Pois, para mim, não vi nada de interessante nesta WWDC.
Continuação do existente, tudo dentro da mesma linha e do espectável...nem o "glorified speaker" me emocionou :-/
Eu acho que há por ali algumas coisas muito significativas. Antes de mais é preciso ter em conta que se trada da conferência anual para desenvolvedores. Não é centrada em produtos finais, mas sim sobretudo em tecnologias core, que essas sim hão-de dar em produtos (de hardware e software) mais tarde.
Mas há de facto por ali muita coisa interessante:
- iMacs vitaminados indiciam um regresso da Apple ao mercado profissional, enquanto não aparece o novo mac pro. Confesso que a certa altura receei que a Apple tivesse esquecido de vez os profissionais.
- mac os High Sierra é aquilo que muitos (a maioria?) dos utilizadores pede: em vez de fazerem um OS novo todos os anos, aperfeiçoem o que já existe
- Watch OS novo com a possibilidade de emparelhamento com equipamentos de terceiros mostra que perceberam o nicho de mercado por excelência dos smartwatches: desporto e saúde
- iOS 11, sobretudo na sua versão para iPad, é a meu ver um sinal claríssimo de aposta no iPad como computador por excelência para uso light. Nunca como agora a aposta foi tão clara: janelas deslizantes, sistema de ficheiros, "exposé", drag-n-drop! Com o iOS 11 o iOS bifurca claramente o caminho entre o iPhone e o iPad.
- ARkit é impressionante, pelo menos a julgar pela demo. Reconhecer superfícies, colocar objecto que colam mesmo à superfície, aqueles efeitos de luz/sombra, tudo isso feito num simples iPad, coisa que noutras empresas requer hardware dedicado!
- O Homepod para já parece-me que é mais um catch-up face à concorrência. Vamos ver o que dali sai.
- Uma coisa pequena, mas que também me impressionou bastante, são as novas vozes Siri. De uma naturalidade brutal, sobretudo nas entoações. Pena que o português de Portugal continue totalmente esquecido.
- O modo de condução para o iPhone. Já fazia falta há muito tempo.
Em suma esta apresentação permitiu tirar muitas dúvidas sobre o caminho que a Apple está atrilhar, e atrevo-me a dizer que também serviu para reduzir a ansiedade de muitas pessoas, especialmente profissionais das artes gráficas, video, som, etc, que vêm agora, quer por via do hardware quer por via do software, a confirmação de que a Apple, se é verdade que andou um bocado esquecida deles, parece querer voltar a dar-lhes atenção.