Suícidio. Porquê?

Pé Leve
Os casos de suicídio nas forças de autoridade são um "caso de estudo".

Há diversas teses, mas há diversos aspectos que influenciam muito estas ocorrências, a saber:


- As condições de serviço -

Quando deslocados e longe da família não existem alojamentos, refeitórios.

Pressão psicológica a nível do "prestar serviço", influencido pela crescente desautorização e desadequação de leis que façam respeitar a "figura policial" da autoridade, em suma do homem que enverga o uniforme.


- Remuneração -

A questão da remuneração muitas vezes está directamente ligada à deslocação do agente, pagar quarto e alimentação e ter ainda uma família algures para sustentar é de elevada pressão e carga psicológica.

O agente tem ainda de suportar os custos do seu fardamento.





http://www.rtp.pt/index.php?article=259397&visual=16&rss=0




.

Deve ser anedota esse estudo só pode[:D]

Eu e quase toda a gente compra a roupa para ir trabalhar, e não nos vamos suicidar por isso[;)]

A remuneração de um policia nem é assim tão baixa entao a malta que trabalha numa loja a ganhar 400 ou 500euros já se tinham morto todos[;)]

Trabalhar longe? e os imigrates e a malta embarcada e a malta das obras? entao já todos tinham morrido[:D]


Eles matam-se porque sao uns fracos uns frustados e estão mal com a vida e tem negocio escuros e uma arma na mão que nem a sabem usar correctamente...se se suicidaram é pk nao fazem cá falta nenhuma.
 
É normal!!

Mal pagos, isolados, realidade diferente da teoria, arma carregadinha e ali ao lado... e... :rolleyes:

E depois, nao acho 18 suicidios desde 2001 assim tanto!!

Quais sao os numeros para a população normal?
 
O problema que é assustador é no fundo andarem estes individuos na rua teoricamente para garantir a nossa segurança publica e andam armados e com tendencias suicidas[:blush:]


Então começas, direi eu, a ver porque razão o Pé Leve abriu o tópico.

E porque razão eu referi:

Há que ir fundo na resolução, e isso compete a toda a cadeia de comando, legislação mais adequada e incentivadora para os agentes, e adequar instalações para que os agentes deslocados tenham uma efectiva base de apoio.

Ou seja não minimizem, nem chutem para canto.
[;)]
 
Então começas, direi eu, a ver porque razão o Pé Leve abriu o tópico.

E porque razão eu referi:



Ou seja não minimizem, nem chutem para canto.
[;)]

Mas o que não sei é se o suicidio na policia está dentro dos valores normais ou não.

Nao acredito que se suicidem por falta de condições nem de dinheiro... se foram para a policia é pk quiseram , se nao o gostam ou se não tem perfil para o serem , abandonem e vão trabalhar a serio.
 
Mas o que não sei é se o suicidio na policia está dentro dos valores normais ou não.

Nao acredito que se suicidem por falta de condições nem de dinheiro... se foram para a policia é pk quiseram , se nao o gostam ou se não tem perfil para o serem , abandonem e vão trabalhar a serio.


O problema não é exclusivo das forças da ordem.

Reveste-se de maior gravidade nestas pelos motivos que se tornam óbvios.


Portugal

Em Portugal em 2003 11,1 pessoas por cada 100 mil morreram por suicídio sendo que a distribuição por género é de 17,1 por 100 mil para os homens e 5 por 100 mil para as mulheres[1]. Ataxa de suicídio em Portugal aumentou 100% em dois anos - 2002 e 2003 -, gerando preocupação na comunidade médica que aguarda os números relativos aos anos de 2004 e 2005 para confirmar se a tendência se mantém. Os últimos dados revelam que se registam 1100 suicídios por ano, no país.
Portugal passou de cerca de 500 suicídios por ano, no final da década de 90, para 1200, em 2002, e 1100, no ano seguinte. Um aumento de taxa que ultrapassa os 100% e que está a deixar a comunidade médica apreensiva e na expectativa de se voltar aos anos negros das décadas de 30 e de 80, altura em que o número de suicídios foi sempre em crescendo.

Ou ainda

«Imprensa trata suicídio de forma desastrosa»
ENTREVISTA

Carlos Saraiva


As tentativas de suicídio aumentaram em Portugal na última década. Segundo o presidente da Sociedade Portuguesa de Suicidologia, as notícias sobre o tema não ajudam à prevenção

Miguel Carvalho / VISÃO nº 457 6 Dez. 2001


Explica tudo tintim-por-tintim, sem preocupações de cátedra. Bem pelo contrário. De resto, pouco sentido faz vestir de meias-palavras ou rebordos de linguagem o nu e o cru das situações. Carlos Braz Saraiva, psiquiatra, presidente da Sociedade Portuguesa de Suicidologia, coordenador da Consulta de Prevenção do Suicídio dos Hospitais da Universidade de Coimbra, alerta para os riscos de continuarmos a virar a cara àqueles que, num momento de angústia profunda, tentam a morte numa última mensagem do espírito e do corpo para chamar a atenção. O para-suicídio em Portugal é um caso muito sério, mas continua desvalorizado até «por técnicos de saúde».

VISÃO: O que é o para-suicídio?

CARLOS SARAIVA: Em determinada altura, decidimos fazer uma coisa inédita em Portugal. Desde o final do século passado que há dados sobre suicídio consumado, mas não havia números sobre as tentativas de suicídio. Muitas vezes confunde-se o suicídio frustrado (alguém dar um tiro na cabeça e falhar, tentar enforcar-se e não conseguir, por exemplo) com o para-suicídio. Neste caso, referimo-nos a pessoas com comportamentos de risco que tocam o suicídio, mas cuja intenção letal é supostamente baixa. São comportamentos mais apelativos do que destrutivos, sobretudo para tentar modificar o meio ambiente. O suicídio e os comportamentos suicidários não estão catalogados como doença, mas sim como um comportamento anómalo. Doença é o que leva a isso. O espectro final do desespero é o comportamento suicidário, mas as estradas que levam a esse ponto são diversas: depressão, droga, álcool, distúrbios da personalidade, esquizofrenia, etc.

V: Que estudos existem sobre o para-suicídio?

CS: Os estudos sobre as tentativas de suicídio têm sido desenvolvidos ao longo da década de 90. Sendo as tentativas de suicídio ou para-suicídio um fenómeno de cariz também social, importava ver o que aconteceu na década. O estudo epidemiológico foi feito em Coimbra, mas acontece que o concelho tem um núcleo urbano e suburbano e indicadores macroeconómicos que mimetizam o todo nacional. Por isso, podemos sempre fazer alguma extrapolação meramente indicativa. Verificamos, então, que as taxas de suicídio estão a baixar em Portugal – de 900 suicídios para 600 por ano –, mas as tentativas têm vindo a subir ligeiramente: são cerca de 250 suicídios por cem mil habitantes/ano. A situação não melhorou.

V: Em termos europeus, é grave?

CS: Comparamos estes dados com o que a Organização Mundial de Saúde fez em 15 cidades da Europa e descobrimos que Coimbra não ficava muito bem no retrato: aparecia em segundo lugar, logo a seguir à cidade francesa de Cergy-Pontoise. Isto permite supor que, a nível nacional, a taxa de tentativas de suicídio é elevada, mesmo para o panorama internacional, designadamente nas raparigas adolescentes entre os 15 e os 25 anos. Houve uma subida gradual dos comportamentos suicidários, designadamente do tipo para-suicídio, no sexo feminino, mas também no sexo masculino. Há um fenómeno novo: os homens, entre os 30 e os 35 anos, estão com taxas de para-suicídio mais elevadas.

V: Como se explica esta situação?

CS: Estamos a falar de fenómenos altamente complexos. Não há uma relação de causa-efeito simples. Os psiquiatras têm uma explicação, os sociólogos terão outra e assim por diante. Pessoalmente, creio que as tentativas de suicídio são um comportamento. E se assim é, visam um objectivo. Isso, de algum modo, pode significar uma dimensão de desespero e de apelo que não tem, da parte dos protagonistas, outras alternativas.

Aparentemente, a personalidade está na essência de muitos destes comportamentos. Isto é: as pessoas não adquiriram outras estratégias para lidar com a angústia, a solidão e o desespero e utilizam o corpo como manifesto da revolta. O corpo é assumido como linguagem, ou seja, as pessoas não conseguem resolver certos problemas com determinados estratagemas de comunicação e usam o próprio corpo para o fazer. Por isso, uma coisa é o para-suicídio (que visa mudanças de vida, isto é, a intenção letal é baixa) e outra coisa é o suicídio consumado ou frustrado que, de algum modo, pressupõe aquilo que o senso comum acha que é uma aniquilação.

V: Em que extracto social é mais frequente o para-suicídio?

CS: Ocorre mais nas classes baixas e médias baixas. São essencialmente pessoas que vivem em territórios confinados em meios suburbanos e onde as explosões de conflitos interpessoais é muito intensa. Quase sempre, há uma figura-chave e, normalmente, este tipo de pessoas entra num serviço de urgência após uma tentativa de suicídio motivada por uma querela emocional. São pessoas que não sabem lidar com conflitos que envolvem intensamente os afectos. Entre as vulnerabilidades neurofisiológicas e as dificuldades induzidas pelo carácter há uma confluência de perturbações que podem levar, em determinadas circunstâncias, à eclosão de um comportamento suicidário.

V: As motivações são mais do âmbito familiar ou profissional?

CS: As tentativas de suicídio acontecem com mais frequência por causa da situação familiar. O peso dos conflitos profissionais é relativamente baixo, embora ocorram mais nos homens. Nessas situações, os suicídios são normalmente consumados.

V: É possível definir um perfil do para-suicida?

CS: São pessoas com distorções cognitivas, é como se estivessem a ver o mundo com umas lentes disformes. E quase sempre vêem o mundo de uma forma maniqueísta: os bons e os maus; o certo e o errado; o perfeito e o imperfeito; o preto e o branco; o tudo ou nada; a vida e a morte. Por isso é que uma das regras básicas de quem, como eu, faz psicoterapia, é dizer às pessoas que, entre o preto e o branco, há cinzentos. Há outros aspectos como a grandiosidade primitiva e o pensamento mágico, isto é, muitos destes indivíduos vivem a vida como se fosse um desenho animado e, nesse sentido, aproximam-se das crianças em termos intelectuais.

Estes doentes são observados de acordo com uma entrevista de avaliação dos comportamentos suicidários. Pede-se-lhes para se colocarem num retrato com as pessoas mais significativas no plano dos afectos. É uma tentativa de casamento entre aspectos quantitivos e qualitativos. E isto permite-nos saber como é que uma pessoa se sente depois de uma tentativa de suicídio e aquilo que almeja mais, qual é a sua expectativa principal.

V: Como se pode alterar este quadro?

CS: Só com uma intervenção multidisciplinar se pode atenuar esta situação, envolvendo a comunidade. Contudo, é preciso perceber que este é um fenómeno desvalorizado. Das pessoas que dão entrada nos hospitais com tentativas de suicídio, uma em cada cinco é internada num serviço de psiquiatria. Os outros quatro casos são desvalorizados até por técnicos de saúde mental. Do ponto de vista da satisfação pós-comportamento suicidário e das expectativas dos doentes, 12% nunca esperam nada de bom. Atrevo-me a dizer que, nesses, o risco de suicídio é maior numa crise posterior. Ora, aquilo que parece pueril, infantil, manipulativo ou apelativo num determinado momento pode resultar na consumação do suicídio numa fase posterior.

A prevenção do suicídio começa nos chamados grupos de risco clássicos como toxicodependentes, esquizofrénicos, deprimidos graves, mas também naquelas pessoas que, em comportamentos aparentemente pueris, tentaram suicidar-se. E isso deve ser valorizado.

V: Como deve a Comunicação Social lidar com o fenómeno do suicídio?

CS: As notícias de suicídio devem merecer apenas um breve apontamento, uma nota de rodapé. Sem falar de pormenores, sem detalhes quanto ao método do suicida e do eventual local onde foi cometido. Jamais noticiar suicídios de figuras mediáticas de forma a que possam servir de hipotético modelo para pessoas perturbadas. Corre-se o risco de glorificar o suicídio e isso provoca fenómenos de imitação.

O exemplo mais emblemático a esse respeito é o caso de Kurt Cobain, vocalista do grupo rock Nirvana, que se suicidou há uns anos. Em Coimbra, tivemos vários casos de adolescentes que deram entrada no serviço de urgência dizendo que tinham tentado suicidar--se pensando em Kurt Cobain. Entre outras coisas, ele escreveu que tendo atingido a fama não havia mais nada a não ser a morte. Isto dito por um indivíduo que é tido como um modelo, um herói e um génio entre determinados jovens que estão à procura da maturidade, pode gerar um balancear entre o viver e o morrer. E pensam assim: «Então, se o Kurt Cobain, que é o meu génio, pensa isto e decidiu isto, porque é que eu não faço o mesmo?»


V: Em Portugal, houve exemplos desses?

CS: O caso da cantora Cândida Branca-Flor. Houve um jornal, sensacionalista, que ocupou toda a primeira página com a fotografia dela e, inclusive, publicou alguns dizeres indevidos do ponto de vista ético. Se já em termos noticiosos é duvidoso fazer isto, decididamente não é uma boa estratégia em termos de prevenção do suicídio.

Quando se aborda de uma forma pormenorizada o suicídio de uma figura pública deve-se, pelo menos, incluir dados sobre as estratégias de prevenção e os sítios a que as pessoas podem recorrer. Caso contrário, a notícia pode ser apenas o interruptor, pois vai mexer com muita gente que está deprimida, já tentou suicidar-se ou está na iminência de o fazer.

V: De uma forma geral, a Comunicação Social procede mal?

CS: A forma como trata estes assuntos é desastrosa. Dou-lhe mais um exemplo: houve o caso de um jovem que desapareceu. Isolou-se num parque de campismo da zona centro do País, eventualmente com o objectivo de cometer suicídio. A família recorreu à comunicação social e o pai apareceu na televisão a dizer que o filho tinha desaparecido e provavelmente já estaria morto. Esse jovem veio ter comigo – era meu doente – e não imagina o investimento que foi preciso fazer em termos psicoterapêuticos, não só para resolver os problemas que o levaram a várias tentativas de suicídio, mas também para que conseguisse ultrapassar a mediatização do assunto. Mesmo no caso do jornalista Miguel Ganhão Pereira, a Comunicação Social não esteve bem. E talvez isso explique o facto de ter havido, logo a seguir, outras tentativas de suicídio na Ponte 25 de Abril.

Notas:
1. Carlos Braz Saraiva é natural de Coimbra, onde nasceu em 1950. Licenciou-se em Medicina em 1975 e é doutorado em Neuropsiquiatria (Psiquiatria e Saúde Mental). É professor de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da «velha» cidade universitária e coordena a Consulta de Prevenção do Suicídio dos Hospitais da Universidade de Coimbra. Preside também à Sociedade Portuguesa de Suicidologia. A morte, enquanto «último tabu do final do século XX», é um dos motivos de reflexão nos vários livros que tem publicados.

2. Publicação de entrevista autorizada pela Direcção da Visão.

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Nota de Imprensa Categoria: Geral Data: 2003-07-07 Visualizações: 4563 Fonte: © Copyright VISÃO / Edição nº 457
http://www.visaoonline.pt/paginas/Conteudo.asp?CdConteudo=25768


O problema é mais grave do que se pensa, e é fruto dos tempos modernos e da sociedade que criámos.
 
Estas questões já há algum tempo que são debatidas em determinadas instituições.

Por exemplo nas Forças Armadas e já em 1988 havia casos que intrigavam as chefias.

Por exemplo um grande amigo meu, da minha criação e idade, suicidou-se num posto de guarda com a G3 que lhe estava atribuída. [s)]

Tinha 21 anos. :(

E eu já vivi de perto, a tentativa de suicidio com barbituricos, por três vezes, por isso, há coisas que levam a isso, e que nós nem nos apercebemos apesar de todos os sinais

E se repararem os stress e a pressão que a sociedade consumista exerce, tem levado a um cada vez mais crescente numero de suicidios na população jovem.
Desde o mal de amores, à pressão das notas à impossibilidade de alcançar o nível que alguns colegas apresentam e que almejam em ter.

Vejam este documento (pdf)
Suicídio - respostas a questões frequentes


E passem neste site.
Soc.Portuguesa.Suicidologia
 
Estas questões já há algum tempo que são debatidas em determinadas instituições.

Por exemplo nas Forças Armadas e já em 1988 havia casos que intrigavam as chefias.

Por exemplo um grande amigo meu, da minha criação e idade, suicidou-se num posto de guarda com a G3 que lhe estava atribuída. [s)]

Tinha 21 anos. :(

Bem um "puto" de 21 anos se suicidar é grave, qual foi o motivo? para ter 21 anos devia ter saído da tropa á pouco tempo e tinha acabado de entrar na GNR...seia um novato
penso que nesse caso a causa possa ser tudo menos a gnr...
 
Sim, mas o problema é o perigo que representa haverem pessoas com tendências suicidas armadas...

Eu explico. É claro que as polícias têm de andar armadas, evidentemente. É certo, porém, que se tratam de profissões de grande confronto com realidades brutais e trágicas, do dia a dia, e do risco permanente que eles atravessam, diverso do nosso, cidadãos "comuns"!...

Não me parece que se deva olhar o tema com a ligeireza do, "Matam-se? E depois?", porque, num ápice, passa do matam-se ao matam...

O que fazer? Olhar o problema de frente e rever as condições de vida que eles levam, profissionais e pessoais. O que auferem, as horas que trabalham, os sinais de desvio (alcoolismo, actividades extra, etc...) e, depois de sinalizar, intervir!

Como? Diagnosticando permanentemente e adaptando quem faz o quê em função do seu "equilíbrio" psicológico! Estabilizar, sobretudo remunerando mais condignamente! Reformar mais cedo, pois de uma profissão de efectivo desgaste rápido se trata, com todo o significado que isso tem!

Esquecer, ou não querer ver, esses sinais é desprezar a nossa segurança enquanto cidadãos deixando que andem nas ruas polícias que podem não estar bem (...) até ao momento em que isso interfira com a nossa vida, ou, pelo menos, com as vidas deles!...

Pé leve, o psiquismo do suicida é sensivelmente diferente daquele do homicida.

É raro um suicida ser homicida. O comum é um homicida tornar-se suicida como escape a uma situação que sabe complexa, mas tal não era o seu desígnio obsessivo, marcante, central.
 
Bem um "puto" de 21 anos se suicidar é grave, qual foi o motivo? para ter 21 anos devia ter saído da tropa á pouco tempo e tinha acabado de entrar na GNR...seia um novato
penso que nesse caso a causa possa ser tudo menos a gnr...


Não, percebeste mal.

Suicidou-se mesmo num posto de guarda, num quartel do Exército, durante o SMO.

:(

As causas nunca foram conhecidas, da família à namorada, foi incompreensível, e não foi acidente, o disparo ocorreu na zona torácica.
Além de que a cartucheira com munições era entregue selada e a arma está descarregada.
 
Nem por isso, olha que de perigoso um policia suicida tem muito pouco, é um probleme que ele tem e quer por término à sua vida, como muito cidadão qualquer! Agora por ser policia n tem problemas na vida? Enganam-se.. Os problemas existem, e se me disseres que n têm apoio psicológico, agora ir a um psicólogo, terem que pagar acho mal, mas isto já são outros assuntos! Mas que n têm qualquer tipo de apoio, não têm!
 
Eles suicidam se porque acho que na minha opinião é uma profissaõ um bocado injusta e pouco remunerada monetariamente

eles maioritariamente vivem sobre pressao, pois coo ja foi dito eles sao funcionarios publicos mas tem de comprar a sua farda e tem muitas coisas que a meu ver nao sera o mais justo, e talvez por motivos psicologicos devido a alguns problemas profissionais leva ao suicidio
 
Desenterro este tópico pelos piores motivos. [s)]

Infelizmente num espaço de 1 ano tive 2 casos, tristes, destes com 2 familiares meus, um pai e uma filha, tendo, o ultimo, ocorrido ontem.

Tento que a minha curta experiência de vida , e aquilo que me foi ensinado a acreditar me faça compreender os motivos e o que pode levar uma pessoa a praticar um acto de desespero tão grande, abandonando toda uma vida e pessoas que a amam para partir sem deixar que ninguém se despeça.

Não consegui chegar a nenhuma conclusão, embora tenha tentado compreender o acto de acordo com a vida dos meus familiares.

Contudo chego a uma conclusão, e embora a mágoa pela perda seja enorme, o que é certo é que o mal é mesmo dos que cá ficam a sofrer pelos que partem. [s)]

Desculpem o desabafo.
 
Por vezes começamos a pensar demasiado na nossa insignificancia que nos esquecemos de pensar no nosso significado.
Vemos obsessivamente só o prato da balança e recusamo-nos a olhar para o outro.
E infelizmente há a quem a doença não leve a coragem, a capacidade de iniciativa antes de levar a capacidade de sentir se tudo está ou não em condições com nós próprios
 
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