Suícidio. Porquê?

Eu infelizmente tambem ja passei por uma situçao dessas em novembro passado que deixou uma grande familia num grande sofrimento...[s)]

Era uma tia minha que cuidou de mim desde pequeno e que era uma mulher espetacular em todos os sentidos mas que os problemas ao longo do tempo foram muitos e foram-se acumulando que levaram a tragedia deixando principalmente quatro filhos dois deles menores e o meu tio num sofrimento que ainda hoje dura...[s)]

Nao e uma situação nada agradavel ser acordado as cinco da manha depois de um feriado com uma noticia destas e sair de casa a correr o mais rapido possivel com medo que o meu tio fizesse uma loucura e depois ser eu a dar a noticia a minha avó que sofre do coração com medo que ela sofresse um ataque e uma situação que nunca se pensa que pode passar connosco mas quando se passa e algo muito doloroso...[s)]


Desculpem o desabafo...
 
Dia 12 de Maio passado aqui em Vila Real, uma miuda de 16 anos como de costume pede à mãe para a deixar ir á disco com as amigas.
A mãe diz-lhe que não porque não queria ficar sozinha, uma vez que o pai tinha ido a pé a Fátima. A mãe retorquiu ainda que sempre que ela ( filha) pediu para sair, sempre teve autorização e que era uma questão de tempo porque sairia no fim de semana seguinte.
A miuda foge para o quarto do pai, e pega no revolver dele e dá um tiro na cabeça. Morte imediata, o pai que mal tinha acabado de chegar ao santuário, recebe uma notícia destas. [s)][s)][s)][s)][s)]
 
Ainda nao li as 3 paginas, so agora vim visitar este topico. Mas so para lembrar que a eutanásia é suicidio.

Quem se suicida poderá não estar na mesma situação. Mas ao contrario do que o autor do primeiro post do topico disse, nem todos os problemas se resolvem. Há situações mesmo desesperantes.

Que não é a minha felizmente. Tento resolver os meus problemas. Mas pode haver alguém mesmo em mau estado. E não é dificil imaginar varias situações.
 
Desenterro este tópico pelos piores motivos. [s)]

Infelizmente num espaço de 1 ano tive 2 casos, tristes, destes com 2 familiares meus, um pai e uma filha, tendo, o ultimo, ocorrido ontem.

Tento que a minha curta experiência de vida , e aquilo que me foi ensinado a acreditar me faça compreender os motivos e o que pode levar uma pessoa a praticar um acto de desespero tão grande, abandonando toda uma vida e pessoas que a amam para partir sem deixar que ninguém se despeça.

Não consegui chegar a nenhuma conclusão, embora tenha tentado compreender o acto de acordo com a vida dos meus familiares.

Contudo chego a uma conclusão, e embora a mágoa pela perda seja enorme, o que é certo é que o mal é mesmo dos que cá ficam a sofrer pelos que partem. [s)]

Desculpem o desabafo.


[s)] [s)] [s)]

Amigo, até temo o pior agora que li este tópico !

Um grande abraço e animo.
 
E também nao está provado que existe mais do que uma. [:p]

Em relação ao tópico em si, considero os suicidas extremamente invejosos e nao têem a noção da dor que causam nos seus entes familiares.

Claro que existem casos em que nem sequer há familia, desses há que respeitar a decisão, porque se não têem nada onde se agarrar torna-se complicado, mas nao impossível!

Em relação aos suicidas do médio oriente, esses vivem em sociedades completamente alucinadas e patológicas que os corrompem desde inicio.

Relativamente à teoria que apresentaram de que quanto mais inteligentes somos mais propensos a suicidio nós somos também, eu acho que nao passa por grau de inteligência mas sim pelo grau de informação que nós temos e recebemos. Estamos numa era de troca de informação, qualquer pessoa que tenha internet pode saber sobre quase tudo o que lhe interesse e não é por isso que fica mais inteligente, fica é mais informada da realidade que a rodeia e isso pode causar elevados graus de depressão que pode ou não levar ao suícidio. Exemplo: Uma criança a passar fome na Etiópia não se suicida, porquê? Provavelmente nem consegue reconhecer que a realidade em que vive, comparada com outras, é uma miséria. Enquanto que no mundo ocidental há pessoas que se suicidam porque perdem o emprego e vão ficar com a vida numa miséria, vêem-se perdidas.

Espero que a minha opinião tenha contribuido para algo. ;)

Destaquei a primeira frase porque um suicida sabe que depois de morrer nao vai sofrer ao ver os seus familiares tristes. Portanto nao lhe interessa muito.

No meu segundo destaque a negrito, concordo contigo.
 
Quando tinha 16 anos tive umas crises de adolescência e cheguei a apontar uma pistola 7,65 mm à têmpora... quando peguei na pistola via a bala a brilhar no fundo do cano e tudo. [:blush:]

Era só premir o gatilho e já estava... mas não tive coragem e estava cheio de medo.

Com esse acto ia acabar com os meus problemas e castigar (assim pensava) as pessoas que o causavam.

Por isso não gosto de julgar as pessoas que cometem suicídio, ninguém pode dizer que nunca teve vontade de o fazer ou que nunca o fará e há pessoas psicologicamente mais fortes que outras.
 
Por vezes é muito complicado conseguirmos compreender o que se passa na cabeça das pessoas, mas uma coisa é certa, se comentem este tipo de situações é porque se encontram num desespero muito grande e a única saída que encontram é a morte. E como se pode constatar, o suicidio é algo que acontece nas mais variadas idades. Há quem diga que é uma maneira cobarde das pessoas fugirem aos problemas, não sei se é se não, apenas não gosto de julgar as pessoas pelas suas acções, nem sei o dia de amanhã nem dizer desta água não beberei, mas quem o faz é porque realmente é preciso uma grande dose de coragem, para partir assim da maneira mais triste.
 
Coragem ou cobardia, não se pode por isto nestes termos.
É como dizer que quem morreu devido a um desastre de avião foi cobarde ou corajoso!
Há certos momentos que os nossos pensamentos não fazem sentido e nós não nos apercebemos disso, a umas pessoas dá para isso, a outras para aquilo, a mim, há uns tempos, pensei nisto e muito mas no final deu-me para andar uns diazinhos, o fim de semana dos meus anos inteiro ao sol à chuva ao calor e ao frio sem nunca parar nem para me abrigar... isto não é minimamente cabal mas na altura não vi isso!
 
há uns tempos, pensei nisto e muito mas no final deu-me para andar uns diazinhos, o fim de semana dos meus anos inteiro ao sol à chuva ao calor e ao frio sem nunca parar nem para me abrigar... isto não é minimamente cabal mas na altura não vi isso!

Pois, eu lembro-me....Andou alguém à tua procura cá no fórum....[s)] [s)] [s)]
 
http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=372288&tema=27

Tentativa de suicídio na GNR da Mealhada

Está em estado grave, a militar da GNR, que esta manhã disparou sobre ela mesma, no posto da Mealhada.
Só este ano, a Guarda Nacional Republicana, já registou dez casos de suicídio.
Número de suicídios na GNR quadruplicou nos últimos dois anos​


O número de suicídios na GNR, que até 2006 era de dois por ano, é agora quatro vezes superior, de acordo com dados fornecidos hoje em Gaia pelo chefe do Gabinete de Psicologia daquela força policial.



«Em 2008 estamos com 10 e até 2006 tínhamos uma média anual de pouco mais de dois», referiu o major Ilídio Canas, que falava nas I Jornadas de Prevenção do Suicídio, uma iniciativa da associação Escutar.

O oficial revelou também os esforços para travar estes casos e explicou que 100 militares da GNR já recorreram a uma linha SOS que a corporação criou em Outubro do ano passado para prevenção de suicídios.

Contrariando os dados genéricos sobre o suicídio em Portugal, que apontam para uma maior prevalência na região Sul, a GNR regista situações um pouco por todo o país.

Também ao arrepio dos dados genéricos, que indicam uma prevalência dos suicídios entre os 15 e os 24 anos e a partir dos 45/50, a média etária dos casos na GNR ronda os 33 anos de idade.

Só um caso envolveu um militar do sexo feminino.

Além de criar uma linha SOS para estes casos, a GNR está a reforçar a avaliação de traços de personalidade das pessoas que concorrem aos quadros da corporação.


«Não é fácil encontrar testes ou de avaliação.
No entanto, estamos a desenvolver alguns estudos com institutos e universidades, no sentido de encontrarmos instrumentos para a fazer esta avaliação», disse.

Por decisão de junta médica, apoiada em recomendação do Gabinete de Psicologia, a GNR está igualmente a retirar a arma e a remeter temporariamente para funções administrativas militares sujeitos a acompanhamento psiquiátrico.

No âmbito desta estratégia de prevenção dos suicídios, a GNR criou uma rede de apoio psicológico e psiquiátrico aos seus 26 mil efectivos e incrementou em 2007 o despiste de álcool e substâncias psicotrópicas.
Um estudo sobre o suicídio nas forças de segurança, realizado no ano passado e envolvendo nove situações concretas permitiu concluir que estes casos ocorrem sobretudo em agentes de autoridade que em 90% dos casos têm apenas com a escolaridade obrigatória.


Em 56% das situações, os agentes de autoridade que se suicidaram eram pessoas reservadas, tinham mau relacionamento familiar e abusavam do álcool.

Verificou-se também historial de violência familiar em 88% dos casos e tentativas de suicídio próprias (22%) ou de familiares (33%).

O estudo mostrou que 78% tinham mudado de estilo de vida nos últimos seis meses, 57 tinham perdido familiares, 56% tinham-se endividado ou enfrentavam processos disciplinas e 77% tinham mudado a sua actividade profissional recentemente.

Dos casos estudados, 45% tinham solicitado ajuda.
Diário Digital / Lusa
O têm a dizer destes casos perpretrados nas nossas forças policiais, fazendo hoje mais uma vítima e com números tendencialmente a subirem?
 
Última edição:
O suicídio deriva de uma multiplicidade de factores; não há respostas unitárias para uma questao tão complexa.

Por exemplo, vejamos os seguintes casos:

(a) há gente que se suicida porque sofre de uma doença terminal que vai provocar imenso sofrimento;

(b) ha gente que se suicida porque sofre de perturbações mentais de vária ordem que nunca foram resolvidas e que acabam por encontrar um escape no suicídio.

Cada caso é um caso e devemos evitar ao máximo generalizar e fazer juízos de valor sobre as situações.
 
O suicídio deriva de uma multiplicidade de factores; não há respostas unitárias para uma questao tão complexa.

Por exemplo, vejamos os seguintes casos:

(a) há gente que se suicida porque sofre de uma doença terminal que vai provocar imenso sofrimento;

(b) ha gente que se suicida porque sofre de perturbações mentais de vária ordem que nunca foram resolvidas e que acabam por encontrar um escape no suicídio.

Cada caso é um caso e devemos evitar ao máximo generalizar e fazer juízos de valor sobre as situações.

Concordo.
 
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