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Imagino que sejam os prédios novos ao lado do hospital, não há mais nada novo na zona.
Pode ser uma "coisa" que está na calha na zona norte.
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Imagino que sejam os prédios novos ao lado do hospital, não há mais nada novo na zona.
A minha regra é simples, se a Euribor subir não ter dificuldades em pagar.[]
Diferente? Com o mesmo valor de entrada e, se fosse ajustado, podiam ter comprado mais barato e a situação era perfeitamente controlada em todos os sentidos.
Pessoal, precisava da vossa ajuda, para um leigo que tenta aconselhar um familar, estando na dúvida entre 3 situações.
Os bancos agora estão a facilitar o crédito, mas como consequência, as casas estão ao rubro, em termos do que pedem por elas. A minha dúvida é, para um pessoa que tenha por exemplo 120.000€ em dinheiro, é melhor:
1- comprar uma casa mais modesta a pronto-pagamento? (a mais sensata)
2- utilizar os tempos de facilitação ao crédito para usar os 120.000€ de entrada e comprar algo mais a gosto, mas que significará mais caro em termos de volume total?
3- esperar a ver quando os preços caem um pouco, devido a prevista instabilidade por exemplo vinda da Itália, conseguindo na teoria um preço mais baixo da casa, mas a um juro mais alto?
De notar que claro, a opção 1 é claro a mais sensata. Mas o familiar, que sempre gostou de uma certa zona onde as casas, embora fossem sempre mais caras que este valor (antes estavam na casa dos 200-250.000€), hoje estão todas acima dos 300.000€, interroga-se se, como alternativa, devia fazer um crétido agora com as casas mais caras a um juro mais baixo, ou esperar que as casas caiam mas a um juro mais alto?
Se ignorarmos os riscos de perda de trabalho, etc...financeiramente, o que fariam, ou que fórmula usariam para decidir entre as opções 2 e 3?
Obrigado.
Nessa posição, guardava pelo menos 50—75.000€, o restante dava de entrada... e o valor a comprar ia depender... e muito, dos rendimentos mensais.
Mas nunca me endividaria em % mensal superior a 20/25% dos rendimentos médios.
Ou seja, 55.000/70.000 de entrada, aqui se considerarmos 20% da praxe de entrada já falamos de casas no valor de 275/350.000€, e depois claro, um salário para chegar a estes valores em torno dos 2250/2500limpos a 3500/4000 limpos.
Para mim, quer salário quer dinheiro quer valor da casa estao absolutamente dependentes umas das outras.
Obrigado pelas respostas...
Mas qual a razão de dizerem que em alturas de juros baixos, não entrariam com o valor todo que dispõem? Porque não compensa? Neste caso o dinheiro que guardam, deveria ser utilizado para render mais do que o juro que o banco cobra...seria por isso?
Ou seja, dariam maior entrada apenas se os juros fossem mais altos?
O problema é que as contas não se podem fazer de forma tão simplista, pois há uma grande variável: localização.
Falando num valor redondo e perto da média nacional: 1000 euros em Viseu não são 1000 euros em Lisboa.
Quero com isto dizer que pensar em 20% do rendimento para a casa não é propriamente assim tão linear.
Uma pessoa viva em Lisboa, mesmo com o dobro do ordenado médio, não consegue ter 20% alocado à casa. Tem de ser bem mais.
Fora de Lisboa, sim, é possível.
Esperar que as casas subam ou descam é sempre uma lotaria. Para além de que para o preco das casas descer é porque algo se passa com a economia nacional ou europeia ou mundial, e se for esse o caso os bancos poderao nao ter grande interesse em emprestar dinheiro nessa altura. Na perpectiva do vendedor, essa pessoa também nao vai querer perder dinheiro com a venda, tratando-se de uma casa boa com boa localizacao há poucas razoes para se desfazer da casa em época de crise.
Mas isto no fundo é uma questao de sorte. O que eu faria? Depende da vida que teria, 2 pessoas efectivas e sem grandes perspectivas de despedimento, dava 100 mil de entrada e endividava-me até ao ponto de conseguir poupar 6000€/ano mantendo o estilo de vida actual.
Nem sempre a decisão mais acertada é aquela que a artimética dá. Fazer arbitragem sem risco é impossível. Mesmo que alguém consiga a mesma taxa nominal em DP que consegue no crédito à habitação, o IRS de 28% sobre os rendimentos dão logo cabo de tudo. Mas ainda assim, mesmo que se "perca" algum dinheiro ao fim do ano, pode ser mais interessante pagar por um crédito do que empatar à cabeça logo o nosso dinheiro. A disponibilidade, ou seja, a liquidez, também tem valor. Por exemplo, se as tuas poupanças são de 100 e queres comprar uma casa de 200, não faz grande sentido dar uma entrada de 100 só para pagar menos pelo crédito. Pagas menos pelo crédito, é certo, mas ficas completamente descalço em termos de poupanças, o que não é nada aconselhável.
Tenho uma regra semelhante: em poupança intocável, a quantia idêntica aos meus rendimentos anuais.
Comprar agora para investimento: estou fora. Desisti.
Se tivesse 20/30 e poucos ia de cabeça.
Mas felizmente já vi este filme.
Deixa os poisar como dizia o abutre.[]
Obrigado pelas respostas...
Mas qual a razão de dizerem que em alturas de juros baixos, não entrariam com o valor todo que dispõem? Porque não compensa? Neste caso o dinheiro que guardam, deveria ser utilizado para render mais do que o juro que o banco cobra...seria por isso?
Ou seja, dariam maior entrada apenas se os juros fossem mais altos?
Claro que o salário mensal é importante, mas não entremos por aí agoramas sim, o crédito terá de ficar a um valor mensal comportável.
EDIT: a questão principal é se compensa pedir mais a um juro mais baixo, ou se compensa pedir menos a um juro mais alto? Claro que adivinhar o que vai acontecer no valor pedido pelas casas, é futurologia...pois depende de muita coisa. Mas estando Portugal actualmente no topo de uma bolha...compensa aproveitar os juros baixos ou esperar que baixem, para quem tem alguma liquidez, sabendo que depois os créditos saem mais caros? Para quem compra a PP, isso nem se põe, a não ser que ao mesmo tempo saiba investir bem, o que não me parece que seja o caso![]()
O Stradalle já respondeu e bem.
Nem sempre tudo é matemático.
Olha um cenário:
Eu posso ter X no banco a render quase zero e fazer um crédito para comprar uma casa no valor de X... imagina que até me fazem uma boa proposta de TAEG. Pode dar-se o caso da mensalidade nem me fazer grande diferença e fico com... X meus que posso investir noutro local, ou que me podem vir a fazer face a algum problema ou posso ter outros planos, outra rentabilidade.
Há que recordar que em caso de necessidade nenhum crédito de consumo consegue as mesmas taxas do CA. Agora imagina que até estou a ponderar comprar um carro em breve. Até compensa comprar o carro a pronto com esses dinheiro em vez da casa. Porque as condições de crédito são bem piores: taxas, prazos, etc.
Isto tem tantos factores que qualquer conselho que se dê é sempre mau: cada caso é um caso e temos sempre dados a menos.
Além de que, muito dificilmente é positivo uma pessoa se descapitalizar completamente, só com uma boa retaguarda, muito bom salário, pais, etc.
Não devia ser ao contrário?
Ou seja, não é agora que és mais velho e tens menos tempo que deverias arriscar ?
Ou farias aos 20/30 porque como não sabes o resultado, caso não corresse bem tinhas mais anos para recuperar?