TGV - Sim ou Não

Vocês falam e bem na modernização da linha do Norte para maximizar o potencial do Alfa. Até aí estamos de acordo, o problema é que a linha do Norte tem uma série de estrangulamentos e o facto da maioria da mesma se inserir em zonas urbanizadas não abona muito a favor de que a sua modernização seja um investimento extremamente viável. Portanto, sim, um projeto novo e bem estruturado, obviamente de alta velocidade, porque tal como eu não renovo a minha casa com caixilharia dos anos 60 também o estado não deve investir em tecnologia obsoleta. Para não falar que o alfa, pese embora um excelente veículo, não tem a eficiência dos novos comboios de alta velocidade. A fobia ao investimento público, estigmatizado em parte pelo TGV, é patente no povo português, mas é algo, no meu entender, inevitável.

E que tal em vez de gastar 15 milhoes por Km para fazer uma linha nova de TGV, que tal melhorar a existente que permitirá servir melhor as populacoes devido á sua proximidade?
 
E que tal em vez de gastar 15 milhoes por Km para fazer uma linha nova de TGV, que tal melhorar a existente que permitirá servir melhor as populacoes devido á sua proximidade?

Essa é dos livros; só na cabeça de um político acéfalo é que se pode discutir o TGV, quando o AP é mais do que suficiente, pudesse ele circular mais rápido.
 
O TGV não tem justificação em Portugal por vários motivos, económicos, geográficos e demográficos.

Muito menos faz sentido um Governo que não consegue concluir a melhoria da linha norte (Lx-Porto), não consegue manter a manutenção de comboios com um mínimo de operacionalidade, vir falar em contruir um linha de TGV, quando nos caminhos de ferro existem outras prioridades. Agora já se conhece a apetência do PS, em celebrar contratos chorudos com empreiteiros, arrecadar M€ para o PS, quem vier a seguir que pague a conta (mesmo que não haja obra, ou que ela derrape).
 
O Alfa Pendular se nao andar a parar volta e meia também faz a viagem num tempo relativamente rápido. Para além de nao precisar que se construa uma nova linha dedicada.

Atencao ás velocidades médias. Madrid-Barcelona sao 630Km e o máximo que o AVE consegue sao 2h30, ou seja, 250Km/h. Paris-Lyon sao 470Km e o TGV faz em 2h, ou seja, 235Km/h.

Pensar que a média é de 320Km/h é muito optimista.

Não é média, é velocidade máxima possível em operação normal do TGV. A média será sempre menor.

Tal como a velocidade máxima numa linha convencional andará pelos 220kmh, que o alfa consegue fazer, também não representa a média.

Em ambos os casos as médias serão inferiores, mas serve como comparativo.
 
Vocês falam e bem na modernização da linha do Norte para maximizar o potencial do Alfa. Até aí estamos de acordo, o problema é que a linha do Norte tem uma série de estrangulamentos e o facto da maioria da mesma se inserir em zonas urbanizadas não abona muito a favor de que a sua modernização seja um investimento extremamente viável. Portanto, sim, um projeto novo e bem estruturado, obviamente de alta velocidade, porque tal como eu não renovo a minha casa com caixilharia dos anos 60 também o estado não deve investir em tecnologia obsoleta. Para não falar que o alfa, pese embora um excelente veículo, não tem a eficiência dos novos comboios de alta velocidade. A fobia ao investimento público, estigmatizado em parte pelo TGV, é patente no povo português, mas é algo, no meu entender, inevitável.

Imagino então que circules num segmento F novo e não num utilitário, certo? Se existe melhor, para quê gastar menos?

Não vejo fobia a investimento público, vejo sim fobia a mau investimento.

A solução actual está longe de estar esgotada. Mais depressa se justificaria um novo aeroporto, penso eu.
 
Eu gosto de viajar de comboio, pela comodidade poder ir a trabalhar no computador, ..., mas esta teoria dum TGV, não tem o mínimo senso, arranjem tudo para uma linha que dê para os 220 Km/h do Alfa, e chega e sobra para um pequeno País como Portugal, os Alfas aceleram durante uns minutos dai a pouco estão a travar.
 
O TGV não tem justificação em Portugal por vários motivos, económicos, geográficos e demográficos.

Muito menos faz sentido um Governo que não consegue concluir a melhoria da linha norte (Lx-Porto), não consegue manter a manutenção de comboios com um mínimo de operacionalidade, vir falar em contruir um linha de TGV, quando nos caminhos de ferro existem outras prioridades. Agora já se conhece a apetência do PS, em celebrar contratos chorudos com empreiteiros, arrecadar M€ para o PS, quem vier a seguir que pague a conta (mesmo que não haja obra, ou que ela derrape).

Na prática é isto...:sh)
 
Uma potencial Linha de alta velocidade entre Lisboa e Porto seria muito bem vinda. Teria rentabilidade seguramente e ganhos a vários níveis.

Mas já me contentava com uma reformulação da linha do Norte de maneira a que os nossos Alfas pudessem circular acima dos 200 km/h na maior parte do percurso. É que continuar como está é desperdiçar o potencial destes comboios.
 
Uma potencial Linha de alta velocidade entre Lisboa e Porto seria muito bem vinda. Teria rentabilidade seguramente e ganhos a vários níveis.

Mas já me contentava com uma reformulação da linha do Norte de maneira a que os nossos Alfas pudessem circular acima dos 200 km/h na maior parte do percurso. É que continuar como está é desperdiçar o potencial destes comboios.

Tens actualmente pouco mais de 6 milhões de passageiros no longo curso.

Só para pagar uns 5 mil milhões de investimento, e para amortizar em 30 anos, falamos em cerca de 30 euros por passageiro/viagem acrescido de todos os custos de manutenção e operação. Facilmente vejo a média de bilhetes a terem de se mandar para cima de 60 euros. Madrid Barcelona no AVE custa cerca de 75 euros por exemplo.

Ou seja, falamos em facilmente duplicar o preço dos bilhetes para poupar uma meia hora de viagem ou pouco mais, grosso modo. Boa sorte com isso.
 
Discutir dados de economia com pessoas de tendência política à esquerda é inútil.

O TGV deve existir porque sim.

Já comboios concessionados a privados não.

Esta mentalidade sim, é que nunca vai mudar em Portugal.

Já agora, um pequeno aparte sobre 2 situações, que mostra onde o estado está a poupar o dinheiro.

Na IC17, em frente ao Dolce Vita Tejo, está uma cratera no viaduto por reparar há 6 meses.

No IP6, em Óbidos, o trânsito está alternado, também devido a um abatimento. Há mais de 2 anos.
 
Tens actualmente pouco mais de 6 milhões de passageiros no longo curso.

Só para pagar uns 5 mil milhões de investimento, e para amortizar em 30 anos, falamos em cerca de 30 euros por passageiro/viagem acrescido de todos os custos de manutenção e operação. Facilmente vejo a média de bilhetes a terem de se mandar para cima de 60 euros. Madrid Barcelona no AVE custa cerca de 75 euros por exemplo.

Ou seja, falamos em facilmente duplicar o preço dos bilhetes para poupar uma meia hora de viagem ou pouco mais, grosso modo. Boa sorte com isso.

Mas porquê amortizar o custo total em 30 anos? Por acaso alguma infraestrutura do género é paga com o custo dos bilhetes? As autoestradas vão se pagar todas como? Com os carros que lá passam ou com a ajuda do estado nas PPP? A infraestrutura sendo construída durará muito mais que os 30 anos e os ganhos vão além daquilo que se recebe em bilhetes. Um dos ganhos seria eliminar a ponte aérea da TAP, angariando mais 1M de passageiros por ano para a ferrovia o que ia contribuir também para o alívio em termos de movimentos nos aeroportos.

A linha deve cobrir os custos operacionais nos quais se incluem a "portagem" paga à IP pela utilização da infraestrutura. Esta ligação facilmente cobriria esses custos.

O preço será aquele que o mercado ditar. Em França já existe o TGV low cost tal como na aviação.
 
Discutir dados de economia com pessoas de tendência política à esquerda é inútil.

O TGV deve existir porque sim.

Já comboios concessionados a privados não.

Esta mentalidade sim, é que nunca vai mudar em Portugal.

Já agora, um pequeno aparte sobre 2 situações, que mostra onde o estado está a poupar o dinheiro.

Na IC17, em frente ao Dolce Vita Tejo, está uma cratera no viaduto por reparar há 6 meses.

No IP6, em Óbidos, o trânsito está alternado, também devido a um abatimento. Há mais de 2 anos.


2018:

https://www.dn.pt/pais/interior/ic1...o-devido-a-abatimento-de-terras-10338618.html
 
Discutir dados de economia com pessoas de tendência política à esquerda é inútil.

O TGV deve existir porque sim.

Já comboios concessionados a privados não.



Claro que sim! E urgentemente![:)]
Os de esquerda não querem o TGV, mas o de direita não quer comboios privados. Bate certo.
 
Última edição:
Mas porquê amortizar o custo total em 30 anos? Por acaso alguma infraestrutura do género é paga com o custo dos bilhetes? As autoestradas vão se pagar todas como? Com os carros que lá passam ou com a ajuda do estado nas PPP? A infraestrutura sendo construída durará muito mais que os 30 anos e os ganhos vão além daquilo que se recebe em bilhetes. Um dos ganhos seria eliminar a ponte aérea da TAP, angariando mais 1M de passageiros por ano para a ferrovia o que ia contribuir também para o alívio em termos de movimentos nos aeroportos.

A linha deve cobrir os custos operacionais nos quais se incluem a "portagem" paga à IP pela utilização da infraestrutura. Esta ligação facilmente cobriria esses custos.

O preço será aquele que o mercado ditar. Em França já existe o TGV low cost tal como na aviação.
Então a tua sugestão é meter dinheiro a fundo perdido como uma ppp seja ou não rentável?

Não, obrigado.
 
Não é preciso tgv o pais é pequenino.
O que é preciso é compor o que temos e fazer uma linha a atravessar o pais pelo centro:
09c75ec528bdb5a643a6fdd6d39062da.png

E ligar a Linha do douro a espanha.

Seria então: Bragança, Chaves , Vila Real, Régua (ligação ao porto, pocinho e espanha), Lamego, Castro Daire, Viseu ( ligaçao a linha da beira alta) ---» coimbra ---»lisboa
 
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