A bold.
Mas tu gostas muito de pegar em pintelhices, um gajo tem de explicar tudo ao pormenor. Parece-me evidente para qualquer pessoa que leia o meu texto que não há que bater nos pilotos que não estão a alinhar nesta greve estúpida, mas tu só lá vais com meia dúzia de "disclaimers":sh)
Pois, pois...
Vê lá tu a inflexão do teu discurso, depois do que eu referi:
não há que bater nos pilotos que não estão a alinhar nesta greve estúpida
Aqui não foi inflexão, foi uma constatação:
Casque-se também no Fernando Pinto, obviamente.
E depois do endeusamento à TAP, que voa para mais de 100 destinos:
Tens portanto uma administração que não presta e uma parte dos pilotos gananciosa e com reivindicações irrealistas. É varrer aquilo tudo de alto a baixo e das cinzas nascerá algo melhor.
E eu é pintelhices... [

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Vamos lá debater as coisas convenientemente e com rigor (e não andar a trocar as coisas a meio da situação).
1- Não se pode culpar os pilotos desta greve. A maioria deles estão a trabalhar, se calhar estão a trabalhar com sobrecarga horária (dentro do razoável e do que é das regras deles). Os heróis desta história são os pilotos. E genericamente pode-se dizer os pilotos, mesmo que alguns (uma minoria deles) sejam os vilões desta história. Globalmente estamos a assistir a um grande esforço da parte de diversos trabalhadores (a nível da logística isto deve ser uma dor de cabeça do caraças...), das tripulações e sim, dos pilotos que não estão a fazer a greve.
2- Agora os grevistas. É um direito deles. Ponto! E o motivo é: tinhamos um acordo, que perante as nossas reivindicações, nos consignava determinados direitos. Se o acordo afinal era ilegal, isso é outra coisa. Porque uma coisa é certa, houve quem (o Cravinho) lhes tenha atendido a esses direitos. Portanto assinou, atestou (os direitos, não o acordo, porque esse então foi considerado inconstitucional). Agora houve uma declaração de reconhecimento de direitos aos pilotos da TAP. Consideres tu, ou eu, injusto ou não. Mas também disso ainda, nem tu falaste, nem ninguém falou. Portanto vou considerar que esses direitos eram legítimos. Só que o acordo que foi assinado era ilegal. Portanto só tinham era que sentarem-se à mesa com os pilotos e dizer: meus amigos, conforme nossa reunião anterior, nós reconhece-mo-vos esses direitos, mas temos que chegar a outro acordo, porque o anterior era descaradamente inconstitucional!". Isso até hoje não foi feito e portanto estavamos perante uma bomba relógio, como é bem evidente.
3- A administração, o presidente, os sucessivos governos, não tiveram a coragem de levantar a lebre. Até mesmo este, que agora o faz, faz em final de mandato. Deve ser para partilhar as responsabilidades políticas com o próximo. Entretanto o Cavaco, pede ajuda ao Divino. Sim porque já nem o Espírito Santo lhe vale! Não resisti! Este presidente, do qual tu nada "cascaste" até eu ter dito o que disse, está sendo pago a peso de ouro! Sabes muito bem disso. O objetivo principal dele, era um, preparar a empresa para a privatização. Fez algumas coisas positivas, isso também o reconheço. Mas caramba, um gajo pago a peso de ouro, tinha que ter feito, muito, mas muito mais. Se não tinha condiçõs, despedia-se. Isso era tê-los no sítio. Ele sabia muito bem que tinham sido reconhecidos direitos aos pilotos, que o acordo de nada valia e que os pilotos iam-se mandar ao ar.
4- Ainda não percebi porque é que os pilotos da PGA estão a aderir em maior percentagem do que os da TAP. Isso intriga-me bastante. Ora se o acordo (ou o reconhecimento de direitos) foi celebrado, antes da fusão da companhia, porque é que eles se sentem mais prejudicados do que os da TAP? Isso intriga-me bastante. E de todo este contexto, é das poucas coisas que ainda não tenho resposta.
Peço desculpa pelos preciosismos (conforme tu lhes chamarás) mas o tema é tão vasto que as imprecisões levam a deturpações.
Neste momento todos os trabalhadores, tripulações e pilotos que estão a trabalhar, são os principais heróis desta greve.
A administração, e todos os governos é que são os principais culpados por esta greve.
Dois parágrafos, tudo resumido. [

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