Tópico do Web Summit

Consigo ver as vantagens de um evento destes em Portugal, não só na parte do turismo como também de atrair possíveis negócios e assim.

O que me faz confusão é a cobertura mediática. Isto não é assim tão a última coca cola do deserto como querem fazer ver.
 
Consigo ver as vantagens de um evento destes em Portugal, não só na parte do turismo como também de atrair possíveis negócios e assim.

O que me faz confusão é a cobertura mediática. Isto não é assim tão a última coca cola do deserto como querem fazer ver.


Tentem perceber que "cobertura mediática" é apenas aquilo que vocês quiserem que seja. Vocês é que escolhem ter cobertura ou não! Desliguem a televisão e vão passear na praia e está o problema resolvido! [;)]

As TVs (e outros media) vendem aquilo que o povo quer comprar, se o povo vê, eles dão. Depois não se queixem!
 
Se nunca viste Silicon Valley, recomendo vivamente!

Já agora, li um artigo recentemente que indica que a taxa de sucesso (com dados reais) é cerca de 40%. O que até nem é nada mau.

A taxa de sucesso será á partida semelhante ao de um qualquer negócio que se inicia. Uns tem sucesso, outros nem por isso.
 
Artigo do JMT, no público (https://www.publico.pt/2017/11/07/s...529?page=/&pos=2&b=stories_cover__important_a)

Ouçam, eu sou tão dado à tecnologia como qualquer um – tenho a minha quota parte de redes sociais, apps, quinquilharia da Apple e nomofobia. Mas perante a histeria que toma conta do país de cada vez que se aproxima a estrondosa, espantosa e espaventosa Web Summit, eu transformo-me num orgulhoso neandertal: acho tudo aquilo uma parolice colectiva, muito para lá do meu pobre entendimento.


Deixem-me precisar que a acusação de parolice não deriva da inutilidade que um encontro destes possa ter para quem o frequenta. Da mesma forma que um congresso de hematologia é útil para hematologistas, este também será útil para empreendedores, startups com acne e investidores em dotcoms. A parolice reside na sua cobertura mediática e no fervor religioso que desperta. A cada Novembro, o senhor Paddy Cosgrave invade jornais e telejornais com uma t-shirt piramidal. O senhor primeiro-ministro escreve artigos deslumbrados e vazios cheios de hashtags (DN de domingo, título: #websummit #thisisportugal #cantskipportugal).

E até um dos meus sobrinhos me enviou uma mensagem com 24 smileys (eu contei) por ter alcançado a suprema honra de ser escolhido, entre nove mil candidatos, para ser um dos 500 voluntários no maravilhoso sarau. Definição de voluntário: trabalhar à borla durante 18 horas num evento onde a entrada normal custa 1500 euros.


Sim, o rapaz recebe – oh, maravilha! – um passe de quatro dias, e a coisa é boa para o “networking”. Mas não deixa de ser exploração do proletariado millenial. O voluntariado serve para ajudar nas recolhas do Banco Alimentar – não para alimentar um evento hiper-lucrativo, que ainda por cima está hierarquizado de forma feudal: quanto mais caro for o bilhete (há um que custa 24995€, imagino que para pagar o lugar na cama de Paddy Cosgrave), mais perto o feliz proprietário poderá estar do seu herói tecnológico – quem sabe até tocar-lhe no manto, à espera de um milagre digital.


É por isso que neste meio se fala tanto em unicórnios – aquilo que a Web Summit vende, além de bilhetes milionários, são sonhos de sucesso que só existem num mundo de fantasia, tendo em conta que a taxa de mortalidade das startups varia entre os 90 e os 99,9% (os especialistas dividem-se). A Web Summit é a Igreja Universal do Reino da Tecnologia, e Cosgrave o seu pastor, podendo dar-se ao luxo de só revelar o programa um mês antes de abrir portas, quando boa parte dos bilhetes está vendida: “As pessoas já não vêm pelos oradores”, diz ele. “Vêm porque está toda a gente no mesmo sítio ao mesmo tempo.” Certo. Chama-se a isso uma feira. E como qualquer feira, é bem melhor a promover o turismo do que o empreendedorismo.


O sucesso não se transmite por osmose e o país continua igualzinho. António Costa anunciou em 2016 o fundo 200M – só vai estar disponível em 2018. A empresa Kubo Robot, que no ano passado ganhou a competição de startups, recusou o prémio de 100 mil euros que lhe foi atribuído pela Portugal Ventures – recebeu uma proposta de um milhão do Danish Growth Fund (um fundo estatal da Dinamarca). E, segundo o Expresso, o número de startups criadas em Portugal em 2017, após o enorme sucesso da primeira Web Summit, diminuiu. Isso mesmo: diminuiu. Parece que há muita oferta de trabalho e as pessoas preferem a segurança de um bom emprego à insegurança de um novo negócio. Pois é: a Web Summit vende sonhos mas não faz milagres. Não é por haver uma feira tecnológica no Parque das Nações que a nação se vai transformar num parque tecnológico.
 
https://eco.pt/2017/05/19/expansao-lisboa-a-primeira-escolha-da-startup-pipedrive/

[FONT=&quot]Porquê Lisboa? Todos os fatores se alinharam a partir do meridiano de Greenwhich: aqui, o fuso horário é bom, a língua inglesa está muito presente e os técnicos de IT têm a qualidade desejada. Por outro lado não é uma cidade muito cara e o clima também atrai. O facto de acolher o WebSummit também teve peso na escolha daquela que é vista pela empresa como “a cidade das startups”. Por fim, à esquerda do meridiano, Portugal tem a afinidade linguística com o Brasil que também é um fator positivo, dado que a Pipedrive tem lá vários clientes.

Um exemplo de uma empresa que mudou para lisboa. E existem muitas mais que estao a abrir centros financeiros / IT / customer service

Senvion, Bose, Empresas farmaceuticas alemas, etc
[/FONT]
 
A taxa de sucesso será á partida semelhante ao de um qualquer negócio que se inicia. Uns tem sucesso, outros nem por isso.


Claro, mas normalmente repete-se ad nauseam que a taxa de sucesso é 1 em 10, e afinal até é bastante superior.

Claro que depois também entra a definição de sucesso... para alguns sucesso é tornar-se num unicórnio, para outros é apenas não falir.
 
Para rir? Big data está em grande e para isso precisas sempre da internet, que cada vez terá mais peso.

Os grandes negócios não precisam de ser publicitados. Quando tens uma farftech a valer mais de mil milhões, ou uma empresa portuguesa de big data, que já tem como clientes 5 dos 25 maiores bancos do mundo, a coisa promete.

Isso dos valores só acredito depois do IPO. A Groupon também recusou 6 bilioes da Google e agora vale metade disso.
 
É como diz o Pastis, é um 50% de de inveja e 50% de aborrecimento porque tudo fica cheio e mais caro durante este período. Óbvio que para a cidade e para o país isto é óptimo. Mesmo que não abra uma única startup no sector de tecnologia, abrem certamente muitas start ups na hotelaria, restauração, eventos, etc. Até as meninas de vida duvidosa devem esfregar as mãos de contentamento com tanto turista!

E este ano é a primeira web summit sem o elefante branco

onde é que se vai fazer o networking[:D]
 
Isso dos valores só acredito depois do IPO. A Groupon também recusou 6 bilioes da Google e agora vale metade disso.

Não esquecer que a Farfetch não é portuguesa. Aliás o exemplo da Farfetch é um mau exemplo para Portugal porque ele teve que ir para Inglaterra para fundar a empresa. Em Portugal seria muito difícil crescer daquela forma.
 
É como diz o Pastis, é um 50% de de inveja e 50% de aborrecimento porque tudo fica cheio e mais caro durante este período. Óbvio que para a cidade e para o país isto é óptimo. Mesmo que não abra uma única startup no sector de tecnologia, abrem certamente muitas start ups na hotelaria, restauração, eventos, etc.

É um bocado por aqui. A Web Summit é muito bom para Portugal mas exagera demasiado no hype e em alguns aspetos cai no ridículo.

Mas se há coisa que Portugal precisa é de eventos deste tipo, porque o turismo é das poucas coisas que funcionam bem em Portugal.
 
Voltar
Superior