Tópico da teoria

Eheh, thanks [;)]

O que acontece é que mandar bitaites sobre um carro nem é difícil...já explicá-lo teoricamente não é qq um que o faz, e nota-se pelos poucos posts neste tópico (mas úteis!) que muito pessoal está-se borrifando para isso [;)]

Contudo, acho que é útil ter este tipo de conhecimentos [:cool:]

Ah, monicamelo...olha um bom tópico para brilhares! [:p][;)]

Nem sempre o que tu aqui a bold dizes, acontece...
Eu, apesar de gostar dos aspectos mais técnicos/teóricos dos automóveis, só hoje encontrei este tópico.
Ahh!... Já me esquecia... PARABÈNS. apr:)apr:)apr:) Embora atrasados pelo motivo que já expliquei. [;)]
 
Então não há tema para hoje? [s)]

Se não há, arranja-se!

Ah pois é! Tens que sair daqui a saber isto tudo na ponta da língua.

No fim vais a exame! [:D]

Bem vamos lá ver como se processam as coisas no interior dos cilindros. Isto abordando as coisas de uma forma mais prática do que teórica, pois desta forma temos que analizar os ciclos termodinâmicos e isso, acredita, é a parte mais complexa da mecânica.

Vou fazer uma descrição para o ciclo Otto (motores a gasolina).

Bom o primeiro tempo é a chamada Admissão. A admissão tem início aquando da abertura da (ou das) válvula(s) de admissão. Com esta abertura dá-se a entrada da mistura ar + combustível, para o interior do cilindro. O próprio movimento do êmbolo desde o Ponto Morto Superior (PMS) até ao Ponto Morto Inferior (PMI) provoca um efeito de sucção da mistura. Obviamente que nos sistemas aspirados este enchimento do cilindro, dá-se em melhores condições.

Há aqui um pormenor que deves ter em muita atenção e que é de extrema importância. Quando o Sr. Diesel e o Sr. Otto idealizaram os "seus" respectivos ciclos, imaginaram ter criado uma coisa muito boa e com um rendimento fora de série. [:p] Infelizmente aquilo que eles idealizaram no papel, veio-se a revelar um autêntico fiasco na prática. [:p] Vá estou a exagerar um bocadito. Mas o que deves entender é que o ciclo ideal Diesel e Otto, têm rendimentos práticos muito baixos. Então houve necessidade, primeiro de compreender os erros que eles estavam contidos e depois, corrigi-los.

Por exemplo, aquele video que foi aqui exposto. É muito porreiro para veres a transformação do movimento rectilineo dos êmbolos, em movimento rotativo na cambota, mas está representado a nível meramente teórico, pois o ciclo prático tem alguma diferenças.

Teoricamente o que deveria acontecer era que aquando da admissão e quando o êmbolo estivesse no PMS, a válvula de admissão abrir-se-ia. Da mesma forma fechar-se-ia quando o êmbolo atingisse o PMI. A explosão dever-se-ia verificar apenas quando o êmbolo volta-se ao PMS. E por aí fora. Ou seja, os pontos mortos do motor (quando o êmbolo momentaneamente inverte o sentido do movimento e a respectiva velocidade é igual a zero) deveriam definir a mudança do tempo do ciclo. Isto seria teoricamente, mas tal implicava um rendimento termodinâmico muito baixo.

Então para contornar estas "falhas" definiram-se atrasos. O que são os atrasos? São os momentos em que as válvulas abrem e fecham antes dos pontos mortos. Por exemplo, a admissão começa ainda antes do êmbolo atingir o PMS. Por acaso aquando da abertura da válvula de admissão, dá-se um processo bem engraçado que já te vou explicar mais adiante quando falar do tempo Escape.

Bem agora que já tens isto em consideração, vamos avançar para o próximo tempo, que é a Compressão. Este tempo começa (este por acaso não tem atrasos[:p] ) precisamente quando o êmbolo começa a subir, ou seja desde o PMI até ao PMS. Ambas as válvulas estão fechadas e a mistura gasosa ar + combustível, começa a ser comprimida pelo movimento do êmbolo. Este tempo é muito importante, pois vai ter muitas implicações no ciclo teórico. Para teres uma ideia, este gás é comprimido desde o volume total do cilindro, até ao volume da câmara de combustão. Aqui é importante teres a noção de taxa de compressão. Num Otto com uma relação 8:1 quer dizer que o gás vai ser comprimido 8 vezes. 8:1 é o número de vezes que a câmara de combustão cabe no cilindro.

As implicações que este aumento de pressão vai ter no ciclo teórico, vai ser um aumento de temperatura, uma melhor difusão de combustível no ar e uma muito maior volatilidade da mistura (fruto da maior pressão e temperatura).

Seguidamente dá-se o momento mais importânte de todo o ciclo, a explosão / expansão. Por muito ridiculo que possa parecer, só neste momento é que estamos a produzir trabalho útil. Todos os restantes tempos não produzem trabalho, antes pelo contrário, retiram energia ao motor. Ou seja, só em meia volta da cambota, é que vamos produzir energia útil. Isto por cada cilindro. Razão pela qual, a generalidade dos motores tem 4 cilindros. Ou seja, em cada meia rotação da cambota, há pelo menos um cilindro a realizar trabalho (ou seja, está no tempo de explosão).

As sequência dos tempos nos cilindros são sempre desfazadas. Ou seja, nunca vamos encontrar todos os cilindros simultaneamente a realizar os mesmos tempos. Isso seria dantesco! Provocaria descompensações enormes e uma vibração louca.

Normalmente (para não dizer, sempre) a combinação de tempos é a seguinte: 1 - 3 - 4 - 2. Ou seja, por ordem, enquanto o primeiro cilindro está no primeiro tempo, a admissão, o segundo está na explosão /expansão, o 3º está a fazer escape e o último está a fazer a compressão. Depois cada um passa ao tempo seguinte e assim sucessivamente.

Nos de 6 cilindros já não me lembro da sequência.
Nos de 8 cilindros é igual ao de 4, mas com dupla sequência.

Vai-te entretendo que eu já falo sobre o tempo que falta, o Escape.

Em relação à tua descrição: excelente, 5 estrelas apr:)
Apenas tenho que fazer uma ressalva: o momento exacto em que termina a admissão e começa a compressão, normalmente, começa alguns graus depois do PMI, ou seja, quando o embolo já está na sua fase ascendente.
Isto ocorre porque assim consegue-se aproveitar a velocidade com que os gases de admissão entram nos cilindros para fazer entrar mais uns "pozinhos" de ar no motor. [;)]
 
Em relação à tua descrição: excelente, 5 estrelas apr:)
Apenas tenho que fazer uma ressalva: o momento exacto em que termina a admissão e começa a compressão, normalmente, começa alguns graus depois do PMI, ou seja, quando o embolo já está na sua fase ascendente.
Isto ocorre porque assim consegue-se aproveitar a velocidade com que os gases de admissão entram nos cilindros para fazer entrar mais uns "pozinhos" de ar no motor. [;)]


Tens razão! [;)]
Esqueci de referir esse atraso.
E por acaso é bem importante, pois quanto maior fôr a quantidade de ar / combustível admitida tanto melhor.
 
Tens razão! [;)]
Esqueci de referir esse atraso.
E por acaso é bem importante, pois quanto maior fôr a quantidade de ar / combustível admitida tanto melhor.

Depois de toda aquela dissertação digna de uma tese de mestrado, era natural que te escapasse algum pormenor. Estamos cá para ajudar. Mas ficaste bem na fotografia... apr:)[;)]
 
Depois de toda aquela dissertação digna de uma tese de mestrado, era natural que te escapasse algum pormenor. Estamos cá para ajudar. Mas ficaste bem na fotografia... apr:)[;)]

A ideia é precisamente trocar informações.
Não me considero uma enciclopédia. Nem quero granjear tal estatuto. [;)]

Quanto mais completa for a informação que se transmitir, melhor.

O Carrega-lhe é que não votou mais....
Deve ter ficado assustado com a ideia do exame! [:D] [:D]
 
A ideia é precisamente trocar informações.
Não me considero uma enciclopédia. Nem quero granjear tal estatuto. [;)]

Quanto mais completa for a informação que se transmitir, melhor.

O Carrega-lhe é que não votou mais....
Deve ter ficado assustado com a ideia do exame! [:D] [:D]

Apenas quis dizer que deste uma óptima explicação...
Em relação ao Carrega-lhe... temos que lhe dar algum tempo para a digestão... Ele depois já vem "comer" mais. [:D][;)]
 
A cilindrada / volume de um motor

A cilindrada / volume de um motor

Conforme tinha referido ao Carrega-lhe achei que se devia abordar também esta questão.

Aliás, a questão da cilindrada é até um dos primeiros conceitos que convém ter noção, para se entender alguns outros aspectos mais complexos.

Mas o Carrega-lhe quis começar logo pelo mais complicado. [:p]
Quis obter uma resposta rápida a temas que às vezes, não se chega a lado nenhum, em págimas e páginas de discussão. [:D]

Bem falemos então da cilindrada. O que é a cilindrada de um motor. Bem primeiro que tudo cilindrada refere-se a um volume, uma capacidade. No caso da cilindrada de um motor é o volume que vai produzir trabalho, conversão de energia em movimento.

Para se obter um volume é necessário uma área e uma altura, comprimento, profundidade, etc (uma outra medida de comprimento). Assim temos um volume. No caso dos motores iremos ter mais volumes, quantos mais cilindros o motor tiver. Será então necessário multiplicar estes volumes unitários pelo número de cilindros disponíveis.

A fórmula de calculo da cilindrada é esta:
(a ver se consigo colocar isto tudo bem alinhado [8b] )


Cilindrada = (Área do cilindro) x (curso do êmbolo) x (nº cilindros)

Geralmente e para facilitar os cálculos entra-se sempre com os valores em centimetros, assim obtêm-se logo os resultados em cm3. Também costuma ser usual (mas menos) definir-se a cilindrada em litros, sendo que 1000 cm3 = 1 litro.

Da fórmula anterior pode-se ainda definir uma outra para a generalidade dos motores (os que têm cilindros circulares), em que se entra com a fórmula da área do cilindro:

......................Pi d2
Area (cilindro) = -----
.........................4

Isto pode parecer estranho estar a fazer questão de referir que os motores têm que ser cilindricos, mas por exemplo, não se poderia utilizar esta fórmula para cálcular a cilindrada do motor da mota Honda NS-1, pois ela tem embolos ovais. [;)]

Daí que seja útil peceber-se que a cilindrada resulta de uma área a multiplicar por uma altura (curso). Agora a área não tem necessariamente que ser uma circunferência. Mas pronto para a generalidade dos motores, aplica-se a fórmula que resulta da combinação das duas anteriores:

.................. .Pi x d2
cilindrada = ---------- x L x n
.......................4

Em que d é o dimetro do cilindro
L é o curso do êmbolo
e n é o número de cilindros

Se se entrar com todas as unidas (diametro e curso) em cm, a unidade final será o cm3.[;)]
 
Bem, vamos lá reavivar isto [:cool:]

Já estive a ler...epah, parabéns!apr:) Muito boa explicação, percebi perfeitamente [;)]

Anyway, venho cá pôr uma perguntinha.

O Clio ontem deu 190 km/h na A24, em plano...e nem demorou muito a lá chegar.

Contudo, o normal é um Clio III 1.2 em plano não passar dos 175-180 km/h :eek:

Quais as hipóteses para isto acontecer?

E de que forma o "estar esticado" leva a que ele atinja estas velocidades, ou exista um aumento de potência, whatever?

Ah...o facto de, devido a ter a grelha solta e consequentemente entrar mais ar pode levar a quê?

Ficam mais umas perguntazinhas para hoje [;)]

Quando puderes...[:cool:]
 
Há ainda os V-TEC's (e outros sistemas de outras marcas) que fazem variar estes atrasos. E ainda variam a quantidade da abertura das válvulas e ainda o seu timming. Isto já é muita tecnologia. Se na ignição é relativamente fácil comandar todo o processo, já nas válvulas (sistema de distribuição do motor) é muito, mas muito mais complicado. Daí que estes processos revelem um tecnologia impressionante e de louvar.

apraz-me registar este parágrafo, vindo de uma das pessoas que considero perceber mais de motores neste fórum!apr:)
 
apraz-me registar este parágrafo, vindo de uma das pessoas que considero perceber mais de motores neste fórum!apr:)

Bem quanto ao elogio agradeço desde já! [:cool:]
Mas o mundo automóvel, e dos motores em particular, principalmente no que à sua concepção diz respeito, é uma das industrias mais tecnológicas que existe. Portanto é quase uma heresia alguém se considerar muito entendido no que a esta tecnologia diz respeito.

Portanto estou sempre a aprender.
Desde que aqui ando já aprendi bastante.

Gosto tanto de aprender, como de vez em quando mandar uma "laracha" dessas que até saiu bem. [:D]
 
Bem, vamos lá reavivar isto [:cool:]

Já estive a ler...epah, parabéns!apr:) Muito boa explicação, percebi perfeitamente [;)]

Anyway, venho cá pôr uma perguntinha.

O Clio ontem deu 190 km/h na A24, em plano...e nem demorou muito a lá chegar.

Contudo, o normal é um Clio III 1.2 em plano não passar dos 175-180 km/h :eek:

Quais as hipóteses para isto acontecer?

E de que forma o "estar esticado" leva a que ele atinja estas velocidades, ou exista um aumento de potência, whatever?

Ah...o facto de, devido a ter a grelha solta e consequentemente entrar mais ar pode levar a quê?

Ficam mais umas perguntazinhas para hoje [;)]

Quando puderes...[:cool:]

Bem vamos por partes.

Mas olha lá [:p] , essa do Clio dar 190 Km/H em plano....
Não te estou a colocar em causa, ou dúvida...
É só que vem-me logo à cabeça colocar-te a questão: então e se fosse a descer?

Mas pronto eu raramente coloco em causa as velocidades que cada um consegue atingir. Anda por aí um tópico de um 206 que trepa montanhas a 180 Km/H. [:D] Mas por outro lado, também há muito pessoal a dizer que o 206 não consegue chegar aos 190 Km/H a descer. A mim, não me choca nada que o 206 realmente atinja essa velocidade. Mas a descer!

Independentemente das capacidades do automóvel, existe ainda as capacidades do próprio condutor. E isso também faz a diferença. Principalmente a descer penhascos. [;)]

Antes de te tentar responder às tuas questões, desta vez também tens que me tirar essa dúvida. Não precisas de fazer muito para me convencer. Basta explicar melhor as condições.

Isso nada invalida a forma como te vou explicar. Até porque eu vou pegar no assunto, por outro ponto de vista.

Se estiveres por aí, vai-te entretendo, que eu vou-te responder às tuas questões. [;)]
 
Aceito perfeitamente que o pessoal desconfie [;)]

Eu próprio o máximo que o vi dar foi 180, até ontem...e sempre pensei que nunca desse mais. Se me dissessem não sei se acreditaria...o certo é que vi com os meus olhos [:D]

Bom, foi na A24, no percurso Lamego-Viseu. Infelizmente não tenho o hábito de fixar o km em que vou na auto-estrada...apenas sei que antes vínhamos de uma subida bem puxadinha e depois apareceram umas "rectas curvantes", LOL [:D]...depois destas apareceu uma recta jeitosa e o meu pai, que ia a 150-160, acelerou a fundo, logicamente...e o carro alegremente lá foi progredindo...e eu estava a reparar...mas como já tinha uma foto dele a 180, deixei a máquina fotográfica quieta [;)]

Ele atingiu os 180, e eu pensei "pronto, daqui não passa". O certo é que o barulho do motor já chegava a meter medo...[:D]

Contudo, o carro continuou a progredir até aos 190...o que me deixou a mim e ao meu pai chocados...:eek:

Ainda tentei sacar da máquina, mas entretanto começou uma ligeira subida e lá se foram os 190...apanhei-o assim:

HPIM1141.jpg



Se eu tivesse aqui o traçado pormenorizado da A24 era capaz de dizer melhor onde foi...:rolleyes:

Quanto à questão de "e se fosse a descer"»» era provavel que conseguisse chegar a 200 km/h de ponteiro. Há alguns relatos disso, e se em recta o meu chegou aos 190, não duvido deles [;)]

Estava bastante vento, mas não me parece que fosse favorável, porque o vidro está cheio de mosquitada. (estava,já o fomos lavar)

Iamos 4 pessoas no carro, depósito quase cheio, nenhuma bagagem
Ah, o motor já tinha atingido a sua temperatura normal, claro.

PS-pela foto não é uma subida, LOL

Epah, ando distraído...já ontem aconteceu-me uma gira...não apareceu ligeira subida nenhuma, houve sim, mais uma curva e depois uma ligeira descida...entretanto o meu pai abrandou um pouco, isso sim [;)]

Mas eu mais logo pergunto-lhe xD
 
Última edição:
Bem, vamos lá reavivar isto [:cool:]

Já estive a ler...epah, parabéns!apr:) Muito boa explicação, percebi perfeitamente [;)]

Anyway, venho cá pôr uma perguntinha.

O Clio ontem deu 190 km/h na A24, em plano...e nem demorou muito a lá chegar.

Contudo, o normal é um Clio III 1.2 em plano não passar dos 175-180 km/h :eek:

Quais as hipóteses para isto acontecer?

E de que forma o "estar esticado" leva a que ele atinja estas velocidades, ou exista um aumento de potência, whatever?

Ah...o facto de, devido a ter a grelha solta e consequentemente entrar mais ar pode levar a quê?

Ficam mais umas perguntazinhas para hoje [;)]

Quando puderes...[:cool:]


Bem para já o porquê das diferenças entre os valores declarados e os reais. Sobre os declarados tens que ver que eles são realizados segundo determinadas normas. Das quais não sabemos as condições. Sinceramente não conheço as normas / condições em que são determinadas as velocidades máximas. Mas existem normas que regulam todas as características que se podem quantificar (consumos, potência, velocidades...)

Agora uma coisa é certa, antes mesmo de se testar na prática num automóvel, já os técnicos que o projectaram, sabem a velocidade máxima teórica que o carro pode atingir. Na Física isto é tudo direitinho. Nada acontece por acaso.

Há uma lei muito simples e que condiciona toda a dinâmica do automóvel.
Reza assim [:p] : "Quando a resultante das forças aplicadas num corpo, é igual a zero, o corpo ou está parado, ou desloca-se em movimento rectilineo e uniforme".

Ora isto diz tudo. Vês não é preciso complicar muito. A Lei é simples de entender.

Num carro em andamento, vais ter uma série de forças. As de sentido contrário ao do movimento (os atritos, aerodinamico, cinético e um que ou está a favor, ou está contra, o peso). Por outro lado, vais ter o motor a produzir uma força no sentido inverso a todas essas outras. Às vezes pode ser ajudada (ou prejudicada, também) pela que varia, o peso.

Ora então pegando naquela Lei, quando é que o carro atinge a velocidade máxima? Quando o motor, já não consegue fazer mais força, para ultrapassar os atritos. Aí a resultante é zero e o movimento passa a uniforme, ou seja, já não há acelerações, não há mais variação de velocidades. O carro entra na sua velocidade máxima.

Até certo ponto, acredito que seja esta a velocidade que as marcas declaram.

Os técnicos, sabem perfeitamente qual a força máxima que o carro consegue produzir (através da potência e regime do carro (binário) e das relações da caixa, transmissão e rodas). Essa é relativamente fácil de eles saberem logo à priori. Através de calculos aerodinâmicos (que julgo também não serem muito complexos, pese embora isso já me transcenda um pouco) também é fácil determinar os respectivos atritos.

Logo sabendo-se as forças máximas que o carro é capaz de fazer, e sabendo-se qual a velocidade em que esses forças são iguais aos atritos, saber-se-à a velocidade máxima teórica.

Digo teórica porque depois na prática (ainda sem entrar em consideração com a variação do peso, devido ao desnível do percurso e nem nas respectivas curvas), a variação de condições (piso, condições meterológicas (humidade, pressão atmosférica, temperatura), ainda o combustível...) influencia e altera bastante a velocidade maxima prática.

Depois juntando ainda o factor peso e a sua repercussão com os desníveis.... Isto é uma grande salganhada e até os Astras 1.3 CDTI's voam... [:D]

Já respondo às tuas questões, que com isto tudo ficaram lá para cima. [:D]

Espero que tenhas entendido mais qualquer coisa.

Mas já respondo directamente a elas.
 
Entendi sim [;)]

Esqueci-me das condições climatéricas [:D]

Temperatura amena, ainda eram 11h +- [;)] Piso seco, pouca humidade [:D]

Sim, a lei é simples...mas agora uma dúvida, o peso influencia a velocidade máxima de um carro em plano?
 
Aceito perfeitamente que o pessoal desconfie

Eu próprio o máximo que o vi dar foi 180, até ontem...e sempre pensei que nunca desse mais. Se me dissessem não sei se acreditaria...o certo é que vi com os meus olhos

Bom, foi na A24, no percurso Lamego-Viseu. Infelizmente não tenho o hábito de fixar o km em que vou na auto-estrada...apenas sei que antes vínhamos de uma subida bem puxadinha e depois apareceram umas "rectas curvantes", LOL ...depois destas apareceu uma recta jeitosa e o meu pai, que ia a 150-160, acelerou a fundo, logicamente...e o carro alegremente lá foi progredindo...e eu estava a reparar...mas como já tinha uma foto dele a 180, deixei a máquina fotográfica quieta [;)]

Ele atingiu os 180, e eu pensei "pronto, daqui não passa". O certo é que o barulho do motor já chegava a meter medo...

Contudo, o carro continuou a progredir até aos 190...o que me deixou a mim e ao meu pai chocados...

Ainda tentei sacar da máquina, mas entretanto começou uma ligeira subida e lá se foram os 190...apanhei-o assim:




Se eu tivesse aqui o traçado pormenorizado da A24 era capaz de dizer melhor onde foi...:rolleyes:

Quanto à questão de "e se fosse a descer"»» era provavel que conseguisse chegar a 200 km/h de ponteiro. Há alguns relatos disso, e se em recta o meu chegou aos 190, não duvido deles [;)]

Estava bastante vento, mas não me parece que fosse favorável, porque o vidro está cheio de mosquitada. (estava,já o fomos lavar)

Iamos 4 pessoas no carro, depósito quase cheio, nenhuma bagagem
Ah, o motor já tinha atingido a sua temperatura normal, claro.

PS-pela foto não é uma subida, LOL

Epah, ando distraído...já ontem aconteceu-me uma gira...não apareceu ligeira subida nenhuma, houve sim, mais uma curva e depois uma ligeira descida...entretanto o meu pai abrandou um pouco, isso sim [;)]

Mas eu mais logo pergunto-lhe xD


Não precisas entrar em tantos pormenores, acredito!

Às vezes basta só conversar-se um pouco. [;)]

Só um reparo em relação ao vento. Pode realemente ter contribuido caso fosse de feição, mas tu a essas velocidades nunca terás a favor!

Isto é parece contraditório. O que quero dizer é que não seria por teres 70 Km/H de vento a favor que os mosquitos não se escarrapachassem no vidro da frente. Vocês iam a 180 - 190 Km/H. Portanto no fundo estavam a ter 110 - 120 Km/H de vento contrário. E dúvido que os mosquitos voem a essa velocidade (mais a do vento) para conseguirem fugir ao Clio. [:D]

Agora que para o Clio é útil lá isso é. Exagerei nos 70 Km/H de vento. Isso já é uma Nortada. [;)] Mas que pode aumentar a velocidade máxima prática, isso indiscutivelmente.

Agora as tuas questões:

Ah...o facto de, devido a ter a grelha solta e consequentemente entrar mais ar pode levar a quê?

Maior capacidade de refrigeração, pior aerodinâmica e em principio pouco mais. Um dos truques que se costuma fazer para aumentar a potência é possibilitar maior entrada de ar para o motor. Numa combustão de um lado temos o combustível (que nos carros com sistemas de gestão electrónica é fácil de aumentar) e do outro temos o comburente (o oxigenio, que está contido no ar). Ora isso poderia aumentar a capacidade de entrada de ar para o motor, mas há um facto que te limita essa entrada de ar. Toda a tubagem de admissão do ar. O próprio filtro do ar. Quando se fazer alterações profundas que visam o aumento de potência, alteram-se as condutas de admissão de ar.

Quando tal não acontece veem-se os TDI's a fumugar. [:D]

E de que forma o "estar esticado" leva a que ele atinja estas velocidades, ou exista um aumento de potência, whatever?

Sim, o facto de estar "esticado" pode explicar esse melhor andamento e eventualmente uma maior potência. Nota, podem não estar directamente associadas estas duas situações.

O que provoca maior perda de rendimento num motor são os atritos que ele próprio tem que vencer. Uma peça mais desgastada, pode ter menos atrito, logo melhor rendimento do motor. Os segmentos, por exemplo. Normalmente tal acarreta também um tempo de vida útil inferior. O mesmo se passa em carretos, rolamentos e outros orgãos móveis. O movimento vai ter muitas perdas até chegar à roda. Quanto mais se puder minorar essas perdas melhor será o rendimento final. [;)]
 
Entendi sim [;)]

Esqueci-me das condições climatéricas [:D]

Temperatura amena, ainda eram 11h +- [;)] Piso seco, pouca humidade [:D]

Sim, a lei é simples...mas agora uma dúvida, o peso influencia a velocidade máxima de um carro em plano?

Influencia!

Quanto maior fôr o peso, maior será a sua reacção normal.

A partir desta reacção (sabes o que é, não sabes?) é que se determinam os atritos (estático e acho que o dinâmico também, embora deste último não tenha a certeza).

O atrito estático é a força que se opõe ao movimento a partir da velocidade zero. É superior ao dinâmico.

O dimâmico é a força que se opõe ao movimento, mas já em velocidades diferentes de zero.
 
Não precisas entrar em tantos pormenores, acredito!

Às vezes basta só conversar-se um pouco.


Exacto [;)]

Só um reparo em relação ao vento. Pode realemente ter contribuido caso fosse de feição, mas tu a essas velocidades nunca terás a favor!

Isto é parece contraditório. O que quero dizer é que não seria por teres 70 Km/H de vento a favor que os mosquitos não se escarrapachassem no vidro da frente. Vocês iam a 180 - 190 Km/H. Portanto no fundo estavam a ter 110 - 120 Km/H de vento contrário. E dúvido que os mosquitos voem a essa velocidade (mais a do vento) para conseguirem fugir ao Clio.

Agora que para o Clio é útil lá isso é. Exagerei nos 70 Km/H de vento. Isso já é uma Nortada. Mas que pode aumentar a velocidade máxima prática, isso indiscutivelmente.

Hum...olha que não sei se exageraste na velocidade do vento [:D]
É que isto é uma auto-estrada completamente "aberta", pelo menos nesta zona [:D]

Mas sim, pobres mosquitos...mesmo a 120-130 duvido que tivessem hipótese. É a lei natural da vida [:)]

Agora as tuas questões:

Maior capacidade de refrigeração, pior aerodinâmica e em principio pouco mais. Um dos truques que se costuma fazer para aumentar a potência é possibilitar maior entrada de ar para o motor. Numa combustão de um lado temos o combustível (que nos carros com sistemas de gestão electrónica é fácil de aumentar) e do outro temos o comburente (o oxigenio, que está contido no ar). Ora isso poderia aumentar a capacidade de entrada de ar para o motor, mas há um facto que te limita essa entrada de ar. Toda a tubagem de admissão do ar. O próprio filtro do ar. Quando se fazer alterações profundas que visam o aumento de potência, alteram-se as condutas de admissão de ar.

Quando tal não acontece veem-se os TDI's a fumegar.


Será que mesmo assim o motor possa ter sido beneficiado pela maior entrada de ar?

Pelo que percebi existe a tal limitação, mas tb pode acontecer o facto de a tubagem ainda poder permitir a entrada de mais ar...até pq as grelhas ao pé do símbolo só de metade para cima deixam entrar ar :sh)[;)]


Sim, o facto de estar "esticado" pode explicar esse melhor andamento e eventualmente uma maior potência. Nota, podem não estar directamente associadas estas duas situações.

O que provoca maior perda de rendimento num motor são os atritos que ele próprio tem que vencer. Uma peça mais desgastada, pode ter menos atrito, logo melhor rendimento do motor. Os segmentos, por exemplo. Normalmente tal acarreta também um tempo de vida útil inferior. O mesmo se passa em carretos, rolamentos e outros orgãos móveis. O movimento vai ter muitas perdas até chegar à roda. Quanto mais se puder minorar essas perdas melhor será o rendimento final.

Mas não percebo isto....quando nos referimos a estar esticado, referimos a usar o motor, toda a faixa de rotações na sua plenitude, certo? [;)]

Mas de que forma é que usar toda a faixa de rotação vai aumentar possivelmente a potência do mesmo? [:cool:]

Deduzindo que tem a ver com o que postaste acima, terá a ver com um melhor acoplamento de todas as peças entre si, porque estão "habituadas" a "trabalhar" em todas as rotações? [;)]
 
Última edição:
Influencia!

Quanto maior fôr o peso, maior será a sua reacção normal.

A partir desta reacção (sabes o que é, não sabes?) é que se determinam os atritos (estático e acho que o dinâmico também, embora deste último não tenha a certeza).

O atrito estático é a força que se opõe ao movimento a partir da velocidade zero. É superior ao dinâmico.

O dimâmico é a força que se opõe ao movimento, mas já em velocidades diferentes de zero.

Sei! [;)]

Dei isso no 10º ano, [:cool:]

Eu sempre pensei que o peso apenas influenciasse a rapidez com que um carro chegasse à sua velocidade máxima...[;)]

Mas de facto metendo ao barulho as forças de atrito, faz sentido. [;)]
 
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