Considerações históricas sobre o suicídio segundo Durkheim
Considerações históricas sobre o suicídio segundo Durkheim
Desde o século XVIII o suicídio vinha sendo tratado como um problema de ordem moral, para mais adiante, no século XIX, ser visto como um crescente problema social o que exigia uma explicação. Para o filosófo Durkheim, o tema suicídio dava a possilbilidade ímpar de poder demostrar os princípios estabelecidos em seu tratado metodológico, criado em 1895, As Regras do Método Sociológico. Para ele constituía um exemplo bastante significante para estabelecer a compreensão científica da sociologia como uma disciplina independente.Explicar um evento individual que parecia depender quase exclusivamente de factores pessoais, psicológicos, mas que expressava uma forma de dissolução dos laços que unem os homens, possibilitava entender quais os laços que os levam a associarem-se.
Durkheim realiza um extenso trabalho sobre suicídio delimitando e discutindo seu conceito na Obra O Suicídio, publicado em 1897. "Chama-se suicídio todo o caso de morte que resulte directa ou indirectamente de um acto positivo ou negativo, praticado pela própria vítima, sabedora de que devia produzir esse resultado" (Durkheim, 1982:16). O filósofo francês diz que o suicídio torna-se objecto de interesse da sociologia, pois questiona que o suicídio depende exclusivamente de factores individuais e que a sua explicação cabe na psicologia. "…se em lugar de vermos no suicídio apenas eventos particulares, isolados uns dos outros e que exijam , cada um deles examine em separado, consideramos o conjunto dos suicídios cometidos em dada sociedade durante um dado espaço de tempo, vimos a verificar que o total assim obtido não é a simples soma de unidades independentes, um todo de coleção, mas que é novo sui generis, com unidade e individualidade, pois com sua natureza própria,e que, além disso, essa natureza é eminentemente social" (Durkheim, 1982:18). Durkheim ainda diz que cada sociedade tem um momento na sua história uma predisposição defina para o suicídio.
Nesta obra, Durkheim dedica toda a primeira parte a factores extra-socias como loucura, raça, hereditariedade, clima, temperatura, sazonalidade e a imitação. O filósofo refere tipos de suicídio, tais como suicídio maníaco, melancólico, obsessivo, impulsivo e automático e a sua conclusão é que não existe nenhum estado psicopático que mantenha com o suicídio uma relação regular e incontestável. Da mesma maneira, não encontra relação com os estados psicológicos normais, raça e hereditaridade, nem com factores cósmicos e imitação.
Durkheim segue o seu estudo, e disserta causas sociais e tipos sociais, dividindo o tema em partes: método para determinar as causas e os tipos sociais; os diversos tipos de suicídio: egoísta, altruísta e anômico; conclusão, com uma classificação morfológica sobre formas individuais dos diferentes tipos de suicídio. Assim esta parte do estudo de Durkheim torna-se o cerne de sua proposta que fica claramente definida quando afirma que: "Concluímos, de facto, que existe, para cada grupo social, uma tendência específica ao suicídio que nem a constituíção orgânico-psíquica dos indivíduos nem a natureza do ambiente natural explicam. Resulta disso, por eliminação, que essa tendência deve depender de causas sociais e constituir por si mesma um fenómeno colectivo; inclusivo, certos factos que examinamos, sobretudo as variações geográficas e periódicas do suicídio, nos levam expessamente a essa conclusão" (Durkheim, 1982:106).
Para entender o suicídio como fenómeno coletivo Durkheim diz :" teremos que entender encará-lo desde o início sob a forma colectiva, isto é, através de dados estatísticos. A taxa social é o que temos de tomar directamente por objecto de análise; é preciso ir às partes". Conclui então o seguinte: " Para isso, deixando de lado, por assim dizer, o indivíduo enquanto indivíduo, seus motivos e suas ideias, indagaremos imediatamente quais são os estados dos diferentes meios socias (credos religiosos, famílias, sociedade política, grupos profissionais etc.), em função dos quais o suicídio varia. Só depois, voltando aos indivíduos, estudaremos de que modo essas causas gerais se individualizam para produzir os efeitos homicidas por elas implicados" (Durkheim, 1982:112).
Ao analisar os três tipos de suicídio, que é o ponto central da sua pesquisa, Durkheim na primeira parte, analisa e denomina de suicídio egoísta, estabelecendo três pressupostos: O suicídio varia na razão inversa do grau de integração da sociedade religiosa. O suicídio varia na razão inversa do grau de integração da sociedade política. Estuda então, as informações referentes ao número de suicídio entre os estados protestantes, mistos (católicos e protestantes), católicos, católicos gregos, concluindo que "em toda parte, sem excepção, há mais suicídios entre os protestantes do que entre os adeptos dos demais credos" (Durkheim, 1982:115). O autor explica que há diferenças entre as populações mais intelectualizadas e viverem nas cidades seria a razão de terem maior inclinação ao suicídio do que os participantes de outras religiões e, assim, ficarem alheios à religião que praticam. Porém, conservam, em vista de outras religiões, as mais baixas taxas. O abalo das crenças tradicionais, que tem como consequência a possibilidade de se multiplicarem as cisões. Assim conclui-se que o maior número de suicídios no protestantismo decorre do facto de que esta religião menos fortemente integrada do que católica. "A influência benfazeja da religião não se deve, pois, à natureza específica das concepções religiosas. Se ela preteje o homem contra o desejo de se destruir, não é porque lhe pregue, com argumentos peculiares, o respeito por sua pessoa, mas porque é uma sociedade". Explica também que " o que constitui essa sociedade é a existência de certo número de crenças e de práticas comuns a todos os fiéis, crenças que são tradicionais e, por conseguinte, obrigatórias". (Durkheim, 1982:129).
Em seguida Durkheim trata de dois aspectos relacionados ao suicídio: a vida da família e a sociedade política. Conclui que os celibatários se matam menos que os casados e procura confrontar esta obsevação de que o casamento e a vida familiar aumentam a probabilidade do suicídio. Durkheim então cria o que denominou coeficiente de preservação , número que indica quantas vezes é menor e chance de pessoas se suicidarem num grupo em comparação com outro considerando a faixa etária. Assim desenvolve quatro leis: 1) Os casamentos muito precoces têm uma influência agravante sobre os suicídios, sobretudo no que se refere aos homens. 2) A partir dos vinte anos, os cônjuges dos dois sexos se beneficiam de um coeficiente de preservação em relação aos celibatários. 3) O coeficiente de preservação dos casados em relação aos celibatários varia com os sexos. 4) A viuvez diminui o coeficiente dos cônjuges dos dois sexos, porém, o mais das vezes, não o suprime completamente. "A imunidade dos casados em geral se deve à influência da sociedade familiar, mas não à saciedade conjugal, que beneficia inteiramente os homens, e só em parte as mulheres" (Durkheim, 1982:143).
Por conseguinte, na terceira parte, Durkheim analisa à relação entre suicídio e sociedade. Estudando casos históricos, observa que o suicídio surge quando a velha organização da comunidade é abalada. "Não é à crise que se deve salutar influência(…), mas às lutas causadas pela crise. Forçando os homens a se unirem para enfrentar o perigo comum, o indivíduo pensa menos em si mesmo e muito mais na coisa comum. Compreende-se, de resto, que essa integração possa não ser meramente momentânea, mas sobrevida às causas que a suscitaram imediatamente, sobretudo, quando é intensa"(Durkheim 1982:161). O autor chega a conclusão geral que o suicídio vai variando opostamente do grau de integração dos grupos sociais a que pertence o indivíduo.
Declara que: "Quanto mais se enfraquece os grupos sociais a que ele (indivíduo) pertence,menos ele dependerá deles, e cada vez mais, por conseguinte dependerá apenas de si mesmo para reconhecer como regras de conduta tão-somente as que calquem nos seus interesses particulares. Se, pois, concordarmos em chamar de egoísmo essa situação em que o eu individual se afirma com excesso diante do eu social em detrimento deste último, podemos designar de egoísta o tipo particular de suicídio que resulta de uma individulização descomedida"(Durkheim, 1982:162).
Mais adiante quando trata do suicídio altruísta, Durkheim (1982:168) afirma:" Se, como acabamos de ver, uma individulização excessiva leva o suicídio, a individulização insuficiente produz os mesmos efeitos. Quando desligado da sociedade, o homem se mata facilmente, e se mata também quando está por demais integrado nela". Este tipo de suicídio para o autor é endêmico em sociedades inferiores, e em seguida depois de exemplificar com casos históricos, classifica-os em três categorias: 1) suicídios de pessoas que chegaram ao limiar da velhice ou adoeceram; 2) suicídios de mulheres por ocasião da morte do marido; 3) suicídios de clientes ou servidores ao ensejo da morte de seus chefes.
Conclui o autor que crises industriais como financeiras, como as da prosperidade, têm o mesmo resultado: aumentam os suicídios porque são crises, ou seja perturbações de ordem colectiva. Por ser um processo imediato, leva os indivíduosa não se ajustarem às novas condições. Para Durkheim actividades industriais e comerciais são as que registram mais suicídios, estando quase no mesmo nível que as carreiras liberais, ao passo que os índices são mais baixos na agricultura. Comparando patrões e empregados, afirma serem os primeiros mais atingidos que estes últimos.
Na parte em que estuda "Formas individuais dos diferentes tipos de suicídio", Durkheim (1982:222-236), coloca em evidência os tipos sociais que propõe corresponder aproximadamente a tipos psicológicos. Desta maneira o suicídio egoísta corresponde apatia e secundariamente melancolia; ao altruísta, energia passional ou voluntária e sentimento do dever; ao anômico, corresponde irritação, desgosto e como variedade secundária, queixas contra a vida .
Já onde estuda "O elemento social do suicídio", Durkheim (1982:237-259) tece considerações para rectificar sua posição de que o suicído só poderá ser explicado sociologicamente. " É a constituíção moral da sociedade que determina a cada instante o contigente de moretes voluntárias. Existe, pois, para cada povo, uma força colectiva, de determinada energia, que impele os homens a se matarem". Rectifica também que , em relação às condições individuais que:" Os movimentos que o paciente realiza, e que, à primeira vista, parecem só exprimir o seu temperamento pessoal, são na realidade, a consequência e o prolongamento de um estado social que manifestam exteriormente".
Ao finalizar Durkheim diz que o suicídio é um fenômeno patológico que se torna cada vez mais ameaçador. O autor acredita que a restruturação dos grupamentos locais e a descentralização profissional, que multiplicaria os centros de vida comum, se romper a unidade nacional, poderiam deter o avanço do suicídio contemporâneo, do mal-estar de que padece a própria sociedade.
Já no século XX, estudos com dados estatísticos relacionavam o suicídio a factores sociais como ocupação, urbanização, religião, mudança social, e também factores não sociais como hereditariedade, raça, clima. Porém, permanecia a questão se o suicídio era ou não relacionado à desordem mental.
Uma abordagem psicológica
Estudar o comportamento suicida exige do investigador um olhar atento à singularidade dessa situação, na qual o ser humano busca uma ruptura radical para se livrar de uma dor psíquica insuportável. A tentativa de suicídio é um forte preditor de suicídio. Assim, entender a dinâmica intrapsíquica e intersubjectiva, na qual se encontra o sujeito que comete esse acto, é extremamente importante, a fim de buscar recursos preventivos e de favorecimento à vida. Assim é um acto circunscrito em uma dinâmica singular, em que a força dos conteúdos psíquicos irrepresentáveis leva ao predomínio do traumático, daquilo que escapa ao universo representacional do sujeito.
A proposição da tentativa de suicídio como uma expressão da força do traumático é evidenciar o caráter de violência provocado pela dor psíquica. O trauma pode ser entendido como um acontecimento na vida que se define pela sua intensidade e incapacidade do sujeito em responder-lhe de força adequada em função de um transtorno, e pelos efeitos patogênicos duradouros que provoca na organização psíquica. A teoria do trauma encontra seu início nos textos freudianos de 1895, sendo reformulada na década de 1920. Tal teoria dá subsídios ao argumento de ser a tentativa de suicídio decorrente da força do traumático, portanto, um acto que pressupôe dor. Desta maneira, o trauma alude a uma dor irrepresentável, que tem como consequência um acto que ocorre sem mediação, daí seu carácter violento. A quantidade que irrompe no psiquismo buscará uma forma de descarga sendo que, na situação da tentativa de suicídio, o "acto violento" dirige-se contra a própria pessoa no acto de buscar a própria morte. Freud (1897/1987) escreve ao seu amigo Fliess, em 21 de setembro de 1896, referindo-se ao abandono da teoria da sedução; assim, a idéia de traumatismo associa-se à fantasia e à intensidade dos conteúdos psíquicos. Posteriormente, em seus textos, permitem afirmar que o abandono da idéia de sedução real não significa desconsiderar a influência do traumático na etiologia das patologias.
Para Ferenczi (1923/1997), o traumático é o que não pode ser inscrito psiquicamente. A dor corresponderia ao sentimento de degradação de si, aproximando-se da vivência de morte. Quando as tentativas de lidar com o trauma fracassam e aumenta a sensação de desagregação, medidas psíquicas drásticas precisam ser acionadas. Maia(2003), diz que na situação de imensa dor psíquica, a possível saída para a vida seria a autodestruição, na medida que põe fim à angústia avassaladora.
As contribuíções de Ferenczi ajudam a pensar a tentativa de suicídio como um acto derivado de intensidades avassaladoras em que o sujeito paga com a renúncia a própria vida. Também é importante ressalvar entre tantas contribuíções do autor sobre o trauma, é que se evidencia o efeito de quantidades que paralisam e impedem o sujeito de viver como uma unidade psíquica. O impacto do trauma deixa o sujeito à mercê do irrepresentável, o qual mostra força do que não está nomeado ao impor um circuito de dor incessante.
A expressão da dor psíquica , segundo Maia(2003), enfatiza uma vivência de dor que se dá no limite do insuportável, associando-se à ameaça de aniquilamento do Eu. Na tentativa de sanar a dor psíquica ocorrem as adicções, as somatizações, a paralisia fluxo de sejante, as anorexias, as bulimias. Essas formas conciliatórias defensivas nem sempre suprem tais estados afetivos que obedecem a uma economia de dor. O desejo de morrer é associada a uma falsa sensação de paz, de resolução de problemas. Não há outra solução para o que faz sofrer, apenas a morte surge como recurso de extinção da dor. Buscar a própria morte é o código para nomear a desesperança e rendição.
Assim o traumático resulta na impossibilidade de tramitar psiquicamente o excesso a fim de encontrar, por meio de atribuíção de sentido, outra possibilidade de resolução dos conflitos. A fragilidade decorrente dessa situação evidencia uma sequência de repetições que aprisionam e empobrecem a vida psíquica. A experiência de buscar a própria morte é tida como única possibilidade de enfrentar a dor. Há um importante prejuízo em relação a capacidade de representar simbólicamente o que ataca o sujeito intrapsiquicamente. Nessa situação de desamparo em que encontra torna-se difícil recorrer aos investimentos agregadores e vitalizantes do Eu. Percebe-se um sentimento de extrema solidão e impossibilidade de buscar ajuda frente à situação dramática que vice o tentador de suicídio.
Na compreensão da intensidade do dano psíquico causado pelo traumático configura-se a tentativa de suicídio com um acto decorrente da vivência de intensa dor psíquica. O traumático, na sua dimensão de violência e de interrupção no campo psíquico, atordoa e paralisa qualquer possibilidade de elaboração psíquica. As repetidas tentativas de buscar a própria morte equivocadamente podem ser apenas vistas como encenações sem sentido ou rico quando, na verdade, é ausência de sentido do excesso que impulsiona esse acto. Encenar é pôr em cena aquilo que está como pura quantia da de errante no psiquismo. Esses actos represados alertam para a ocorrência de uma série de actos que pode ter um final somente derradeiro acto fatal. São repetições que contam sobre força do que não está simbolizado, denunciam a presença-ausência do sujeito em relação aos seus actos.
Justificativa:
O suicídio é um fenômeno paradoxal, de um lado aparece como a mais pessoal das acções que o indivíduo pode cometer. Por outro lado, é ubíquo; ocorre ao longo da história humana. Em todos os cantos do mundo e em determinadas circunstâncias demonstra tamanha similaridade, que é possível concluir que os factores sociais desempenham papel importante ou decisivo.
A utilidade do estudo de suicídio para Saúde Pública poderia ser apontada através de algumas implicações:
-Para que o sujeito constitua um mundo interno, povoado predominantemente de bons objectos, além de considerarmos factores constitucionais, temos de nos comprometer pessoal e profissionalmente, contribuindo para constituíção de ambientes propícios. A capacidade de maternagem adequada desenvolva-se nas pessoas através da identificação com figuras carinhosas. Por mais difícil que seja enfrentar factores sociais perversos, esta capacidade pode persistir. Porém frustações reais e condições de vida precária dificultarão significativamente esta função. Famílias desestruturadas, ausência paterna, doenças, problemas financeiros, desemprego, insegurança refletirão na qualidade e na quantidade de bons objectos identificatórios (Cassorla,1984). Contrapondo-se ainda que não existam problemas de sobrevivência, o tipo de vida pode facilitar a prepoderância de maus objectos. Assim o bem material nada tem a ver com a felicidade do sujeito.
-Diagnóstico precoce de situações de frustração, perda de sofrimento emocional em pessoas mais vulneráveis. Intervenção em populações mais sujeitas a isso. Condições de identificar lutos, ajudando a pessoa lidar com seus objectos internos e com a realidade externa de forma criativa. Tratamentos psicoterápicos e técnicas de educação em saúde que avancem além do cognitivo e com ética indispensável, que critique manipulações são essenciais. A compreensão do mundo cultural é necessária: parte da dificuldade na elaboração dos lutos tem a ver com a confusão ao lidar com perdas e mortes na sociedade. Condutas auto-destrutivas, ainda que suspeitas, devem ser estudadas, compreendidas a intervenção, efectuada.
-Criação de condições que permitam o desenvolvimento da auto-estima pessoal e de sociedade. Isso somente pode ocorrer se o indivíduo é agente, activo, crítico, participante da sua vida e da vida da sociedade da qual faz parte. Assim, com maior probabilidade, ele poderá sentir-se Homem, percebendo que tem objetivos valiosos para viver, objetivos esses que o predem à vida, por si mesmo e pela descendência, fazendo-o lutar contra a destruíção.
A audestruíção humana é mais uma faceta da violência geral ou, em termos colectivos, sua expressão completa.Formas características de auto-destruíção constituem-se apenas no pico de tudo, e na margem que escondem-se inúmeros fenómenos que estão mascarados ou aparecem de maneira subtil. Teorias psicanalíticas indicam, ao lado aspectos libidinais, componentes auto-destruitivos que funcionam permanentemente. São pulsões de vida e de morte que se articulam com factores externos, ou mesmo que os atraiem.
Por outro lado, os factores externos, por vezes, podem ser compreendidos como formas de externalizar pulsões de morte, principalmente quando estas predominam. O processo civilizatório deve proporcionar condições para que as pulsões que predominam estejam erigidas do lado da vida, dialecticamente integradas em fantasias e comportamentos ligados ao amor, à construção de parcerias e à criatividade.