? É que o DiCaprio anda de jato... enfim, típico faz o que eu digo mas não o que eu faço.


Depois achei imensa piada ao contraditório dos millenials (num artigo do público) que não acham nada que foram explorados porque "é uma oportunidade única" e porque fazem imenso networking.

Mas na real, alguém leva estes putos a sério? Podem estar até a estudar em boas faculdades e até podem ser bons, mas as pessoas com poder (CEOs ou CTOs ou etc., business angels) olham para esta gente como empregados de mesa e moços de recados.

Mas eles acham que não, é uma estupenda oportunidade...

Esta é a geração que vai chegar aos 40 em casa dos pais e sem um tusto mas sempre cheios de otimismo no futuro.

A falta de noção da realidade a mim faz-me urticária.
 
Clio, essa tua análise vai de encontro a outras que tenho ouvido em 1ª mão.

Malta que foi ano passado e este ano porque tinham "convites", e que se ano passaram iam com esperanças, a ideia para este ano era "ver coisas e tirar ideias"...

Mas acredito que uma pequena percentagem tenha conseguido vender a ideia, arranjar um angel para investir e ir para a frente.

Se gostava de ter ido? Gostava.
 
So me enganaram uma vez. Nem e' pelo preço, e' mais pelo tempo perdido.
Tudo discutido pela rama e a basicamente a vender o peixe deles.

No ponto de vista das startups e' possível que tenha interesse. Mas no meio de tanta gente, tens de ser bastante atrevido no networking para tirar partido.
 
Depois achei imensa piada ao contraditório dos millenials (num artigo do público) que não acham nada que foram explorados porque "é uma oportunidade única" e porque fazem imenso networking.

Mas na real, alguém leva estes putos a sério? Podem estar até a estudar em boas faculdades e até podem ser bons, mas as pessoas com poder (CEOs ou CTOs ou etc., business angels) olham para esta gente como empregados de mesa e moços de recados.

Mas eles acham que não, é uma estupenda oportunidade...

Esta é a geração que vai chegar aos 40 em casa dos pais e sem um tusto mas sempre cheios de otimismo no futuro.

A falta de noção da realidade a mim faz-me urticária.

Também li esse artigo dos putos que trabalhavam 15 horas seguidas como volutários e achavam que estavam a ter uma oportunidade d'ouro para fazer networking de alto nível.

Chama-se a isto 'idade da inocência'.
 
A palavra "networking" é uma palavra que tem estado muito em voga nesta década. Muito mesmo, especialmente desde o aparecimento do LinkedIn.

Vão perguntar a pessoas já com 10, 15 ou 20 anos de experiência numa área tecnológica (área onde supostamente se foca o WS), se o "networking" alguma vez lhes deu alguma vantagem.
Eu diria que apenas uns 5% a 10% vão responder positivamente e ainda assim será na maioria dos casos vantagens que não foram assim tão determinantes quanto isso.

Não é à toa que o pessoal em lugares de topo usam e abusam do tráfico de influências. Se fossem depender do networking nunca chegavam a lado nenhum.
 
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