Tópico da teoria

Ora cá estamos outra vez. [:p]

A embraiagem... Esse pedal tão incompreendido! [:D]
Um é para acelerar, o outro é para travar....
Então e este, para que serve? O que vai fazer?

Já reparaste que quando o carro está desligado, consegues engrenar as velocidades e quanto está a trabalhar, tal já só acontece se carregares na embraiagem? Porque será? :confused:

Porque a embraiagem é o dispositivo que vai interromper o movimento do motor, à caixa de velocidades.

Repara: quando o carro está em andamento (sem ser em ponto morto) existe passagem de movimento desde o motor até à caixa de velocidades. Ou seja, tanto o motor como a caixa estão em movimento solidário.

A caixa de velocidades é constituida por diversos carretos (rodas dentadas) e existem vários segundo as velocidades em que o carro está engrenado. Como é que conseguirias engrenar um diferente carreto se o movimento proveniente do motor, não fosse interrompido? Não conseguias! Daí a necessidade da embraiagem.

Na caixa de velocidades existe um veio principal (veio primário) que é aquele que traz o movimento do motor. Depois este movimento é desmultiplicado na caixa, através de carretos de diferentes tamanhos (que é o que faz a desmultiplicação).

Ora para interessa-nos "parar" este veio primário, para fazer o engrenamento das velocidades. É o que acontece quando o carro está parado e desligado e nós conseguimos engrenar as velocidades.

Para tal entra a embraiagem no jogo. Como é que a embraiagem faz esta comutação dos movimentos?

Bem antes de tudo a embraiagem propriamente dita é constituida por 3 peças: o disco, o prato e o rolamento de encosto. O disco é o elemento que vai sofrer maior desgaste e é o elemento mais importante. O prato é uma peça que vai execer forte pressão no disco. O disco vai ser pressionado contra um outro elemento, que embora já não pertença à embraigem, vai ter um papel importante que é o volante do motor. Ou seja, o disco vai ficar "ensanduichado" entre o volante do motor e o prato da embraigem. Estando assim pressionado, o movimento do motor é solidário com a caixa de velocidades. O carro encontra-se engrenado. Depois há o tal outro elemento de que falta falar, o rolamento. Quando tu carregas na embraiagem, vais aliviar o movimento do prato da embraiagem. Deslocando-o e aliviando o disco. Este pára. O movimento motor-caixa é interrompido e tu podes engrenar um velocidade.

Agora como se processa este alívio do prato?

Existem 2 tipos de embraiagens, que diferem no funcionamento no tipo de prato que têm. Umas são de molas (acho que também se chamam de martelos) e as mais recentes e usuais, as de diafragma.

As de molas, possuem uma carrada de molas helicoidais que fazem essa pressão no disco. São muito, mas muito, mais pesadas do que as de diafragma e precisam de mais força de pressão. Já há muitos anos que não têm aplicação nos automóveis, mas ainda se utilizavam, até há poucos anos, nos camiões. Nem imaginas o peso de uma coisita destas.

As de diafragma são mais leves, mais simples no mecanismo de libertação do movimento, têm menos peças (não têm aquela catrefada de molas) e são mais leves para a sua utilização.

Em ambos os tipos sempre que carregas na embraiagem movimentas um rolamento que depois irá aliviar o prato da embraiagem. Nisso não diferem.

Agora sobre o disco.

O disco é o orgão mais importante. Ele vai estar a ser "esborrachado" contra o volante do motor, onde são produzidos binários intensos. Essa força terá dois pontos de aplicação de intensidades iguais (quando não há patinagem). Do lado do motor (uma das faces do disco) e do lado do prato da embraiagem. Quando o disco se desloca à mesma velocidade do conjunto prato + volante do motor, não existe patinagem. Ou seja a totalidade do movimento do motor é absorvida pela caixa. Quando o disco começa a ficar gasto, começa a não conseguir passar essa totalidade de velocidade à caixa. Existem patinagem.

Por estar sujeito a movimentos de fricção, o material de que é composto, é idêntico aos materiais utilizados nas pastilhas de travão. Antigamente ambos estas peças, utilizavam amianto, para resistirem melhor à temperatura. Agora foi proibido a sua aplicação, devido a ter implicações cancerígenas.

O disco está ligado ao tal veio primário da caixa, pelo que sempre que é parado, possibilita a movimentação da caixa de velocidades. Quando está a rodar solidário, o carro está engrenado e em movimento. [;)]

Mais? [:p]

Uma dúvida: o movimento rodas-caixa não tem que ser interrompido para se fazer a mudança das velocidades? se sim, como é?
 
Uma dúvida: o movimento rodas-caixa não tem que ser interrompido para se fazer a mudança das velocidades? se sim, como é?

A interrupção do movimento do motor para a caixa (e por consequência, às rodas) é feita na embraiagem, quando pressionamos o pedal. Desta forma, o disco fica desoncostado do volante do motor (que está sempre em movimento) e esse movimento não se transmite à caixa. Assim os carretos da caixa ficam parados e é possível engrenar uma velocidade.

Tudo isto foi bem explicado (acho eu) pelo monicamelo.

Abraço
 
A interrupção do movimento do motor para a caixa (e por consequência, às rodas) é feita na embraiagem, quando pressionamos o pedal. Desta forma, o disco fica desoncostado do volante do motor (que está sempre em movimento) e esse movimento não se transmite à caixa. Assim os carretos da caixa ficam parados e é possível engrenar uma velocidade.

Tudo isto foi bem explicado (acho eu) pelo monicamelo.

Abraço

A parte Motor/Embraiagem/Caixa eu percebi bem...

acho que a parte a bold não é verdade...

A minha dúvida é outra... quando vamos a conduzir e queremos mudar de velocidade o carro está em movimento e as rodas por conseguinte, transmitem elas próprias movimento à caixa de velocidades...este movimento não teria que ser também interrompido?
 
Vamos ver se não digo asneiras:

Existe o veio primário por onde é transmitido o movimento do motor e existe também o veio secundário que transmite o movimento ao diferencial/rodas. Com o carro em movimento, o veio secundário está também em movimento e quando pressionamos o pedal da embraiagem, o eixo primário pára. Penso que aí entram as anilhas sincronizarores (e cones de sincronização) a ajudar o processo de engrenar os carretos necessários, levando o carreto a engrenar a girar à mesma velocidade do veio secundário, possibilitanto a engrenagem.

Alguns carros mais antigos não tinham sicronizadores na 1ª velocidade, obrigando a ter o carro parado para a engrenar ou a fazer duplas.

Nos mais antigos ainda, e em especial nos pesados, não havia sincronizadores, sendo sempre necessário fazer duplas para engrenar a velocidade.

A marcha-atrás não é sincronizada, obrigando a ter sempre o carro parado para ser engrenada.

Para engrenar uma velocidade sem usar a embraiagem, é necessário acelerar o motor por forma a que a engrenagem do veio primário atinja a velocidade do carreto do veio secundário, fazendo assim uma "sincronização" manual (uma dupla pura).

Fico agora à espera das correcções e melhoramentos do monicamelo [;)]
 
Já agora gostaria que alguém desse uma explicação o mais detalhada possível sobre o funcionamento do turbo. Obrigado.
 
Vamos ver se não digo asneiras:

Existe o veio primário por onde é transmitido o movimento do motor e existe também o veio secundário que transmite o movimento ao diferencial/rodas. Com o carro em movimento, o veio secundário está também em movimento e quando pressionamos o pedal da embraiagem, o eixo primário pára. Penso que aí entram as anilhas sincronizarores (e cones de sincronização) a ajudar o processo de engrenar os carretos necessários, levando o carreto a engrenar a girar à mesma velocidade do veio secundário, possibilitanto a engrenagem.

Alguns carros mais antigos não tinham sicronizadores na 1ª velocidade, obrigando a ter o carro parado para a engrenar ou a fazer duplas.

Nos mais antigos ainda, e em especial nos pesados, não havia sincronizadores, sendo sempre necessário fazer duplas para engrenar a velocidade.

A marcha-atrás não é sincronizada, obrigando a ter sempre o carro parado para ser engrenada.

Para engrenar uma velocidade sem usar a embraiagem, é necessário acelerar o motor por forma a que a engrenagem do veio primário atinja a velocidade do carreto do veio secundário, fazendo assim uma "sincronização" manual (uma dupla pura).

Fico agora à espera das correcções e melhoramentos do monicamelo [;)]

Sim, era mesmo isso. Por acaso, pouco depois de ter postado pensei nisso dos sincronizadores e tal (já tinha ouvido falar):sh) , mas como não percebo nada de mecânica não sabia como funcionam... obrigado pelo esclarecimento[;)]
 
Já agora gostaria que alguém desse uma explicação o mais detalhada possível sobre o funcionamento do turbo. Obrigado.

O turbo é uma das formas existentes para forçar ar frio para dentro do motor, comprimindo-o. Desta forma obtemos um aumento de cilindrada virtual (metemos mais ar, que está comprimido, dentro do mesmo volume dos cilindros).

O turbo é montado à saída do motor, e tem duas partes separadas entre si. Os gases de escape expelidos pelo motor fazem rodar a turbina que, por sua vez, está ligada ao compressor através de um eixo. E o compressor está ligado à admissão. Quando a turbina roda e faz rodar o compressor, este vai puxar ar da admissão, comprimindo-o, e envia-o para dentro do motor.

Esta compressão do ar faz com que ele aqueça, também, e é por isso que existem os "intercoolers". O ar comprimido (e aquecido) é forçado a passar no intercooler para arrefecer e, dessa forma, comprimir-se mais.

A lógica é simples: quanto mais se comprimir o ar, mais ar se consegue "enfiar" no mesmo volume.
 
Já agora, a diferença entre os turbos e os compressores prende-se apenas com a forma como são actuados: o turbo é colocado em funcionamento através da passagem dos gases de escape, o que implica que estes atinjam um determinado volume para conseguir rodar o turbo, e é isso que faz com que os turbos disparem a uma certa rotação.

Já os compressores estão ligados à distribuição do motor através duma correia. Dessa forma, assim que se mete o motor a trabalhar o compressor também começa a funcionar. É por esse motivo que o motor 1.4 da VW (com compressor e turbo) usa o compressor para obter potência em baixas e o turbo para ter potência em altas.
 
Para completar a explicação do boxer:

O interesse de "empurrar" mais ar para dentro do cilindro é que podes lá colocar mais gasolina/diesel tb.

Para haver combustão é necessário oxigénio. Quanto mais combustível, mais oxigénio é preciso. Mais potência requer mais combustível, que requer mais oxigénio, que requer mais ar.
 
Para completar a explicação do boxer:

O interesse de "empurrar" mais ar para dentro do cilindro é que podes lá colocar mais gasolina/diesel tb.

Para haver combustão é necessário oxigénio. Quanto mais combustível, mais oxigénio é preciso. Mais potência requer mais combustível, que requer mais oxigénio, que requer mais ar.

Pois, faltou-me o mais importante [:D]
Senão andava aí tudo com mistura pobrezinha e era uma chatice [;)]

E é essa justificação também que explica as famosas "repros" nos motores turbodiesel: aumenta-se o débito de gasóleo e a pressão do turbo, e 'tá a andar de mota (salvo seja) [:D]

Depois é aquela fumarada preta :sh) [:p]
 
Depois destes post todos... És instrutora e dás mecânica?[:p]
É com cada explicação que até fico a andar de banda apr:)

Nada disso.
E muito infelizmente a minha actividade profissional nada tem a ver com mecânica / sector automóvel.
Tento explicar as coisas da forma que me parecer mais simples para todos entenderem. Talvez o maior mérito esteja precisamente aí. Pessoal com conhecimentos há muitos por aí. E até mais conhecimentos do que eu. Agora, se uma pessoa se põe a falar com chavões e palavras finas, ficam todos na mesma e ninguém entende. O que tento é transmitir as coisas de uma forma simples.

E depois quem corre por gosto não cansa. [;)]
 
Mais uma pergunta...de que forma relações de caixa mais curta possibilitam uma maior rapidez de subida de rotação num carro? :confused:

(se é que mesmo isto que escrevi está correcto...[;)])

Essa é fácil! [:p]

Imagina... Em que relações de caixa consegues obter maiores acelerações (diferenças de velocidade por espaço de tempo)? Nas primeiras relações, certo? Já reparaste quanto tempo demoras a acelerar a fundo em primeira? E em 5ª? Demoras mais tempo na última relação.

Ou seja, quanto mais curtas são as relações de caixa, maiores são as acelerações provocadas. Menores vão ser as velocidades alcançáveis.

Por exemplo, um mesmo carro, com uma caixa curta, e com uma caixa longa. Imagina o Punto cx de 7 vs Punto cx 5. Imagina que o de 5, dá 120 Km/H em 3ª ao regime máximo. Por outro lado, o de 7 dá 90 Km/H nesse mesmo regime e para essa mesma relação. No intervalo de velocidades 0 - 90 Km/H, as acelerações são mais rápidas no de 7 velocidades.

E agora, porque é que tal acontece?

Entram os binários à roda.

O valor de binário do motor é o mesmo. O motor é igual. O que vai variar é a desmultiplicação dessa relação de caixa, a terceira velocidade. Logo, sendo mais curta, vai permitir ter mais binário aplicado às rodas. Logo, por uma fórmula que já defini anteriormente, as acelerações são maiores. [;)]
 
A parte Motor/Embraiagem/Caixa eu percebi bem...

acho que a parte a bold não é verdade...

A minha dúvida é outra... quando vamos a conduzir e queremos mudar de velocidade o carro está em movimento e as rodas por conseguinte, transmitem elas próprias movimento à caixa de velocidades...este movimento não teria que ser também interrompido?


O amigo Titanio expicou muito bem. Para quem estava com receio de colocar em prática os ensinamentos que já eram antigos.... Esteve muito bem. [;)]

De qualquer forma só queria frizar, para que tu imaginasses que realmente o movimento do eixo primário é interrompido pela embraiagem, mas todos os restantes carretos encontram-se engrenados e em movimento.

Por exemplo, tu vais em 3ª, mas vais com as outras todas velocidades engatadas. Está tudo em movimento. Só que todas as outras estão em movimento em falso. Sem transmissão de movimento.

Depois entram os sincronizadores, conforme o Titanio referiu. [;)]

Só uma nota: uma caixa de velocidades até nem é tão complexa quanto um motor. Mas é tão somente a segunda peça mais cara e complexa (mecânica) de um carro. É um orgão muito importante da mecânica automóvel. Se depois formos abordar as caixas automáticas, as CVT e ainda as caixas dos veiculos pesados, então isto pode tornar-se muito complexo. E sobre isso, nada mais sei! :(
 
Bem, já fiz as continhas, e, a cada regime de rotação corresponde, naturalmente, um valor de potência [:D][:p][;)]

1500 rpm--» 19,6 cv
2000 rpm--» 26,8 cv
2500 rpm--» 34,5 cv
3000 rpm--» 42,7 cv
3500 rpm--» 51,8 cv
4000 rpm--» 59,8 cv
4500 rpm--» 66,7 cv
5000 rpm--» 71,9 cv
5500 rpm--» 74,4 cv (muahhahha, a marca anuncia 75 [:D])
6000 rpm--» 72,6 cv

Já agora, das:

1500 a 2000 rpm há um aumento de 7,2 cv
2000 a 2500 rpm há um aumento de 8,7 cv
2500 a 3000 rpm há um aumento de 8,2 cv
3000 a 3500 rpm há um aumento de 9,1 cv
3500 a 4000 rpm há um aumento de 8 cv
4000 a 4500 rpm há um aumento de 6,9 cv
4500 a 5000 rpm há um aumento de 5,2 cv
5000 a 5500 rpm há um aumento de 2,5 cv
5500 a 6000 rpm há uma diminuição de 1,8 cv

E agora o que é possível concluir com todos estes dados?

(Ok, que eu sou maluco para fazer este cálculo todo a 29 minutos de fazer anos...[:)])
Boas.

Eduardo, já agora se não for pedir muito podes ver-me quanta potencia temos às 6100, 6200 e 6299?
 
tenho uma duvida


as vezes quando vemos uma carro a deitar uma fumarada branca do escapa dizemos logo '' aquele deve estar a consumir tanto oleo como gasolina/gasoleo''

o que queria saber é:


como e porque que um carro consome oleo e como ele se mistura com o combustivel????
 
tenho uma duvida


as vezes quando vemos uma carro a deitar uma fumarada branca do escapa dizemos logo '' aquele deve estar a consumir tanto oleo como gasolina/gasoleo''

o que queria saber é:


como e porque que um carro consome oleo e como ele se mistura com o combustivel????


O ponto mais vulnerável de passagem de óleo para a camara de combustão, é através dos segmentos. Os segmentos servem precisamente para isolar a camara de combustão da zona inferior do motor, o cartér. Por outro lado, são elementos que sofrem bastante desgaste com a utilização. Ainda mais potenciada se a utilização do motor for muito intensiva e/ou descuidada (por exemplo, levá-lo a altos regimes ainda a frio).

Quando os segmentos começam a perder capacidades de vedação, o óleo começa a entrar na camara de combustão. Esse óleo é queimado juntamente com o combustível, mas dá origem (nestas condições) a uma fumarada negra.

Um carro quando está a queimar óleo nota-se bem pelo tipo de resíduo que fica no tubo de escape. Se lá colocares o dedo e ficares com eles negros, género pasta e tal for muito notório, então o carro está a queimar óleo.
 
Mas tenho ideia de que todos os motores consomem sempre óleo, mesmo a gasolina, pouco é certo.

Até o meu que é um 1.2 a gasolina tem 28mil km e o nível já não tá no máximo.

[;)]
 
Mas tenho ideia de que todos os motores consomem sempre óleo, mesmo a gasolina, pouco é certo.

Até o meu que é um 1.2 a gasolina tem 28mil km e o nível já não tá no máximo.

[;)]

Há sempre um consumo mínimo de óleo.
Os segmentos não asseguram 100% de estanquecidade.
E também não interessa que tal aconteça, por forma a manter uma película mínima de lubrificação. Aliás é essa película que até vai ajudar a manter o isolamento.

Num motor a gasolina esse consumo é mesmo muito pequeno. Só se houver um grande desgaste / defeito é que ele consome muito óleo. O que interessa é que não ultrapasse os valores definidos pela marca.
 
Se olharmos aos valores do consumo de óleo actualmente definidos pelas marcas, assumido como "normais", gastaríamos mais óleo entre as mudas do que na muda propriamente dita!

O meu a gasolina mal noto qualquer consumo e no diesel igualmente. Até hoje não tive que acrescentar óleo.

Edit: desculpem-me o semi-off-topic
 
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