Suícidio. Porquê?

Acabar com a própria vida é um dos maiores paradoxos da existência humana. Jamais parece encontrar-se um fundamento válido para o fenómeno. No entanto, apesar de todo o progresso tecnológico e civilizacional, o suicídio tem aumentado de forma assustadora, não destrinçando a origem social, económica ou cultural.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, estima-se que três milhares de homens e mulheres, diariamente, decidem, neste planeta, colocar um termo à existência. Em Portugal, o suicídio é a fundamental causa de óbito não natural, com predominância na faixa etária dos 15 aos 24 anos, tendo já ultrapassado os acidentes de viação, outrora a causa mor. Idêntico dado singular, é o facto de que as mulheres tentam 4 vezes mais do que os homens o acto em causa, mas os homens são triplamente mais eficazes do que elas, quando tentam fazê-lo, o que acaba por contrapesar a sombria balança.
Os alicerces do suicídio encontram-se em agentes variados: depressões profundas e continuadas, transtornos da alimentação (anorexia ou bulimia), estados mais graves de afastamento da realidade, dependências de tóxicos e de álcool, sentimento de ser um encargo ou incómodo, desânimo incessante, dificuldades familiares, problemas escolares, tentativas anteriores de pôr termo à vida, obstáculos laborais, contrariedades sentimentais, reveses financeiros, enfermidades corporais crónicas, estados de enorme isolamento social e, frequentemente, a suspeita de que se é o único do mundo a sofrer daquela forma, o que intrapsiquicamente faz parecer obsoleto procurar ajuda. Por vezes, mais do que um destes factores cooperará no estabelecimento da fatal decisão.
Com o advento da proliferação em massa das tecnologias de comunicação, incluindo as redes sociais e a generalização da internet, sobrevêm perigos acrescidos. Não porque estes utensílios modernos sejam perniciosos em si, mas porque se ampliam as possibilidades dos indivíduos em risco, para o bem e para o mal. Tanto é mais acessível encontrar fontes de auxílio, como são desimpedidas as vias para o intercâmbio de patologias e depressões, amplificando-as. Por outro lado, em vários casos já documentados, a divulgação de casos de suicídio gera um fenómeno de imitação, especialmente quando a vítima é célebre, o que nos faz deter para meditar na sociedade da informação.
De que forma podemos ajudar a regredir esta fatalidade? Aumentando o nosso estado de alerta, de vigilância, de atenção. Observando indícios de tristeza, isolamento, mudanças de humor intrigantes, diálogos sobre a temática da morte, desmazelo continuado, desespero, depressão, murmúrios ou ameaças de suicídio, más notas ou maus resultados sucessivos.
Há menos de 2 meses, no Reino Unido, uma jovem de 21 anos, Vicky Harrison, matou-se com uma overdose de remédios, após ter experimentado mais de 200 tentativas fracassadas de arranjar emprego. Como estaria ela agora se alguma figura próxima tivesse reconhecido o perigo em que se encontrava e tivesse soado o alarme? Certamente terão sobrevindo preocupantes indícios que foram invariavelmente negligenciados.
A partir do momento em que se identifica alguém em risco de cometer suicídio, deve ser procurada ajuda de forma imediata. Perante estruturas psicológicas que se encontram profundamente afectadas, poderá ser necessário recorrer ao uso de fármacos, ou até ao internamento, designadamente se existem planos e meios disponíveis para consumar o acto, ou se for estimado que a família da pessoa em risco não conseguirá envolver-se de forma proveitosa na recuperação do seu parente perigosamente perturbado. Em muitos casos, o acompanhamento psicoterapêutico regular terá efeitos benéficos manifestos, pois quando alguém crê que a própria extinção é a única saída, necessita de apoio para encontrar uma sã alternativa.
Por último, mas não menos importante, toda a gente pode ajudar, sobretudo se souber distinguir que, para quem está a correr um risco desta natureza, o mais relevante não é que alguém o ame ou compreenda, mas sim que se sinta amado e compreendido.

Suicídio – modo de recusar

O suicídio é a principal causa de morte não-natural no país, tendo ultrapassado o número de mortes na estrada. O facto verifica-se desde 2006, ano em que os suicídios consolidaram o primeiro lugar nas causas de morte não-naturais, o que pode ser justificado pela diminuição de vítimas mortais nos acidentes de viação.
De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2008 registaram-se 1035 suicídios e 776 mortes na estrada devido a acidentes de viação, informa o «Público». Este ano, o número de suicídios aumentou para 1195, contra 1135 vítimas de acidentes na estrada. A taxa de suicídios em Portugal encontra-se dentro da média europeia.
Um especialista em saúde mental, Pedro Frazão, sustentou que é necessário «olhar para os números com muita prudência, para não cairmos em alarmismos sociais». A crise económica é apontada como uma das possíveis causas do aumento dos suicídios. Os homens tendem a suicidar-se mais do que as mulheres, optando também por métodos mais violentos.
De acordo com os especialistas, os números avançados poderão não corresponder à realidade, devido a falhas na contagem e falta de rigor nos registos. Carlos Braz Saraiva, professor de Psiquiatria e autor de vários livros sobre o suicídio, alegou que «os dados do suicídio em Portugal não são muito rigorosos».

Suicídio mata mais portugueses que as estradas > Sociedade > TVI24
 
Uma vez vi um estudo que uma pessoa quando se suicida atirando-se de um penhasco a meio arrepende-se.


Eu fez ontem um ano que o meu avô com que vivia se suicidou, mas a mim não me afectou muito, sou uma pessoa algo fria e se ele o fez teve as suas razões e é porque queira aquilo. [;)]
Ficava pior se o tivesem morto num assalto ou atropelado, agora sendo uma decisão dele para mim é melhor.
Sei que é dificil perceber este meu ponto de vista, mas sou assim mesmo [;)]

Pior aconteceu aqui no Montijo um pai que de noite matou a mulher, depois a filha de 20 anos, de seguida a de 9 e depois matou-se a ele, isto tudo com caçadeira.
A filha mais velha conhecia +ou- e a mãe e pai custumavam ir ao Modelo onde eu trabalhava na altura..
Isso sim mete-me pena porque ambas as filhas e mulher não tinham culpa da frustação dele..
 
Não passa um único dia em que não pense em por termo á vida.

Quero algo limpo, eficaz, indolor ( sou uma cobarde , mas se não o fosse não quereria o suicídio ).

Em 3 anos já pesquisei e penso ter encontrado o método, que no entanto quando olho para os meus filhos desaparece momentaneamente a vontade.

Estou cansada, desiludida, sinto que falhei na vida.

Mas felizmente tenho a minha ancora, que são os meus filhos. E a coisa vai passando, mas qualquer dia, pode despoletar algo e acabo com isto.
 
Não passa um único dia em que não pense em por termo á vida.

Quero algo limpo, eficaz, indolor ( sou uma cobarde , mas se não o fosse não quereria o suicídio ).

Em 3 anos já pesquisei e penso ter encontrado o método, que no entanto quando olho para os meus filhos desaparece momentaneamente a vontade.

Estou cansada, desiludida, sinto que falhei na vida.

Mas felizmente tenho a minha ancora, que são os meus filhos. E a coisa vai passando, mas qualquer dia, pode despoletar algo e acabo com isto.
Procura um médico, mesmo que não seja para tomar remédios, poderes falar com um estranho de confiança é excelente, há coisas que não podes dizer ao ter marido, as tuas crianças porque são injustas e são mentira, mas é o que sentes, derivam do que estás agora a passar e mesmo que eles percebam isso vai os afectar e muito.
E falar de coisas assim sabe tão bem, especialmente com alguém que sabe fazer as perguntas certas.
Eu sei bem o que é isso!!!!!!!!!!!!!
Ires para a cama às 9 da noite de sábado noite e olhares para o tecto negro da noite e fantasiares acerca dos cinco minutos que levam a preparar as coisas vezes e no final voltas ao início, está na hora do almoço chamam-te para comeres foi uma noite inteira nisto sem dormir um minuto sequer!
Não consegues prestar atenção às coisas, pode começar com pequenas distracções insignificantes e pode acabar tão grave que tens dificuldade em falar e ao ouvir o final uma pequena frase já te esqueceste do início.
As vezes só te apetece estar sozinha outras vezes doí e doí imenso saber que existe humanos, ouvir e só queres é estar horas a olhar para o vazio de um quarto negro sem um único raio de luz.
etc
etc
etc
Não estás sozinha, não és a única com estes problemas...
 
Não passa um único dia em que não pense em por termo á vida.

Quero algo limpo, eficaz, indolor ( sou uma cobarde , mas se não o fosse não quereria o suicídio ).

Em 3 anos já pesquisei e penso ter encontrado o método, que no entanto quando olho para os meus filhos desaparece momentaneamente a vontade.

Estou cansada, desiludida, sinto que falhei na vida.

Mas felizmente tenho a minha ancora, que são os meus filhos. E a coisa vai passando, mas qualquer dia, pode despoletar algo e acabo com isto.

Patalogika espero que não passe de pensamentos. Por vezes somos questionados inúmeras vezes com perguntas ás quais não temos resposta. Os problemas acumulam-se e as dúvidas se vale apena a vida também.

Eu próprio, que NUNCA pensei no suícidio, questiono-me se fiz as escolhas certas ao longo dos meus 32 anos. Provavelmente fui demasiado passivo quando atravessava a altura de definir a minha vida. Levei a altura da escola muito a brincar sem nunca ter a noção de saber o que queira realmente ser. Os anos foram passando e sonhos de ser modelo, actor ou algo relacionado com as artes foram ficando para trás, principalmente devido ao meu feitio, demasiado envergonhado de me expôr. Sempre fui assim, muito na minha quando não conheço as pessoas e depois completamente diferente quando as conheço. Por isso as pessoas dizem-me que numa 1a abordagem pareço antipático mas depois sou complatamente diferente. E este meu lado pacato castrou-me a iniciativa de tentar o sonho. Lá fiquei com o 12.ano e enveredei por trabalho típico de escritório, ou Call Center. O suporte financeiro da família também não me podia ajudar numa tentativa de tentar o sonho, pois os pensamentos para tal ocorreram várias vezes ao longo dos meus vintes...as despesas foram aparecendo (carro,etc...) e foi esmorecendo.

Agora com 32 anos e namorando há 13 anos a minha mulher precisei de estabilidade financeira e laboral. Sou Agente Aeroportuário em Lisboa e se me perguntares se era isso que pensava que ia ser a minha vida, eu respondo-te que não não era. Mas a vida assim o ditou, não estava predestinado para tal. Talvez não fosse essa a minha sina. Será que tivesse tentado estaria agora diferente? Nunca saberei, o tempo não volta para trás e sofremos as consequências das nossas fustrações passadas...

Mas no entanto considero-me feliz porque se aqui estou desta forma foi porque eu quis! Se alguém terá a culpa serei eu e nunca a minha própria vida.

A vida é demasiado curta para nós fustradamente a encurtarmos ainda mais! A única certeza é a morte. A grande dúvida é o que há depois. Como não sei a resposta, o melhor é aproveitar o momento e saboreá-lo!

Uma das coisas que o Grande António Feio disse foi : "...não deixem nada por dizer, nada por fazer..." e eu aí falhei porque deixei muita coisa por dizer e muita por fazer! Agora é tentar inverter isso!

Espero que o meu testemunho te ajude a amar a vida porque ela é preciosa e única, e principalmente só NOSSA!
 
Não passa um único dia em que não pense em por termo á vida.

Quero algo limpo, eficaz, indolor ( sou uma cobarde , mas se não o fosse não quereria o suicídio ).

Em 3 anos já pesquisei e penso ter encontrado o método, que no entanto quando olho para os meus filhos desaparece momentaneamente a vontade.

Estou cansada, desiludida, sinto que falhei na vida.

Mas felizmente tenho a minha ancora, que são os meus filhos. E a coisa vai passando, mas qualquer dia, pode despoletar algo e acabo com isto.

Credo. Já pensaste que, muito provavelmente, estás apenas deprimida? Se assim for, basta que procures a ajuda especializada, que te ajudará a reencontrar a calma e a tranquilidade e a ver a vida com outras cores. Não esqueças que os períodos em que a pessoa se está a tratar têm dias penosos, mas são fases de crescimento e de descoberta.

Há uma vida para viver. Se a pessoa for feliz, então a vida ainda é melhor.
 
Uma vez vi um estudo que uma pessoa quando se suicida atirando-se de um penhasco a meio arrepende-se.


Eu fez ontem um ano que o meu avô com que vivia se suicidou, mas a mim não me afectou muito, sou uma pessoa algo fria e se ele o fez teve as suas razões e é porque queira aquilo. [;)]
Ficava pior se o tivesem morto num assalto ou atropelado, agora sendo uma decisão dele para mim é melhor.
Sei que é dificil perceber este meu ponto de vista, mas sou assim mesmo [;)]

Pior aconteceu aqui no Montijo um pai que de noite matou a mulher, depois a filha de 20 anos, de seguida a de 9 e depois matou-se a ele, isto tudo com caçadeira.
A filha mais velha conhecia +ou- e a mãe e pai custumavam ir ao Modelo onde eu trabalhava na altura..
Isso sim mete-me pena porque ambas as filhas e mulher não tinham culpa da frustação dele..

Realmente é muito difícil de compreender, mas cada um é como é.

Não passa um único dia em que não pense em por termo á vida.

Quero algo limpo, eficaz, indolor ( sou uma cobarde , mas se não o fosse não quereria o suicídio ).

Em 3 anos já pesquisei e penso ter encontrado o método, que no entanto quando olho para os meus filhos desaparece momentaneamente a vontade.

Estou cansada, desiludida, sinto que falhei na vida.

Mas felizmente tenho a minha ancora, que são os meus filhos. E a coisa vai passando, mas qualquer dia, pode despoletar algo e acabo com isto.

Procura ajuda, seja o que for, mas tenta dar um chuto nesse caminho, porque estás num caminho que não é bom.

É sempre ler algo como tu escreveste, mas muda o que for preciso, pois isso não é solução seja para o que for!
 
Não passa um único dia em que não pense em por termo á vida.

Quero algo limpo, eficaz, indolor ( sou uma cobarde , mas se não o fosse não quereria o suicídio ).

Em 3 anos já pesquisei e penso ter encontrado o método, que no entanto quando olho para os meus filhos desaparece momentaneamente a vontade.

Estou cansada, desiludida, sinto que falhei na vida.

Mas felizmente tenho a minha ancora, que são os meus filhos. E a coisa vai passando, mas qualquer dia, pode despoletar algo e acabo com isto.

Acho tens de esperar que os teus filhos sejam maiores.
Muitas vezes os miúdos não regam muito bem a suicídio dos pais e acabam por ter umas vidas bem piores.

Não me faz diferença nenhuma que tu te querias suicidar, cada um sabe da sua vida. Mas tenho muita pena dos teus filhos e de pensar na forma como eles podem ficar depois.

Portanto aguenta-te nem que seja pela felicidade e bem estar deles, acho que deve valera pena não?
 
Não passa um único dia em que não pense em por termo á vida.

Quero algo limpo, eficaz, indolor ( sou uma cobarde , mas se não o fosse não quereria o suicídio ).

Em 3 anos já pesquisei e penso ter encontrado o método, que no entanto quando olho para os meus filhos desaparece momentaneamente a vontade.

Estou cansada, desiludida, sinto que falhei na vida.

Mas felizmente tenho a minha ancora, que são os meus filhos. E a coisa vai passando, mas qualquer dia, pode despoletar algo e acabo com isto.


Procura ajuda, alguém com quem desabafar, arranja distracções para não pensares mais nisso, se me permites e usando um pouco de humor, arranja um amante [:p], faz qualquer coisa.

Tudo para não pensares nisso e deixares os teus filhos sem ti [;)]
 
Não passa um único dia em que não pense em por termo á vida.

Quero algo limpo, eficaz, indolor ( sou uma cobarde , mas se não o fosse não quereria o suicídio ).

Em 3 anos já pesquisei e penso ter encontrado o método, que no entanto quando olho para os meus filhos desaparece momentaneamente a vontade.

Estou cansada, desiludida, sinto que falhei na vida.

Mas felizmente tenho a minha ancora, que são os meus filhos. E a coisa vai passando, mas qualquer dia, pode despoletar algo e acabo com isto.

Tu não queres pôr termo à vida... tu queres mudar de vida!

Sabes qual é o meu sonho???
Viver eternamente.

Gosto do meu trabalho???
Não.
Sou rico???
Não.
Sou bonito?
Normal.
Tenho casa própria???
Não.
Tenho filhos???
Não.
Sou facilmente sociável???
Não.
Confio nas pessoas???
Não.
Tenho objectivos de vida???
Não.

Sabes qual é a minha motivação???
Gosto de mim e sei que sou melhor que a maioria...
 
Tu não queres pôr termo à vida... tu queres mudar de vida!

Sabes qual é o meu sonho???
Viver eternamente.

Gosto do meu trabalho???
Não.
Sou rico???
Não.
Sou bonito?
Normal.
Tenho casa própria???
Não.
Tenho filhos???
Não.
Sou facilmente sociável???
Não.
Confio nas pessoas???
Não.
Tenho objectivos de vida???
Não.

Sabes qual é a minha motivação???
Gosto de mim e sei que sou melhor que a maioria...

Não concordo ir por aí...

Desde quando, as vidas podem ser comparáveis?...

[;)]
 
Simples!

Combinam a hora do suicidio, a partir daí...

Se for da nova geração, escrevem um sms a meio da queda. :sh)

O suicídio é todo o caso de morte que resulta directa ou indirectamente de um acto positivo ou negativo praticado pela própria vítima, acto que a vítima sabia dever produzir este resultado."

Emile Durkheim

Já assim dizia...

Mas que eu saiba, o suícidio só é contabilizado post mortem, enquanto isso, não passam de tentativas de suicidio.

[;)]
 
Em 2008 registaram-se 1035 suicídios em Portugal, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE). No mesmo ano, o Ministério da Administração Interna refere que terão ocorrido 776 mortes na estrada, na sequência de acidentes de viação. O suicídio consolida-se, desta forma, como a principal causa de morte não-natural. O fenómeno verifica-se desde há poucos anos e justifica-se com o aumento do número de óbitos por lesões autoprovocadas intencionalmente, mas, sobretudo, com uma diminuição nos números oficiais das vítimas mortais em acidentes de viação. No entanto, os especialistas alertam que podem existir falhas importantes no registo destes números.

O cadastro iniciado em 1960 mostra que, durante muitos anos, a primeira causa de morte não-natural no país foram os acidentes de viação, que, nos piores anos de 1975 e 1988, chegaram a somar um total de 2676 e 2534 mortos, respectivamente. A partir do ano 2000, os números começaram a ficar cada vez mais próximos e a primeira ultrapassagem dos suicídios foi em 2004. Neste ano, o INE reporta 1195 suicídios e o MAI 1135 mortos em acidentes de viação. Em 2005, uma ligeira descida dos suicídios (passaram para 910) dava o primeiro lugar aos mortos na estrada (1094). Porém, desde 2006 que os óbitos por lesões autoprovocadas intencionalmente ocupam o primeiro lugar nas causas de morte não-natural. De uma diferença mínima entre os 868 suicídios para as 850 mortes a lamentar nas estrada, em 2006, no ano seguinte o fosso alargava com o aumento de óbitos por lesões autoprovocadas intencionalmente (1014) e a manutenção da tendência descendente nas vítimas mortais em acidentes de viação (854).

Estes são os números crus. Mas os vários especialistas contactados pelo PÚBLICO referem que, dificilmente, estes serão os números reais. Segundo argumentam os profissionais de saúde mental, faltará contabilizar alguns dos registo efectuados pelo INE ao abrigo da "mortalidade por sintomas, sinais, achados anormais e causas mal definidas". É que, explicam, algumas das mortes de causa indeterminada poderão ser atribuídas a suicídio. Segundo o INE, mais uma vez, a taxa deste tipo de mortalidade sem uma causa definida em 2008 ascende aos 64,5 por cem mil habitantes, enquanto, no mesmo exercício estatístico, os suicídios se ficam pelos 7,9 por 100 mil habitantes.

Por outro lado, o registo das vítimas mortais em acidentes de viação também poderá estar aquém do que realmente se passa nas estradas do país. É que apenas este ano começou a contar para as estatísticas o número de vítimas com ferimentos graves que acabam por morrer no hospital nos 30 dias seguintes ao acidente de viação. É a chamada contagem "de mortos a 30 dias" adoptada internacionalmente. Até agora, oficialmente, as autoridades portuguesas contabilizavam apenas os mortos no local do acidente ou a caminho do hospital. Para obter um total mais fidedigno e próximo da União Europeia, onde já se registam os "mortos a 30 dias", as autoridades acabam por aumentar o valor em 14 por cento.

A taxa oficial de suicídio em Portugal está dentro da média europeia. Nos anos 90 notou-se um decréscimo do número de suicídios, que chegaram aos 519 em 2000 (o mais baixo valor registado desde 1960). Hoje, são o dobro. Segundo os dados oficiais, há países europeus com taxas bastante mais elevadas, como é o caso, por exemplo, dos países de Leste ou a Alemanha. No Sul da Europa, Portugal surge nos países com mais alta taxa, em grande parte devido ao elevado número de suicídios de idosos, a sul do Tejo. Os homens suicidam-se mais do que as mulheres e se o género feminino opta por intoxicação medicamentosa, o masculino parece preferir métodos mais violentos como o enforcamento, as armas de fogo ou, sobretudo nas zonas rurais, o envenenamento com pesticidas. Mas será na adolescência que se registam mais tentativas de suicídio.

Suicídio é a causa de morte não-natural mais comum no país - Sociedade - PUBLICO.PT

Assim se vê o descrédito dado a este tipo de acções, é preferivel ocultar isto de deixar que continuem a ocorrer vitmimas destes actos, é lamentável, a sensibilização e prevenção no plano rodoviário, e falta actução em minimizar as vitimas que possam ocorrer neste meio, e pela taxa apresentada, se desvaloriza o que agora nos ultrapassa na ocorrencia de mortes não naturais.

Que continue acorrer isto e não se aposte na formação e técnicas de persuação a quem revela comportamentos suicidas e por fim olhamos para esta estatisca.

Lamentável será também uma sociedade que vai de arrasto ao que se critica o que se passa nas nossas estradas e não tem um ponto critico sobre as autoridade na forma de combater estes numeros, assim é preferivel dar-nos conta de que nada ocorre e ocultarmos o que se vai passando, assim digo que andamos com prioridades trocadas.

Que isto continue ocorrer até que demais instituições comecem a reconhecer todo o problema e na altura de actuar seja tarde demais.

Lamentável na noss comunicação social não haja formas de prevenção, aposta de informar pessoas a lidar com estes casos, e em muitas intituições se vá reduzindo profissionais de forma a tentar minimizar a elevação de números ao que se apresenta e assim racioalizando os seus custos.

Nada me supreende no meio disto tudo, não prevejo mudanças enquanto não houver uma mentalidade que priorize estes problremas, e começe actuar no terreno, então que assim se vá perdendo vidas humanas que ao que parece não merece o minimo crédito pelo que aparenta no meio disto tudo.
 
Escrevo , apenas escrevo ....

Não sei que fazer, as forças faltam, o coração aperta, o grito que me vai dentro é insuportavel, os olhos doem de fazer força para não chorar.

Quando se consegue recompor minimanente a vida, ou apanhar os cacos e tentar colar mal os mesmos, tudo se volta contra nós, o tempo aperto, os prazos são minimos, a pressão imensa.

Tudo se volta contra mim, tento e volto a tentar, mas não suporto o olhar de desprezo, o olhar de que falhei mais uma vez.

Sinceramente .... começo a ficar entorpecida e com vontade de que tudo seja um sonho e que vagamente ao fechar os olhos tudo desvaneça.

Tenho 10000001 forças para continuar, mas ..... estou farta e cansada. :(
 
Escrevo , apenas escrevo ....

Não sei que fazer, as forças faltam, o coração aperta, o grito que me vai dentro é insuportavel, os olhos doem de fazer força para não chorar.

Quando se consegue recompor minimanente a vida, ou apanhar os cacos e tentar colar mal os mesmos, tudo se volta contra nós, o tempo aperto, os prazos são minimos, a pressão imensa.

Tudo se volta contra mim, tento e volto a tentar, mas não suporto o olhar de desprezo, o olhar de que falhei mais uma vez.

Sinceramente .... começo a ficar entorpecida e com vontade de que tudo seja um sonho e que vagamente ao fechar os olhos tudo desvaneça.

Tenho 10000001 forças para continuar, mas ..... estou farta e cansada. :(


Se isto que escreves é sincero e verdadeiro.....pensas nos teus filhos e segue os conselhos que estão nos posts acima e que surgiram após o teu anterior post...PEDE AJUDA a um médico, preferencialmente da área da Psicologia/Psiquiatria.
Não deixes que esta situação te traga ainda mais sofrimento.


Desculpa se duvidei do que escreves....
 
Escrevo , apenas escrevo ....

Não sei que fazer, as forças faltam, o coração aperta, o grito que me vai dentro é insuportavel, os olhos doem de fazer força para não chorar.

Quando se consegue recompor minimanente a vida, ou apanhar os cacos e tentar colar mal os mesmos, tudo se volta contra nós, o tempo aperto, os prazos são minimos, a pressão imensa.

Tudo se volta contra mim, tento e volto a tentar, mas não suporto o olhar de desprezo, o olhar de que falhei mais uma vez.

Sinceramente .... começo a ficar entorpecida e com vontade de que tudo seja um sonho e que vagamente ao fechar os olhos tudo desvaneça.

Tenho 10000001 forças para continuar, mas ..... estou farta e cansada. :(

Patalogika, pelo amor de Deus, pensa nos teus filhos. Sei que é facil falar e dizer que existem pessoas em piores situacoes, mas existem.
Procura ajuda psicologica, desabafa com quem possas, tentar ver o lado positivo, mas por favor afasta esta ideia do teu pensamento.

A vida tem coisas belas, é um belo dom que nos foi dado. O que seria dos teus filhos? Olha o trauma que lhes darias... Pensa e repensa. Quando te sentires assim, vem ao forum desabafar que logo te animamos
 
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